História I promise save you. - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Acaso, Chanyeol-centric, Hetero
Visualizações 29
Palavras 830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 02 - Vortex


Chanyeol pensou e repensou sobre suas decisões, todas elas. Ainda pensava, por que jogara seus comprimidos fora? Era só... Acabar com tudo naquele momento mesmo.

Aguentar aulas nunca foi tão doloroso. Poderia ter terminado tudo ontem, e não ter vindo assistir à aula de biologia da senhora Cho. Mas a tal Saturno o fez pensar, e não estava gostando disso.

Voltou para casa e comeu pouco, pois não aguentava mais. Uma maneira não deu certo, que tal se... Se enforcasse-se? Seria uma boa. Ou causar um acidente de carro? Estava no último ano, poderia dirigir. E se... E se cortasse os pulsos? Não, muito aparente. O que o prendia afinal?

A nem tão esperada noite chegou, e se deitou mais cedo para não conversar com ninguém. O celular toca.

-Alô? – Atende desanimado.

-Senhor Chanhyeon? Poxa, que sorte, achei que não iria me responder. Boa noite! – A voz infantil de Saturno estava tão contente. Ele gostaria de ser assim de novo.

-Você é estranha. Quer conversar de novo? – Perguntou.

-Quero! Foi exatamente pra isso que eu liguei. Números aleatórios nunca me atendem mais de uma vez, e é por isso que eu anotei o seu, talvez seja fixo. – Explicou.

-Bem... Noite pra você também. Não está muito boa pra mim. – Deu de ombros. – Sobre o que quer falar hoje, Saturno?

-Ah... Eu tenho muitas coisas para falar. Mas do que o senhor gosta? Devemos ter algum assunto em comum.

-Eu não gosto de nada, atualmente. Nada me faz feliz. – Confessou.

-Ah... Pra isso que eu estou aqui, né? O acaso estava à seu favor. Eu gosto de desenhar. O que o senhor pensa sobre desenhos?

-Tenho medo. Eu também gostava, mas depois de me expressar até demais, passei a sentir medo de desenhar.

-Ah... O medo. Quanto você já perdeu por causa dele?

-Fala como se você não tivesse medo de nada.

-E eu tenho. Eu não saio de casa, para lugar algum. Sou levada para escola de carro, e não consigo conversar com pessoas pessoalmente. Sou um alguém tedioso, e minha consequência certamente foi não ter amigos e estar conversando com você agora. E a sua consequência? Qual foi?

-... – Ficou em silêncio novamente. – Eu não quero mais viver. – Disse, por fim.

Um suspiro, do outro lado.

-Entendo. – Falou. Seu timbre de feliz, ficou sério. – Queria conhecer você direito, para te dar motivos pra viver.

-Não há nada que você possa fazer.

-Posso tentar pedir que fique aqui pra conversar comigo. Todos os dias. Eu sei assuntos legais pra falar. – Sugeriu.

-Falar com crianças não é bem meu passatempo preferido.

-Mas pode passar a ser. Eu nem sou criança. – Defendeu-se.

-Você não me disse sua idade.

-Eu tenho quinze anos. E você?

-Dezoito. – Respondeu. – Uma garota de quinze anos, antisocial ao extremo, medrosa, insegura e entediada. Essa é você, Saturno?

-Um recém adulto de dezoito anos, depressivo e suicida, que está triste demais para querer viver. Esse é você, Chanhyeon? – Perguntou.

O nome estava errado, mas fora bem descrito. Tsc, quem liga?

-...

-Perdão, fui longe demais. Mas enfim, vamos conversar. É pra isso que eu liguei. Sabe, uma garota da minha escola morreu ontem. Foi fazer um aborto, mas foi clandestino, e como não estava tudo bem esterilizado, ela morreu com infecção.

-Ela tinha quantos anos?

Chanyeol não queria realmente saber. Mas Saturno se esforçava tanto, tudo porque não tinha com quem conversar, era uma problemática como ele. Antes de morrer, deveria fazer algo por alguém.

-Dezesseis. Dezesseis anos. – Disse triste. – Kim Sohyeon, o nome dela. Ela me deu chocolate, quando teve um evento na escola, e eu nunca mais esqueci dela. Ela estava toda bonita, com aquela barriga, sabe?

-Aham.

-Fiquei triste por não ver ela na escola. Se o aborto fosse legal, ela não teria morrido. – Murmurou. – Senhor Chanhyeon, o que o senhor acha do aborto?

-Eu? Não consigo opinar acerca disso. Mas acho que deveria ser legal, afinal, as pessoas que dizem que são contra, veem alma num feto, mas não na criança que está abandonada na rua. – Falou. Silêncio.

-O senhor não sabe, mas eu estou sorrindo. Você é o tipo de pessoa que poderia ter salvo ela.

-Não posso salvar nem a mim mesmo.

-Pode sim, você pode. Só... Confie nisso. – Falou baixo. – Ou, deixe comigo.

-Você é louca.

-Obrigada! – Riu, e ele bufou.

“YAH, SUA ESQUISITA, JÁ MANDEI DESLIGAR A PORRA DO TELEFONE, DAQUI A POUCO DENUNCIAM VOCÊ E EU E SUA MÃE TEMOS QUE LIDAR COM A POLÍCIA!”

Silêncio por um tempo.

-Senhor Chanhyeon, eu preciso ir. Você vai estar aqui amanhã? Prometo ligar mais cedo.

Ele não respondeu.

-Até amanhã. – E a ligação foi encerrada.

Ele não tinha ideia de que voz era aquela, e que história era essa de salvar outro alguém. Um vórtice de pensamentos o assolava, e ele pensava se realmente queria estar ali no dia posterior. Salvou o número da garota, para pelo menos reconhecer no visor antes de atender ou ignorar.

Solitária aleatória. — Contato salvo.



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