História I promise save you. - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Acaso, Chanyeol-centric, Hetero
Visualizações 32
Palavras 974
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 03 - Kare Uta


Lee Saturno era estranha. Definitivamente, uma criança muito estranha. Fazia ligações aleatórias, e tinha vergonha de falar com pessoas em público.

Era levada para escola de carro, pois detestava sair na rua. Não interagia com os colegas, e não se achava suficiente para ninguém.

Saturno era um nome engraçado, escolhido pelo pai, já falecido. A mãe, Lee Chaerin até chegou a se casar de novo, mas o padrasto não era lá muito compreensível.

A verdade, é que a garota, de 1,55 de altura, cabelos curtos e pretos, com mechas de azul bebê, e óculos redondos e cor-de-rosa, se odiava. Se odiava a cada vez que se olhava no espelho, e queria ficar sozinha.

Mas ao mesmo tempo, queria alguém para conversar. Números aleatórios eram sua válvula de escape, e ela não via problema algum nisso. Na verdade, passou a ter mais ânimo após conhecer “Chanhyeon”. Ele era tão triste quanto ela, mas não a ignorava. Tudo nele gritava socorro, silenciosamente, o tempo inteiro.

Talvez fosse presunção da pequena garota, mas queria salvá-lo. Fora a pessoa com mais consideração que já a atendeu, e ela precisava de alguém para conversar. Ainda que tarde.

Há uma semana, deixou de telefonar, afinal, seu padrasto tomou seu telefone.

Um detalhe sobre a estranha Saturno: Sua mãe, a apoiava em tudo. Já o padrasto não suportava tudo aquilo que dizia ser “frescura”, e no que pudesse proibi-la, proibia.

Chaerin devolveu o celular da filha, porque achava que as ligações a faziam bem. Pois ela queria só conversar, e não tinha nada de errado. A primeira coisa feita pela garota foi procurar o número do tal Chanhyeon no histórico e discar, ainda que fosse pouco mais de meio dia, e não noite ou madrugada.

Uma, duas, três chamadas. Na quarta, sentiu medo de que ele já tivesse partido. Mas parece que o acaso continuava a favor dos dois.

O Park corria. Corria desesperado, por passar por um atalho perigoso e encontrar Jensen Woodson lá. Há exatos dois meses, Jensen, o delinquente que rondava a escola, o abusara.

Chanyeol era abertamente pansexual, e por isso Jensen achou que ele aceitaria qualquer coisa. Quando não quis, o forçou, e isso fez com que Chanyeol se abandonasse um pouco mais. Mas Jensen gostou. Queria de novo, e por isso agora o garoto estava sendo perseguido.

Ao parar num estabelecimento público, após desviar a atenção do Woodson dele, o Park escondeu-se atrás de uma máquina de refrigerante. O peito doía, a respiração estava ofegante, e o celular tocara. Olhou o visor.

Chamada recebida – Solitária aleatória.

-Saturno, não é uma boa hora. – Atendeu.

-Ah... Eu sinto muito. – Parecia tristonha. Até notar a respiração do rapaz. – Senhor Chanhyeon... O senhor está bem?

-Você não deveria ter ligado... Não agora.

-Você quer que eu ligue pro hospital? Para polícia? Ou sei lá, para um centro psicológico?

Então os grandes olhos do Park derramaram grossas lágrimas.

-Eu só quero desaparecer... – Disse com a voz engasgada. – Desligue enquanto pode.

-Senhor Chanhyeon, se acalme, concentre-se no som da minha voz, você consegue?

-Eu preciso morrer.

-Shiu... Ouça, tá bom? – Suspirou. – ... Desde criança sonhava dentro do sonho. Um atrás do outro, suportamos, sorrimos, choramos, nos machucamos. Vamos juntos em direção à mesma cor do sonho. Nos momentos difíceis sem saída mostrei a minha fraqueza, e a pessoa em quem confio, suportou-a. Eu só sei dizer palavras desajeitadas, mas até a voz falha sair, quero ficar aqui. Nos momentos tristes sem saída, tristeza transborda que nem lágrimas. E nos momentos felizes, tão felizes que não se transformam em palavras. Com um sorriso cante uma canção alegre.

A voz de Saturno não era a mais afinada. Mas era um timbre infantil, inocente. Chanyeol era fluente em japonês, então ele entendia perfeitamente bem a triste canção entonada pela mais nova. Mas aos poucos, sua angústia desaparecia, e seu coração se acalmava. E ela continuava.

-Até a voz falha sair, quero ficar aqui. Até a voz falha sair... – Então acabou. Silêncio.

Os soluços de Chanyeol cessaram. Só a respiração agora calma, e os olhos fechados.

-Senhor Chanhyeon?

-Yeol. – Disse fraco demais para continuar sustentando a mentira.

-Perdão...?

-Chanyeol. O meu nome é Chanyeol.

-Você mentiu pra mim? – Perguntou.

-Eu sinto muito. – Murmurou.

-... Tudo bem, senhor Chanyeol. Mentiu sobre mais alguma coisa?

-Não. Não que eu saiba. Eu acho.

-Esqueça isso, é só um nome. – Ele enfim abriu os olhos. Ela não se importava mesmo? – O senhor está bem agora?

-Não sei. Mas pare de me chamar de senhor.

-Desculpe, é que eu não te conheço bem, achei mais respeitoso. Chanyeol, eu quero que levante daí agora, e peça ajuda.

-Não! Eu não quero.

-Você precisa. – Murmurou.

-Saturno... Eu quero morrer. Mas eu estou com medo. – Sua voz estava fraca. – Pela primeira vez, eu estou com medo.

-É a terceira vez que nos falamos. Você é um aleatório fixo. Por favor, levanta e pede ajuda. Eu prometo estar aqui, quando você voltar.

-Não posso. Eu não consigo.

-Consegue sim. Chanyeol, você é mais forte do que pensa, e se você voltar desamparado... Eu prometo salvar você. – Disse, respirando fundo.

-Você sempre diz coisas parecidas. E se não conseguir?

-Eu vou tentar. Chanyeol, eu não sei o que está acontecendo, e eu não espero que me conte, porque eu sou muito suspeita. Mas por favor, parece sério, e você não pode ir ainda. Eu não quero ficar sozinha. – Desespero. – Peça ajuda. Por favor.

-Vai estar aqui, quando tudo acabar mesmo?

-Você pode me ligar. E aí podemos conversar.

-Saturno...

-Vá. – A ligação foi cortada.

Chanyeol percebeu que passara bons minutos ali. Jensen não o encontraria tão cedo. Foi nas configurações, alterando o nome do contato.

Contato alterado – Salvadora aleatória.

Levantou-se cambaleando, e foi até a delegacia, pronto para fazer uma denúncia. Se iria desaparecer, que fosse impedindo aquele filho da puta de violentar mais alguém.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...