História I promise to love again -Yoonmin- - Capítulo 15


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Jimin!top, Taekook, Yoongi!bottom, Yoonmin
Visualizações 274
Palavras 3.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OMODEUSO

Ah, oi meus docinhos. Boa leitura!

Tó capítulo.

Capítulo 15 - Acho que já te amo...


Fanfic / Fanfiction I promise to love again -Yoonmin- - Capítulo 15 - Acho que já te amo...

[...]

– Então tu levou uma surra do JungKook? – Eu perguntei incrédulo. Jimin riu de nervoso e concordou.

– Pois é. Ele que quebrou meu nariz, porém ele deve estar acabado – O mesmo disse. Eu ainda estava incrédulo, eu deixo o cara sozinho por alguns dias e ele apanha do meu melhor amigo?

O mundo está perdido.

– Hey, você bateu nele também?

– Não exatamente... Foram meus seguranças. – Ele murmurou

– Ah não. Qual foi, JungKook parece um doido. – O respondi. – Na boa, ele sempre foi agressivo para resolver problemas...

– Percebi.

– Yay! Você também foi um bosta. – Reclamei e o mesmo assentiu. – Me machucou pra porra, me humilhou, acabou comigo...

– Ta! Ta! Quer fazer eu me sentir mais culpado do que já me sinto?

– É.

– Aigoo... – Dessa vez eu ri. – Do que está rindo?

– Sei lá. Enfim, quer mesmo me levar ao psicologo? Seu carro foi tirado de você, né?

– Já foi devolvido. – Disse e eu suspirei. – Nem adianta suspirar! Irá ao psicólogo nem que seja preso no capô do carro.

– Hoje não dá mais. – eu disse e o mesmo deu de ombros.

– Sempre há o amanhã. E talvez você esteja melhor amanhã, huh?

– Não vai mesmo desistir?

– Eeer... Não.

[...]

A noite passou e Jimin saiu da minha casa só depois que dormi – eu acho – porque lembro-me bem de ficar conversando até tarde com ele. Enquanto Jimin falava de coisas que lhe aconteceram eu comia uma salada que o mesmo fez e por esse mesmo motivo eu me engasguei com alface quando ouvi a história de como ele ficou com trauma de montanha russa.

Mano ele deixou o celular cair lá de cima.

As expressões dele eram as melhores, eu achei alguém mais retardado que eu e JungKook juntos.

Ao que perguntei porque ele agia assim no meio da conversa e bem, ele simplesmente respondeu que estava tentando ao máximo me fazer rir e isso me desarmou um pouco... Me senti bem e ao mesmo tempo mal por não demonstrar nada na hora em que ouvi isso sair de sua boca.

Eu sou mesmo um bosta. Novidade? Nenhuma.

Acordei cedo dessa vez. Mais disposto a levantar e isso se estendeu até certo momento em que subitamente a lâmina que eu procurava há uma semana caiu de uma das roupas que eu tirei do guarda-roupas para usar.

Olhar para ela e ver que estava meio enferrujada me fez lembrar o porquê disso; depois do trabalho ela sempre era lavada e deixada ali.

Acabando completamente o meu dia por um simples detalhe, lá estava eu sentado na cama sem camisa e com uma cara de paisagem enquanto encarava minhas cicatrizes. Eu espero muito que Jimin não as veja um dia... Parece mesmo se importar comigo e eu não saberia o que fazer caso ele perguntasse sobre aquilo.

Tentei ao máximo esquecer e calcei os sapatos, ouvi passos no andar de baixo e não me preocupei em saber quem era, apenas esperei para ver quem era.

Levantei e fui indo até a camiseta que escolhi, joguei a lâmina que tinha caído da mesma minutos antes e a peguei. Antes de vestir, eu me senti observado e ao virar, vi Jimin ali encostado ao batente da porta de braços cruzados e olhar direto para mim.

– Oi pra tu também. – Eu disse.

– Hã? Quê? – O garoto parecia ter acordado ali mesmo – É o que?

– Eu disse "oi". Que foi?

– Nada... – Notei um tom mais rosado em suas bochechas e franzi o cenho.

– Apanhou de novo?

– Não, por quê? – Ele ainda parecia voado. Qualé a desse gay hoje?

– Ah... Ta vermelho, seu rosto ta vermelho.

Ele apenas concordou balançando a cabeça freneticamente.

– Ahn... Pode vestir logo essa camisa? Tenho que ir trabalhar, sabe?

– Tô sabendo... Eu hein. – Ri.

[...]

– Entregue! – Jimin disse assim que chegamos no consultório.

– Certeza que é aqui? Eu devia estar na rua número 190... Sabe, onde tem um imóvel de número 56 na parede e...

– Isso não é sua casa?

– Exato!

– Hahahaha... – Fingiu rir – Para de graça e entra. Boa sorte, Yoongi! – Ele sorriu e eu ri frustrado até.

– Ok... Esteja aqui às 10:00. – Pediu.

Assim que saí do carro, Jimin foi embora. Suspirei e olhei para o consultório bem na minha frente e demorei entrar, estava nervoso e já na recepção do lugar uma mulher bem mais velha me olhava querendo sugar minha alma de canudinho.

– O que deseja? – Ela perguntou.

– Marcar uma consulta com o psicólogo...

– Por que não faz a consulta agora? Ele está livre e hoje não veio quase ninguém. – Ela disse enquanto pegava um papel e caneta – Seu nome?

– Min Yoongi. – Respondi – Eu acho que farei hoje mesmo. – Disse, afinal eu queria sair dali o mais rápido possível. Voltar na mesma semana estava fora de cogitação.

– Ok, vá reto e entre na sala número 21.

Eu fiz o que ela disse e não demorou para eu achar a bendita sala, bati três vezes na porta e logo fui respondido com "entre". Quando adentrei o lugar, vi alguém familiar sentado ali sorrindo abertamente.

– Olá, sou Hoseok. Mas pode me chamar de J-Hope. – Disse ele vindo até mim.

E do nada, me abraçou.

Eu sequer retribui, não esperava.

– Venha, sente-se. – Pediu. Fui até a cadeira e sentei-me. Logo o cara estava à minha frente e eu ainda o achava familiar, seu nome também era mas no momento aquilo mal importava.

– Como está você? – Ele perguntou.

– Ahn... Sei lá. – Respondi e suspirei, não consegui manter contato visual e apenas abaixei a cabeça – Sinto que estou voltando no passado outra vez e isso não me faz bem.

– Ah, sim... Sabe, coisas do passado tendem a nos prender se não forem totalmente superadas.

– Tipo esquecidas?

– Não, não. Esquecer é diferente de superar, quando você esquece aquilo ele pode voltar e machucar do mesmo jeito, já superando você pode pensar, lembrar... Não vai machucar. – Assenti. – Então, você sente que superou isso que aconteceu?

– Não. Nem sinto que irei superar. – Murmurei.

– Não! Não diga isso, qual é seu nome?

– Min Yoongi. – O mesmo se manteve calado um tempo após eu falar e puxou um papel com uma caneta.

– Ok, Yoongi... Diga-me, o que acontece com você? – Indagou e pôs os óculos.

– Eu me sinto cansado, muito cansado... Ontem eu mal consegui levantar da cama e tomar um banho ou comer... Isso acontece desde a semana passada e sinto que irá ficar pior. – Falei enquanto brincava com meus dedos.

– Já sentiu-se assim?

– Sim, na época em que aconteceu algumas coisas.

– Essas "coisas", são o seu passado ruim, certo?

– É... Por aí. – Ri nervoso

– Quer me contar pelo menos a metade? O superficial da história.

Eu ri mais um pouco, antes de ver sua expressão e suspirar. Sério que ele queria me ouvir?

– Eu posso dizer que tive um amor não correspondido, ela... Meio que me magoou com uma traição, nós estávamos juntos e do nada ela viaja e aparece com outro.

– Ah, então você sofreu uma desilusão amorosa...

– Sim, da primeira pessoa que amei ainda por cima.

– Poxa, mas vocês chegaram a conversar sobre isso? Ela disse que queria terminar?

– Não, não. Ela fez a viagem dizendo que iria estudar, nós nos falávamos por mensagem mas uma vez que ela parou de responder minhas mensagens e eu fui saber o porquê, ela estava de relacionamento sério com outra pessoa e não me falou. Eu quis explicações... Eu corri atrás dela mesmo depois disso e fui apenas ignorado.

Olhei para ele e vi que o mesmo prestava atenção. Isso me deixou mais nervoso pois o olhar dele sobre mim enquanto eu falava sobre isso me intimidava.

– Ye... Ela nunca mais o respondeu e você não sabe o motivo?

– Não, não sei. Eu fiz tudo que podia! Eu fui até o fim com esse relacionamento, eu a amei e... – Eu parei no meio da frase, sentindo uma enorme vontade de chorar. – Eu a vi de novo. – Falei deixando as lágrimas caírem – Eu saí da minha cidade com medo de que ela voltasse para lá e ela veio aqui. – Funguei – Ela... Ela vai casar aqui, com o cara que a tirou de mim.

Enquanto eu chorava feito uma criança, o semblante do mesmo era sério, como se estranhasse o que eu dizia. Eu suspirei antes de continuar.

– Eu me senti um lixo quando ela convidou meu chefe para o casamento e a mim também. Ela sequer lembrou de mim ao me ver!

– Qual o nome dela? – Perguntou de súbito. Limpei meu rosto e o fitei.

– Hyemin... O nome dela é Lee Hyemin, meio baixinha e de cabelos pretos, super branca e na maioria das vezes usa roupas que a cobrem nos braços e pescoço.

– Conte-me... Mais... – Ele pediu e eu apenas assenti

– Bem, ela saiu de Daegu com 15 anos para estudar direito em Seul e ela conheceu aquele cara lá, eu acho.

– E qual era o nome do cara?

– Bem... Jung alguma coisa. Eu sou péssimo com nomes então só lembro do primeiro nome daquele filho da puta. – Disse e assim que o mesmo riu negando com a cabeça, eu percebi o que havia dito. – Desculpe!

– Tudo bem. Talvez ele seja mesmo um. Enfim... Yoongi, pelo jeito que você fala dela, existe uma mágoa muito grande em você e talvez você não tenha jeito. Sabe, pessoas magoadas tendem a ficar com esse sentimento em si.

– O que? – Eu franzi o cenho – Achei que me ajudaria! – Eu disse. Limpando as lágrimas secas da cara.

– E eu vou! – Ele sorriu – Bem, você sente ansiedade forte?

– Sim... Mas...

– Já tomou medicamentos para isso?

– Não, não...

– Hum... Ahn... Eu sou psiquiatra além de psicólogo, então... Talvez esse remédio aqui o ajude. – Ele pegou um papel de receita e começou a anotar – Quantos anos?

– Vinte e quatro.

– Peso?

– Ahn... Acho que agora tenho uns 50, mas meu normal é 68.

– Bom... Tome esse remédio três vezes ao dia, antes de cada refeição. – disse entregando a receita, ele achava mesmo que eu comia mais de duas vezes no dia.

– Hey... – O chamei.

– Sim?

– É sério que é só isso? Você... Me fala que não tenho jeito e talvez continue assim pra sempre e apenas me receita um remédio?

– Vai ajudar, de alguma forma. Se não se importa, eu tenho que ir embora agora.

– Tá brincando?

– Não. Não estou. Você pode voltar semana que vem? Vou ver seu... Desempenho.

Senti deboche em sua fala mas apenas assenti ainda incrédulo.

[...]

Talvez. Só talvez... Ninguém vá se importar de verdade comigo. Depois que fui tratado desse jeito por alguém que devia ter me ajudado só me fez crer que querem mesmo o meu fracasso. Ou não? Talvez eu tenha que melhorar logo, então ele fez isso...

Não posso acreditar nem em mim mesmo pois minha visão das coisas anda muito distorcida ultimamente...

Eu não sei.

– Ah que se foda! – Falei amassando a droga daquela receita e joguei em qualquer lugar do meu quarto. – Idiota. Idiota! Olha onde chegou! Tem que tomar remédio para não acharem que você é um completo fracasso... – Me joguei na cama. Eu ao menos esperei o Park ir me buscar.

Além do mais, a consulta não durou tanto.

Fiquei ali o resto do dia, olhando para o teto, imaginando como seria levantar e daqui pra frente seguir a vida, mas com o "apoio" que recebi hoje eu sinto muito mas estou pior... Eu nem sei o que sinto agora.

– Yoongi! Ta em casa!? – Ouvi a voz da minha doméstica – Vulgo Jimin –, e ri ao pensar nisso.

– To sim! – O respondi. Ouvi seus passos da escada até meu quarto e assim que o vi de braços cruzados ali quase me perguntando porque não o esperei, fechei os olhos. Suspirando.

– Acho que o que você mais faz já sua vida é suspirar.– Disse rindo – Por que não me esperou? Comeu alguma coisa? Como foi com o psicólogo?

– Acabou mais cedo a consulta e eu não comi ainda, sobre o cara lá, eu não quero mais voltar. – falei.

– Aish... Por quê?

– Não gostei dele.

– Mas você tem que ir, Yoongi. Aish.

– Sei... Jimin, esquece que eu preciso de ajuda e segue tua vida, o que você ganha me ajudando?

–Vou até ficar calado. – Ele disse vindo até mim. Soube disso quando ouvi seus passos já que meus olhos ainda estavam fechados.

– Fica calado porque sabe que não tem resposta.

– Eu tenho sim! Vários motivos para estar aqui mas o que adianta falar isso pra você que duvida tanto?

– Boa. – Disse indiferente.

– Ok. Quer almoçar lá em casa?

– Não to com fome.

– e daí? Você tem que se alimentar!

– Foda-se, Jimin... Foda-se. Eu perdi foi a vontade de viver agora.

– Por que?

– “Porque eu não tenho jeito, pessoas magoadas tendem a ficar assim para todo o sempre!”. – Falei imitando aspas com a mão. Abri os olhos e vi Jimin sério olhando para mim.

– Quem disse isso a você?

– Não interessa, eu que sei.

– Saiba que está errado. – Ele disse ainda sério. – Yoongi, posso te contar algo?

– Pode. – eu disse ficando sentando na cama também. De frente pra ele.

– Bem… Eu queria dizer que mesmo você sentindo tudo isso ai e passando por tudo, eu não vou me afastar de você. Queria dizer que eu gosto muito de você e pra mim você se tornou muito importante, nesses últimos cinco meses eu me senti alguém mais feliz de alguma forma com você e me sinto grato, também queria dizer que...– Antes que ele falasse eu o abracei – Deixa eu terminar! – ele disse e eu ri.

– Depois… Eu só queria abraçar você agora. Pode ser?

– Ok… Ok.

PARK JIMIN

– Yoongi, podemos ir agora? – Eu perguntei enquanto ainda era abraçado pelo mesmo. Ele ainda tinha o cheiro do shampoo que usei em seus cabelos e seu corpo era quente, a sensação era boa mas ele devia comer.

– Pra onde?

– Almoçar na minha casa. – Murmurei e ele riu fraco. – Aceita!

– Tá ok. Eu vou, agora me leva até a porta.

– Yoongi! Você já consegue andar.

– Eu sei, calma! Tava zoando.

O mesmo se afastou do abraço e eu quase fiz bico por isso. Eu poderia passar o dia todo ali naquele abraço…

Yoongi levantou da cama e foi até a porta. Antes de sair ele disse que precisava pegar as chaves da casa para trancar tudo. Concordei e o esperei.

Nessa minha espera, rolei os olhos pelo quarto que eu havia arrumado, diga-se de passagem e vi que o chão já estava sujo por um papel alí.

Resmunguei indo até o mesmo e abri a bola amassada, franzi o cenho ao ver o que estava escrito; era o nome de um medicamento e o carimbo do doutor. Estava a data de hoje, então era bem recente.

Tomei um susto com a porta que abriu de repente e Yoongi não percebeu a hora em que guardei o papel no bolso e virei-me para ele.

– Tá fazendo o que? – ele perguntou.

– Nada não, vamos?

– Ok!

[...]

– Yoongi! Quanto tempo! – Minha mãe disse assim que entramos na mansão. Ela abraçou o pálido e fitou o rosto dele, estranhando – Você era mais cheinhos da última vez.

– Ah é… Sinto que vou voar. – Yoongi respondeu.

– Vai mesmo! Cuidado com a brisa, meu filho. Pelo amor de deus, Jimin olha a magreza dessa criatura! Só ossos!

– Mãe! Ele estava meio doente. O trouxe para comer aqui. – Eu disse.

– Ah sim… Claro! Vamos, eu o levo até a cozinha, quero que prove a sobremesa antes do almoço. A propósito, você gosta de cozido de legumes, Yoongi?

Mal percebi que ambos estava longe, minha mãe arrastava garoto tagarelando sem parar e eu ri fraco ao notar isso.

Aproveitei que Yoongi estaria longe para dar uma última olhada naquele papel; a receita era válida apenas hoje. E como bom rapaz que sou, eu compraria aquele remédio.

Saí às pressas e fui na farmácia mais próxima. Ao chegar lá, olhei envolta e logo um homem mais velho veio me atender.

– O que deseja?

– Ah, bem, esse remédio aqui – disse entregando a receita. – tem aí?

– Ter tem, mas é para quem?

– Para mim, sabe… – minto.

– Hum. Isso é muito forte, seu estado não aparenta ser de quem toma isso…

– Eu estava muito mal antes. Eu preciso disso! – Falei.

– Ok, ok… Meio que pouco me importa. – O cara falou grosseiro. Apenas fechei a cara esperando pelo bendito medicamento. Lá estava eu pela segunda vez atrás de remédios para Yoongi.

O que ele não me faz passar?

– Aqui. Toma cuidado, hein, rapaz. – O velho disse como se importasse. Me entregou o remédio em uma sacola e apenas paguei por ele. Eu já ia embora mas o idoso chamou minha atenção. – Hey! Aqui. Uma segunda via da receita, é de lei entregar isso, caso você perca, vai arrumar problemas.

– Ok, obrigado. – falei pegando a segunda via.

Fui para casa logo em seguida, cheguei rápido pois a farmácia era perto e eu precisava chegar logo antes que notassem minha falta.

Quando entrei, vi Yoongi ao longe com a minha mãe. Ambos estavam no jardim e ele ria as vezes, sinto que ela esteja contando sobre as coisas que eu fazia na infância como sempre faz.

– Hey, Jimin! – Omma chamou. – O Yoongi me contou que você serviu de diarista!

Então quem falava de mim não era ela. Por algum motivo me senti feliz.

– E de avental! – Yoongi gritou rindo também. Acompanhei a risada.

O dia passou rápido após o almoço, como meu pai estava numa viagem de negócios eu me sentia mais à vontade na minha própria casa; coisa que não acontecia na presença dele.

Nos despedimos de minha mãe no fim da tarde e fomos para a casa de Yoongi, pedi para que dormisse lá e por incrível que pareça ele deixou. Agora estávamos nós em seu quarto, já eram seis e meia da noite e apenas conversamos sobre o que aconteceu durante o dia, como a vergonha que minha mãe nos fez passar quando perguntou se namoramos. Normal.

– Eu fiquei muito nervoso! Sua mãe tem isso na cabeça desde que apareci lá na primeira vez.

– Bom… Ninguém mandou falar que eu te dei banho.

– Eu só queria te envergonhar porque não quis me ver nú. Eu sou homem também e tudo que você tem, eu tenho.

– Só que o meu é maior.

E assim eu levei uma travesseirada na cara, e mais uma e mais uma. Até que aquilo virasse uma briga e começarmos a bater com o travesseiro na cara um do outro. Por fim, Yoongi perdeu o equilíbrio e caiu por cima de mim. Nós paramos de nos xingar e ficamos nos olhando, eu não sei quando mas num segundo estávamos rindo um do outro e logo eu fechava minhas pernas em torno de Yoongi. Que sequer estranhou.

– Yee… Você é idiota! – Ele disse.

– Você que começou. – Respondi e ele deu de ombros.  Ele tentou sair mas não deixei.

– Ei! Dá pra me soltar? Qual foi.

– Não…

– Sai, Jimin!

– Primeiro me fala; por que não quis tomar os remédios que te passaram?

– O que? – ele ficou sério do nada. – Como você soube?

– Você deixou a receita jogada ali e eu vi, mas não foi essa a pergunta.

– Eu não… Quis porque não preciso disso.

– Se passaram você precisa. Por isso eu comprei e você vai tomar, Yoongi.

– Você o que? Quanto custou?

– Não importa, você vai tomar? – Nesse momento, ele deitou-se por cima de mim e suspirou próximo a meu ouvido. Senti um arrepio percorrer meu corpo por conta disso e arfei em troca.

– Eu irei. Mas você vai ver que não irá surtir efeito.

– Ok, se não surtir você para de tomar. O que tem a perder?

– Acho que nada.

– Só mais uma coisa… – murmurei.

– O que?

– Tenha cuidado, pois é forte esse remédio…

– Ok, ok… Ah, Jimin… Obrigado. Acho que já te amo por tudo que está fazendo por mim – ele disse e eu ri nervoso. Ele não sabia mesmo o que dizia.

– De nada… – disse começando a fazer um cafuné no mesmo.

Sinto que talvez eu fale tudo o que sinto por ele… Eu só não sei quando ou como… Talvez quem precise desse psicólogo seja eu.

– Yoongi. – o chamei.

– Hum?

– Acho que já te amo também. – falei tentando não ser tão verdadeiro. Ele riu e me abraçou ainda mais.


Notas Finais


oi rs

Então né, tentem processar esse cap bem top pq ele vai ajudar no future. u.u

ESSE FINAL EU SÓ FIZ PQ VCS MERECIAM💜❤💜❤💜❤❤💜❤💜❤💜❤💜


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