História I Promise You - Capítulo 37


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Categorias Harry Potter, Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Alvo Potter, Angelina Johnson, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Carlinhos Weasley, Cho Chang, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Gina Weasley, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucy Weasley, Lysander Scamander, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Molly Weasley II, Neville Longbottom, Percy Weasley, Ronald Weasley, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Victoire Weasley
Tags Amantes Desafortunados, Distrito 12, Família Weasley, Jogos Vorazes, Scorose, Universo Alternativo
Visualizações 30
Palavras 3.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Outro episodio em um período bem curtinho de tempo porque eu tô no pique e sei que quando começar a semana de prova não vai sair nem uma palavrinha de mim. O nervosismo me deixa sem ideia e sem conseguir escrever então vou postar um logo hoje.

Sem mais enrolação, podem ler!

Capítulo 37 - Se não fosse pelo... O QUE?


Fanfic / Fanfiction I Promise You - Capítulo 37 - Se não fosse pelo... O QUE?

O exame das notas não passa de um borrão em minha mente. Lembro de espera, de ver todos os outros tributos indo e não voltando para a nossa sala, vi Scorpius ir e soltar minha mão. Então foi a minha vez e aí tudo não passa de flashes confusos.

O lugar cheirava a produtos de limpeza, no chão tinha a pintura de Lana deitada com a flores que coloquei em seu corpo. Era um desenho perfeito da cena e eu só havia falado dela de Scorpius, ele nunca viu em nenhuma forma o que havia acontecido. Nunca viu e conseguiu desenhar com tanta precisão algo que foi apenas ditado.

Então, naquele momento, perdi o resto do controle que tinha. Peguei uma das varinhas dispostas para o treinamento e corri em direção das cordas. Comecei a fazer todo o tipo de feitiço que conseguia me lembrar. Todos os Idealizadores prestavam plena atenção em mim. Isso foi uma grande novidade. 

Lembro direitinho do que eu fiz. Um boneco do antigo Chefe dos Idealizadores, Joseph Wyller, com uma corda amarrada no pescoço. O rumor estava vivo em minha mente assim como na de todas. Sai de lá, não sem antes fazer uma reverência desnecessária, só por causa da raiva.

Naquela mesma tarde fiquei sabendo da minha nota tinha sido 12, a máxima. A de Scorpius também. Não havíamos feito nada extraordinário mas, os Idealizadores queriam um alvo nas nossas costas.

Passei a manhã inteira com minha equipe de preparação. Magnólia, Linius e Agartha fizeram um trabalho incrível em mim. Como sempre, né? Por mais que eu ache horrível todos os paparicos da Capital enquanto os Distritos sofrem não posso negar que eles fazem um trabalho incrível.

Quando terminaram eu estava incrível. Usando apenas o roupão fino de sempre sentada na minha sala de preparação já no prédio onde acontece a entrevista com Jaques. 

Meu cabelo estava preso em um coque frouxo e cheio, mexas soltas caiam em meu pescoço em pontos estratégicos deixando uma impressão despojada completamente falsa. Flores brancas faziam o papel de um enfeite em volta do coque destacando tanto sua cor como minhas madeixas vermelhas.

-Você está divina.-Linius falou.

-Uma grande mulher.-Magnólia usou a mangas que lembravam petálas para secar suas lágrimas.

-Não vou conseguir.-Agartha saiu de perto de mim abanando suas mãos como se quisesse espantar as lágrimas.

-Por favor, tenham pena de Rose. Deem um espaço a ela.-Leon entrou trazendo meu vestido.

-Você tá de… Brincadeira.-Cruzei meus braços.

O vestido que Leon trazia era branco. Um tom de branco e um modelo que eu conhecia muito bem. Eu havia vestido ele como um teste na minha casa, era um dos meus vestidos de noiva. A saia era de um tecido corrido, longo com uma pequena e discreta cauda atrás, um cinto dourado marcava minha cintura prendendo um tecido translúcido que eu conhecia bem. Era o tecido flamejante que já virou minha marca registrada. As mangas eram longas e o tecido florido sem cor de fundo deixando uma blusa da cor de minha pele como a única opção para ser no mínimo discreta.

-O vestido de noiva?-Perguntei.

-Ordens do Presidente Parkinson.-Avisou.-Fiz algumas mudanças, algumas pequenas mudanças nele.

-Nem se percebe.-Não consigo esconder o sinal de ódio em mim.-Vou acender hoje?

-Deixe pro final.-Leon nem pareceu perceber o quão brava eu estava.

-Está bem.

Deixei ele me vestir. A música do programa de Jaques ecoou no meu camarim, em uma pequena TV no canto da sala. O programa teve início de maneira bem sentimental, algumas lágrimas do público e um discurso de michuruca. Bem mentiroso, eles estavam é gostando da possibilidade de ter um Jogos tão perigosos e cheio de ações como aquele. Seriam vitoriosos, todos sabem o que fazer muito bem e não seria a primeira morte. Não teria tanto remorso, já estivemos naquela situação antes.

É algo doentio demais.

Os primeiros tributos entram. São Charlotte e Adrien Dubois, os irmão estão vestindo roupas brilhantes que combinam de maneira elegante.

-Vocês se tornaram, irmã e irmão de todos nós. Não sei como vamos nos despedir de vocês dois.-Jaques passa o microfone para Adrien.

-Não foi uma escolha nossa.-Adrien sorri humilde. Tudo falso.-Vocês são nossa família também. Sei que ninguém pode nos amar mais.

-Tão doce, tão gentil.-Jaques olha para as câmeras antes de se voltar para Charlotte com os olhos cheios de lágrimas.-Você está bem, querida?

-Desculpe, é só que… Não consigo parar de chorar.

Reviro os olhos sentindo Leon arrumar os brincos pesados em minha orelha. Mexo-me desconfortável sem tirar os olhos da grande tela atrás de mim.

-Nossa, será que alguém acredita nisso?-Resmungo.

-Aparentemente todo mundo.-Charlie aponta para trás de mim. 

Nem sei quando ele apareceu lá.

Viro-me para onde ele apontou a tempo de ver toda minha equipe de preparação chorando. Agartha limpa os olhos e soluça como se estivesse miando, isso é definitivamente assustador. Linius reconforta Magnólia chorona também com lágrimas nos olhos. A única que não chora é Marietta.

-Ela é muito boa.-Marietta toma um gole de sua bebida rosada.

-Esses vencedores tão irados, Rose.-Charlie lembra ao meu lado.-Vão dizer e fazer qualquer coisa pra tentar parar os jogos. Sugiro que faça o mesmo.

-Não sou boa em manipulação.-Murmuro.

-Sei disso.-Charlie se virou para a tela de novo.-Preciso de uma bebida… 

Me distraio por um tempo. Deixo toda a minha atenção no vestido e nos toques finais que Leon mesmo fazia em minha maquiagem. Olho para a minha mão e lembro da conversa que tive na noite passada com Scorpius.

“-Nunca te dei um anel de casamento.-Lamentou.-E esse é o anel de casamento da minha família.

-Tá falando sério?-Perguntei.

-É claro que tô.-Ele pegou o anel em minhas mãos e colocou no meu dedo.-Agora sim, você pode ser chamada de Rose Weasley-Malfoy.

-Devo ficar feliz?-Ergo uma sobrancelha.-Não vamos nos casar.

-Quem liga? Não preciso de uma festa com câmeras e gente fútil para saber o que sinto por você. Me casaria com você no meio do Jogos se eu eu pudesse.”

Aliso o anel com o polegar. Nossa conversa também não fugia de minha mente e não iria sair nem tão cedo. Queria falar tanta coisa que não podia por causa das câmeras, das pessoas, dos jogos… Minha vida nunca mais seria só minha. Agora eu entendo a definição dessa frase.

-Lysander.-Ergo os olhos para a TV.-Você contribui tanto com Panem nos últimos anos. Não sei de quem sentiremos mais falta. De você ou do seu cérebro.-Os convidados riem e Jaques passa o microfone pra ele.

-Se o Massacre Quaternário foi feito por homens ele pode ser desfeito.-Lysander comenta como se isso não fosse nada. Amira não fala nada, apenas se balança pra frente pra trás ao seu lado.

-Sim, conceito interessante.-Jaques comenta desconfortável.

-A sutileza dele me surpreende.-Charlie diz sentando na plataforma.

Lysander e Amira saem do palco e então entra Arabela e Teddy. Faço questão de prestar atenção agora mas, o aúdio cheio de berros do público enquanto a câmera foca em Teddy me deixa realmente desconfortável. O barulho do áudio falho só me lembra os dias surda de um ouvido que passei nos Jogos.

-Teddy, eu soube que você tem uma mensagem para alguém lá fora. Alguém especial.-Jaques estava em êxtase no palco.

-Meu Amor.-Teddy olha para a câmera com tanta tristeza que me esqueço do garoto sorridente que conheci no desfile.-Você tem meu coração, pra toda eternidade e se eu morrer naquela arena minha última lembrança será os seus lábios.

Esse foi o discurso mais sincero até agora. Não tentou parar os jogos, não tentou mentir e nem fingir estar triste. Foi sincero, aceitou seu destino.

Continuei assistindo chororô, drama, mentiras até chegar outro tributo que não parecia querer chorar. Anne parecia querer bater em alguém, não chorar. Estava com os punhos cerrados, passava a língua no interior da boca em claro sinal de perda de paciência.

-Vimos muitas lágrimas aqui, hoje a noite mas, não vejo lágrimas nos olhos da Anne.-Jaques olha pra Anne.-Me diga, está zangada?

-Zangada? Ahn, não sei… Acho que eu tô sim. É, eu tô sim. Eu tô me ferrando toda aqui. O arco era que seu eu ganhasse os Jogos Vorazes poderia viver o resto da minha vida em paz. Eu ganhei e agora vocês querem me matar mais uma vez. Quer saber?-Ela começou a falar tantos palavrões que eu fiquei confusa. Não entendi metade das palavras que ela falava mas, não eram bonitas.

-A opinião de uma mulher.-Murmurou Jaques desconfortável.-Quem é o próximo?

-Pronto!-Leon se afastou de mim.-Da uma volta devagar.

Obedeci. Bem devagar girei deixando que ele especionaste cada canto do meu vestido. No tempo em que passei distraída ele pôs um véu em minha cabeça, entre as rosas. Não era longo. Ia só até minha cintura como ondas de uma cachoeira. Chegava a ser bem irônico.

-Um minuto para…-Marietta entrou.-Oh Rose, você teria sido a noiva mais linda.

-Obrigada.-Sorri.

-Vamos!-Respirei fundo.-Mostre pra eles o que é a beleza verdadeira.

Assenti deixando-a me guiar pela sala. O vestido estava bem mais pesado do que eu me lembrava mas, não podia reclamar. Segurei sua mão o mais forte que consegui enquanto caminhava pelos corredores do andar. 

Na entrada da sala de Jaques eu encontrei Anne arrumando algo de errado com seu vestido. Reclamava enquanto a pobre estilista já velha que cuidava dela, Anne ficava brava resmungando mas, não falava nada diretamente pra mulher.

-Um vestido de casamento? Sério?

-Parkinson me fez vestir isso.-Reclamo ponto as mãos na cintura.

-Faz ele pagar por isso.

-E agora, do distrito 12, a Garota Flamejante, vencedora dos Jogos Vorazes do ano passado… Rose Weasley!

As porta a minha frente se abriram e eu entrei na sala. Todas as luzes em meu vestido fizeram com que ele ganhasse um brilho incrível acompanhando com o véu em minha cabeça e as floresta em meus cabelos. Milhões de palmas acompanharam minha entrada.

-Oh céus, Rose você está exuberante.-Jaques falou feliz.-Minha nossa, alguém mais está com calor?-Todos riram e tive que me força a soltar uma risada também.-Rose, esta é uma noite importante e cheia de emoções. Para todas nós. Não concorda.

-Ah, não começa a chorar agora, Jaques.-Brinquei sorrindo.

-Não posso prometer nada, você me conhece.

-Não iria acreditar em você mesmo que se ajoelhasse.-Brinquei novamente.

-Adoro, ela. A Garota Flamejante está danadinha.-Ele se virou pra mim com uma expressão mais fechada.-Mas, Rose vamos falar sério agora. Acho que todos nós estamos um pouco desapontados, mais do que um pouco desapontados, que um certo casamento não pode acontecer. Não é mesmo gente? Uhm, chato. Com tudo, estou certo de achar que esse seria o seu grande vestido estou certo?

-Sim, Presidente Parkinson achou que todos gostariam de ver.

-O Presidente Parkinson estava certo como sempre. Eu adorei! Vocês não adoraram? Oh e esse anel ai.

Ergo minha mão e deixo ele segurá-la. Jaques inspeciona o anel fazendo alguns comentários e descrições mesmo com a câmera focada em minha mão.

-É algo sentimental, tem algum valor pelo casamento que infelizmente não aconteceu seu com Scorpius?

-Tem, sim.-Confesso.-É um anel de família, ele me deu alguns dias depois de pedir minha mão no seu programa.

-Como esquecer aquele episódio, foi incrível ver vocês dois com tanto amor. É uma pena lástima não acontecer o casamento. Esse vestido dá uma grande noção de como seria o seu casamento. É incrível, tão lindo. Você nos daria a honra, por favor!

Jaques apontou para o centro do palco e eu fui até lá. Antes de girar olhei para Leon na plateia. Ele assentiu encorajando o ato e assim fiz. Rodei. Os meus sapatos ajudaram, deslizavam com facilidade. A ponta de meu vestido começou a pegar fogo e as chamas foram subindo pelo tecido branco junto com faíscas que encheram meus olhos de lágrimas.

O tecido branco do meu vestido de noiva foram ficando em um tom diferente de branco, um tom meio bege. Fui rodando e rodando enquanto o vestido ficava cada vez mais leve. O tecido estava pegando fogo. 

Parei de rodar quando o fogo parou também. Com as costas erguidas abri um sorriso de braços abertos. Meu vestido havia mudado por completo. Agora vinha até um pouco acima dos meus joelhos e era branco meio bege, tinha um cinto de pelo branco falso, a parte de cima tinha alça tão finas que podiam ser consideradas invisíveis. O véu também tinha queimado se tornando apenas um diadema com duas orelhas brancas também felpudas. A cauda do meu vestido tinha se tornado um rabo branco felpudo e longo. 

Entendi o que Leon fez no exato momento em que meus olhos pararam na tela, todas mostravam a mim.

-É com um animal, um lobo, um… Um…-Jaques estava aos pulinhos atrás de mim.

-Como uma Vulpes Wheezing.-Falei sorrindo.-Uma raposa branca.

-Seu estilista realmente se superou hoje. Você está divina! Leon, meus parabéns. Aceite esses aplausos.

Meu tempo com Jaques acaba e eu andou muito menos tensa até a arena superior onde esperaríamos juntos. Todos os tributos ficavam ali. Fiquei em pé ao lado do tributo do 11 era realmente muito parecido com Lana. Talvez isso seja só coisa da minha cabeça mas, eu acho e isso dói bastante.

Fico parada lá enquanto Jaques anuncia a entrada de Scorpius.

Meu noivo entra vestido um terno realmente similar ao meu vestido. Formam um belo par. É branco e elegante no estilo perfeito para Scorpius, não muito pomposo mas, também não despojado. Não sou boa explicando ternos, só posso dizer que ficou lindo nele.

-Scorpius, grande garoto.-Jaques pôs a mão em seu ombro.-Você tem muita sorte em ter Rose como noiva. Gostaria de dar uma olhadinha por cima do ombro.

Jaques fez um sinal para onde eu estava. A plateia riu e Scorpius seguiu o que Jaques falou. Olhou pra mim e por um minuto eu realmente esqueci dos jogos. Seus olhos encontraram os meus e eu me distrai, senti-me em um lugar completamente diferente. Um lugar sem problemas. Um lugar que me fez sorrir verdadeiramente.

-Tão lindos.-Jaques chamou atenção dele novamente.-Então, Scorpius, a cerimônia, o casamento não irão acontecer… Como você queria que isso fosse?

-Na verdade nós casamos, em segredo.-Uma notícia nova, por essa eu realmente não esperava. Tento não mostrar surpresa.

-Um casamento secreto? Tá legal, pode falar.

-Queremos que nosso amor seja eterno. Rose e eu tivemos mais sorte que a maioria e eu não teria nenhum arrependimento… Não teria nenhum arrependimento se não fosse… 

Escondo minhas mãos trêmulas atrás do meu corpo. Do que ele está falando?

-Se não fosse pelo o que?-Jaques está tão curioso que esquece que o tempo com Scorpius acabou.

-Se não fosse pelo bebê.

Acho que vou desmaiar. A não, é só tontura por uma gravidez que EU, a aparente mãe, não sabia que existia.

Como assim grávida? Bebê? Isso não… Não consigo nem pensar direito. Por que ele disse isso?

Então tudo faz sentindo em minha mente. Tudo se organiza em minha mente com a reação do público. Gritos, gente enfurecida, pessoas da Capital anunciando que o Jogos Vorazes não podiam continuar de forma alguma. Eles não queriam o Jogos se fossem ter 25 tributos ao invés de 24. Não queriam que eu entrasse “grávida” em um Jogo com aquele. 

-Tá legal, isso é novidade.-Todos se levantaram e gritavam. Jaques tentava acalmá-los só com palavras mas, não conseguiam.

Jaques sussurrou alguma coisa no ouvido de Scorpius. Ele assentiu e veio até mim ficando ao meu lado. A primeira coisa que fiz quando ele aproximou foi abraçá-lo. Tinha que dar uma de garota bem intencionada, a nova futura mamãe com hormônios a flor da pele. As lágrimas ainda pela fumaça do meu vestido subiam para os meus olhos me fazendo lacrimejar.

-Você é um gênio.-Murmurei em seu ouvido.

-Sei disso.-Ele pisca pra mim antes de ficar ao meu lado e abraça minha cintura.

Lanço um olhar para os outros. Todos pareciam comovidos pela nova notícia. Segurei a mão do tributo ao meu lado e ele seguiu meu exemplo assim como todos os outros. Todos tributos se ergueram de mãos dadas, mostrando para a capital que estávamos juntos. Estávamos unidos.

Então as luzes se apagaram, a gravação foi cortada e os Pacificadores invadiram o lugar.

. . .

De novo eu estava sentada na sala do nosso andar. Abraçada às minhas pernas com Scorpius ao meu lado, ele fazia pequenos círculos com o dedo indicador em meu ombro. Me abraçava enquanto nós dois esperávamos Marietta e Charlie com notícias.

Depois de tempos esperando eles entraram. Os dois tinham expressões duras que me revelaram a resposta antes mesmo de Charlie falar.

-Não vão cancelar os Jogos.-Falou sem rodeios.-Mas, o lance do bebê foi uma verdadeira jogada de gênio.

-Isso é um adeus.-Perguntei apoiando minha cabeça no ombro de Scorpius.-Não é?

-Tenho um presente para os meninos.-Percebi só naquele momento que Marietta tinha duas caixas pretas na mão.

-O que é isso?-Charlie abriu a caixa vendo a pulseira dourada como se fossem chamas juntas.

-Seu amuleto. Lembra, cabelo pra mim, broche pra Rose, pulseira pra você e o medalhão que conversamos.-Olho para as mãos de Scorpius vendo que dentro da caixa tinha um medalhão dourado.

-Obrigado.-Scorpius tira-o da caixa.

-Somos uma equipe, não somos?-Lágrimas invadiram seus olhos. Ela não fez questão de segurá-las.-Tenho tanto orgulho dos meus vencedores.-Marieta abraça a mim e a Scorpius.-Vocês dois são… Vocês dois merecem muito mais que isso. Muito mais.

-Obrigada, Marietta.-Agradeci sorrindo.

-Eu sinto muito.-Ela saiu aos soluços.

-Obrigado, Charlie.-Scorpius e Charlie trocaram um abraço rápido.

-Alguma última dica?-Perguntei.

-Fiquem vivos.-Charlie sorriu pra mim.

-Farei o meu melhor.-Fiz um sinal com a cabeça.-Abraçaria a Garota Flamejante?

-É claro que sim.-Ele abriu os braços.

-Fico feliz por você ter sido nosso treinador. Você é legal quando não está bêbado.

-Obrigado pela parte que me toca.-Ele me soltou e eu fui para o lado de Scorpius novamente.

Quando Charlie estava saindo da sala Scorpius se levantou e foi até ele. Vi os dois conversando mas, não consegui nem deduzir o que seria. Ignorei a fala porque confiava em Scorpius, não tinha tanta curiosidade também.

Fiquei sentada até ele voltar e sentar ao meu lado novamente. Deixei que ele me abraçasse e ficamos ali em silêncio. Sabia que eu deveria me despedir de Scorpius também, dentro da arena e no Jogo eu simplesmente não podia fazer isso. Não iria conseguir sabendo quantas pessoas estavam me assistindo.

-Está escutando isso?-Scorpius murmurou.

-O que?-Ergui minha cabeça para observá-lo.-Não escuto nada demais.

-É exatamente esse o ponto. Ano passado, na noite anterior ao Jogos teve uma festa lembra. Esse ano não tem.

-No ano passado você me disse que não queria ser uma peça dos jogos.-Me ajoelhei no sofá para encará-lo nos olhos.-Você conseguiu.

-E você também.-Scorpius tocou meu rosto.-Conseguiu voltar pra sua família.

-Não voltei pra sempre. Estou aqui de novo. Não passo de uma peça mas, você sim é muito mais que isso.

Ele me abraça, se inclina pra trás deitando comigo por cima ainda abraçado pressionando meu corpo contra o seu. Deito minha cabeça em seu peito e fico por isso mesmo. Scorpius alisa minha costas me deixando cada vez mais sonolenta até que só me restasse a opção dormir até amanhã.

Não consegui me despedir dele, não podia fazer isso mas, eu sabia que no momento certo eu saberia exatamente o que dizer e fazer. O momento certo não era aquele por que aquilo não era um adeus.

Ainda não.


Notas Finais


Próximo episodio começa a Septuagésima Quinta edição dos Jogos Vorazes, então sim começa a ação dos Jogos Vorazes.

Espero que gostem o próximo episodio já está sendo escrito e será postando na metade dessa semana se tudo der certo.

Até a próxima!


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