História I Remember You. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Gabijugy
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Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Magia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Jugyu, desculpa. Mas eu tive que fazer isso :3

Capítulo 1 - Reencontro


Bom...

Aqui estou eu...

Ah, tô nem aí! 

Tudo o que eu quero é sair o mais rápido possível da droga dessa escola! Não aguento mais esses moleques e essas piranhas, que mais parecem macacos do que alunos normais do Ensino Médio. 

Como é que eles vieram parar no último ano mesmo, hein? Porque sinceramente... Só um milagre seria a solução. 

Ah, sim. Oi, pra você do outro lado da "quarta parede". Meu nome é... Não importa meu nome, me chamem de Jugyu apenas. Todo mundo me chama assim. Na verdade, todo mundo tem um apelido pra ser chamado por ele, ao invés do nome. O que é legal até. 

Bom, eu estou aqui no pior dia de todos na escola. Só pra lembrar, tenho 17 anos. Ano que vem, provavelmente vou começar meus estudos em uma faculdade por aí. Espero que seja a mesma que a de Kiari (vulgo minha "irmã" e melhor amiga).

Ah... Que saco. 

- OH SEUS FILHOS DA PUTA!! DÁ PRA VOCÊS CALAREM A PORRA DA BOCA?! TEM GENTE TENTANDO ESTUDAR PRA SER ALGUÉM NA VIDA!!! - berro irritada, de pé. Todos pararam o que faziam, até mesmo o professor de química que anotava a tarefa no quadro. Sentei novamente, bufando irritada ao cubo, enquanto um burburinho de cochichos soava pela sala. 

Pelo menos eles estão mais quietos do que antes.

- Obrigado, Jugyu. - o professor disse para mim. Sorri de canto rapidamente, voltando a anotar o que ele escrevia no quadro.

Sinceramente falando, eu não queria estar anotando esse assunto de química. É extremamente chato e difícil pra quem não entende, o que me irrita, já que eu consigo compreender e os meninos e meninas ficam no meu pé. 

Ah como eu queria matá-los por isso...

- Jugyu, para de pensar em coisas psicopatas. - ouvi Kiari sussurrar. - Sua cara tá parecendo a de um assassino que acaba de esquartejar sua vítima. 

- Credo! - franzi o cenho, horrorizada. - Valeu por me alertar.

- Isso que amigos fazem! - sorriu pequeno, voltando a atenção pro quadro.

As horas foram passando e eu ficava cada vez mais entediada. Sério, estudar é horrível. Ainda bem que falta menos 1 mês  para as aulas acabarem, porque eu não aguento mais ficar com esses loucos.

- E aí? Vamos? - Kiari perguntou, se levantando. Ah, sim, hora do intervalo. 

- Claro... - suspiro aliviada. Levanto e pego meu lanche - odeio esses lanches da escola. São gordurosos até demais. Kiari fez o mesmo e pegou seu celular e seus fones.

- Beleza, até que hoje tá tranquilo, né? - ela me encarou sorrindo.

- Pois é. Bem estranho. - comentei, e ambas saímos da sala. Logo dois garotos da nossa turma começaram a nos seguir. 

- E aí, meninas? Tudo bem? - ah, era só o Liu.

- Vai dar o seu Afonso na esquina, vai! - Kiari tirou o braço dele de cima de seu ombro. Fiz o mesmo, dando uma leve cotovelada nele.

- Nossa, gente. Que isso? - Sean falou, rindo da cara de paisagem de Liu. - Mano, 'cê tá parecendo um drogado com essa cara!

- E ele não é? - perguntei normalmente. Kiari e Sean começaram a rir mais, só que de repente ela para.

- Mano... - murmurou, olhando para um ponto específico do chão. - Pera, eu já volto! - ela saiu correndo escada a baixo. Nós três nos entreolhamos e ela entrou no banheiro feminino.

- Ela tá bem? - perguntou Liu.

- Deve ter tido uma visão, ou o capeta tá chamando ela. - os dois me encararam assustados. - Tô brincando porra. Mas a primeira parte pode ser verdade. - fui atrás dela, ignorando os outros dois.

Ao entrar no banheiro, ela tava sentada no mármore da pia. O banheiro estava com as luzes apagadas, o que significa que os irresponsáveis dos zeladores esqueceram de ligar as luzes do banheiro.

- E aí? Que houve? - bebi um pouco do meu suco de laranja (natural, okay?).

- Booom... - ela inspirou ar pela boca e expirou. - Quer a parte boa ou a ruim?

- Hum... Parte boa? - tomei mais um gole.

Ela abriu a latinha de pepsi dela e deu um gole. - Descobri uma coisa sobre você, que tem a ver com algo de 5 anos atrás e seu futuro. 

- Tá, não vejo nada de bom nisso ainda. - dei de ombros. - Parte ruim?

- Alma gêmea? Você tem. É um garoto? Sim. Você sente falta dele ainda? Sente mas não lembra. - contou nos dedos e eu fiquei mais confusa ainda.

- Sabe, acho que isso não se encaixa muito na questão "notícia boa ou ruim". Você tá ficando péssima nisso. - dei uma mordida no meu bolo de chocolate e roubei alguns doritos dela. Convenhamos que, se os olhos dela fossem metralhadoras, eu estaria morta por ter roubado a comida dela.

- Idiota. - revirou os olhos. - Só me espera na hora da saída. - flutuou. Eu já falei que nós não somos completamente humanos? 

Não? Então, pra resumir, lembra da inútil da guerra entre Estados Unidos e Coréia do Norte de 2017? Naquela época, a gente tinha 12 anos, e a guerra aconteceu. SÓ QUE, Coréia do Norte, com sua incrível inteligência, criou uma bomba que ia destruir o mundo inteiro (nuclear, talvez?) e jogou pra esse lado do mundo. Bomba caiu em EUA, CA-BUUUUUUM, ninguém morreu.

É sério. Ninguém morreu, não destruiu caralho nenhum. Mas a bomba explodiu, certo? Certo. Ela passou tanto tempo parada, que acabou transformando os materiais de sua fabricação em materiais radioativos. Ou seja, quando atingiu o solo, ela explodiu e liberou esses minúsculos materiais pelo mundo INTEIRO. Nós ganhamos poderes e pá: tá todo mundo de boas. Donald Trump deve estar tomando chá com o tal do... Não lembro o nome do presidente da Coréia do Norte. Mas devem estar tomando chá e batendo papo.

- Hum... okay. - saímos dali, com ela deitada no ar. Tô quase chamando ela de Marceline aqui. Optamos por ir pra quadra de esportes, lá é mais tranquilo. 

Ficamos conversando e comendo, discutindo sobre qual anime era mais chato e legal, e sobre quais músicas iríamos colocar na nossa festa de formatura particular (no caso uma festa do pijama entre ela, eu e mais alguns amigos. Acho que uns 6).


[B.T.]


- Kiari. Anda. - cruzei os braços, esperando ela terminar de guardar o material dela.

- Pera, porra. - resmungou, fechando a mochila e a colocando nas costas. - Pronto!

- Que ótimo! - ela riu e começou a flutuar. Eu fui atrás, também sei flutuar. 

- Tá, e agora? - pergunto, me firmando no chão. - O que vai acontecer? 

- Cena clichê de dorama! - ela exclamou sonhadoramente. Revirei os olhos e dei um tapa na nuca dela. - Ai! Doeu!

"Se não fosse pra doer não tinha batido" pensei em dizer, mas preferi ficar calada. 

Comecei a caminhar na frente, Kiari vinha logo atrás, flutuando, enquanto resmungava coisas que não consegui decifrar. Enquanto andávamos, vi um gatinho filhote no meio da rua, acho que machucado. Fui até ele, que choramingava de dor e o peguei no colo.

- Hey, kitty. Calma. - me levanto devagar para não assustá-lo e ele para de choramingar. De repente, ouço o barulho de uma buzina, e olho na direção do barulho: um carro vinha na nossa direção. Fiquei tão sem ação que travei. 

- JUGYU!! - ouvi Kiari berrando e eu fechei os olhos, esperando o impacto. Bom, até que senti o impacto, mas de alguém me abraçando fortemente e me senti sendo teleportada com a pessoa.

- Hey, você tá bem?? - ouvi uma voz masculina me perguntar, preocupada. Abri os olhos devagar e olhei para cima, encontrando o rosto da pessoa que me salvou. Pisquei atordoada, vendo seu olhar preocupado sobre mim.

- Tô, tô sim... - murmuro, ainda um pouco assustada, vendo se o gatinho estava bem. Ele tá é dormindo. Analiso bem o rosto do desconhecido que me salvou... Não. Não é possível. 

"- É isso mesmo que você está pensando!" - ouço a voz de Kiari na minha mente. Ela tem telepatia também. 

- Espera... Nate? - ele perguntou, balançando de leve a cabeça. 

- Gabi? - indago desconfiada e confusa. Ele não tá muito diferente, apenas com o rosto um pouco mais... Maduro. Pra não dizer adulto, porque ele pode facilmente ser confundido com um adolescente. 

- Mas o quê? Por que você tá aqui? - pergunto confusa. Ele sorriu largo, me abraçando fortemente mas com cuidado por causa do filhote em meu colo.

- Você não sabe o quanto senti sua falta!! - ele exclamou animado. Sorri alegre. 

Gabriel, ou Gabi, era um amigo que eu conheci no Amino há... 5 anos atrás...!!! Tá, isso que estava relacionado com que a Kiari falou. Olhei de soslaio pra ela, que não percebeu meu olhar graças à conversa que estava tendo com o garoto que ela gosta (e que por acaso também gosta dela mas não admite e esconde).

- Nossa, faz muito tempo... - Gabi disse, me soltando.

- Pois é... - concordei. 


[Alguns anos depois]


Durante esses anos, eu e Gabi ficamos mais próximos. E depois de um tempo (no mesmo ano em que nos reencontramos), acabamos nos apaixonando um pelo outro. Posso até ouvir a voz irritante de Kiari, dizendo: "meu cunhado", em 2017, quando conheci Gabi. Ela tinha razão quando disse que íamos ficar juntos (e olha que a gente ainda nem tinha poderes!).

Hoje em dia, eu estou com 24 anos, terminando a faculdade de medicina (junto com Kiari, olha que maravilha!). Gabi está quase completando 27 anos (sim, ele é três anos mais velho que eu) e namoramos faz uns 7 anos. Eu sei, muito tempo.

Ele trabalha com design e arquitetura. Às vezes reclama, mas diz que ama o trabalho, por isso não irá desistir. 

Kiari acabou ficando com o menino que ela gosta uma semana antes do ano escolar acabar. Dois anos atrás, Soohyo (apelido do moço) a pediu em casamento. Ou seja, os dois estão noivos. E o casamento deles vai ser um dia antes do aniversário de Gabi, por ironia. 


[Mais alguns anos depois]


- AMOR!!! - grito assustada. Ele começa a rir, e eu me viro pra ele, batendo em seu peito. - IDIOTA!!

- Own, desculpa. - ele me beija.

- Ah! - recupero o ar depois do beijo. - Como foi hoje? - pergunto, voltando a fazer o jantar.

- Foi bom. Como sempre. - tirou o blazer. - E você? Como passou o dia?

- Fui na casa da Kiari. - ele me olhou em repreensão. - O que? Eu tô grávida, não doente. E eu preciso me movimentar.

- Quem disse? - ele perguntou. 

- Eu. Esqueceu que sou pediatra? -ele até iria protestar, mas desistiu. - Exatamente. E ela também disse o mesmo.

- Outra que tá grávida e também é pediatra, e acha que sabe o que tá fazendo. - ele suspira nervoso. Reviro os olhos, jogando uma laranja da fruteira nele. - Ai, amor!

- Hum. - segurei o riso. Comemos e fomos pro quarto. Comecei a conversar com o nosso filho enquanto Gabi tinha ido tomar banho. 

De repente, sinto algo chutando minha barriga por dentro. Levo alguns segundos para assimilar e logo berro, animada.

- GABII, O KANEKI CHUTOU!!!



Notas Finais


Só isso. Dá tudo certo no final mesmo :3

Exato, podem imaginar como quiserem os personagens :3

Flws!


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