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História I saw an angel - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


antes de qualquer coisa, só pra deixar explicado aqui pq eu esqueci de deixar isso explícito, a Marina avisou e daria trabalho mexer no negócio pronto pra explicar:
Kun é um anjo, o protegido dele é o Sicheng e o prometido do Sicheng é o Taeil :v
passei o dia agoniada pra vir postar, mas resolvi esperar até dar a hora certinha
só isso mesmo, bora lá agora que esse é o último capítulo dessa bagaça

Capítulo 3 - Filmes e beijinhos


Jaehyun sentia que aquilo tudo que Doyoung lhe contara ainda não era “tudo” mesmo, havia muito mais coisas ali, o protegido andava meio… suspeito. E por mais que algo lhe dissesse que não deveria fazer aquilo, seu instinto ainda foi o de fuçar no celular do protegido na primeira distração dele e pegar o número de Jungwoo. Consultou Taeyong, agora seu conselheiro, e ele afirmou que era uma boa ideia conversar com o prometido de seu humano, então porque ainda estava receoso?

    Doyoung essa hora deveria estar no trabalho, e Jungwoo deveria estar a caminho de casa. Seu encontro com o outro anjo no outro dia foi um divisor de águas, ainda mais depois de tudo o que ouviu do amigo.

    Taeyong não foi bem enviado para a Terra para ajudar o protegido, Yuta já estava em um relacionamento com Johnny antes de que chegasse ali e caiu como um patinho quando já os encontrou juntos. Taeyong foi enviado sem saber que sua missão já estava cumprida e teve a opção de ficar e ser livre. Foi recebido de braços abertos pelo casal com muito carinho, e de pouquinho em pouquinho, foi inserido no meio daquele amor todo.

    Jaehyun ainda estava maravilhado com aquela história, ainda mais quando soube que haviam outros anjos por ali vivendo com seus protegidos e prometidos, como Kun e Jaemin, e Taeyong sugeriu que marcassem um dia para se encontrarem para poderem conversar todos juntos. Outra coisa que havia lhe deixado bobo era como os cabelos de Taeyong estavam claros, inclusive comentou com ele sobre isso.

    “Não sei se você reparou, mas seu cabelo está desbotando um pouco também. Aconteceu com todos nós, pergunte ao Kun o motivo.” foi o que recebeu como resposta, junto ao número de telefone do outro anjo e um sorriso. E naquele dia, além de ter uma conversa por telefone com Kun a caminho de casa, decidiu que precisava falar com Jungwoo.

    Não estava fazendo nada de errado, mas parecia. Era um anjo, não gostava de mentiras ou esconder o que estava fazendo do protegido, mas estava seguindo o seu coração. E aparentemente a única forma de lidar com tudo aquilo e tentar entender a bagunça que poderia, ou já estava acontecendo, era com Jungwoo. Pelo menos agora

    Ligou para ele sem expectativas de ser atendido rápido.

    ― Jungwoo?

 

    [...]

 

    Se encontraram em um café, no meio do caminho para os dois, assim não correriam risco de Doyoung passar por ali. O anjo estava nervoso e se distraiu tentando olhar para os próprios cabelos, não tirava da cabeça o que Kun havia lhe dito sobre eles estarem desbotando e aquilo começava a lhe deixar ansioso.

    ― Chegou aqui faz tempo?

    Jungwoo encontrou a mesa de Jaehyun com facilidade. Com a beleza dele, não era nada difícil o avistar de longe, pra falar  a verdade. Mas o que lhe chamou a atenção foi a forma que ele puxava uma mecha da franja, franzia as sobrancelhas enquanto tentava olhar o próprio cabelo e fazia bico. Era adorável. Doyoung seria burro se não estivesse apaixonado por ele.

    ― Na verdade não, acabei de chegar. ― sorriu.

    O mais novo havia visto Jaehyun vezes o suficiente para se derreter pelo sorriso acompanhado pela covinha.

    ― Tudo bem com você e o Doyoung? ― se sentou, já com seu copo de chá.

    ― Sim, tudo tranquilo na medida do possível. ― o castanho assegurou.

    ― Que ótimo, fiquei com medo pelo outro dia. ― admitiu. ― Ele ficou meio esquisito depois que você saiu da loja com seu amigo.

    ― Felizmente eu consegui controlar a situação, mas eu sei que você tem grande parte nisso, já que passaram a tarde juntos. ― Jaehyun assistiu as bochechas do mais novo corarem um pouco e riu. Jungwoo era adorável. ― Mas não é bem sobre o Doyoung que eu quero conversar. Na verdade, é sim, mas não é só isso.

    ― Sou todo ouvidos.

    Jungwoo ajeitou os cabelos ainda verdes e descansou os braços na mesa, olhando para o outro.

    ― Provavelmente você já reparou… o Doyoung gosta de você. ― o tom era calmo e Jungwoo sorriu em resposta, na mesma calmaria. ― Na verdade, eu vim ajudar ele a se aproximar de você. 

    ― Você é um cupido, então?

    Jaehyun riu. O humano não precisava saber desses detalhes ainda.

    ― Digamos que sim. ― riu de novo, bobo. ― Enfim, eu tenho convivido muito com ele desde que começamos a morar juntos e é bem legal, sabe? Eu gosto da companhia dele, gosto de ouvir ele falar sobre você e posso “sentir” ― fez aspas com os dedos, ainda que aquela parte fosse real. ― o quanto ele gosta de você. Você é muito especial pra ele, e acabou se tornando para mim também.

    Jungwoo não esperava corar como estava agora, mas… ah, era Jaehyun ali lhe dizendo que era especial de alguma forma. Os cabelos castanhos caiam na testa, o rosto também estava um pouco rosinha e ele sorria sem graça, mas sem tirar a atenção de Jungwoo. Era provavelmente a criatura mais bonita que o humano já havia visto.

    ― No outro dia eu saí com o Taeyong e tive bastante tempo para conversar com ele e pensar sobre algumas coisas, conversar com um dos meus outros amigos também, e achei que seria justo compartilhar com você. ― como o ser afetivo que era, não pode evitar de buscar a mão de Jungwoo pela mesa e segurar seus dedos com cuidado, acariciando com o polegar. ― Eu gosto do Doyoung. E acho que de você também.

    O anjo não conseguia sentir claramente o mesmo que Jungwoo por não terem uma ligação ainda. Mas ainda que não pudesse sentir, o sorriso de Jungwoo já dizia tudo o que precisava saber.

 

    [...]

 

    Emendaram o encontro no café a um passeio pela cidade, e então a um restaurante pequeno, e depois o resto da tarde no parque. Jaehyun adorou a ideia de Jungwoo de aproveitarem para passarem o resto do dia juntos, já que não se conheciam como gostariam e aquela era uma boa oportunidade. 

    O anjo ouvia atentamente o humano falar sobre sua vida, as coisas que havia conversado com Doyoung nos últimos dias e como se sentia. Os dedos estavam entrelaçados sobre uma das pernas de Jungwoo e Jaehyun sentia o mesmo sentimento, que já estava tão acostumado, de quando seu protegido e o prometido estavam juntos. E sabia que eram genuinamente seus, e entendeu um pouco melhor  o que Taeyong quis dizer sobre gostar de Johnny e Kun, de Taeil. Não tinha ligação direta, mas ainda foram capazes de se apaixonar por conta da ligação com os protegidos e desenvolver seus próprios sentimentos. Jaehyun achou fascinante.

    ― O que vamos fazer com o nosso menino cabeçudo agora? ― Jungwoo deitou a cabeça no ombro do anjo. 

    ― Eu vou falar com ele quando chegar em casa. Não espero que ele reaja mal, depois da conversa que vocês tiveram. ― os cabelos verdes faziam cócegas na bochecha de Jaehyun. ― E tem outras coisas que precisamos resolver também.

    O castanho deixou um beijinho na cabeleira do humano, pensando em como tudo acabaria quando ele soubesse que não era humano. 

    ― Posso te fazer uma pergunta boba? 

    ― Pode, Woo.

    ― Vocês já se beijaram?

    Jaehyun deu uma risadinha, envergonhado. A ideia de beijar Doyoung já havia passado pela sua cabeça, principalmente nos últimos dias, mas ainda não haviam se beijado.

    ― Não… e você?

    O humano esfregou o rosto no ombro do castanho e suspirou. Se ajeitou de novo, se aproximando mais e se aninhando melhor no outro, agora com seu nariz quase tocando o pescoço de Jaehyun. Ainda não havia respondido e o anjo não estava apressado para ouvir a resposta, estava mais interessado em sentir o calor do corpo de Jungwoo junto ao seu.

    ― Já.

    A  voz saiu baixinha, seguida de uma risadinha. Jaehyun riu junto, não imaginou outra forma de reagir.

    ― Ele não te contou? ― Jungwoo fez biquinho e olhou para o castanho.

    ― Não, mas eu imagino que tenha sido essa semana, não? ― viu o outro balançar a cabeça afirmando. ― Tinha algo feliz demais nele. Era de suspeitar.

    Ficaram brincando os dedos sobre a perna do humano por alguns segundos até a curiosidade falar mais alto.

    ― E como foi?

    ― O que?

    ― O beijo, ué.

    ― Não acredito que está me fazendo esse tipo de pergunta. ― Jungwoo tentou cobrir o rosto com a mão livre, rindo de novo. ― Foi só um beijinho.

    ― Eu também dou beijinhos nele, assim. ― Jaehyun deu um beijo nos cabelos dele para demonstrar.

    Jungwoo provavelmente nunca encontraria alguém mais adorável que Jaehyun na terra e não seria nada difícil se apaixonar completamente por ele. Tirou a mão do rosto apenas para tocar o rosto de Jaehyun enquanto virava o rosto, sorrindo. E assim o beijou de levinho.

    O contato era algo completamente novo para o anjo e, novamente, entendeu melhor o que Taeyong lhe contou. O humano se afastou rápido, mas os poucos segundos foram alguns dos melhores da vida de Jaehyun.

    ― Foi assim.

    Jungwoo via os olhos do castanho brilharem e covinha aparecer novamente quando ele sorriu fechando os olhos, e não resistiu em dar mais um beijinho, que acabou sendo seguido de outros. E assim aproveitaram o fim de tarde até começar a escurecer.

    O humano fez questão de ir até o apartamento que Doyoung e Jaehyun dividiam. Deixou o anjo praticamente na entrada, desejando boa sorte com um abraço e um beijo no rosto. E agora era hora de Jaehyun se acertar com seu protegido.

    Doyoung já estava em casa, largado no sofá como fazia todos os dias. O anjo respirou fundo, antes de fechar a porta, finalmente chamando a atenção do moreno.

    ― Você saiu sem avisar, fiquei preocupado. ― se sentou no sofá e esperou Jaehyun deixar os sapatos perto da porta e se aproximar. 

    ― Poderia ter me ligado.

    ― Não queria te incomodar ou parecer chato. ― deu um sorriso de lado. Doyoung havia aprendido, pelo menos um pouco, a controlar sua preocupação e o ciúme. ― Tudo bem?

    ― Tudo.

    O humano abriu os braços para que Jaehyun o abraçasse, e ele riu. Doyoung havia se tornado um grude. Foi abraçado pela cintura e o moreno descansou a cabeça em sua barriga. Os dedos compridos do anjo passaram dos ombros para os cabelos do protegido, acariciando os fios macios.

    ― Eu fui conversar um pouquinho com Jungwoo hoje e tiramos o dia para andar por aí. ― se lembrou de alguns momentos e sorriu. ― Foi legal.

    ― Conversaram sobre o que?

    ― Você, basicamente. ― sentiu Doyoung mover o rosto por sua barriga até estar olhando para si. ― Conversamos sobre muitas coisas, mas basicamente tudo envolvia você. Nós dois precisamos conversar também.

    Jaehyun se afastou e se sentou no sofá também. Pegou uma das mãos de Doyoung e beijou.

    ― Eu fiz algo errado?

    ― Não, bobo. ― suspirou. ― Mas aconteceram coisas que eu não planejava antes de chegar aqui. Nada radical, mas conversar com Taeyong e o Kun me fez entender bastante. ― sorriu pequeno. ― Eles me explicaram várias coisas, inclusive porque meu cabelo estava mudando de cor.

    ― Tem algum problema com seu cabelo? ― Doyoung tocou os fios castanhos, que realmente estavam mais claros comparados com o dia em que se conheceram.

    ― Não um problema, mas eles são indicativos de que alguma coisa mudou. ― se sentia bobo em precisar explicar tudo isso. ― Kun me disse que eles começam a perder a cor quando nos apaixonamos, que foi o que aconteceu comigo.

    Doyoung ficou em silêncio e Jaehyun tentou simplesmente ignorar os sentimentos dele. Era como se estivesse ferido, Jaehyun poderia sentir um pouco de dor e agonia. Deveria continuar falando antes que aquilo fosse completamente mal interpretado.

    ― Antes que você pense mais coisas ruins, não se preocupe. Foi por você. E um pouquinho pelo o Woo também, mas graças a você.

    A enxurrada de sentimentos bagunçados de Doyoung já não assustava mais tanto o anjo, havia aprendido a esperar até que eles fossem mais claros. Esperou que o moreno se organizasse, ou pelo menos começassem a falar algo, mas aquele quentinho no coração era inconfundível. Levantou uma das mãos para tocar cabelos pretos do outro, mas foi pego de surpresa e praticamente esmagado num abraço desajeitado segundos depois. Podia sentir a agitação do humano, ainda que estivesse mais calmo.

    ― Quer dizer alguma coisa? ― o anjo finalmente tocou nos cabelos dele.

    ― Até quero, mas vou parecer ainda mais idiota. ― a voz saiu abafada pela roupa de Jaehyun. 

    ― Tudo bem, quando estiver pronto, eu vou ouvir.

    Doyoung só criou coragem para o soltar instantes depois, olhando diretamente para o anjo. Jaehyun parecia calmo enquanto ele estava prestes a explodir com tantas coisas… parecia mesmo idiota, e até era, agir desse jeito. Havia conversado bastante com Jungwoo nos últimos dias sobre o anjo e estava pronto para aceitar que havia um sentimento ali, semelhante ao que sentia pelo prometido. Não tentava esconder ou disfarçar o que sentia por Jungwoo também e finalmente estavam num ponto confortável o suficiente um com outro, e com toda a situação com Jaehyun, para se abraçarem, andarem de mãos dadas e...

    Doyoung apenas lembrou que não havia falado sobre o beijo com Jungwoo agora.

    ― Espera, tem algo que eu preciso dizer. ― fez uma careta esquisita, o anjo riu. ― No outro dia, eu meio que… beijei o Woo.

    ― Eu sei. ― Jaehyun riu e se aproximou de Doyoung, com os lábios próximos ao ouvido dele, como se fosse contar um segredo. ― Eu também beijei ele.

    O humano o olhou com surpresa, mas humor. Jaehyun revirou os olhos.

    ― Se você falar alguma gracinha, vai ficar sem beijo.

    ― Quem dizer que eu posso ganhar beijos também?

    Jaehyun deu um tapinha no ombro de Doyoung, mas acenou discretamente com a cabeça. O humano ainda estava bobo, e com razão. O anjo o olhava em expectativa, os lábios que tinham um formato quase como o de um coração se curvavam um pouco, ele queria sorrir. Foi Doyoung quem sorriu primeiro, ainda perdido naquela bagunça de sentimentos dentro de si, e então o beijou.

. Esperava que Jaehyun entendesse tudo o que estava sentindo.

 

[...]

 

Os dois aproveitaram a semana para conversar, Jaehyun explicou tudo o que havia conversado com Jungwoo e também o que preferiu omitir por hora. Explicou seu encontro com Taeyong, as conversas com Kun, nos mínimos detalhes para que o protegido estivesse a par de tudo. Doyoung também falou sobre como se sentia, o que também havia conversado com Jungwoo e aquilo lhe ajudou a admitir para si mesmo que estava apaixonado pelo anjo.

O pequeno apartamento agora era cheio de risadinhas o tempo todo, ainda mais abraços e carinhos e beijos, muitos beijos. Jaehyun também havia dado um jeito de se enfiar na cama de Doyoung e agora dividiam o travesseiro de nuvem do castanho e os cobertores do humano. Saíram algumas vezes com Jungwoo - na verdade, Jungwoo e Jaehyun apenas iam para a loja de conveniência para os três passarem o dia juntos- mas ainda estavam se preparando para dizer tudo o que precisavam.

O anjo quem deu a ideia de o convidarem para ir ao apartamento no domingo. Doyoung acabava um trabalho enquanto Jaehyun tinha dado um jeito de se espremer no espaço entre a mesa e o humano para sentar em seu colo.

― Podemos cozinhar pra ele. Ou só comprar alguma coisa pronta e aproveitar pra arrumar a casa antes dele chegar.

― Gosto mais da ideia de comprarmos comida e organizar a casa. ― o moreno deixou um beijo na parte descoberta do ombro de Jaehyun. ― Poderíamos chamar ele pra tomar café com a gente, então podemos passar o resto do dia juntos.

― Vai ser legal. ― enrolava os dedos pelos cabelos da nuca de Doyoung. ― Podemos passar o dia assistindo filmes…

― Parece que você só está procurando uma desculpa para receber carinho o dia inteiro. ― riu, tirando as mãos do teclado para abraçar a cintura de Jaehyun. ― Não imaginava que você poderia ser ainda mais grudentinho e amoroso, mas você consegue me surpreender todos os dias.

― Segundo o Jaemin, eu já nasci destinado a ser assim. Eu gosto de carinho. ― segurou o rosto de Doyoung pelas bochechas e o encheu de beijos, sentindo o peito ficar quentinho. ― Eu sei que vocês também gostam.

― Gostamos de qualquer coisa que venha de você.

O humano contornou o rosto de Jaehyun com o dedo indicador e juntou os lábios nos dele, sorrindo.

Doyoung amava a ideia de ter Jaehyun em sua vida.

 

[...]

 

Jungwoo chegou ao pequeno apartamento pela hora que costumava chegar aos cafés da região. Cozinhar de manhã estava longe de ser sua coisa favorita no mundo, então sempre acabava parando em algum lugar para comer de manhã, cozinhando em casa quando estava com frio ou preguiça demais para isso. A porta já estava aberta e dali já podia ver a sala e um pedacinho da cozinha, onde os dois estavam. Entrou de fininho deixando os sapatos na porta, se derretendo pelo cheirinho bom de café que tomava conta da casa.

Jaehyun já estava com uma xícara de café na mão quando se virou para encostar na pia ao lado de Doyoung e reparou que ele já estava ali.

― Bom dia, Woo.

    ― Bom dia, a porta estava aberta, então eu entrei. ― deixou a bolsa pendurada na cadeira. Doyoung estava cozinhando algo, se virou e sorriu para o prometido.

    ― Bom dia, Woo. ― ainda com o rosto virado, fez bico.

    O recém chegado se aproximou, se apoiando nos ombros de Doyoung e o beijando, aproveitando para dar uma olhadinha no que ele estava fazendo.

    ― Nem crie expectativas, a gente comprou praticamente tudo. ― ele riu e observou Jaehyun abrir os braços para Jungwoo. 

    ― Bom dia, Woo. ― repetiu, quando se abraçaram.

    ― Bom dia de novo, bebê. ― Jungwoo o beijou enquanto ele ria. Haviam aprendido que Jaehyun adorava apelidinhos. ― Compram comida pra não correr o risco de botar fogo na cozinha?

    ― Qual é, eu queimei uma panela uma vez só. ― o moreno finalmente desligou o fogo e colocou os ovos mexidos num prato.

    Se sentaram para comer e Jaehyun achou que seria uma boa era para começar a dizer tudo o que precisava já que não aguentava mais esperar. Foi repentino, o que ocasionou em no mínimo 3 engasgos de Jungwoo, que ouvia sem acreditar. Mas não havia tom de brincadeira ou parecia uma pegadinha combinada e até mesmo Doyoung complementava algumas coisas ditas pelo anjo. Eram coisas demais para processar aquela hora da manhã.

     ― Então… exatamente o que acontece com  você, caso você fique mesmo conosco? ― o mais novo perguntou, chamando a atenção de Doyoung para o tópico, já que aquilo nem mesmo havia passado por sua cabeça.

    ― Além do cabelo, eu perco o direito de voltar a viver lá. ― apontou para cima. ― Eu não viro humano, mas eu não posso mais ajudar outras pessoas e nem ter a guarda de mais ninguém. Eu ainda vou ter minha ligação com Doyoung e provavelmente criar uma com você também, e manter as que eu já tenho com meus amigos, mas dificilmente vou conseguir criar novas com tanta intensidade. Não é tão ruim, eu também tenho amigos aqui e eu estou muito mais feliz e completo agora.

    Jaehyun não parecia triste, e realmente não estava. Acreditava no que sentia e seguia seu coração, então sabia que aquilo era o que deveria fazer. Era o que queria fazer. E mesmo que sentisse saudade da vida que levava antes, tinha Taeyong, Kun, Jaemin e provavelmente acabaria encontrando mais conhecidos pela terra. Também poderia trabalhar e fazer “coisas de humano”, aquilo parecia bom, estava satisfeito.

    ― Eu fico feliz que essa seja sua decisão. ― o moreno sorria, com algumas lágrimas já se formando nos olhos. ― Olha, eu queria encontrar o amor da minha vida e acabei encontrando dois.

    ― Fui eu que te encontrei. ― Jaehyun riu e secou as lágrimas finas que começaram a escorrer do rosto de Doyoung, olhando para Jungwoo, que estava do outro lado do moreno, em seguida. ― Sabia que ele ficava te olhando de longe, igual um doido? 

    ― Não! ― o mais novo riu. ― Doyoung?

    ― Jaehyun, ele não precisava saber disso. ― choramingou. ― Eu não tinha coragem de falar com você, então só ficava observando.

    ― Imagine o que seria de vocês dois se eu não tivesse chegado aqui?

 

    [...]

 

    O anjo ganhou o dia que desejava, com filmes e beijinhos no sofá. Jungwoo sugeriu que ligassem para Taeyong para conversar um pouco, já que ele foi de grande ajuda. Iriam descobrir como, mas fariam dar certo assim como todos os outros fizeram. 

    Os dois humanos só não esperavam que Jaehyun fosse chorar quando Jungwoo precisou voltar para sua própria casa. No fundo, nem Doyoung queria que o prometido fosse embora.

    ― Prometo que podemos passar o dia juntos semana que vem de novo, tá bom? ― cortava o coração de Jungwoo ver os olhos brilhando com lágrimas e o nariz vermelho do anjo. ― Vamos nos ver amanhã ainda, na loja. Não fique assim.

    Tiveram um pouco de trabalho, mas entraram em acordo e Jungwoo foi embora. Jaehyun, ainda amuado, ficou praticamente colado em Doyoung pelo resto da noite e a primeira coisa que fez após o banho foi se deitar na cama do humano e esperar que ele terminasse o dele. 

    O moreno voltou para o quarto e se derreteu com Jaehyun já dormindo enroladinho nas cobertas. Havia sido um longo, mas ótimo dia, e a única coisa que queria era se deitar ao lado do seu bolinho (ele e Jungwoo já haviam arrumado dezenas de apelidos bonitinhos para o castanho) e descansar. Teria que ir para a faculdade e para o trabalho no dia seguinte, mas uma boa noite de sono lhe compensaria o esforço do dia seguinte. Se ajeitou embaixo das cobertas e puxou Jaehyun para perto, que se aninhou em seu peito. 

    Já estava quase pegando no sono envolto pelo cheirinho de pêssego do anjo quando o celular vibrou na mesinha de cabeceira. Tentou se mexer o menos possível para o alcançar, vendo uma mensagem de Jungwoo no painel de notificações.

 

    “Eu ainda não dormi. Como o Jae está?

Nem consigo acreditar em tudo o que aconteceu hoje.

Não vejo a hora de ver vocês de novo, estou com saudade :(”

 

Doyoung riu, se arrependendo em seguida por medo de ter acordado Jaehyun. Mas ele ainda dormia tranquilamente e sentiu o peito se aquecer com a visão do anjo ali, bem ao seu lado, onde ele escolheu estar.

Pensou no que responder, antes de começar a digitar.

 

“Ele ficou um pouquinho triste, mas eu tentei distrair ele e ele já está dormindo.

Também estamos com saudade, até amanhã :) ”

 

Não esperou a resposta, seus olhos começaram a pesar. Deu um beijinho nos cabelos de Jaehyun e suspirou, pensando em Jungwoo e como tudo aquilo era meio doido, mas bom. Era tão sortudo.

E lá no fundo, Doyoung também não conseguia acreditar que aquela era a vida que viveria agora.

 


Notas Finais


okay, primeiro: parabéns pro Woo, minha estrelinha, meu bolinho <3
segundo: ACABOU. Sim, foi corrido e aleatório mesmo, mas isso é fanfic e a última coisa que eu preciso na minha vida é drama, então acabamos soft assim, quase com um felizes para sempre. Eu pensei em um extra sobre a vida dos três, e dos outros personagens e todos convivendo juntos, etc. mas eu não escrevi nem os extras de fanfics de 2 anos atrás, então kkkkkkkkk mas é, meus três dengos <3 o que aconteceria no futuro seria provavelmente os 3 se mudando juntos e o Jaehyun chamando todos os amigos deles pra ajudar na mudança e eles acabarem pedindo 2 toneladas de pizza no final do dia pq tem pelo menos 12 pessoas sentadas na sala da casa e o Doyoung e o Jungwoo testando tintas de cabelo no Jae kkkkkkkkk
obrigada por acompanharem essa maluquice e pelo carinho <333333 eu tinha mais coisa pra escrever aqui, mas já esqueci :v
até


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