História I saw the love in your eyes - Fillie - Capítulo 10


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Categorias It: A Coisa, Stranger Things
Personagens Benjamin "Ben" Hanscom, Beverly "Bev" Marsh, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Georgie Denbrough, Henry Bowers, Jonathan Byers, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Michael "Mike" Hanlon, Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Richard "Richie" Tozier, Stanley "Stan" Uris, Steve Harrington, Will Byers, William "Bill" Denbrough
Tags Fillie, Mileven, Millie, Stranger Things
Visualizações 140
Palavras 2.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!

Primeiro, como sempre, me desculpem pela demora. Mas como eu disse no capítulo anterior, as coisas estavam difíceis pra mim. E depois disso foram só piorando, tinha dias que eu eu nem pegava no celular e de jeito nenhum eu tinha cabeça pra escrever. Agora eu dei uma melhorada, estou na casa do meu pai, onde tem notebook, então vou dar meu máximo pra escrever muito essa semana e a próxima.
Muito obrigada pelos comentários do último capítulo e espero que me perdoem a demora.
Agora sem mais enrolação, boa leitura!

Capítulo 10 - HE'S GAY!


Capítulo 10 – HE IS GAY!

New York – Sábado – 22:45 p.m.

Oh meus deuses!

OH MEUS DEUSES!

É um castigo das forças superiores, só pode! Primeiro dia na cidade e descubro que meu vizinho (o qual eu estou desenvolvendo um pequeno – porém forte – crush) lindo e charmoso é gay.

Noah continuava falando alguma coisa que eu não fazia ideia do que era e Sadie e os outros garotos tinham se juntado a nós dois e faziam parte do assunto.

- O que foi? - Sadie perguntou no meu ouvido. Como sempre ela sabia quando algo estava errado comigo.

- Noah me contou uma coisa – eu disse me virando pra ela.

- O que?

- Ele e Finn têm vontade de se casar em Las Vegas – dei uma pausa e Sadie me olhou confusa – Os dois são um casal, Sads!

Com essa frase, Sadie ficou boquiaberta e arregalou os olhos. Na verdade, arregalou é apelido, os olhos da minha amiga ruiva quase saltaram fora das órbitas.

- Não sei porque eu me assustei tanto – minha amiga disse, se recuperando rapidamente – Uma coisa tão normal, Mills.

- Eu tô pouco me fodendo por eles serem gays – comecei, mas Sadie não me deixou terminar.

- Entendi, você tá chateadinha assim porque seu crush é gay – depois de falar isso, a cachorra teve a coragem de começar a rir da minha cara.

Eu sei que ela está certa, eu estou assim porque achei o Finn tão lindo e tinha a esperança dele olhar pra mim de outro jeito, que não sua vizinha que aparecia depois das 22:00 de um sábado em sua casa porque não sabe andar na cidade.

- Hey Millie! - E falando no diabo...

- Oi Finn – respondi, me virando. Pude sentir o sorriso falso se formando no meu rosto.

- Vocês já comeram? – ele perguntou se aproximando e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

Quando senti seus dedos tocando meu rosto, não teve uma só parte do meu corpo que não tenha se arrepiado.

Droga!

- Ainda não – acho que ele deve pensar que eu tenho algum distúrbio, já que todas as vezes que ele falou comigo, eu demorei pelo menos uns 2 minutos pra responder ele.

E por que isso acontece? Por causa do maldito sorriso desse garoto. E por causa dos olhos brilhantes, o sorriso, as sardas espalhadas pelo rosto, o sorriso, a voz rouca, eu já disse o sorriso?

Mas enfim, quando voltei meu foco à minha frente, ele já não estava lá. Nem Sadie. Olhei para os lados e o enxerguei na cozinha. Já minha amiga, tinha sumido. Fui em direção ao melhor cômodo de qualquer casa já construída, tinha a intenção de me desculpar e não deixar que Finn percebesse que sua vizinha não bate bem da cabeça.

- Quer ajuda? – ele estava só esquentando uma pizza, mas perguntar não ofende.

- Não precisa, obrigada – ele respondeu virando pra mim enquanto fechava o forno com a perna.

- Olha, eu quero me desculpar por agir igual uma louca – comecei meu discurso recém ensaiado na minha cabeça – Eu devo ter déficit de atenção ou algo do tipo, porque quando as pessoas falam, eu não presto atenção – e isso era uma grande mentira, só quando ele falava eu não prestava atenção.

- Relaxa, linda – ele disse se aproximando, o que esse garoto queria? – Esse seu cabelo nunca para?

Falando isso ele colocou de novo uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, mas dessa vez, ele parou e ficou olhando em meus olhos por algum tempo, segurando meu queixo.

- Você é muito linda, Millie – ele disse e a cada segundo eu o via se aproximar mais do meu rosto.

Meus pensamentos estavam em parafuso. Finn nera gay, nera? Então por que ele está se aproximando?

Quando eu já podia sentir seu hálito colidir com o meu, ouvimos um grito na porta da cozinha que nos fez afastar em menos de um segundo um do outro, e a única coisa que eu pensava era: É o Noah e ele vai me expulsar daqui por quase beijar seu namorado!

Mas ao olhar para trás, pude perceber que não era o Noah, mas sim uma garota. Observando melhor, era a mesma garota que Finn tinha chamado de amor há um tempo.

- Wolfhard! – essa menina só sabia gritar? – Me traindo dentro da sua própria casa?

Paralisei. Como assim traindo ela? Finn não namorava o Noah? Pude sentir minha cabeça começar a doer pela confusão.

- Para de escândalo, Nat! – Finn foi pra perto dela – Quantas vezes eu vou ter que dizer? Nós não somos namorados.

- Mas a gente fica – ela bateu o pé – Não acha que devia existir o mínimo de respeito e não sair pegando qualquer piriguete por aí?

Minha visão ficou vermelha, só vi quando Finn segurou minha cintura para me afastar da garota que tinha acabado de me chamar de piriguete.

- Primeiro de tudo, não chama a Millie de piriguete, você nem a conhece – Finn disse, ainda me segurando – Segundo, eu e ela não nos beijamos...

- Infelizmente – falei baixo, mas acho que eles ouviram, já que Finn se calou e a garota ridícula me olhava com um olhar ameaçador.

- Ahn – Finn tentou voltar a falar, mas pelo jeito, tinha perdido a voz.

- Não beijou, mas queria neah? – a tal Nat disse, apontando pra mim.

- Não – eu disse, tentando concertar – É... Eu queria, mas eu sei que não devia porque o Finn namora, mas agora eu tô confusa por causa dessa menina – comecei a falar, mas nem eu sabia como me explicar – Quer saber? Vou embora.

Me soltei dos braços de Finn e fui para a sala procurar Sadie para irmos embora. Ainda bem que Finn não me seguiu, devia estar conversando com a garota. Depois de uns dois minutos procurando no meio das pessoas, finalmente encontrei minha amiga.

- A gente precisa ir embora – falei ao chegar perto dela.

- Por que? O que foi? – ela perguntou confusa.

- Hey Millie, o que foi? – Noah se aproximou. Olhei pra ele e pensei em me desculpar, mas desisti.

- Nada, só estou cansada – falei puxando Sadie – Vem.

Fomos até à porta e saímos do apartamento, já pegando o elevador que estava parado no andar. Quando a porta do elevador estava se fechando, vi Finn sair do apartamento e olhar em nossa direção, vindo para perto do mesmo, mas a porta fechou antes que ele pudesse falar ou fazer alguma coisa.

- Que merda é essa, Brown? – Sadie perguntou irritada.

- Em casa eu te explico – falei respirando fundo.

Antes que a porta tivesse aberto totalmente, saí do elevador, puxando Sadie comigo. Fomos diretamente para nosso apartamento e tranquei a porta. Só quando já estava sentada no sofá foi que abri a boca.

- Fui conversar com Finn na cozinha – comecei a explicação – ele se aproximou pra arrumar uma mecha do meu cabelo, disse que eu era linda e ficou me olhando – olhei para minha amiga, que estava mais perdida do que cego em tiroteio – Ele ia me beijar, Sads.

- Ia? E por que não beijou?

- Porque uma tal de Nat apareceu lá gritando que ele tava traindo ela.

- Ah – minha amiga disse.

- Como assim “Ah”? Ele ia me beijar, ia trair o namorado, depois aparece aquela louca que ainda me chamou de piriguete, e tudo o que você diz é ah?

E sabe o que a minha futura ex melhor amiga fez? Começou a rir. Rir não, começou a gargalhar. Riu tanto que caiu do sofá para o chão. Quando a futura defunta se levantou, estava até secando as lágrimas do riso.

- Posso saber o que é tão engraçado, Sadie Sink? – perguntei me levantando e olhando para ela.

- Millie, eu conversei com o Noah – prendi a respiração com isso.

- Você contou pra ele que eu te disse que eles são gays?

- Mills, não existem “eles são gay” – ela fez aspas no ar – Só tem um bissexual naqueles dois ali e não é o Wolfhard.

- Que? Mas... O casamento em Las Vegas? – perguntei.

- Ele disse que você entendeu errado, amiga – Sadie disse se aproximando de mim – Ele e o Finn têm sim o sonho de se casarem em Las Vegas, mas ele com alguém e Finn com outra pessoa. Eles combinaram isso desde quando eram pequenos, porque nunca sonharam com um casamento grande, nem nada do tipo. Os dois são melhores amigos desde que nasceram.

- Então a menina que estava brigando com Finn hoje é realmente a namorada dele?

- Isso eu não sei, mas acho que não – Sadie disse – Pelo que Noah deu a entender, Finn está solteiro.

Que loucura! Eu achando que o Finn era gay, mas estava completamente enganada. Eu precisava dormir, minha cabeça já estava rodando.

- O que aquele garoto tem pra me deixar tão caída por ele em algumas horas? – perguntei em voz alta.

- Eu não sei, Mills – Sads disse e me abraçou – Mas vê se vai com calma, eu sei que seu coração ainda está mal pela sua mãe e pelo Sartorius, eu não quero você sofrendo.

- Relaxa, não vai dar em nada, provavelmente o Finn deve me achar uma louca covarde por sair correndo de lá depois de falar que infelizmente não o beijei.

- Oi? Como foi isso? – Sadie perguntou de boca aberta.

Comecei a contar a ela tudo o que tinha acontecido na cozinha e ela só sabia rir, mas dessa vez, eu ri junto com ela.

Depois que eu acabei de contar minha vergonhosa saga na cozinha do Wolfhard para minha melhor amiga, eu só queria minha cama, mas antes que eu pudesse chegar até meu quarto, ouvi batidas na porta.

Olhei para Sadie e fiz sinal para que ela perguntasse quem era. Naquele horário, não devia ser coisa boa.

- Quem é? – Sadie perguntou se encostando na porta.

- É o Finn – a pessoa respondeu do outro lado – Eu quero falar com a Millie, Sadie.

Fiz sinal desesperadamente para Sadie não abrir a porta, mas a traidora abriu assim mesmo.

E eu? Fiz o que toda pessoa corajosa faria. Corri para o meu quarto e fechei a porta. Pude ouvir os dois conversando na sala por um tempo, mas eles estavam sussurrando, então não consegui entender qual era o assunto.

Depois de menos de cinco minutos, ouvi a porta da sala bater. Presumindo que Finn já tinha ido embora, abri a porta do meu quarto. Mas quando saí em direção a sala, vi que nenhum dos dois tinha saído.

- Eu sabia que você ia sair – Sadie disse rindo.

- É, você acertou – Finn disse, rindo também.

Como assim? Os dois armaram pra mim? Eu mato esses dois!

- Eu vou para o meu quarto – falei me virando.

- Não Millie, eu pedi a Sadie para te tirar do quarto porque eu quero te pedir desculpas pelo comportamento da Nat – Finn falou, se aproximando de mim – Ela não devia ter gritado com você daquele jeito.

- Não devia mesmo – falei – Você tem que controlar sua namorada, Wolfhard.

Ele me olhou com as sobrancelhas levantadas e parecendo confuso.

- Eu só não entendi o porquê de você ter saído correndo daquele jeito.

- É... que... – meus deuses, o que eu ia falar? Que saí correndo porque fiquei com vergonha dele achar que eu queria beijá-lo, mas pensei que ele namorava o Noah?

- Olha, eu conversei com o Noah – ele disse.

- Você conversou? – perguntei. Então ele sabe que eu pensei que ele era gay.

- Eu não sou gay, Millie – ele disse rindo – E Natalia não é minha namorada. A gente só fica as vezes.

- Eu já fiquei sabendo que você não é gay – falei olhando para baixo – E não me interessa se ela é ou não sua namorada.

- Tudo bem, eu só queria pedir desculpas – ele disse se afastando – E eu trouxe pizza para vocês, já que não comeram.

- Não comemos porque a Millie quis sair correndo – Sadie disse, indo em direção à cozinha. Eu vou matar essa garota se ela não calar a boca.

- Vou embora, já está tarde – Finn disse, abrindo a porta – Qualquer coisa, só ir lá me chamar. Boa noite – ele se despediu, mas antes que fechasse a porta, vi ele piscar pra mim.

- Agora ele vai ficar se achando! – eu disse olhando para Sadie.

- Para com isso e vamos comer – Sadie disse voltando pra cozinha – É bem provável que a gente nem veja ele tantas vezes.

Fui pra cozinha e eu e Sadie finalmente pudemos comer, já que era nosso objetivo da noite. Talvez tenha sido por isso que eu estava de tão mau humor.

- Não esquece que amanhã Gaten vem aqui – Sadie me lembrou – E por você estar sem celular, eu vou ter que ligar pra ele e combinar o horário.

- Tudo bem – respondi e logo me lembrei de outra coisa – O que Jacob queria, antes de você transformar meu celular em farinha prateada?

- Para de jogar na minha cara que eu quebrei seu celular – Sadie resmungou – Eu vou te dar outro.

- Tudo bem – sorri pra ela, indicando que era uma brincadeira – O que ele queria?

- Falar com você. Disse que precisava explicar porque sumiu de você – ela disse revirando os olhos – Deu a entender que vocês não terminaram e que você não devia ter apagado as fotos de vocês. Isso foi até onde eu ouvi, depois seu celular já estava no chão.

- Ele é um idiota – falei bufando – Eu não quero ouvir explicações dele.

- Muito bem, amiga – Sadie disse, se levantando – Agora vamos dormir, já que amanhã seu irmão vem nos buscar e vamos fazer nossas matrículas e tudo mais.

- Verdade – me levantei também e fui para o meu quarto depois de me despedir da ruiva.

Troquei minhas roupas do corpo pelo meu pijama favorito dos minions que era composto por uma calça e camiseta e fui arrumar minha cama. Quando estava quase acabando de colocar meu lençol, como estava perto da janela, pude ouvir alguém fazendo “psiu”.

Coloquei a cabeça para fora da janela e olhei para os lados, mas não vi ninguém. Quando olhei para baixo vi Wolfhard sentado no peitoril da janela, um andar abaixo, com a mesma camiseta que estava antes e de shorts.

- Belo pijama, Kevin – ele caçoou da minha roupa.

- Para de ser idiota, garoto – respondi revirando os olhos.

- Mas você está mesmo fofa, Bob – ele disse rindo – Vi a luz ligada e queria saber quem estava nesse quarto, você ou sua amiga. E olha só, dei sorte, é você – ele disse batendo palmas, rindo e cantando a música da banana, que os minions cantam.

- Cala a boca, já está tarde seu louco – briguei.

- Todo mundo já está acostumado com barulhos na madrugada, essa cidade nunca dorme, Millie.

- Mas eu durmo, então boa noite, Wolfhard – me despedi e fechei a janela, voltando a arrumar minha cama. Ainda pude ouvir o garoto gritando um “boa noite, Brown”, mas eu já tinha me deitado.

Nessa noite eu quase não dormi. Acordei várias vezes de sonhos que eu ficava muito perto de beijar Finn, mas depois ele mudava para Jacob dizendo que nós não tínhamos terminado e que eu o estava traindo e as vezes para Gaten que só ficava me olhando. Só quase amanhecendo foi que eu consegui dormir de verdade.


Notas Finais


Capítulo bem grande pra compensar a demora, me falem se gostaram ou não, se ficou alguma dúvida e tals.

Vejo vocês nos comentários. Até o próximo capítulo 😘❤️


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