História I saw the love in your eyes - Capítulo 2


Escrita por: e SkyeCullen

Postado
Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Bella Swan, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jasper Hale, Personagens Originais, Rosalie Hale
Tags Bella!trans, Beward, Edward, Transsexual
Visualizações 115
Palavras 1.229
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Já sabem... Se acharem alguma coisa, informação errada ai no meio me avisem que eu arrumo. Eu pesquisei algumas coisas antes de escrever essa fic, mas posso sempre errar em alguma coisa.


Boa leitura!

Capítulo 2 - Péssima noite


Fanfic / Fanfiction I saw the love in your eyes - Capítulo 2 - Péssima noite

Depois que Charlie me deixou sozinha, eu desfiz minhas malas e arrumei as coisas em seus devidos lugares. Ao terminar, peguei minha bolsa de produtos de beleza e fui ao banheiro, o único que tinha no andar de cima, e teria que dividir com Charlie, para tomar um banho.

Enquanto me lavava estava pensando. Amanhã será meu primeiro dia na escola nova, uma coisa aterrorizante para qualquer adolescente e para mim não era diferente, e tinha um adicional que me fazia ter ainda mais medo: o fato de eu ser trans. Minha experiência na antiga escola não é uma das minhas melhores lembranças e eu não faço idéia de como será nessa escola. Pode ser diferente? Pode. Mas também pode ser pior. O que me anima um pouco é que a Escola de Forks tem o total de apenas trezentos e cinquenta e sete - agora cinquenta e oito -, alunos. Só no meu ano lá em Phoenix, havia mais de setecentos alunos que adoravam me atormentar.

O fato de todos aqui se conhecerem desde que eram bebês, não ajuda muito. Pelo simples fato de que eu seria a garota nova da cidade grande. Uma curiosidade, uma aberração completa. Já posso até imaginar os insultos, ou será que eles vão ficar com medo de Charlie? Eu espero que Charlie ser o chefe de polícia faça alguma diferença. Mas também tinha o detalhe de ninguém saber. Pelo menos eu acho que ninguém sabe.

Desliguei o chuveiro, envolvi meu corpo com a toalha e caminhei até a pia, parando à sua frente. O espelho estava embaçado, passei a mão o limpando e podendo assim olhar para meu rosto refletido no espelho enquanto penteava meu cabelo embaraçado e úmido. Encarando meu reflexo pálido fui obrigada a admitir que: eu poderia ser bronzeada, esportiva, loira, jogadora de vôlei, ou líder de torcida, mas nada disso iria mudar o fato que eu sou uma garota trans. Posso ser parecida fisicamente com uma mulher - o que me ajuda muito em certos momentos -, mas não tenho peitos ou vagina, e sim um pênis. Só esse detalhe fazia com que todos me evitassem. Apesar de morar em Phoenix por 17 anos, não sou bronzeada, na verdade tenho a pele branca - até poderia ser uma coisa bela, mas eu sou tão branca que minha pele parece ser transparente. -, sou magra, mas nem tanto, e também não sou atleta. Minha coordenação motora para praticar esportes é péssima, eu sempre acabo humilhada e machucada de alguma forma, e nunca fique perto de mim ou tem uma grande probabilidade de você também sair machucado. Suspirando terminei tudo ali no banheiro e voltei para o quarto. Agora era só esperar para ver como seria minha nova vida aqui em Forks. E manhã seria só o começo.

Ao descer para comer alguma coisa, um tempo depois, encontrei Charlie na sala assistindo, ia passar direto, mas lembrei de um detalhe.


— Pai? — chamei.


Charlie parecia ter se sobresaltado ao ouvir minha voz, claro, ele estava acostumado a ser o único na casa.


— Bea… Bella, o que foi? — ele se corrigiu.


Eu estava achando estranho que meu pai estava agindo muito normal ao saber que sou trans. Sempre pensei que ia ser o contrário, Charlie seria quem não ia aceitar, mas parece que eu me enganei. Quando será que ele ia querer falar sobre isso?


— Sobre a escola...


— Não se preocupe, eu os avisei. Você será tratada como Isabella Swan. Foi esse o nome que você escolheu, certo? — perguntou me olhando.


Ótimo! O fato de ser trans não será um segredo por muito tempo. Os professores irão falar um para o outro e logo todos ficaram sabendo.


— É... mas prefiro que me chamem só de Bella.


— Certo.


Charlie olhou para a TV enquanto assentia. Eu queria sair dali, mas...


— Pai...


— Eu sempre desconfiei. — ele voltou a me olhar. — Eu acho que qualquer pai sabe o que está acontecendo com os filhos e você era uma criança diferente. Nunca gostou das coisas que os garotos da sua idade se interessavam. Teve uma vez, lá pelos seus seis anos, que você me pediu um vestido de presente e eu expliquei que vestido era para garotas e vi a decepção em seu rosto. No começo eu pensei que fosse uma fase, mas sempre que você vinha passar o verão comigo você continuava a ser o mesmo. — ele levantou parando a minha frente, colocou uma mão em meu ombro. — Eu vou te amar independente de qualquer coisa, Bella. Você continua sendo minha filha e estarei aqui para te ajudar com qualquer coisa.


Engoli em seco. Não sabia o que falar. Charlie me puxou para um abraço, mas esse era diferente do que recebi no aeroporto. Podia sentir seu amor por mim naquele abraço.


— E dê um tempo para sua mãe, okay? — ele me afastou. — E eu sei que você tinha problemas na escola. Talvez aqui seja diferente.


Assenti. Eu estava segurando o choro não ia chorar na frente dele. Subi correndo e me tranquei no quarto.


***


Passei a maior parte da noite acordada, e agora via o resultado no espelho do banheiro. Estava com olheiras e meus olhos estavam inchados depois de ter chorado tanto. Quando não estava chorando ficava ouvindo o barulho da chuva no telhado e nos vidros das janelas e só consegui dormir depois da meia-noite, quando a chuva diminuiu para um chuvisco. Minha noite foi péssima e nada me dizia que meu dia seria melhor. Revirei minhas roupas até encontrar o sutiã com bojo, eu usava esse tipo de sutiã desde os meus 14 anos. Eu sonhava com o dia que começaria o tratamento com hormônios e com o dia que faria a cirurgia de resignação sexual. Setia quando eu me olharia no espelho e me sentirei bem com o que verei. Lá em Phoenix eu trabalhava e guardava um pouco do dinheiro para pagar minha cirurgia e pretendo arrumar um emprego aqui também. Me vesti para ir à escola, calça jeans, camisa e uma blusa de zíper por cima, penteei meu cabelo o deixando solto e calcei meu all star. Quando desci, Charlie já tinha preparado o café. Sentei à mesa e comemos em silêncio, cada um com seus pensamentos. Assim que terminou Charlie subiu e ao descer me desejou boa-sorte na escola e saiu, indo para o posto policial. Ao ficar sozinha examinei a pequena cozinha, as paredes com painéis escuros, armários amarelo brilhante, e piso de linóleo branco. Nada havia mudado. Minhas fotos continuavam sobre a pequena lareira na sala também. Eu pediria para Charlie as retirar dali depois.

Terminei meu café, arrumei tudo na cozinha e subi para escovar os dentes e pegar minha mochila. Ainda estava cedo para ir para a escola, mas saí assim mesmo, seria melhor chegar cedo do que atrasada. Vesti o casaco, de plástico grosso e não respirável, coloquei o capuz, e saí para a chuva. Ao descer a escada olhei para cima, só o que vi foram nuvens, o chuvisco molhou meu rosto, não era possível ver o céu. Quando eu veria o sol novamente? Suspirei resignada com minha vida de agora em diante, e segui na direção da caminhonete, e o barulho dos meus tênis no chão molhado coberto por pedras, era irritante. Entrei na caminhonete e agradeci quando o motor ligou rápido, rugindo alto. Comecei a dirigir na direção do meu inferno particular.



Continua...



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