História I Saw The Love In Your Red Eye - Série: Damned Ghoul - Capítulo 7


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Categorias Tokyo Ghoul
Tags Anime, Mangá, Romance, Terror, Tokyo Ghoul
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Palavras 2.207
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quase esquecia de postar lskjxkslj ♥

Capítulo 7 - Capitulo VII


— Ah... N-não é nada. -Ela tira o cachecol da mão dele e coloca no seu pescoço novamente.

 

— Você não estava com isso quando saímos ontem.

 

— Estava sim, você que não viu.

 

— Você não tinha nada que cobria seu pescoço, se estivesse aí, poderia sim, ser visível.

 

— Estava escuro, era de noite, não dava pra ver.

 

— Quando nós estávamos na praça, e as luzes iluminavam, iria dar sim, para ver. 

 

— Isso não foi nada.

 

— Então me conta o que aconteceu.

 

— Olha, não foi nada de mais.

 

— Saka, olha pra isso. -Ele coloca a mão no seu pescoço.- Isso tá horrível, o que aconteceu?

 

— Foi um acidente.

 

— Acidente? Você quer dizer que... Sei lá... Você caiu da escada e isso aconteceu?

 

— Talvez.

 

— Isso parece marca de enforcamen...

 

Foi nessa hora que ele ligou os pontos. Ele sabia como o pai dela era em relação a ela. Ele também sabia que o pai dela não gostava nada dele. Será que ele ficou sabendo que ela havia saído com ele? Então foi por isso que a havia sufocado? Ele sabia que o pai dela era capaz de qualquer coisa, mas isso...?

 

— Foi o seu pai, não foi?

 

— O que? -Ela arregala os olhos.- Não! Claro que não foi! 

 

— Saka, pare de mentir! Ele soube que nós saímos não foi?

 

— Kaneki, meu pai pode fazer várias coisas, mas... Mas ele não faria isso comigo!

 

— Ah, então foi você mesma? Você tentou se matar então?

 

— Não.

 

— Então pronto! -Ele segurou ela pelo braço.- Você vai me contar agora o que está acontecendo! -Ele apertou.- Não adianta você esconder! Já imaginou se fosse a Mia que estivesse vendo isso no meu lugar?!

 

— Kaneki... 

 

— Olha o que seu pai faz com você e você ainda o protege! Você tem noção do que você faz? Ele devia estar preso agora, na cadeia! Mas todas, eu estou dizendo, TODAS as vezes que ele levava denúncia e iria para a delegacia, você mentia! Você falava que ele não fazia nada com você! Em troca do que? Me diz! Pra quando você fizesse alguma coisa errada, ele ir e lhe bater de novo? Ele maltratar você igual fazia com sua mãe? Ele...

 

— JÁ CHEGA! Você NÃO tem esse direito de falar do MEU pai! Você não mora comigo, você não é filho dele! Você não sabe de NADA, SIMPLESMENTE NADA QUE ACONTECE NA QUELA CASA! Você não sabe pelo que ele passou depois da morte da minha mãe, então cale a boca! E agora me solte! Você está me machucando.

 

— Saka... -Ela fala como um sussurro.- Mas...

 

— Mas nada! Fique quieto! Sabe por que você diz essas coisas do meu pai? Por que você NUNCA TEVE UM! Eu não tenho culpa dele ter morrido antes de você nascer! Então fique quieto, você não sabe o que é ter um pai, você não entende a minha situação! Então não se intrometa mais onde não foi chamado! 

 

Kaneki ficou calado enquanto Saka saia enfurecida do depósito. As palavras que ela havia dito o machucaram profundamente. Ela sabia que ele não gostava que falassem do pai dele, muito menos desse jeito. Ele nunca a tinha visto assim antes, será que era por culpa dele? Porque ele fez isso?

 

Ele ficou no depósito por mais algum tempo pensando no que fazer, mas... Será que ele tinha que fazer alguma coisa? Ela havia dito pra ele não se meter, mas ele não iria aguentar vê-la assim novamente machucada, ainda mais quando o motivo era por causa dele.

 

Ela tenta demonstrar que não dói. Que isso que ele faz, nunca é nada, mas ele sabe, ou pelo menos acha que sabe o que ela sente. 

 

Saka p.o.v

 

Depois de ter escutado e dito tudo aquilo, saiu do depósito e bato a porta. Como ele foi capaz de falar tudo aquilo pra mim? Ele ao menos sabe o que é ter um pai? É óbvio que não! Ele nunca passou tempo com o dele, até porque, ele morreu antes dele nascer. Idiota. Idiota. Idiota.

 

— Aconteceu alguma coisa? -Pergunta Mia enquanto Saka passa pela frente de todos com passos pesados.

 

— Não aconteceu nada. -Falo seria indo em direção à porta para sair.

 

— Não é o que parece. -Enji fala em um tom preocupado.

 

— O que aconteceu, Saka? -Pergunta Nishiki.

 

— Por que vocês não perguntam ao novo empregadinho do tapa-olho de vocês, hein? Talvez ele saiba responder. 

 

— Saka! Espe...

 

Antes de Mia pudesse terminar a sua fala, eu saiu da Anteiku e bato a porta com toda minha força.

 

P.o.v off

 

Antes de Mia terminar a sua fala, Saka sai da cafeteria e bate a porta.

 

— Quebra a porta, não foi você que comprou. -Diz Nishiki.

 

— O que aquele idiota fez agora? -Mia bate com a mão na bancada.

 

— O que você acha que ele poderia ter feito? -Pergunta Irimi.

 

— Eu não sei, mas coisa boa que não foi.

 

Kaneki p.o.v

 

Me encosto na parede com as mãos no rosto e vou descendo lentamente até chegar no chão. Por que ela disse tudo aquilo? Será que eu fui tão ruim assim com minhas palavras? Mesmo assim... Ela sabe que eu não gosto disso... Será que foi para me machucar mesmo? Por que eu também fiz isso com ela? 

 

Droga. Droga. Droga. O que eu fiz? Por que eu fiz isso? Eu deveria ter pensado antes de agir. Mas eu sou um idiota! 

 

Dou um murro forte do chão.

 

Mas isso não vai ficar assim... Eu não vou deixá-la ser maltratada pelo pai novamente. Se ela soubesse o quanto isso me dói, ela não agiria desse jeito e já tinha feito alguma coisa. Eu vou fazer algo... Eu tenho que fazer algo.

 

Me levanto do chão rapidamente e saiu do porão, logo chegando junto de todos os outros.

 

P.o.v off

 

— Ah Kaneki, você está aqui. -Mia para na frente dele.- Como é bom te ver. -Ela fala em tom de deboche.

 

— Nós precisamos conversar. -Ele fala sério.

 

— Jura? Eu também acho.

 

— Então vamos logo.

 

Kaneki segura Mia pelo braço e sobe as escadas, entrando no quarto dele.

 

— O que você fez com a Saka? -Ela segura pela gola de sua camisa.

 

— Ela apanhou do pai. -Ele diz rápido.

 

— Ela... -Ela solta ele.- O que...?

 

— Ela apanhou do pai, não escutou?

 

— Eu escutei, mas é que... Como? Por quê?

 

— Sabe o cachecol que ela estava usando? Não é por causa de frio. A garganta dela está muito bem. Foi o pai que, quase, matou ela sufocada.

 

— Mas... -Mia arregala os olhos.- Não, não pode ser. -Ela da às costas e passa a mão pelo cabelo. - Ou pode?

 

— Mia, escute...

 

Kaneki contou tudo o que aconteceu a Mia, a mesma escutava, prestando atenção em cada uma das suas palavras. Ela não podia acreditar, ela sabia que a Saka nunca falaria algo assim, principalmente para ele... Ou ela falaria? Ela estava com tanta raiva para falar aquelas coisas?

 

— Tá, mas você me disse que iria fazer alguma coisa? O que você vai fazer?

 

— Eu preciso de sua ajuda para isso.

 

— Kaneki... Não quero problemas para o meu lado.

 

— Não, não se preocupe nada vai acontecer com você.

 

— Hmm... -Ela franze a testa preocupada.- O que você vai fazer hein?

 

Kaneki contou seu plano todo para Mia, de primeira ela estava achando de não iria ser nada, mas aí ele continuou contando e ela se assustou.

 

— V-vo-você vai... Matar o pai dela? 

 

— Sim.

 

— Não, não, não. De jeito nenhum! -Ela começa a rir de nervoso.- O que você tem na cabeça?

 

— Bem, quer dizer, eu não irei "mata-lo", entende? Só irei fazê-lo sofrer um pouco.

 

— Você só pode estar louco! A mãe dela já morreu agora você quer matar o pai? 

 

— Eu já disse que não vou mata-lo!

 

— Ah claro, você só vai comer algumas partes do corpo dele, nada de mais.

 

— Mia, você vai me ajudar, ou não?

 

— De jeito nenhum! Eu não sou uma assassina.

 

— Mas você só vai ficar segurando a Saka enquanto eu faço o trabalho pesado.

 

— Eu já disse isso é loucura! Não tem lógica.

 

— Mia... Eu sei, pode ter certeza que eu sei que a Saka vai sofrer com isso, mas pelo menos ela só vai sofrer mais uma vez... Se eu não fizer isso, sabe-se lá o que o pai dela pode fazer novamente? E assim ela vai sofrer mais ainda.

 

— Ai Kaneki... Eu não sei não. Isso é muito arriscado.

 

— Olha, se você não quiser fazer, eu mesmo dou meu jeito sozinho.

 

Ele sai do quarto e deixa Mia sozinha. Ela fica lá por alguns minutos pensando no que Kaneki havia lhe dito. Ela se deita na cama e coloca as mãos sobre o rosto.

 

Depois de alguns minutos ela sai.

 

Saka p.o.v

 

Chego em casa e vou direto para a cozinha procurar alguma coisa para comer. Eu não estava me sentindo bem, e comer era a única coisa para eu tentar ficar melhor, e às vezes, realmente funcionava.

 

— Já chegou em casa? -Diz meu pai entrando na cozinha.

 

— Sim, não estava me sentindo bem.

 

— O que houve?

 

— Nada, eu só... -Eu dou uma tossida fraca.- Não estou me sentindo bem mesmo.

 

— Porque você não chama aquela sua amiga pra vir ficar com você?

 

— Não precisa.

 

— Tem certeza? Nesse seu estado, não parece bem.

 

— É sério pai, eu vou subir pro meu quarto e já vou dormir.

 

— Se você diz.

 

Meu pai sai da cozinha e eu fico ali por mais um tempo. Abro a geladeira e pego uma barra de chocolate, logo subindo para o quarto e me deitando na cama.

 

— Argh...

 

Olho para o meu criado mudo do lado e vejo uma foto minha, do Hide e do Kaneki de um tempo atrás.

 

Flashback on

 

— Vamos, abra a porta! -Falo com pressa.

 

— Já vou, já vou... -Diz ele gritando.

 

— Aaahh, que demora. -Hide bate o pé no chão.

 

— Cheguei. -Ele abre a porta.

 

— Finalmente, Kaneko-kun... -Eu cruzo os braços.

 

— Saka, não me chame assim!

 

— "Saka, não me chame assim!" -Ela fala imitando ele.

 

— O que estava fazendo? Por que demorou tanto?

 

— Estava arrumando meu quarto, por isso.

 

— Nossa você leva meio século pra arrumar seu quarto, imagina se fosse arrumando a casa. -Diz Saka e todos riem.

 

Eles saem da casa de Kaneki e começam a andar pela rua. Eles só estavam dando voltas, não tinham lugar para onde ir. Era isso que eles gostavam de fazer. Quando marcavam para sair, não tinham um lugar fixo para ficarem e conversarem, eles mudavam de lugar o tempo todo.

 

— Ah, Hide-san... -Diz Saka o segurando pelo braço.

 

— Sim?  -Ele olha para ela.

 

— Eu quero falar com você?

 

— Uhm, tá certo.

 

Saka puxa Hide e Kaneki vai atrás deles, Saka coloca a mão no seu peito, o parando.

 

— Somente o Hide. 

 

— A-ah, tudo bem e-então...

 

Saka e Hide vão um pouco para longe de Kaneki, enquanto ele ficava somente observando os dois.

 

— O que aconteceu?

 

— Eu preciso te contar uma coisa...

 

— Que coisa?

 

— Olha, eu não sei quando isso começou a acontecer, mas não tem muito tempo que eu percebi.

 

— Saka, o que foi?

 

— Hide, você não pode contar, de jeito nenhum, para ninguém? Ta me entendendo?

 

— Saka... Você quer abrir a boca?

 

— Olha, eu... Acho, eu acho... Que eu estou, não tenho certeza, tá?

 

— Fala logo!

 

— Eu to gostando do Kaneki. Pronto falei.

 

— Você... O que? -Ele riu fraco.

 

— Argh, eu sabia! Eu não devia ter contado isso pra você, eu sabia! Sabia, sabia, sabia... -Ela colocou suas mãos no rosto e começou a andar de um lado para o outro.

 

— Saka, ei... -Ele a segura e a puxa para perto dele.- Calma, olha... -Ele ri de novo.- Eu não sei o que falar.

 

— É isso! Não fala nada, você não precisa falar nada. Esquece que eu te disse isso.

 

— Não precisa ficar nervosa assim, é algo normal.

 

— Normal. Sim. Normal. Isso é... Normal. Eu só tenho 14 anos, isso é normal na minha idade, não é? Quando eu ficar mais velha, isso vai passar. Vai passar. Porque isso é Normal. Sim.

 

— Certo... Você tá me assustando. -Ele franze a testa.- Agora vamos voltar, ele está nós esperando.

 

— Ele quem?... Ah sim, ele. Vamos voltar então.

 

Eles saíram do local e voltaram a ficar com o Kaneki, conversando todos juntos novamente.

 

Flashback off

 

— "Eu só tenho 14 anos, isso é normal na minha idade, não é? Quando eu ficar mais velha, isso vai passar..." Isso vai passar... Dois anos e isso não passou ainda, quando será que vai passar? 

 

Eu afundo meu rosto no travesseiro e escuto meu celular tocar.

 

— Uh, alô?

 

— Oi, amiga, sou eu...

 

— Ah, oi Mia, o que foi?

 

— Ah, é... Você quer... Sei lá, sair pra tomar e comer alguma coisa?

 

— Agora?

 

— Sim, agora, não pode?

 

— Ah, eu posso sim, posso.

 

— Certo, se arrumar então, você passa na Anteiku e vamos então, certo?

 

— Certo, mas Mia...

 

— Sim...?

 

— O Kaneki não está aí? Esta...?

 

— Uh, não, por quê?

 

— Nada, vou me arrumar.

 

Desligo o telefone e me arrumo rápido.

 

P.o.v off

 

— Paaaai, vou sair com a Mia. -Ela grita descendo as escadas.

 

— Certo, até mais.

 

— Até, te vejo mais tarde!

 

— Não demore muito, já está escurecendo.

 

— Certo pai.

 

Ela sai de casa e corre em direção a Anteiku.

 

— Agora é minha vez. -Seus olhos se transformam e ele cerra os punhos.



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