História I See Fire - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alisson, Drama, Lesbian, Lgbt, Max, Orange, Romance, Romance Lésbico, Yuri
Visualizações 15
Palavras 3.702
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Yo Yo people! Como estão, vou ser breve por que acho que já estou bem atrasada (como sempre kkkk)
Estava aqui dando uma olhada em umas histórias antigas, e essa em particular me deu muita de reescrever e terminar, então cá esta, não sei se terei a competência pra isso, mas juro tentar kkkkkk
Boa leitura pra quem se interessou <3

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Coelho raivoso e o que está contecendo comigo?


Eu caminhava pela rua gélida e congelada sem prestar muita atenção no que acontecia a minha volta. Apenas escutava o som de uma das minhas músicas preferidas que ecoava alto por meus fones de ouvido. Estava frio, nevava pouco, mas mesmo assim o ar estava frio e úmido me causando arrepios vez ou outra.

Após caminhar mais um pouco, no máximo duas quadras cheguei em frente do meu pequeno inferno particular. Colégio Particular Sant Moroe. Garotas com as caras rebocadas de maquiagem logo de manhã; Garotos musculosos, esnobes e filhinhos de papai, a maioria eram atletas que gostavam de chacotear os mais fracos; Riquinhos de merda convencidos de que eles eram o sol e todos ao redor eram os planetinhas os orbitando. E essa era em base 80% da população de idiotas que tinham aqui. E os outros 20%? “nerds, CDFs, geeks, antissociais, e aqueles que não tinham uma definição”, por exemplo, eu. Todos considerados irrelevantes ou pior, brinquedos.

Odiava essa escola, odiava esse bairro esnobe, odiava o simples fato de que minha mãe escolhera um riquinho de merda, metido e controlador para substituir meu pai. Apressei o passo para chegar o mais rápido possível à sala de biologia que para minha sorte seria a primeira matéria do ano letivo.

Ao entrar na sala de aula havia apenas seis pessoas em uma turma que completa deveria ter mais ou menos trinta alunos.

Havia uma garota com os cabelos tingidos de vermelho que se não me engano se chamava Jenny. Ela estava sentada em uma das primeiras carteiras, sua mochila estava em cima da mesa e pude ver que ela estava fazendo um novo desenho ao qual pude ver era um casal de costas sentado no topo de um morro, o céu estava coberto de estrelas e ao lado esquerdo havia uma linda árvore do que me parecia ser uma cerejeira. Ela sempre desenhou muito bem desde que a conheci. Jenny ergueu os olhos para mim e esbocei um pequeno sorriso que foi logo correspondido, os piercings nas bochechas se comprimiram com esse gesto fazendo com que ela acabasse com lindas covinhas.

Mais ao fundo ao lado esquerdo dois garotos um loiro de olhos verdes e levemente bronzeado e um garoto com alguns traços asiáticos, pele pálida, olhos castanhos, cabelos verde água e um piercing transversal no lábio inferior riram um pouco alto. Eles estavam na última carteira daquela fileira. O loiro se sentava no colo do asiático enquanto conversavam baixinho e riam, admito achar eles perfeitos um para o outro.

Três garotas os encaravam com caretas, o que meu deu vontade de revirar os olhos, e realmente o fiz. Elas estavam encostadas na primeira carteira da fila que ficava ao lado das janelas, passei ao lado delas no meu trajeto até minha carteira, então pude escutar um pouco de sua conversa.

“Nossa que desperdício, eles são tão bonitinhos” – Disse uma ruiva, com olhos verdes e um quilo e meio de maquiagem na cara.

“Pois é, né! Eles são tão bonitos. Uma pena não saberem o que é bom de verdade.” – Sussurrou uma das loiras, essa estava com o cabelo preso em uma trança lateral.

“Eles deveriam ter vergonha de mostrar isso para todo mundo, que nojo” – Outra loira idêntica à outra, só que com os cabelos soltos falou um pouco mais alto para que todos na sala ouvissem o que não era muito.

_Vacas. – Sussurrei indignada passando reto por elas, até sentir algo me puxar pelo pulso e me virar.

_O que você disse? – Perguntou a ruiva me analisando dos pés à cabeça.

_Vacas. – Falei em um tom indiferente enquanto a olhava com a mesma intensidade.

_Quem você acha que é para...

_Não te interessa.

_Olhe aqui sua...

_Olhe aqui você. – A interrompi novamente. – Não me interessa quem você é ou o que você acha, e duvido que alguém aqui além dessas cadelinhas de estimação aí se importe com sua opinião. Então guardem para vocês suas ideias idiotas e preconceituosas. Agora se você encostar novamente em mim mais uma vez sequer com essas suas mãos nojentas, você vai se arrepender de ter nascido. – Falei com o meu melhor sorriso, escorrendo sarcasmo na voz.

Virei-me novamente, no objetivo de finalmente me sentar e vegetar até a aula começar, mas estava tão indignada que voltei a me virar em sua direção para dar um fatality que com toda certeza a magoaria pra valer.

_E mais uma coisa. – Sorri sarcasticamente – Você, ruiva... Deveria parar de reparar no relacionamento dos outros e se preocupar mais com o seu. – Apontei para a janela de onde podia se ver o namorado da tal ruiva praticamente engolindo uma de suas “amigas” no meio do pátio logo abaixo de um carvalho bem no centro do gramado.

Ela encarou fixamente a janela por um tempo depois se virou para mim. Seu rosto estava avermelhado e seus olhos começavam a transbordar lágrimas. Ela voltou a encarar a janela depois de virou para mim novamente. Rangeu os dentes e fechou os punhos, com a voz chorosa falou:

_Você vai me pagar por isso!

Ela saiu correndo com suas amigas em seu encalço. Virei-me novamente para em fim sentar na última carteira ao lado da janela. Suspirei olhando lá para baixo. Eles ainda se atracavam, sem nem ao menos se importarem com as pessoas que passavam por ali e os encaravam.

_Ahhh... A culpa não é minha se você esta sendo chifrada. – Suspirei longamente.

Peguei meu celular e olhei as horas. Eram exatas 06h50min da manhã e a aula começava apenas as 07h30min. Parabéns para mim, meu nível de burrice aumentou em 60%, terei que esperar quarenta minutos aqui. Olhei ao redor e percebi que o casal me encarava de uma forma estranha, mas ignorei.

As mesas eram compridas para que a sala fosse dividida em duplas. No fundo, logo atrás de mim havia estandes de vidro e madeira que continham livros e vários materiais químicos utilizados nas aulas.

Estava tão distraída que quase não notei a sala se encher aos poucos, a ruiva voltou ao seu lugar quase na hora da aula começar, estava com a cara inchada e vermelha, lembrei-me que ela se chamava Kelly, as gêmeas sentavam uma ao seu lado outra a sua frente.

O sinal bateu e eu abaixei o som da música voltando a vegetar na carteira, olhando pela janela. Todos se calaram quando Sr. Hampty entrou na sala. Ele deveria ter uns 50 anos, rosto contorcido eternamente em uma carranca ranzinza, cabelos grisalhos e ralos, olhos azuis pálidos e frios. Ele sempre usava um terno marrom, blusa social branca e uma gravata preta, que para seu azar não escondia nem um pouco sua barriga de cerveja.

_Bom dia classe. Vamos começar mais um ano letivo que espero eu ser produtivo. – Falou com sua voz rouca e grossa. – Porém antes de começarmos com a aula de verdade temos uma nova aluna transferida do Brasil. Querida... – Ele estendeu a mão e sorriu gentilmente em direção da porta que ainda estava aberta, essa era a primeira vez que o via sorrir.

Uma garota com pele escura semelhante a chocolate ao leite entrou pela porta. Ela era muito bonita, tinha cabelos cacheados até o ombro em tons de castanhos passando do escuro para o claro, os olhos eram parecidos com dourado, lábios grossos na medida certa e um corpo que na minha humilde opinião era perfeito.

_Está é Max, ela se juntará a nós este ano.

Ela vestia um tipo de legging preta que me parecia ser bem quentinha e grossa, um suéter bege, jaqueta de couro preta com detalhes em metal no ombro, coturnos marrons escuros e um colar do que me parecia ser ouro com um pingente em forma de esfera.

Sr. Hampty passou um de seus braços em torno dos ombros de Max, que pelo que pude perceber ficou um pouco constrangida.

_Minha querida, poderia se apresentar para a classe, por favor?

_Ah... Claro... Meu nome é Max Lewis, tenho 17 anos e antes de vir para cá morava em Curitiba, no Brasil, mesmo tendo nascido aqui. Agora voltei a morar aqui com meus tios.

_Acabou? – Perguntou Sr. Hampty atencioso.

_Sim.

_Okay, pode se sentar ao lado da senhorita Harris. – Falou encarando o lugar vago ao meu lado.

Ela ajeitou a alça da mochila vermelha que carregava em um ombro só e começou a andar em minha direção. Quando já estava próxima abriu um sorriso mostrando seus dentes brancos e perfeitos em um dos sorrisos mais bonitos que já vi. Correspondi ao sorriso e a vi se sentar ao meu lado deixando sua mochila em cima da sua parte da mesa. Agora que ela estava perto o suficiente podia notar que, ao sorrir, formavam-se covinhas em suas bochechas, seus olhos realmente eram dourados e penetrantes me fazendo fixar o olhar neles, e seu cheiro entrou pelo meu nariz me causando um frio na barriga... Por que diabos eu estava assim? Ela levantou a mão e a estendeu para mim.

_Sou Max. – Disse ainda sorrindo.

_Alisson Harris. – Me apresentei e apertei sua mão... Macia.

Acho que essa seria uma aula interessante...

 

 

A aula começou. Sr. Hampty falava sobre o novo conteúdo preguiçosamente como se todo seu ânimo diário tivesse sido gasto com a chegada de Max. Ela transcrevia em seu caderno algumas das coisas que ele falava. Enquanto isso eu apenas escutava e batucava com os dedos na mesa de madeira escura uma música que eu realmente amava do Imagine Dragons e dava leves observadas nela de canto de olho... Ela ficava tão... Inexplicável quando se concentrava.

_Hey? – Sussurrou baixinho para mim.

_Hum?

_Você curte Imagine Dragons?

_Sim... – A olhei confusa.

_É que você estava cantarolando e batucando a musica Whatever It Takes. – Ela riu baixinho.

_Ahhh... Haha, verdade. – Sorri sem graça. – E você? Gosta deles?

_Muito! Semana passada fui ao show deles e consegui tirar uma foto com o Dan.

_Jura? Eu também fui, mas estava muito cheio, não consegui uma foto. – Torci a boca em um bico quase inexistente.

_Que pena... Sabe eu estava pensando, se você não se importar... Você poderia me mostrar o colégio?

_Claro – Falei automaticamente – Posso sim. – Ela deu um enorme sorriso.

_Obrigada.

A aula continuou normalmente embora não tão entediante, não conversamos muito, ou talvez sim, perdia a noção do tempo quando conversava com ela. Comentávamos coisas aleatórias, e descobrimos que tínhamos muitos gostos em comum. Uma hora chegamos até a ter um mine debate sobre como seria a melhor estratégia para sobreviver a um ataque zumbi. Admito que nesse "debate" ela ganhou.

Após o sinal estridente soar, saímos juntas da sala de história e por ali começou o Tour. Passamos pelas salas de Francês, italiano, japonês, matemática, física, química, literatura, inglês, artes, teatro e por fim a sala de música que era a última a ser vista desse lado. Dali fomos para o jardim, banheiros, pátio e para a felicidade da minha barriga, refeitório.

_Você tem dinheiro para pagar o lanche?

_Tem que pagar pelo lanche? – Ela me encarou com os olhos dourados arregalados. Não consegui evitar e ri um pouco.

_Hahaha, não necessariamente... Mas quase ninguém come a comida que o colégio serve de graça... Digamos que ela é meio suspeita. – Sussurrei para ela que arregalou ainda mais os olhos.

_Ahhh... Acho que não trouxe dinheiro... Nem comida – Falou franzindo o cenho.

_Hahahaha, eu pago para você. – Sorri pegando minha carteira e indo me posicionar na fila.

_O... O que? Não... Eu não posso aceitar Alisson...

_Tudo bem... – A interrompi.

_Okay... – Falou contra gosto – Mas depois te pago de volta.

_Realmente está tudo bem eu tenho bastante aqui comigo, sem contar que sempre ganho algum desconto por ser gentil com eles haha. Pode pegar o que quiser.

_Ahhh... Okay. –Suspirou derrotada.

Passamos por vários pratos diferentes, de saladas e refeições completas a sanduíches e doces. Ela ainda estava um pouco relutante mais ainda assim começou a pegar algumas coisas, um pedaço de torta de morango com sorvete de chocolate, um copo de suco de limão e um sanduíche natural e vegetariano. Já eu peguei com copo que era feito de chocolate com mousse de limão e pedacinhos de bombom, uma tigela de frango xadrez, uma tigela de um cereal colorido em forma de rosquinhas que eu adorava e um copo de suco natural de abacaxi. Pedi para Minnie, uma cozinheira baixinha e gordinha que fazia todas as sobremesas que passasse os dois pedidos juntos assim mesmo que Max quisesse pagar, não saberia o preço. Ao todo deu R$51,50.

Peguei por tudo e me dirigi até a mesa de sempre, uma mesa bem ao canto do refeitório, ou lado da parede de vidro, ela ficava quase escondida e ao lado ficavam alguns vasos com longas folhagens verdes. Sentei-me e ela logo se sentou ao meu lado.

_Saiu um pouco caro... Certeza de que está tudo bem?

_Mas é claro que sim. – Peguei uma garfada do franco xadrez sentindo o delicioso sabor do amendoim misturado aos outros sabores. – E nem foi tão caro assim.

_Hahaha... Talvez eu esteja exagerando.

_Sim, está. – Falei abocanhando mais uma garfada de frango xadrez.

_Há quanto tempo está nessa escola? – Me perguntou um pouco distraída com seu sanduíche.

_Uns três anos contando com este.

_E onde estão seus amigos? – Desta vez ela me encarava com uma interrogação estampada em seu rosto.

Abocanhei desta vez uma colherada daqueles cereais maravilhosos que para mim tem gosto de felicidade e então respondi.

_Hahaha... Não tenho quase nenhum colega, muito menos amigos.

_Por quê? – Me encarou com os olhos arregalados.

_Não sou exatamente agradável, não tenho o filtro que as pessoas normalmente têm para saber o que já é sinceridade demais. Falo tudo o que acho sem pensar em palavras mais amigáveis e pode se dizer... Que tenho um gênio meio forte de se lidar.

_Eu te acho agradável, e o fato de você ser sincera é um pró e não contra.

_Haha... Até agora você é uma das únicas a achar isso.

_Que bom. – Ela sorriu novamente para mim e voltou a comer seu sanduíche atentamente.

Levantei meus olhos enquanto pegava uma colherada de cereais e pude ver Kelly, me encarando, sua irmã mais velha Cherry estava ao seu lado comendo o que me parecia se uma barrinha de cereais e chocolate. Ela tinha os cabelos ruivos como o da irmã, porém bagunçados e meio ondulados na altura dos ombros, pele pálida salpicada com algumas sardas nas bochechas e nariz, olhos verdes brilhantes e media mais ou menos 1,55.

Ela usava uma jaqueta de couro preta no estilo motoqueiro durão, jeans preto com vários rasgos e desfiada cheia de respingos de varias cores, blusa branca e larga que ia até a metade da sua coxa e um coturno pesado também preto.

Ela ria vendo sua irmã me encarando e ao seu “namorado” com chamas de ódio em seus olhos enquanto comia uma cenoura. Não consegui resistir e gargalhei um pouco alto. Ela parecia um coelho ruivo de maquiagem, totalmente raivoso espumando pela boca em quanto assassinava cenouras inocentes e indefesas.

Olhei para o lado e Max me encarava sorridente e rindo baixinho. Perguntei-me o porquê, e por um instante imaginei que talvez a visão de eu rindo realmente devesse ser hilária. Eu ficava vermelha e lacrimejava muitas vezes eu ficava tanto tempo sem ar que começava a ficar roxa. Uma vez até mesmo desmaiei de tanto rir. Acalmei-me o máximo que consegui e ainda um pouco ofegante perguntei:

_O... O que tem de tão engraçado?

_Hahaha, nada, só acho que... Você fica muito mais bonita rindo. – Ela falou passando uma das mãos no cabelo e voltando a comer sua torta. Senti minhas bochechas queimarem e tinha 100% de certeza de que estava extremamente corada.

Ela gargalhou com minha reação me fazendo ruborizar mais ainda. Voltei a me concentrar em minha tigela de cereais. Ficamos em silêncio por mais ou menos cinco minutos apenas trocando alguns olhares. Nesse meio tempo notei que não apenas Kelly me encarava, mais também aquele casal de mais cedo estava me encarando, o loiro sorria, já o asiático apenas encarava, não com raiva como Kelly ou amistoso como seu namorado.

_Hey?

_Oi? – Max respondeu virando seu rosto em minha direção.

_Olhe discretamente para a segunda mesa a nossa esquerda, o loiro e o de olhos puxados.

_Okay. – Ela se virou para o resto de seu sanduíche em sua mão, o levou até os lábios em quanto levantava os olhos na direção em que indiquei.

_Então... Você acha que eles estejam nos encarando?

_Nós não, você. – Falou normalmente dando a ultima mordida em seu sanduíche.

_Ótimo isso é uma maravilha. – Respondo suspirando. – Quer dar uma volta pelo pátio? Ainda temos quinze minutos.

_Excelente ideia. – Ela sorriu e se levantou.

Peguei meu copo de chocolate e mousse de limão e me levantei, também caminhando até as grandes portas de vidro que estavam abertas deixando que correntes de ar gélidas invadissem o refeitório. Já não nevava e nem estava tão frio embora ainda tudo estivesse nublado. Andei pelo caminho de concreto úmido comendo meu copo de chocolate até chegar bem no centro do pátio a onde havia um circulo grande de grama coberta por uma camada fina de neve. E em seu centro se erguia um enorme carvalho. Deitei-me ali, olhando fixamente para cima para a copa da arvore aonde seus galhos ainda mantinham suas folhas mesmo que não tão verdes quanto antes.

_Ahhhm... Você não vai se molhar e ficar com frio? – Max falou talvez preocupada.

_Talvez, hahahaha... Gosto daqui.

Ela suspirou depois soltou um riso anasalado, se inclinou e se deitou ao meu lado, ficamos assim até o sinal bater. Fomos até a sala de artes e depois novamente para a de biologia que era a ultima aula do dia que por mais incrível que pareça passou incrivelmente rápida.

Quando estávamos indo embora descobri que morávamos na mesma rua, mais especificamente, ela era minha nova vizinha. Sua casa tinha um pequeno jardim, algumas margaridas aqui e ali denunciavam que a neve não começara há muito tempo, suas paredes eram beges e tinha uma pequena varanda com um sofá balanço. Já á minha tinha os tijolos avermelhados propositadamente a mostra, um jardim pequeno com um caminho de pedras e uma varanda com uma mesa e cadeiras. Ambas as casas tinha segundo andar com as telhas em geral negras.

Ela se despediu e foi em direção à entrada de sua casa, esperei até que entrasse e então continuei meu pequeno trajeto até meu lar doce lar. Quando entrei Mary, minha empregada/melhor amiga estava terminando de varrer o assoalho do corredor de entrada.

_Bom dia Ali. – Ela sorri enquanto terminava de colocar a pouca poeira em um pequeno lixeiro ao lado, andei para dentro da cozinha de onde saia um cheiro maravilhosamente maravilhoso.

_Primeiro, acho que você quis dizer boa tarde porque já são 12h05min, segundo, você sabe que eu detesto essas coisas de “boa dia, boa tarde e boa noite”.

_Hahaha sei sim, faço só para ouvir esse seu discurso. – Ela apareceu pela porta da cozinha sorrindo largamente.

_Hahahahahaha você é má, mas pulando esse fato o que você esta cozinhando que tem esse cheirinho tão bom?

_Eu não sou má. – Fez uma falsa expressão de indignação e então sorriu. – Seu prato preferido, empadão de camarão com cream cheese, macarrão ao molho branco, bife à milanesa e salada caesar.

_Ahhhhhhhhhhmmmm... – Pulo em seu pescoço a abraçando fortemente em quanto ela começa a gargalhar. – Esqueça o que eu disse antes, você é a melhor pessoa do universo. – Dou um beijo estralado em sua bochecha.

_Ahh pare de amolação hahaha. – Me solto dela que vai em direção do porão.

_Falando em amolação vou lá em cima buscar seu pagamento.

_Finalmente. – Fala exaltada com muito sarcasmo em quanto ria.

Subo as escadas correndo degraus acima e entro na ultima porta à esquerda do largo corredor, com a porta aberta me deparo com meu quarto completamente virado de pernas para o ar exceto pela área onde guardava livros e pastas, não pedia para Mary arrumar aqui, gostava da minha bagunça. Dirijo-me até a cômoda e abro a primeira gaveta, pegando um envelope recheado com dinheiro. Desço as pressas até o primeiro e assim que alcanço o chão com meus pés escuto o soar da campainha. Viro-me sobre os calcanhares e atravesso o corredor em direção à porta de madeira maciça, seguro a maçaneta oval e abro a porta, sentindo o vento gelado em meu rosto, e o espanto ao ver quem estava ali.

Max vestia agora um suéter vermelho ao invés do bege e ela sorria tímida e com as bochechas coradas pelo frio, depois de alguns segundos me encarando ela piscou e então limpou a garganta antes de começar a falar:

_Você acabou deixando um de seus livros comigo, então eu vim aqui devolver. – Disse segurando meu livro de história em sua mão esquerda que estava estendida em minha direção.

Peguei o livro gentilmente da sua mão ainda olhando para seus olhos, sorri de volta e então inclinei minha cabeça levemente para o lado.

_Quer entrar para almoçar?

_Não quero te incomodar e nem aos seus pais.

_Não se preocupe com isso, eu moro sozinha. – Disse dando de ombros.

_Como assim? Achei que fosse menor de idade. – Disse arregalando os olhos.

_Hahahahaha – gargalhei – E sou até dia 31 de Dezembro, mais depois que minha mãe se casou com um bostão metido a besta e eles foram morar na Califórnia, eu pedi a emancipação... A condição foi estudar aonde eles queriam... E ficar na linha...

_Ah... Entendi... Eu acho.

_Tudo bem, mais então... entre para almoçar comigo.

_Bem... Acho que tudo bem, meus tios estão fora e eu estou sozinha em casa. – Ela sorriu.

_Então por que esse drama? Vou adorar sua companhia. – Sorri de volta dando espaço para ela entrar.

Ela lentamente passou por mim observando ao redor algumas molduras onde eu deixava meus desenhos favoritos expostos, e algumas fotos de mim e meu pai, antes dele morrer. Fechei a porta e me virei, Max me encarava sorrindo levemente, seus olhos dourados estavam olhando diretamente nos meus em quanto suas mãos se enfiavam nos bolsos de seu casaco, e nesse momento, senti meu coração perder algumas batidas... O que estava acontecendo comigo?


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^
Me digam o que acharam.
Até o próximo pra quem fica <3


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