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História I See You - Capítulo 13


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Capítulo 13 - A gift


-Joy , tá tudo bem ? - Wendy perguntou bebendo a sua taça de vinho enquanto vemos a menina entrar cabisbaixa na cozinha e se jogar de maneira desleixada no balcão.

- Namjoon me rejeitou… de novo - ela responde tomando a garrafa de líquido escuro e virando diretamente do gargalo - sinceramente o que eu tenho que fazer para aquele homem parar de se fazer de dificil e me dar aquele…

- Por favor , olha a boca - Wheein reclama tampando os ouvidos imaginando as palavras que saíram da boca da outra .

- Enfim , responde para mim , o que diabos aquele menino que , eu já tentei de tudo! - ela reclama parecendo extremamente frustrada - eu sou alta, sou bonita, sou engraçada, não vou ficar no pé dele pedindo para ele namorar comigo, eu sou estilosa e ele sabe que da ultima vez foi bom.

- Você tem certeza que foi bom mesmo ? - Hwasa pergunta erguendo uma sobrancelha e pegando uma lata de cerveja na geladeira - às vezes para ele foi péssimo.

- Não, eu tenho certeza - ela responde sorrindo maliciosa e dando mais um gole no vinho .

- Vocês estavam meio bêbados não é ? - Solar é quem pergunta dessa vez olhando seriamente para a amiga - será que você não ficou lá parecendo uma estrela do mar?

- Como assim uma estrela do mar ? - pergunto virando minha cabeça de lado tentando entender o que elas tavam falando.

- Ai meu amorzinho, estrela do mar, deitada lá toda escancarada esperando que ele faça todo o trabalho - Wendy explica passando a mão na minha cabeça - você tem muito o que aprender ainda.

- Aiai, espere só até o Taehyung te pegar, essa pureza vai embora em três segundos - Wheein fala suspirando - olha eu vou te contar isso mas por favor não fique brava, eu já dormir com o Taehyung, o cara não faz meu estilo mas tem um …

- E você fala que eu que tenho que olhar a boca - Joy grita revirando os olhos- não corrompa a criança ainda, enfim, vocês tão desviando do assunto, eu não sei mais o que fazer, minha última tentativa vai ser na festa, Namjoon vai me dar o que eu quero.

- Vê lá o que você vai fazer hein , não quero saber que o menino foi amarrado a força é encontrado morto todo nu um dia depois. - Hwasa diz olhando séria para a menina e nesse exato segundo a atmosfera inteira muda para algo muito mais sombrio .

- Hwasa … - Wendy fala com lágrimas beirando os seus olhos e sei que elas devem se lembrar de Chungha, seria absurdo se elas não lembrasse, aquela havia sido a forma que ela literalmente havia sido encontrada, morta, amarrada , sufocada e completamente nua.

Aquilo me faz pensar, e se não houver um motivo superior para os ataques e se tudo o que aquele homem quiser for se aproveitar das meninas e então matá-las para que elas nunca compartilhem sua identidade, isso chega a ser ainda mais nojento, enquanto imagino que ele possa ter uma motivação maior, alguma espécie de padrão ou algum distúrbio psicológico eu me sinto de certa forma segura sabendo que posso analisar e descobrir esse padrão e que a morte de Chungha ,apesar de uma fatalidade, foi necessária para trazer esse problema à tona, mas quando penso na possibilidade de ser apenas um homem que gosta de impor o seu poder sobre alguém incapacitado de se defender eu sinto nojo, como se mil baratas estivesse caminhando sobre a minha pele em todos os lugares que ele me tocou.

Esse nojo só aumenta quanto imagino que em momento algum ele tentou me tocar, em momento algum ele agiu de maneira inapropriada , ele tentou me matar antes de qualquer coisa, acabar com minhas chances de fugir e me defender, me sufocar até que todo o ar deixasse meu pulmão, mas nunca tentou se aproveitar do meu corpo, isso significava que ele tentaria fazer isso depois que eu estivesse morta?

-________ , você tá bem? - escuto a voz de Joy me perguntando enquanto elas me olham intensamente - você está verde!

Nesse exato momento sinto a bile subir pelo meu estômago e disparo em direção ao sanitário mais próximo sentindo minhas entranhas se revirando no que parecia ser uma verdadeira guerra civil e assim despejo meu jantar inteiro fora no sanitário, meu corpo inteiro está frio mas ao mesmo tempo parece que estou pegando fogo e coberta por uma camada nojenta de suor e me deito no ladrilho do banheiro desejando que a náusea passasse , em algum momento as meninas entram e saem tentando me ajudar e ao mesmo tempo não querendo invadir meu espaço pessoal .

Consigo me levantar vários minutos depois e a primeira coisa que faço é me arrastar até o chuveiro entrando de roupa e tudo desejando que a sensação grudenta deixe minha pele de uma vez por todas, a água está gelada e meu corpo treme quando entro debaixo dela mas sinto que é exatamente aquilo que preciso no momento, mal percebo que todos os meus pertences ainda estão na certa de banho no meu quarto e que terei que atravessar a casa com roupas geladas pingando.

Por sorte a porta se abre , sinal de que alguma das garotas entrou e uso essa oportunidade para abrir o box para pedir que ela buscasse minhas coisas , levo um susto tropeçando para trás e me encostando na parede gelada quando vejo quem realmente está ali na minha frente com seus olhos frios me encarando como sempre e a cesta de vime branca em suas mãos com a toalha vermelha pendurada.

- Jungkook?! - grito me escondendo atrás da porta enquanto observo ele virando o rosto para o lado com um brilho rosado em suas bochechas.

- As meninas estavam ocupadas, falaram que você poderia querer tomar um banho e pediram para eu trazer a sua cesta - ele responde com uma voz monótona , como se a situação não o afetasse nem um pouco por mais que eu conseguisse ver perfeitamente a vergonha em sua face.

- Obrigada - respondo pegando o tecido vermelho e enrolo meu corpo enquanto ele se afasta para colocar a cesta em cima do balcão do banheiro , aproveito que ele está de costas para me enxugar e não molhar o banheiro inteiro.

- Se sente melhor ? - ele pergunta e dessa vez não sinto desinteresse em sua voz, é quase como se agora ele tivesse ao menos um pouco de dó e simpatia comigo , mas só então percebo que ele ainda me encara através do espelho, ele não consegue ver muito, acredito que apenas a curva das minhas costas ,mas mesmo assim os seus olhos atiram adagas em minha pele e rapidamente me cubro observando como ele se fica constrangido ao ser pego em flagrante e rapidamente ele vai em direção a porta do banheiro murmurando me deixando completamente em choque - deve estar…

Quando o choque passa e me sinto mais livre para respirar corro em direção ao meu quarto e substituo a toalha pelo pijama pijama que eu havia ganhado da minha avó no natal passado, uma calça simples e cinza com uma blusinha branca, enquanto seco o meu cabelo observo a minha parede com as anotações sobre os ataques, uma parte de mim gostaria de arrancar aqueles papéis e fingir que nada estava acontecendo , porém o lado mais sensato me lembra que se eu deixar aquilo para lá talvez eu seja um rosto na parede de alguém, assim como Chungha é no meu.

Minha mão treme quando me estico para pegar o bloco de post-it e fazer a anotação que desde a conversa que tive na cozinha parece estar rondando minha mente, a minha letra sai tremida, poderia ser comparada a de uma criança, e então junto o papel amarelo ao grande esquema .

“ Necrofilia?”

º

Quando eu me acordo no outro dia é tarde demais para ir para a faculdade, o remédio pesado que as meninas me ofereceram para dormir fizeram efeito até demais e minha mente ainda está em um estado nebuloso , me levanto devagar tentando afastar o sono dos meus olhos enquanto observo o quarto ao meu redor.

O quarto parece exatamente igual a noite passada, nada estava mudado mas mesmo assim eu não conseguia tirar da minha cabeça que algo parecia errado, era uma queimação na parte de trás da minha nuca que poderia até se assemelhar aos olhos dele, que estavam sempre me observando, mas o notebook está fechado, o vento gelado que passa pela minha janela faz com que eu estremeça e estendi minha mão para a esquerda procurando o casaco que sempre está dobrado na minha mesa de cabeceira porém dessa vez o encontro bem longe, em cima da minha cadeira .

Com o último resquício de coragem que tenho me levanto para pegá-lo porém quando eu o levanto um pedaço de papel amarelo cai no chão, com receio estendo meus dedos em sua direção e com cautela desdobro lendo as palavras que ali se encontram.

“Deixei um presente em seu quarto,ligue o seu computador”

Com o medo instalado em meu corpo que trava a minha garganta tattoo rapidamente pelas minhas coisas em busca do metal frio, meus dedos se atrapalharam tentando apertar o botão e respiro fundo tentando me acalmar enquanto vejo a tela se iluminar e diante dos meus olhos vejo um vídeo aberto, clico para dar play.

Ele estava bem ali, com suas vestes pretas e sua máscara branca tão similar a do homem que eu temo porém incrivelmente diferente no que me faz sentir, ele está parado bem próximo a câmera, mas quando ele se afasta percebo que ele estava no meu quarto, assustada virou minha cabeça olhando na direção onde ele estava e só então percebo o pequeno dispositivo colocado no canto entre o teto e a parede de forma a conseguir o melhor ângulo para filmar o meu quarto.

É quase como se ele ainda estivesse aqui, a medida que o vídeo passa e ele se movimenta pelo quarto observando as poucas coisas que espalhei em cima dos móveis e instala mais duas câmeras eu consigo ver o seu vulto perfeitamente atrás de mim, até que ele para, olha para a minha parede com anotações e arranca o papel amarelo que me apavorava , ele parece olhar concentrado e o guarda em seu bolso, como confirmação percebo que o papel não estava mais no meu esquema essa manhã, aquela era a prova de que eu precisava de que aquilo era real.

Ele se senta em minha cama e me observa dormir por vinte minutos , ele se deita ao meu lado e respira lentamente , quase como se temesse que eu pudesse acordar, se eu não tivesse tomado aqueles remédios eu teria tido a chance de o encontrar e por isso me xingou mentalmente, quando seus dedos esguios passam de leve pelo meu rosto eu sinto o toque fantasma em minha pele gelada e então ele ergue a máscara e beija minha testa, mas não consigo ver seu rosto, ele realmente é esperto.

Meu telefone toca e atendo sem nem ao menos checar quem está ligando mas a respiração robótica do outro lado não me decepciona.

- Espero que tenha gostado do seu presente - ele fala de maneira arrastada.

- Você está se referindo a ontem, às câmeras ou o beijo de hoje a noite? - pergunto rindo lembrando dos nossos momentos dentro do armário do zelador.

- As câmeras, as outras duas coisas foram puramente por mim - ele responde sincero rindo também - fiz isso por que estava preocupado com você, não quero que corra riscos.

- Tá usando minha tentativa de homicídio como desculpa para me vigiar vinte e quatro horas por dia?

- Eu te disse que sou um homem egoísta…

- Obrigada , me sinto um pouco mais segura sabendo que você está me vigiando - respondo com muito mais suavidade em minha voz - mas… por que você levou o meu papel?

- Muito esperta você, gostei do esquema que você está criando mas eu precisava checar uma coisa, por isso levei o papel - ele diz e escuto o barulho de mais alguém o chamando mas é afastado demais para que eu entenda o seu nome - Só saiba que as coisas vão se resolver e eu vou estar ao seu lado quando isso acontecer, até lá eu só posso te prometer uma coisa - ele para por um segundo puxando ar e me seguro para o que ele possa falar - eu te prometi que eu te faria minha e isso vai acontecer, sábado , depois da festa, eu estarei lá , você ainda não vai saber da minha identidade mas não consigo mais esperar.

- E o que você pretende fazer , me vendar ? - minha risada escapa por entre os meus lábios mas logo é arrancada quando escuto sua resposta.

- Essa é uma excelente ideia.

 



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