História I See Your Monsters - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Angst, Bakushima, Kiribaku
Visualizações 142
Palavras 1.472
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então... MAIS UMA ONE-SHOT SIM!!! KIRIBAKU DE NOVO PQ SIM!!

O link da música que me inspirei está nas notas finais.

Espero que gostem!!! E boa leitura!!

Capítulo 1 - I'll Make It Okay


Fanfic / Fanfiction I See Your Monsters - Capítulo 1 - I'll Make It Okay

ONE-SHOT ─ KIRIBAKU

I See Your Monsters

Os raios do sol de repente adentram o quarto, meus olhos antes fechados se abrem com o incomodo da luz, esfrego eles um pouco antes de me sentar na cama.

Que merda, Eijirou! Isso é irritante, caralho!! ─ Grito com o ruivo que acabara de abrir as cortinas. Todo dia é isso: eu fico na cama a manhã toda, sem motivações para levantar, quando o relógio bate 12h Kirishima chega do trabalho e abre as cortinas, me acordando.

Vamos lá, Katsuki!! Levanta e vai tomar seu café, já 'tá pronto na mesa. Vou tomar banho e logo te alcanço. ─ Ele fala puxando o lençol que me cobria, deixando exposto que eu dormi com as roupas do dia anterior. ─ Você não tem jeito, 'né? ─ Kirishima suspira e logo entra no banheiro da nossa suíte.

Já aceitando o fato que mais um dia começou, levanto da cama e sigo até a cozinha.

Ao adentrar no local sinto o cheiro do café e vou até a mesa onde a caneca está. Sento-me em uma das cadeiras e fico observando o local, tentando continuar "acordado" enquanto espero o café esfriar mais um pouco.

Kirishima que escolheu a decoração da casa inteira, visto que eu não ligava muito para essas bobagens. Os armários do balcão são vermelho escuro e o mármore é branco. Tem poucas decorações na cozinha, já que Eijirou é desastrado ao cozinhar então não se pode ter nada que o atrapalhe mais que ele mesmo. As persianas são amarelo claro, elas vieram do meu antigo apartamento, nós não tínhamos dinheiro para comprar novas então trouxemos elas. As cadeiras que ficam na "ilha" são amarelas combinando com as cadeiras da mesa de jantar, na qual estou nesse momento.

Escuto o canto de pássaros e os latidos dos cachorros do lado de fora e fico observando a vista que a janela proporciona. Mitsuki, minha mãe, escolheu essa casa para eu e Eijirou quando nos casamos, ela disse que seria ótima para criarmos os cachorros, que eu e ele tanto queríamos adotar, por ter um jardim imenso e ser num bairro seguro. Nossa vizinhança é tranquila, e realmente, o bairro é lindo, principalmente na primavera.

Volto minha atenção para a caneca de café, me encarando, enquanto encaro ela. Um líquido mais escuro que a noite, porém sem estrelas, sem brilho. Como eu. Estou acordado, mas ainda dormindo. É assim a meses. Eu continuo dizendo a mim mesmo que vou ficar bem. Eu sei que não pode ficar pior do que está. Será?

Acabo suspirando, ao lembrar de todos esses meses, depois daquilo.

─ Essa época tem sido um inferno, porém frio, gelado, chamas flamejantes, queimando de frio.

Eu estou sentado aqui e ele está tentando ensaiar o que dizer. Ele está lá, porém sua mente não, Kirishima apenas está procurando um jeito de me ajudar, esperando que minha esperança ainda esteja viva, mas não está.

Ele, que já está acostumado com gotas de lágrimas, se lembra de mim ao ver as gotas do chuveiro baterem no piso.

Já faz algum tempo desde que ele viu o meu verdadeiro sorriso. Agora, nas festas de família ele vê minha máscara, a bela expressão de "felicidade" que devo mostrar para as pessoas, e em casa, ele vê meu interior, minha mente, o que realmente se passa nos meus pensamentos, lágrimas de tristeza, de raiva.

Agora só o que nos resta são as lembranças, as memórias, as fotografias, dos momentos que éramos realmente felizes, dos momentos que eu costumava rir genuinamente.

Antes que eu percebesse, me encontrei num poço fundo, sem corda, sem saída. Um poço cheio de decepções, arrependimentos, falhas, erros, mentiras. Mas eu nego tudo isso, eu digo que estou bem, que vai passar. Mas tudo que quero é voltar no passado e corrigir tudo. Não consigo mudar o jeito de como as coisas estão hoje, não sei como, já tentei ao máximo descobrir, mas não adianta.

Eu não quero te perder, Kirishima, não de novo, não também. Eu quero te dizer tudo que sinto, mas não encontro as palavras, não sai nada da minha boca quando crio coragem. Meu orgulho é enorme para me permitir falar. ─

Escuto passos vindo do corredor, ele terminou o banho pelo visto, já eu, nem tomei ao menos um gole do café. Eijirou, ao pisar na cozinha, olha para mim com aquela expressão. Aqueles olhos cansados, mas que tanto me ajudam a continuar vivendo. Aquele sorriso, que mesmo não sendo grande nem mostrando os dentes, passa a sensação de tranquilidade, a sensação de que tenho alguém ao meu lado, para cuidar de mim.

Ao se aproximar, Kirishima me abraçou, forte, apertado, tentando pegar todos os meus problemas para si, tentando tirar todo o peso que está nas minhas costas.

Eu vou fazer tudo ficar bem! ─ Ele disse enquanto se afastava do abraço, agora me olhando novamente. ─ Eu serei o seu farol.

"Ficar bem". Essa é a frase que Eijirou mais fala para mim, sempre com um brilho nos olhos, sempre com determinação na voz. Desde aquilo eu nunca consegui dizer mais nada com sentimentos, eu nunca consegui agradecê-lo devidamente, eu nunca consegui dizer mais "Eu te amo". Mesmo assim, o ruivo continuou do meu lado, continuou lutando para eu melhorar, para eu voltar a ser quem eu era.

Eu consigo ver seus monstros, eu vou mandá-los embora! ─ Kirishima diz se sentando ao meu lado. ─ Só preciso que me conte seus problemas, seus sentimentos, seus pensamentos. ─ Diz ele, colocando a mão no meu ombro.

Eu vou mandar seus monstros embora, eu vou afastá-los. Vou permanecer valente e lutar... Por você... ─ Lágrimas começam a cair dos olhos de Eijirou, levo minha mão direita até seu rosto e as enxugo, passando a alisar sua bochecha. ─ Eu sempre vou ficar ao seu lado para te ajudar, para te proteger. Você já fez isso por mim, agora é minha vez. É minha vez de mandar seus problemas embora, de finalmente poder te merecer. ─ Kirishima completa. Idiota, eu que não mereço alguém como você, eu não sou nada além de um peso morto para alguém tão radiante como você. ─ Eu te amo!

Devo admitir, hoje Eijirou conseguiu falar palavras que me tocaram, não que antes ele não tenha feito, mas hoje, ele falou com o fundo mais fundo do seu coração, sem medo de errar, eu pude sentir isso. Após esse momento eu caí em lágrimas, eu abracei forte Eijirou, eu consegui falar com sentimentos, pouco, mas consegui. Tudo na vida tem etapas, e hoje eu avancei uma, hoje eu pude sentir algo, algo além de tristeza e raiva. ─ Eu confio em você! ─ Pude sentir esperança, esperança em Kirishima, esperança na vida.

──•──

| Alguns meses depois... |

O dia estava ensolarado, as cores da primavera já estavam surgindo, as flores desabrochando, os pássaros cantando, e eu e Eijirou estávamos brincando com nossos cachorros no jardim de casa.

OE, KATSUKI!! OLHA O QUE DRAGON ACHOU!! ─ Kirishima grita chamando minha atenção e apontando para nosso pastor alemão que achou algo debaixo da terra. Me aproximo e vejo uma pequena caixinha branca com detalhes ornamentais dourados. Ela tem um encaixe para uma chave, e esta está na mão do ruivo ao meu lado. ─ Essa chave tava do lado da caixa... VAMOS ABRIR? ─ Ele fala todo animado, sorrindo largo, mostrando seus belos dentes pontudos.

Suspiro. ─ Vamos. ─ Falo me sentando ao seu lado na grama enquanto vejo os cachorros se afastarem de nós para brincarem entre si.

Já faz alguns anos desde que aquilo aconteceu, aquilo que me deixou num estado deplorável, mas aquilo que me mudou completamente. Eu passei muito tempo para baixo, triste e com raiva, sem saber o que dizer ou o que fazer. Mas Eijirou ficou ao meu lado todo o tempo, me apoiando, dizendo que ia fazer tudo ficar bem, que ia mandar meus monstros embora, e ele conseguiu, graças a esse ruivo eu voltei a sentir alegria, voltei a ser quem eu era, e agora estou mais forte do que antes.

Kirishima pega a caixinha e a abre, dentro dela tinha uma pequena pedra azul-turquesa presa num fio, um colar.

UOWW, QUE LINDO! ─ O ruivo fala com os olhos brilhando. ─ Acho que ficaria ótimo em você, Katsuki! ─ Ele se aproxima de mim colocando o colar em volta do meu pescoço.

Você nem ao menos 'tá se perguntando o que isso faz aí? ─ Pergunto encarando Eijirou. ─ E se tiver contaminado?

Haha, você é muito engraçado!! Bem, não me interessa o motivo dessa caixa 'tá aí. Eu vejo como um presente destinado para alguém especial, a pessoa que enterrou devia planejar entregar, como uma surpresa, mas, infelizmente, não conseguiu. Então eu ficaria feliz se você aceitasse usar, como se fosse um presente para você. ─ Kirishima fala me encarando profundamente. Fecho os olhos e concordo com a cabeça.

Obrigado. Eu te amo...





Notas Finais


Gostaram? Sim? Não? Quero opiniões!! Amo ler os comentários, eles me ajudam MUITO, vcs não tem ideia!

Eu achei meio simples, mas gostei muito de escrever essa one, principalmente por causa dos sentimentos que ela passa, os quais as vezes acabo me identificando, mas enfim...

Espero que tenha agradado vocês!! E obrigada por lerem.

Link da música: https://youtu.be/B-znVR_nlVU

Instagram: s.alumi


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