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História I still like Him - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


oioi, olha a hora e eu postando fanfic KKKKKmds, enfim, eu estava com vontade de escrever ela e a capa já estava feita há um tempo, então puft, aqui estou eu

... obrigada @jiminielogy pela capa <3

é isso, espero que gostem!

Capítulo 1 - Chapter I


Eu tinha certeza que aquele dia não seria bom, tinha sensação de que algo estava para acontecer, algo que mudaria minha vida. Não que fosse vidente ou sensitivo quanto a questões da minha vida e de outros. 

Não.

Porém, eu conhecia algo chamado destino, essa palavra tanto falada pelos meus amigos e suas inúmeras teorias da conspiração, como se fosse realmente verdade. Como se ao nascer, uma linha invisível fosse traçada, escrita em um caderno divino, cada acontecimento da vida, cada passo que daria e onde tropeçaria para que outro acontecimento importante e marcante fosse concretizado, riscando a lista do (seu) destino para chegar a um ponto x da questão, no clímax de um texto, reproduzido com cautela o que havia sido pré-determinado, sem opção de escolha e saída. E, então, após muito escutar eles falar, havia nascido em mim, a pitada de curiosidade e dúvida de que, talvez, fosse realmente assim.

Por isso, ao sair de casa e sentir o vento forte bagunçar o meu cabelo — esse que foi arrumado com cuidado — que, quando um arrepio subiu pela minha coluna e gotículas grossas de água molharam meu paletó e rosto, borrando minha maquiagem, foi que soube que o universo e/ou destino estava de brincadeira com a minha cara e, aquele não seria um bom dia.

Porque, vejamos, naquela mesma manhã, os noticiários haviam anunciado que não choveria, o dia seria quente e ensolarado, com o céu limpo e azul, que me faria suar horrores na roupa quente e obrigatória que tinha que usar no escritório, mas que, todavia, não aconteceu. A chuva ficou mais intensa e eu não estava em meu melhor humor, por isso, não dei meia volta e troquei a roupa, muito menos esperei a chuva passar e segui para o dia de trabalho. Continuei daquele mesmo jeito, embaixo da chuva, andando apressado para minhas obrigações. Que se ferrasse as reclamações que ouviria, se estaria irreconhecível e vergonhoso com a maquiagem borrada e o cabelo igual uma palha, duro e espetado para todo lado. Eu estaria lá, na hora exata, horroroso e com milhões de puxões ao pé do ouvido.

Andei apressado entre as pessoas que tentavam abrigar-se nas lojas, esbarrando em algumas que me direcionaram xingamentos por estar indo sentido contrário ao delas e estar atrapalhando seu caminho e, não dando a mínima para isso. Foi quando, na determinação de andar um pouco mais rápido, principalmente, ao avistar o prédio que trabalho ao longe, eu senti meu ombro colidir forte em alguém, levando ao chão todos os seus papéis e minha pasta com documentos valiosos. Os meus estavam a salvo, entretanto, o do rapaz que encontrava-se abaixado, recolhendo as folhas, não estavam da mesma forma. Estavam molhadas e manchadas pelas tintas da impressão. Me abaixei, na intenção de o ajudar, peguei afoito alguns papéis que aparentavam estar em melhor estado. Aproximei do rapaz que ainda estava de cocora, estendendo a mão com o que tinha pego. Ele resmungava palavras incompreensíveis e, pelo seu tom de voz, podia jurar que estava prestes a chorar.

Chamei sua atenção e ele olhou para mim, seus olhos estavam vermelhos, assim como a ponta do seu nariz. Ele iria mesmo chorar. O garoto franziu o rosto, olhando para minha mão estendida, pegou as folhas molhadas, juntando-as com as que tinha salvo (ao menos, era o que parecia), agradeceu e saiu, sem que me deixasse pronunciar algo.

Levantei atordoado, sentindo-me culpado por ter estragado o dia de alguém. Toda a adrenalina de ser um quase rebelde se esvaindo entre meus dedos, não vendo sentido em chegar no escritório como estava. Meu peito passou a doer e assim como o homem que trombei a pouco, meus olhos começaram a encher-se de lágrimas, eu queria chorar por ter sido alguém horrível.

Parado há tempo suficiente para ter perdido a noção, fui despertado pelo som de uma buzina, a qual pertencia o carro do meu amigo pessoal e colega de trabalho. Entrei em seu carro, agradecendo ao destino por ter traçado aquele momento, o que, provavelmente, era a ramificação de um acontecimento central, no qual eu havia desviado, mas que não podia ser evitado. Meu amigo me perguntou o porquê de estar ali, parado, todo encharcado e com os olhos fixados no chão, como se um buraco tivesse sido aberto na minha frente, me impossibilitando de andar, eu não soube lhe responder e ele percebeu que, talvez, não houvesse mesmo como ser explicado.

 

O dia, que esperava que fosse regado de reclamações e olhares tortos direcionados para mim, tendo registrado no histórico da empresa, como a pior chamada de atenção em anos, foi preenchido por um grande nada. Inesperadamente, a minha supervisora havia ficado preocupada e dispensado-me do dia de trabalho, porém, sem poder sair do escritório, ao menos, até a chuva passar ou, ter de ser levado para casa por algum bondoso colega de trabalho.

As horas passaram arrastadas e entediantes, não tinha o que fazer, a não ser assistir a algo chato que passava na programação local. Entre uma hora e outra, eu tinha cochilado, acordado e voltado a dormir de novo, aproveitando, também, para comer algum dos lanches que havia na sala de descanso para os funcionários, entretanto, o tempo parecia não passar.

Imerso em um sono leve, atento aos sons ao meu redor, não foi difícil ser acordado pela minha supervisora, essa que avisava-me que seria ela a me levar para casa. Após muito debate, tendo sobre alegações minhas de que não era necessário, ela conseguiu me convencer de que não possuía escapatória. Foi quando me vi sentado no banco do carona do seu carro.

Envergonhado, olhava pela janela as luzes de led que destacavam as placas das lojas, deixando-as extremamente chamativas e atraentes. Disperso do ambiente do carro, estando ali apenas em corpo, pude escutar, ao fundo, minha supervisora avisar que primeiro passaríamos para buscar seu irmão. A notícia não me animou, menos ainda me deixou tenso ou surpreso, pois ela vivia falando do mesmo e do quanto tinha orgulho dele.

O carro correu por entre as ruas e cada vez mais, desejava chegar em casa e aconchegar-me no calor da minha cama, me empanturrando de comidas sem fibras e proteínas insuficientes para meu corpo, me afogando na escuridão do quarto, na espera pelo outro dia.

O automóvel parou bruscamente e pela visão periférica, pude notar estarmos longe do bairro que moro e trabalho, na verdade, era notável a grande diferença deles para esse. E, por milésimos de segundo, me perguntei o que poderíamos estar fazendo ali. O bairro era grande, bonito e encantador, com as ruas largas e estradas perfeitas, exalando riqueza que, sem dúvidas, cada tijolo dos prédios possuía. 

Olhei, com as mãos encostadas no vidro, os enormes arranha-céus da rua, maravilhado com a beleza deles, com os olhos brilhando, como se apenas em olhá-los, pudesse tocar.

O som da porta traseira se abrindo, me despertou do fascínio que era admirar cada construção. Voltei o corpo para o encosto do banco e, curioso — como sempre fui —, virei o tronco e cabeça para trás, deparando-me com que menos esperava no mundo. O rapaz desesperado por causa dos seus papéis molhados.


Notas Finais


não sei o que dizerkkk (rindo de nervoso), espero que tenham gostado e que cometem, me dizendo o que acharam e quem é a pessoa que o jungkook encontrou... até mais 🤭


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