História I still love you - Capítulo 114


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Mark Sloan
Tags Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 814
Palavras 4.411
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 114 - Você é inacreditável!


Arizona

 

 

Tinha sido um sacrifício sair de casa sem deixar de sentir seu coração apertado. Não sentia tanto para ir trabalhar já que saía ao amanhecer e as pequenas ainda dormiam. Fazia algum tempo que não saía a noite com seus amigos e muito menos com sua mulher, seja para um jantar a noite ou uma sessão de cinema. Era mãe, era mulher e era esposa. Saber que voltaria para casa e passaria o final de semana dando atenção para suas três crianças amenizava sua culpa.

 

Agora estava sendo arrastada em direção ao banheiro, mas sua esposa parou de andar quando ouviu seu nome se chamado por alguém. Callie tinha o corpo a sua frente e virou-se de lado ao ver uma mulher se aproximar. Observou o ser cumprimentar sua latina que estranhamente havia ficado sem graça e quieta. A mulher estendeu a mão lhe cumprimentando após dizer seu nome e sentiu-se ansiosa e até um pouco nervosa, e Cecília continuava com a mão estendida para ela que ainda decidia-se se seria amigável ou ignoraria por completo.

 

 

Prazer, Arizona Robbins! E sim, sou a esposa da Callie. --- estendeu a mão livre para cumprimentar a tal admiradora.

 

— Estou surpresa em lhe encontrar aqui. --- até então calada, a latina se pronunciou ao receber um abraço de Maria que olhou para trás como se tivesse procurando alguém.

 

Falei com o Mark que estava sentindo sua falta nas corridas pela manhã. Faz tempo que não lhe encontro no parque. --- chegou mais perto quando pediram passagem por elas para entrarem no corredor dos banheiros.

 

Peguei muitos plantões esses dias, e nos dias de folga preferi ficar em casa para descansar. --- as mãos latinas soltaram sua mão e foram para a base de suas costas.

 

Eu entendo completamente. Por que vocês não vão no meu restaurante nesse final de semana? Estamos com ótimos menus e aposto que irão amar. Tem ambiente para crianças também já que sei que tem filhas. --- disse e Arizona olhou para Callie. Ela não tinha falado que não sabiam muito da vida uma da outra?

 

Talvez esse final de semana não dê e por isso não lhe prometeremos nada. Já temos compromisso, mas quem sabe uma próxima vez? --- Callie se apressou em responder e ela não entendeu muito bem o porquê da recusa.

 

Você tem a agenda muito cheia mesmo em Callie, já te convido há meses e você nunca aceita. --- jogou batendo com a mão no ombro da mulher e Arizona acompanhou o ato com os olhos. — Sempre fugindo de mim. --- sorriu.

 

— Callie, vamos? --- pigarreou tirando a mão da latina de suas costas e segurou seu braço. — Daqui a pouco nossos amigos vêm a nossa procura. --- era mentira. Seus amigos estavam pouco se lixando sobre o paradeiro delas, mas só queria sair dali e ir para longe da mulher que não parava de sorrir para sua mulher.

 

— Ah, claro! --- sua mulher lhe abraçou pelos ombros. — Temos que ir Cecília, estamos em grupo e não podemos demorar. --- desculpou-se.

 

Imagina. Também estou com algumas amigas e foi um prazer revê-la e lhe conhecer Arizona. --- se despediu e elas deram meia volta indo para a área reservada.

 

 

O clima entre as duas estava estranho. Aproveitando o silêncio de Callie, resolveu aceitar as bebidas que lhes foram entregues. Todos conversavam, sorriam e bebiam à vontade. A última vez que tinha caído na noitada foi quando foram para Cancún e isso já fazia uns dois meses.  Como seria uma viagem para àquela casa junto essa enorme família? Loucura na certa.

 

 

Ari, não acha que está bebendo demais? --- Arizona não conseguia fazer outra coisa senão encará-la por um longo momento.

 

Você não disse que era para eu me divertir? Então... --- soltou erguendo os ombros e sendo servida mais uma vez por Hunt.

 

— Só estou lhe alertando, pois sabe que se continuar bebendo assim acordará com uma baita ressaca pela manhã. --- a morena já tinha parado de beber já que voltaria para casa dirigindo.

 

Deixa de ser chata Torres. A mulher só quer se divertir. --- Meredith declarou levantando se copo e brindando com ela. Olhou para Callie ao seu lado, estava séria e com a mandíbula perfeitamente contraída.

 

Acho que vou correr contigo segunda feira. O que acha? --- fita os olhos latinos parecendo testar o som da frase.

 

— O que? Por que? --- os olhos de Callie escurecem ao mesmo tempo que a puxa mais para perto para que os outros não as ouvissem.

 

Sua admiradora é muito risonha, não acha? --- cochichou de maneira calma bem próxima ao ouvido da morena.

 

Ela foi gentil e você odeia correr Arizona. Tentei lhe fazer ficar comigo no parque várias vezes e você nunca consegue me acompanhar. --- umedeceu os lábios secos. Acompanhou o olhar da esposa que estava em sua boca.

 

— Não tem problema, meu amor. Eu fico para trás mesmo. --- dá a sentença, rouca, com um rasgado de lábios quase um sorriso.

 

Você está com ciúmes da Cecília e quer ficar me vigiando como cão de guarda. --- a advertência inconfundível eriça todos os pelinhos de sua nuca ao ter os lábios latinos bem próximos aos seus.

 

— Cecília, quem? --- fingiu não conhecer o ser e a risada desacreditada de sua mulher envia uma corrente elétrica através da sua pele, por sinal bem gostosa de sentir.

 

Você é inacreditável! --- Callie apoiou as mãos atrás dela aproximando mais seus corpos. — Estou sentindo muitas coisas agora, amor. Por que não vamos para casa?


 

— Coisas como o que? --- atrevida, sussurra atrevidamente atraída por seu calor.

 

Como uma vontade fodida de te beijar. --- novamente, aqui está a sensação de inquietação no estômago.

 

Então beija... --- respirou pesadamente.


 

Callie aproxima a cabeça da sua numa lentidão tortuosa. Os olhos vivos e escurecidos nos seus finalmente se fecham quando a boca quente de sua esposa toma a dela. No começo, um roçar suave, provocativo, a língua lambe seu lábio inferior e seus dentes o prendem numa mordida fraca com um pico leve de dor. Geme baixinho adorando o que a latina faz com ela, e isso é o estímulo para Callie apanhar sua nuca com a mão puxando lhe com mais vontade quando a boca lhe invade para valer. Estava quase sentada no colo de sua mulher. O sabor e a maciez do contato são inegavelmente perfeitos, os corpos estavam completamente grudados.


 

— Vocês estão numa melação hoje hein... --- as duas foram separadas por Sloan que se sentou no meio das duas.

 

— Mark! --- Callie rosnou para o amigo.

 

Mark, deixa de ser inconveniente e senta aqui do meu lado. --- Lexie o chamou o repreendendo.

 

Eu gosto de perturbá-las, amor. --- sorriu ganhando um soco no braço dado por Calliope.

 

Mas isso não tem graça. Você é tão chato! --- ela disse levantando-se furiosa. — Vamos para casa! --- estendeu a mão para sua mulher que não hesitou em pegá-la. — Estamos indo pessoal, aproveitarei a noite ao lado da minha mulher e espero que vocês façam o mesmo. --- saíram ao som dos amigos gritando e falando besteiras para elas.

 

 

 

Assim que adentram o quarto e ela tranca a porta, os dedos de suas unhas pintadas de vermelho se escondem pelos fios negros de sua mulher enquanto os puxavam com força pela necessidade de aprofundar o contato, mesmo sabendo ser impossível. Primeiramente, os lábios apenas se juntaram roçando-se em movimentos calmos como se quisessem preparar um ao outro para o que viria a seguir. Com a excitação já latente, desistiu de ensaiar e deslizou sua língua para dentro dos lábios de Callie que reforçou os afagos violentos que fazia com os dedos por seus cabelos e nuca. O som de gemidos baixinhos se misturava com a satisfação que demonstravam através de curtos suspiros que se transformaram em risinhos devassos assim que Callie rompeu o contato para olhar no fundo de seus olhos, fundo da forma que sempre fazia, da forma que a deixava sem chão.

 

 

 

Após isso, ainda lhe fitando com um exagero de desejo fazendo seu rosto queimar, a latina a puxou pela nuca outra vez chocando seus lábios sem qualquer mísera delicadeza. A combinação de aromas que emanava de suas peles já ardentes funcionava como um combustível para ambas as duas. As mãos de Calliope desciam sedentas procurando as curvas de seu corpo, tocando seus seios ainda cobertos, delineando os contornos e voltando a descer, dessa vez encontrando seus quadris e depositando pressão nos dedos que se deliciavam com aquela região. Visivelmente entusiasmada com o deleite que acelerava seus batimentos cardíacos, incitava seus pensamentos mais proibidos e mordeu, sugou o lábio inferior de sua amada com força.

 

Ela por sua vez, também não perdia tempo e brincava com seus dedos cobertos por uma malícia pelos glúteos da latina e quando encontrava oportunidade, os descia completamente tocando com uma inocência sedutora e voltava para tocar o meio de suas coxas, o local que deixava sua latina aérea, implorando para que não parasse com seus toques.

 

Amavam uma a outra como sabiam fazer tão bem.

 

Arizona nunca conseguiria saciar completamente o desejo de ser de Calliope, precisava se perder por aquele beijo molhado até não aguentar mais permanecer sem ar, perdendo fôlego e segurando seus ombros com força, fincando as unhas ali, fazendo com que a latina fosse capaz de senti-las mesmo por cima do vestido de manga. Arizona não aguentava mais a tensão de seu corpo, o desejo pulsante que tornava entre suas pernas. Ensandecidas, continuaram. Continuaram até que não existissem mais forças.

 

 

Afundou o rosto no travesseiro ao ouvir o som estridente de batidas na porta. Sentiu Callie se remexer na cama e esticou a mão na busca de seu celular na mesinha ao lado, o mesmo indicava oito horas da manhã em ponto. Sentiu vontade de se enrolar na coberta e não sair mais dela, mas as vozes de suas bebês estavam ficando impacientes, então sua esposa decidiu levantar-se cambaleando pelo quarto e ela apenas observou dois serezinhos pequenos adentrarem o quarto correndo, porém como a cama era alta não conseguiam subir sem ajuda.

 

A babá apareceu dizendo que elas já tinham tomado leite e estava de saída. Não era comum Fran trabalhar para elas no fim de semana, mas aquele dia foi uma exceção. Após Francine se despedir, Callie encostou a porta e as pegou no colo recebendo beijos nos dois lados de sua bochecha e as colocou na cama no mesmo instante que ela fechou os olhos fingindo que ainda estava dormindo.

 

Ih, meninas! A Mommy dormiu de novo. --- escutou sua mulher falar e quando a cama afundou, notou que ela tinha se deitado novamente e as crianças estavam no meio das duas.

 

Mommy! --- Alice tocou um lado de seu rosto com sua mãozinha pequena. — Acôda!

 

— Sim, Alice! Fala para sua Mommy preguiçosa acordar. --- Callie incentivou a pequena que a chamou novamente. — Arizona você iria passar mal de rir se visse a cara da Laura agora. --- a bebê encarava a irmã tentando acordar a mãe sem expressão fácil alguma. Ela tinha ciúmes de Alice e não gostava de dividir atenção.
 

— Mommy, acôdo! --- Arizona não resistiu e sorriu ao sentir o baque em cima de seu corpo. Alice deu um beijo babado em sua bochecha e ela procurou Laura que estava sentada encostada nas pernas de sua esposa.
 

Que maneira mais gostosa de acordar. --- beijou as bochechas da filha e fez cócegas em sua barriga, fazendo a criança soltar gritinhos risonhos. — Minha outra bebê não vai vir me dar bom dia? --- encarou Laura que balançou a cabeça negando. Callie soltou uma gargalhada pelo ato da filha e ela abriu a boca em choque. — Mas por que a bebê da mamãe está com essa cara de zangada essa hora da manhã hein? --- levantou o tronco com Alice sentada em seu colo. — Deixa de ser ciumenta criatura, você não tem idade para isso. Vem com a Mommy! --- ergueu o braço, mas a bebê escalou o corpo de sua esposa e escondeu o rosto no pescoço da mãe. — Mas que traíra, Calliope!
 

Isso porque você não a viu quando Alice saiu na frente para lhe acordar. E você não pode falar nada: Tal mãe, Tal filha. --- caçoou beijando os fios loiros da filha que brincava com a alça de sua camisola. — Vai dar bom dia para a Mommy, filha. --- Callie pediu e a filha levantou o rosto olhando-a desconfiada.
 

Aicê! --- apontou para a irmã que encontrava se ainda em seu colo e negou mais uma vez com a cabeça.
 

Mas se você não for falar com sua Mommy, ela vai fichar triste. --- Calliope tentou mais uma vez e a filha pareceu ceder.
 

Tiste não, Mommy! --- negou olhando para as duas.
 

Então vem cá falar com a mamãe para eu não ficar triste, vem! --- a bebê saiu do colo da mãe e foi para o seu sentando em sua outra perna. Para ganhar espaço lhe abraçou pelo pescoço empurrando Alice que saiu de seu colo incomodada e foi se refugiar nos braços de Callie. — A quem essa criatura puxou? --- murmurou a enchendo de beijos e ganhando um sorriso aberto.

 

— Ah, mas você ainda pergunta? --- sua esposa debochou levantou com Alice nos braços e abriu as cortinas. Apesar do frio, um sol tímido brilhava lá fora. — Quem é que vai brincar e fazer muita bagunça hoje? --- da janela Callie falou fazendo a filha em seu colo bater palminhas animada.
 

Você também vai fazer bagunça com a Mama e sua irmã, Laura? --- a filha que não desgrudava de seus braços negou com a cabeça pegando sua chupeta lilás e colocando na boca. — Como a Sofia mesma diz, essa daqui é bem rabugentinha pela manhã. --- suspirou apertando a bebê em seus braços.

 

 

 

Quando Callie falou que brincariam e fariam muita bagunça, não esperava tanto. O quarto das filhas estava uma zona com brinquedos espalhados para todos os cantos e agora mãe e filhas dançavam ao som de uma música infantil. Não sabia quem era mais criança, Callie ou as gêmeas. Encostada no batente da porta resolveu ligar para Sofia, pois a filha tinha passado a noite fora na casa de uma amiga. Sofia estava na idade de querer mais a companhia dos amigos no fim de semana que estar com elas em casa e isso parecia assustar Callie que sempre reclamava.

 

 

Mas ela não vai sair para almoçar conosco? Poxa, Arizona é a nossa folga. --- quando a banheira encheu, colocou as gêmeas dentro para se banharem. Callie estava no quarto acabando de arrumar a bagunça formada mais cedo.
 

Amor, eu sei. Eu disse que buscaria ela e depois a levava para casa do Mark. Porém ela disse que já tinha combinado com ele de ir busca-la após o almoço. --- ensaboava Laura que não parava de bater na água respingando tudo em sua blusa.

 

Depois ela reclama que não fazemos nada juntas, poxa. --- Callie entrou no banheiro deixando as toalhas infantis penduradas perto de onde estava.

 

— Calliope, nossa filha tem quinze anos e está na idade de querer sair com os amigos dela. Não é mais interessante para ela ir na pracinha, loja de brinquedos ou brincadeiras infantis. --- ponderou. Era difícil para sua mulher aceitar que a fase da infância para Sofia já tinha passado, e agora ela preferia a companhia de outras pessoas. Era uma nova fase.

 

— Mas nós vamos ao shopping. --- entregou a pentelha ciumenta para a esposa que não para parava de reclamar.
 

Mas também não é interessante ficarmos insistindo tendo ela ao nosso lado de cara feia, né? Amanhã ela volta para casa e quem sabe não saímos para jantar nós três? Deixamos as meninas com a Lexie por algumas horas. --- agora era a vez de ensaboar Alice que estava distraída com os bichinhos de borracha.

 

Você tem um jeito para tudo! --- disse enrolando Laura na toalha e a levando para se secar.

 

 

 

Como as filhas tinham horário para as refeições e almoçavam mais cedo, saíram após alimentarem as gêmeas. No caminho até o restaurante escolhido por Callie, foram cantando músicas infantis as quais mesmo não querendo aprender, tinham entrado como cola em seu cérebro do tanto que ouvia em casa.

 

 

—  Poderíamos ver o final da semana que vem e tentarmos ir para aquela casa de campo que fomos da última vez. --- Arizona deu ideia entregando o brinquedo que havia caído no chão para Alice. Mesmo tendo área infantil separada, Callie era neurótica demais para deixa-las sozinhas.

 

 

Eu acho um máximo, Ari. Ar puro, som dos pássaros, lugar calmo e com bastante verde. --- sorriu cortando um pedaço de peixe em prato.

 

 

— Você não tem que ir para Medina? --- perguntou. Tinham que organizar a agenda por causa dos dois hospitais os quais Callie trabalhava.

 

 

Mas eu chego na sexta-feira à tarde. Poderíamos pegar a estrada depois que você chegar do plantão. --- resolveu e ela concordou segurando a mão de Laura que começava a ficar irritada em sua cadeira infantil.

 

 

— Webber quer que eu volte a trabalhar todos os dias da semana. Eu já liberei mais um para qualquer emergência, mas sem chance de ficar mais tempo fora de casa. --- ainda mantinha seu acordo, mas aumentou sua carga horária em seus plantões por causa do número de cirurgias.

 

 

Estou gostando de ver seu empenho em não abrir mão do tempo com nossas filhas. Principalmente com a Sofia. --- Torres declarou.

 

 

É bom estar em casa quando ela chega da escola e joga a mochila ao pé da escada e tira o tênis na entrada da sala e Jade carrega para outro lugar. --- a latina riu de seu comentário. — É uma rotina gostosa. Estamos muito mais próximas. --- era sincera, estava feliz por estar participando ativamente da fase mais temida pelos pais. Se ainda morassem em Nova Iorque, não tiram tanto contato.

 

 

Mas agora aquela traíra nos trocou para ficar com as amigas. Em Nova Iorque me contava tudo, agora ela faz o que? Corre para as amigas. --- bufou após endireitar-se em sua cadeira. Laura como estava inquieta, acabou saindo de seu assento e foi para seu colo.

 

 

Assim como você e eu, nunca contará tudo para a mãe. Relaxa e deixa nossa filha curtir a adolescência. --- Arizona a repreendeu ao ouvir as reclamações sobre a filha.

 

 

Assim que pediram a sobremesa, Callie insistiu para dar um pouco de doce as bebês que ficaram, claro, felizes por comerem pudim de sorvete com calda de chocolate. Para não se sujaram, as mães tiveram que dar na boca. Arizona sabia que Callie dava doce para elas escondido, mas fingia que não sabia de nada.

 

 

Ao chegar no shopping, seguiram para a área infantil e logo as meninas entraram em uma enorme piscina de bolinhas. Arizona deixou Callie de olho nas filhas enquanto seguiu para comprar algumas blusas.

 

Já tinha separado algumas com a ajuda de uma vendedora quando reconheceu a mulher passando pela entrada da loja. Virou de costas mexendo nos cabides torcendo para a mulher não se aproximar e muito menos lhe reconhecer.

 

 

— Arizona? --- Oh, não! Aquilo só poderia ser azar. Tanto lugar para aquela mulher ir, tinha que estar na mesma loja que ela?

 

Sim? --- virou colocando um olhar confuso em seu semblante, fingindo que não a reconhecia.

 

Não está me reconhecendo? --- a mulher sorriu, até estava sendo simpática, mas era difícil não tentar revirar os olhos para a miss sorriso. — Maria Cecilia, nos conhecemos ontem na boate.

 

— Ah, claro. Que cabeça a minha. --- levou a mão à testa teatralmente. — Estava com álcool na cabeça, me desculpe.

 

— Está aqui sozinha ou a Callie está junto também? --- perguntou olhando pela loja atrás de sua esposa.

 

Ela está por aí com as crianças enquanto vim ver umas blusas. --- entregou para a vendedora suas escolhas. Até veria mais peças se não tivesse a vontade de louca de fechar aquele sorriso com sua própria mão. — Aqui, levarei essas.

 

— Uma pena não encontrar ela também. Mas diga que mandei um beijo. --- pagava a conta enquanto a ouvia.

 

— Se eu lembrar quem sabe. --- pegou as sacolas na mão sendo acompanhada pela vendedora até a saída da loja. — Até, Cecília Maria.

 

— É Maria Cecília. --- corrigiu e ela sorriu sem mostrar os dentes, balançando a cabeça em acordo.

 

 

Enquanto caminhava de volta para o lugar onde Callie se encontrava, sua cabeça fervia. ‘’Mandar beijo para Callie? Que mulher abusada. Espera o beijo sentada, vaca!’’ Pensava consigo mesma descendo a escada rolante. Não demorou muito para encontrar Callie sentada em um banco mexendo no celular em frente a área infantil.

 

 

Voltei! --- sentou ao lado da esposa colocando as sacolas no chão.

 

Por que está com esse olhar de quem quer matar alguém? --- Callie lhe encarou, curiosa e ela não poderia mentir.

 

Encontrei sua admiradora justamente na loja em que estava comprando minhas blusas. --- suspirou, lamentando-se por aquele encontro.

 

— Maria Cecília está aqui no shopping? --- questionou arregalando os olhos cor de chocolate.

 

Por que essa animação toda? --- serrou o olhar cruzando os braços na frente do corpo.

 

— Foi uma pergunta e eu não estou animada. --- Callie guardou o celular e lhe abraçou pelos ombros puxando-a contra ela. — Você não falou nada né Arizona?

 

— Claro que não, o que eu tenho para falar com essa mulher? --- rebateu ao pensar que Callie achava que ela faria algum tipo de cena. — A voz fanha dela me irrita. O sorriso dela me irrita e como você consegue ficar conversando com uma pessoa que tem o perfume tão doce ao ponto de lhe fazer enjoar? --- seu tom era enciumado e recebeu um beijo na lateral de seu rosto por isso.

 

Agora você escolheu odiá-la? --- a latina ainda mantinha um sorriso no rosto achando graça de seu ciúme.

 

Apenas acho ela sem graça. --- colocou sua opinião, não se importando. — Ela fala sorrindo. Isso enjoa! --- concluiu.

 

Okay minha enjoadinha, venha tentar tirar comigo essas duas do parquinho. --- ao levantar, Callie lhe dar a mão pegando suas sacolas de compras do chão.

 

— Wow! Trabalho difícil... --- deram passos a frente e gastaram bons minutos chamando as filhas que ignoraram suas chamadas para irem para casa.

 

 

Assistiam um filme deitadas no tapete da sala. Estava frio e compartilhavam de um brigadeiro feito por Callie após a pipoca. Fitou sua mulher e lá estava ela vidrada com os olhos presos na tv e a colher com um punhado de brigadeiro na boca. Um sorriso surgiu no canto de seus lábios, gostava de saber que em momentos como aquele, Callie era sua companheira e de mais ninguém. Não havia desconfianças ou medo, nada era mais importante que saberem que pertenciam uma a outra.


 

— Não quer me dar um pouco de atenção? --- o filme não fazia seu estilo, ação não era sua vibe e sim comédia romântica ou drama. Mas para ter sua mulher ao seu lado em uma noite fria de sábado, valia a pena.

 

Mas o filme deve estar na metade, Ari! --- parou a colher no ar procurando os olhos azuis dela. — Você prometeu que iria ficar quietinha e assistiria o filme comigo. --- fitava profundamente seus olhos.
 

Ah, amor... vai... deixa o filme para outra hora. --- tirou a colher da mão da latina colocando-a em cima do prato já quase sem brigadeiro. Subiu no corpo moreno e assim que fitou o rosto tão próximo ao dela, Callie mordeu o lábio inferior. Oh, não! Sua latina a deixava louca.

 

Você prometeu se comportar. --- sentiu as mãos latinas em suas costas. Callie a enlouquecia por completo. De uma forma extremamente anormal, conseguia despertar nela seus dois lados; o atrevido e o carinhoso.
 

Tudo bem, ainda quer voltar a ver o filme? --- perguntou baixinho beijando o pescoço latino. Devido ao silêncio e as reações do corpo abaixo do seu, ousou continuar mordiscando o lóbulo da orelha da mulher que gemeu seu nome.


Sentiu o coração da espessa acelerando de uma forma alucinante, ela, porém não estava diferente. Com toques leves e sussurros de certa forma até sujos declaravam suas segundas e terceiras intenções.
 

Continua... --- se deixou levar....

 

Era tudo o que eu precisava ouvir, meu amor. --- sussurrou antes de puxá-la peca nuca juntando os lábios de uma vez só.

 

Se beijaram de uma forma quente que somente ela fazia. Mãos entre os cabelos e línguas apressadas, pressionava Callie de uma forma que a fazia desmontar em seus braços. A mulher suspirou ao sentir suas mãos passarem por baixo de sua camisa, arrepiando-se de uma vez. Sem esperar mais nada, deitou por completo e aprofundou o beijo máximo que pôde. Não importava se seus lábios ficariam machucados ou inchados depois, não importava o que estava acontecendo lá fora. Arizona a queria, ali, agora, mais que qualquer coisa que já quis na vida.

 

Em movimentos rápidos com as mãos, Arizona segurou a barra da camisa de Callie e puxou para cima, e chocaram os corpos com mais força. Puxou os cabelos latinos e afastou seus lábios descendo-os em direção ao pescoço de Torres e fora distribuindo beijos molhados pelo local enquanto com uma das mãos de sua mulher arranhava sua nuca e a outra puxava seus cabelos.

 

Arizona mordeu o lábio inferior de sua mulher e estreitou os olhos, ignorando a leve dor que Callie lhe causava e focando apenas no prazer dela que era ter seus lábios e língua passeando livremente por todo seu pescoço. Aquilo resultaria em marcas. Mas até que ela gostaria de ficar encarando-as e sorrindo para o nada, lembrando-se de como fora.

 

Mama? --- escutaram a voz vinda da babá eletrônica. Ela não queria parar, precisava ter Callie. Queria tê-la. — Mommy? --- o muxoxo veio de uma voz seguida de um choro manhoso.

 

— Oh, droga! --- gemeu com os lábios contra o pescoço latino. — Ela tem que voltar a dormir... --- disse para ela mesma, tentando convencer a si mesma.
 

Ela não vai voltar se não formos buscá-la. --- Callie mudou a tela da tv e puderam visualizar Laura sentada no berço choramingando enquanto coçava os olhinhos.
 

Irei busca-la. --- saiu de cima do corpo de sua mulher e lhe entregou sua blusa. — Pelo visto não adiantou nada fazermos elas dormirem cedo. --- lamentou enquanto ajeitava sua roupa e subiu em direção ao quarto para acudir sua bebê. Ai, vida de mãe...

 

 

 

 

 



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