História I still love you - Capítulo 129


Escrita por:

Postado
Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Mark Sloan
Tags Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 451
Palavras 4.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá galerinha! Tudo bem com vocês?

Demorei um pouquinho para voltar porque as minhas aulas voltaram e está tudo muito corrido.
Não tive tempo de analisar o cap, então peço que me desculpem por qualquer erro ortográfico.
Agradeço a vocês por me acompanharem e até a próxima.

Um beijo ♥

Capítulo 129 - Callie, não! Eu quero ir para casa, por favor...


Fanfic / Fanfiction I still love you - Capítulo 129 - Callie, não! Eu quero ir para casa, por favor...

Arizona

 

As costelas de Arizona agradeceram, aliviadas, quando acomodou seu corpo de volta no colchão da maca de seu quarto. Dr. Aloan a tinha levado para fazer alguns exames mais específicos e foi quando seus pais chegaram, desesperados. Dava para ver claramente em seus semblantes que mal haviam dormido. Seu pai, no primeiro momento em que a viu, agradeceu aos céus por mais uma chance de vê-la mesmo estando naquela situação. Desejou que ela tivesse uma boa vida, pediu para que ela nunca deixasse de ser uma boa pessoa. Para ela pareceu algo tão valioso que teve medo de perder, medo de acabar não dando valor a suas palavras amorosas.

 

Callie tinha ido para o hotel tomar um banho e comer alguma coisa descente. Disse para sua mulher dormir pelo menos por uma horinha, mas sabia que Callie voltaria o mais rápido possível. Não queria sair do seu lado. Então aproveitou e pediu para que ela fosse até o hotel onde suas coisas estavam, tinha que fazer o cheque out e pegar sua mala. Ainda não tivera a oportunidade de ver Mark nem suas amigas, mas torcia para que não demorasse. Ela foi liberada para tomar um banho, Callie tinha levado uma mala de mão com roupas confortáveis, não esqueceria de agradecê-la por isso mais tarde.

 

Sua mãe lhe auxiliava no banho e a enfermeira Rose até se ofereceu para ajudá-la, mas quem disse que sua mãe deixou? Bárbara Robbins era uma leoa, e como uma boa mãe estava fazendo tudo ao seu alcance para ampará-la. Agora de banho tomado, parecia sentir-se um pouco mais leve, já não tinha agulha nenhuma em sua mão e seus cabelos estavam lavados e cheirosos. Sua mãe brincou enquanto penteava seu cabelo, nunca tinha pensado que faria algo do tipo depois de anos... Nem quando a ajudou com as gêmeas.

 

— Callie acertou em cheio ao trazer pijamas e camisolas confortáveis para você. --- a mais velha dizia colocando dentro da pequena mala os produtos de higiene que tinha usado para seu banho e colocando em uma sacola sua roupa suja.

Me sinto melhor... Mas ficaria ainda mais se trouxessem algo para eu comer. --- falou sentindo sua barriga roncar. — Mas poderiam me dar qualquer coisa, menos sopa. --- murmurou.

— Eu posso ver com a enfermeira o que tem para você comer, mas não prometo algo do nível Bárbara Robbins já que estamos em um hospital. --- Arizona foi rir de sua mãe piadista, mas acabou sentindo dor.

— Mãe, não me faça rir... por favor. --- reclamou colocando a mão abaixo do peito. — Não posso chorar, não posso rir, não posso pegar peso... ou seja, não poderei pegar minhas filhas no colo. --- formou um bico nos lábios soltando a respiração, pesadamente.

— Isso é questão de semanas minha filha. --- a senhora aproximou-se passando uma das mãos em seu braço. — Se fizer o repouso direitinho, tomar a medicação certinha e se alimentar. Aposto que daqui a pouco estará novinha em folha.

Esse daqui a pouco demora, mamãe. E como... mas Calliope não deixará eu fazer nada mesmo. --- já estava convencida que quando saíssem dali, passaria os dias entre a cama e o sofá.

 

 

Assim que sua mãe saiu do quarto, ajeitou-se mais sobre a cama e fechou os olhos se sentindo um pouco sonolenta. Desde que acordou cedo naquela amanhã, não tinha conseguido dormir já que passou a metade do tempo com Callie e a outra fazendo exames. Dr. Aloan dissera que se tudo ocorresse bem até o final daquele domingo, segunda feira ela estaria liberada. Isso a deixava feliz, poderia voltar para casa, voltar para suas filhas. Em pensar nelas, seu coração apertava em saudades.

 

Pequena Robbins? --- escutou a porta ser aberta e abriu os olhos lentamente. — Estava dormindo minha filha? Me desculpe... Porém sua mãe disse para eu vir fazer companhia.’Daniel, estou indo buscar alguma coisa para Arizona comer, fique com ela. Mas não fale sobre o acidente, não a faça rir, chorar ou falar demais...’’ --- enquanto seu pai imitava a voz de sua mãe, não aguentou abrindo um sorriso. — Então como você sabe que eu sempre ando com palavras cruzadas, vim para que acabássemos juntos. --- mostrou o pequeno livrinho e uma caneta.

Há quantos anos não fazemos palavras cruzadas, juntos? --- delegou enquanto acompanhava seu pai com o olhar. O homem sentou-se na poltrona ali perto e cruzou uma das pernas ajeitando os óculos de grau no rosto.

Desde que você abandonou seu velho e bom pai para viver do outro lado dos Estados Unidos. Ainda bem que tenho Sofia agora, ela sempre me acompanha quando vai lá em casa. --- disse em tom animado abrindo o livrinho e começando a folheá-lo.

 

 

Não sabia exatamente dizer em qual momento fechou os olhos, não sabia há por quantos minutos tinha cochilado. Mas acordou quando sua mãe tocou seu braço a chamando baixinho para não lhe assustar. A sua frente estava uma bandeja com pão, carne, sopa de legume, purê de batatas e frutas. Okay, ela não tinha se livrado da bendita sopa.

 

Robbins, não acredito que estou lhe vendo comer uma bela sopinha de hospital --- Addison adentrou o quarto sendo acompanhada por Jake, e seus olhos se arregalaram ao avistar Charlotte logo atrás em uma cadeira de rodas.

— Ai, meu Deus! Vocês estão bem. --- deixou a comida de lado e sorriu para a figura ruiva de pé, e para a loira um pouco debilitada. — Cheguem mais perto, por favor.

— Bem que a Callie disse que você era do tipo ‘’carente’’ --- sorriu pela palhaçada de Addison ao lhe abraçar. — Não foi dessa vez que todos eles se livraram da gente. --- sussurrou para que apenas ela escutasse.

— Hey, eu ouvi isso e não há graça alguma, mulher! --- Jake repreendeu a esposa que logo tratou de cumprimentar seus pais.

— Como você está se sentindo? --- perguntou para Charlotte que beijou sua mão. A cadeira de rodas estava ao lado da maca. — Você nos deu um baita susto, principalmente para Addison que não parava de gritar. --- sentiu o corpo arrepiar-se ao lembrar do acidente. Os gritos histéricos de Addison pedindo para que ela falasse alguma coisa e que Charlotte mantivesse os olhos abertos.

Eu estou bem loirinha. Só quero voltar para minha mulher que está desesperada em casa, e tirar essa tipoia. Incomoda bastante. --- murmurou e as três compartilharam um olhar significativo. Estavam vivas, bem, e agradeciam por mais aquela oportunidade de estarem juntas.

— Eu sinto dizer a vocês, mas já recebi alta. --- a ruiva declarou abraçada ao marido. — E nunca mais vou a congresso com vocês. Péssimas companhias, amor. --- olhou para Jake enquanto apontava para as duas loiras.

Espera nos reunirmos novamente para ver se eu não conto tudinho o que você aprontou nesses últimos dias. --- Arizona tampou vendo a mulher colocar o indicador na frente da boca, em sinal para que ficasse quieta.

Se eu não lhe conhecesse tão bem, diria que elas estão mentindo. --- o homem sorriu ao beijar a lateral do rosto da ruiva.

Eu estou com inveja agora. Provavelmente só receberei alta amanhã. --- Charlotte informou e Arizona compartilhava do mesmo sentimento. Como ela gostaria de sair daquele hospital e deitar em sua enorme cama confortável.

Nós vamos comer alguma coisa na cantina aqui do hospital mesmo, só estou esperando a Torres e o Sloan voltarem para me despedir. --- a ruiva foi até ela lhe abraçando novamente. — Vou me alimentar e volto antes de partir. --- fez o mesmo gesto com Charlotte e saiu do quarto acompanhada do marido.

Vou deixar vocês sozinhas, qualquer coisa estamos aqui fora. --- sua mãe disse sendo seguida por seu pai.

 

Arizona e Charlotte ficaram sozinhas no quarto, assim ela voltou a comer devagar. A comida não estava excelente, mas também não estava tão ruim ao ponto de não conseguir comer. A mulher ajeitou a cadeira de rodas para ficar bem de frente para a lateral de seu corpo, compartilhavam do mesmo silêncio, porém conhecendo Charlotte não demoraria muito para começar a falar.

 

— Falei com a Cléo hoje pela manhã. Sua voz de choro me fez querer ter o poder de me teletransportar. Não queria que ela tivesse passando por esse susto no final da gestação. Você sabe, Ari. Estamos muito felizes com nosso príncipe Heitor e não quero que nada de ruim aconteça com eles. --- durante os dias que estavam juntas ali em Culiacán, Charlotte não deixou passar despercebido a felicidade e ansiedade pela chegada de seu primogênito.

Amanhã você receberá alta e voltará para sua família, meu bem. Eu queria muito que Sofia, Laura e Alice estivessem aqui comigo também, mas veja minha situação. --- apontou para si mesma. — Não pego mais Sofia no colo, mas e minhas bebês? Terei que ficar de repouso por semanas e com certeza elas vão sentir isso.

— Tomara que meu ombro esteja melhor quando Heitor nascer. --- divagou em seu desejo de pegá-lo no colo sem nenhum tipo de incômodo. — Estou tão ansiosa para esse momento.

— Eu compartilho a mesma ansiedade, e não esqueça que estou chateada por não ser a madrinha. --- ameaçou sorrir com o olhar de desculpa que Charlotte lhe lançara.

Pretendo engravidar também mais para frente, e prometo que você será a madrinha. --- disse com animação. O primeiro filho nem tinha nascido e ela já estava pensando no segundo? Pobre Cléo. — Até hoje me sinto honrada e pasma pela Torres aceitar essa aproximação. --- brincou.

Tudo é passado... somos adultas e bem resolvidas. --- disse sendo verdadeira e totalmente convicta em suas palavras. — Espero que você não queira tomar o lugar da Addison na hora do parto.

— Esse momento eu deixo para ela mesmo. Estarei tão nervosa... --- esfregou as mãos uma na hora indicando sua ansiedade. — Em duas semanas minha vida não será a mesma. --- concluiu.

Até hoje eu morro de rir do semblante da Calliope, ela suava tanto e olha que estávamos no ar condicionado. --- riu ao relembrar do nervosismo de sua Esposa. Ainda bem que teria a filmagem registrada para sempre.

— Fico feliz por estarmos aqui, juntas e sorrindo. Eu tive tanto medo quando não consegui ficar acordava. Minha vista pesava e uma dor enorme no meu ombro me fazia ficar curvada. --- Arizona piscou, sua garganta secou e o peito ficou pesado. Ela não desejava para ninguém passar por aquele pavor e susto.

Hey, falemos sobre isso mais para frente okay? Não é legal para nossa recuperação. Foi um trauma, demorará para passar. Mas quando estivermos boas o suficiente para falarmos sobre isso, aposto que vai ser como um alívio. --- bebeu um pouco do suco de caju que sua mãe tinha levado, e deixou a sopa de lado.

— Obrigada por me ouvir, loirinha. Mesmo com nossa distância você sabe que eu lhe amo muito. --- esticou a mão para que Charlotte a tocasse. Não tinha como se abraçarem, os arranhões na perna esquerda da loira ardiam, estavam bem avermelhados, e ela preferia ficar sentada do que fazer força na perna. Um barulho fora ouvido no corredor, e Charlotte levou a mão ao peito. — Que susto, pensei que era a Torres entrando. Meu fim seria agora. --- fingiu uma cara assustada, com os olhos arregalados. Aquele gesto fez Arizona rir e reclamar com a amiga, não podia ficar gargalhando. Doía.

— Eu também te amo, pessoa que me ensinou a comer salada e cuidar da pele para deixa-la mais jovial. --- piscou para a obstetra e ficaram por mais alguns minutos conversando, até um dos irmãos da mulher a leva-la de volta para seu quarto.

 

 

Estava quase entrando no mundo dos sonhos, e finalmente podia voltar a se sentir vida. Não totalmente, afinal, suas filhas não estavam em seus braços, as risadas sapecas não se faziam ali presentes e os olhos brilhantes de Callie ainda não tinham voltado. Sua esposa ainda se encontrava preocupada com aquela situação e ela sentia falta de capturar os lábios latinos do jeito que gostava e a beijar com vontade. Mas era um alívio também saber que finalmente Callie havia se livrado de todo temor que armazenou sobre ela de sexta para sábado. A voz da latina parecia tão desolada no momento que a viu adentrar a porta do quarto e chorar abraçada a ela.

 

 

— Acorda dorminhoca! --- sonolenta, Arizona abriu calmamente os olhos e bocejou despertando. Olhou para Callie e o sorriso mega watt refletia à pura alegria de sua alma ao estar com ela novamente.

— Calliope... você demorou. --- os dedos da esposa passaram por seu queixo, depois deslizaram para tirarem os fios de cabelo em seu rosto. — Conseguiu dormir? Cadê os meus pais?

— Mark disse que só sairíamos se eu dormisse nem que fosse por uma horinha. Acabei dormindo por duas horas, depois fomos ao hotel que você estava hospedada. Encontramos a Addie, ela embarcará amanhã de manhã. --- a morena curvou-se impulsionando o rosto para frente, e Arizona sentiu os lábios sendo capturados em um selo demorado. Podia sentir a carência extrema de Calliope, talvez mais latente que a dela. — E mandei seus pais para casa, eles precisam descansar um pouco. Eles não têm idade para ficar aqui o dia inteiro no hospital, até mesmo porque você está bem.

— Fale para o Mark entrar, e eu também gostaria de falar com a Sofia e as bebês. --- desde sexta a feira à noite que não ouvia as vozes e risadas de suas filhas. Callie não queria que ela ficasse o tempo inteiro no celular, por isso mantinha o aparelho longe dela.

Já irei chama-lo, e sobre as nossas filhas nós temos que conversar sobre uma coisinha... --- estranhou o tom de voz, hesitante, vindo de Callie. A mulher se ajeitou na cadeira ainda segurando uma de suas mãos. — Eu sei que já conversamos com o Dr. Aloan, é quase certo que você tenha alta amanhã, porém não quero que aguente mais de cinco horas de voo para casa nesse estado. Vai ser incômodo para você, então conversando com o meu pai mais cedo decidi que vamos ficar pelo menos até sexta feira em sua casa até que você se sinta melhor.

— Callie, não! Eu quero ir para casa, por favor... --- só de pensar em não voltar para casa era desesperador. Ainda mais tendo que ficar em uma casa a qual não era bem-vinda. Os olhos encheram de lágrimas, se ficasse ali teria que ficar longe de suas filhas por mais dias. — Você sabe que eu não ficarei à vontade na casa dos seus pais. --- disse com a voz embargada pelo choro.

Eu pensei na casa da minha irmã, mas ela não tem quarto no andar de baixo. Então você teria que ficar descendo e subindo escada. Ari, eu estou fazendo isso só pelo seu bem-estar. --- Callie limpou as lágrimas que repousavam em sua bochecha. — A casa é enorme e se quiser eu crio um roteiro para que você não veja a minha mãe. --- tentou brincar.

Fiquei sabendo que ela veio até aqui, e ainda não entendi o motivo da visita... --- era estranho ter Lúcia Torres ali por ela. Ela nunca demonstrou nenhum tipo de compaixão para com ela antes. — E outra... estamos em Culiacán, seus pais não moram aqui. Teremos que ir de carro.

— Dezoito minutos de helicóptero, meu pai está me ajudando como pode. Ainda não conversei com seus pais, mas oferecerei estadia se eles quiserem continuar com você. --- pelo visto sua esposa já tinha pensado em tudo, inclusive sobre onde seus pais ficariam. Mas ela não focaria longe de suas filhas, não mesmo.

Callie, eu não vou ficar mais uma semana longe das nossas filhas. Isso é muito coisa! --- desabafou vendo a mulher concordar, e ainda assim emitiu um resmungo.

— Não precisa se preocupar com isso, elas já estão a caminho. --- piscou, pegando seu celular e lhe mostrando uma foto de Laura e Alice abraçadas e outra de Sofia no aeroporto. — Olha aqui as fotos das três no aeroporto. Estão indo para a casa dos meus pais com Francine.

— Você disse que estava dormindo, mas na verdade estava armando um plano para não me deixar ir para casa? --- delegou e Callie emitiu um sorriso lindo pintado em seus lábios latinos.

— Não! Só não quero que você se esforce tendo que aguentar horas de voo logo após ganhar alta. Eu temo, Ari. Faço tudo ao meu alcance para o seu bem. --- a latina exclamou, segurando o lábio inferior com os dentes antes de se aproximar para lhe beijar outra vez.

— E está trazendo as nossas filhas? --- disse em um sussurro e segurou o rosto moreno com as mãos. — E a Sofia? O que disse a ela?

Estava todo mundo bastante aflito em casa, ela ficou desconfiada. Lexie disse que você, Charlotte e Addison tiveram alguns problemas aqui na cidade e por isso eu e Mark viemos averiguar de perto. Mas ela não acreditou, e ligou para o pai. --- ao terminar seu relato, a latina fez uma careta. Mark ficou por longos minutos explicando tudo o que tinha acontecido para a filha.

— Às vezes vocês esquecem que ela tem quinze anos e não sete como Hannah e Dave. --- sorriu por saber que Sofia era extremamente inteligente e sempre foi muito difícil esconder alguma coisa de sua filha. Não podia acreditar que não voltaria para casa, mas pelo menos teria suas filhas em sua volta.

Hey, não fica com essa carinha. Eu sabia que você só iria aceitar a ficar se eu trouxesse as pimentinhas, então vamos tratar de tirar esse semblante tristonho da face. --- beijou o dorso da mão de Arizona. — Quer ver algumas fotos que tirei essa semana em casa? Não te mandei todas.

— Elas aprontaram muito? --- Arizona perguntou à medida que Callie abria o primeiro álbum de fotos de seu celular.

— Quer mesmo que eu te responda? Você as conhece tão bem quanto eu. --- sorriram. — Veja, essa. As peguei no flagra em cima da mesa depois do café da manhã. Logo estranhei, pois estavam rindo demais.

— Calliope... isso é tão perigoso. --- Alice estava deitada em cima da mesa enquanto Laura a abraçava em pé na cadeira.

— Essa no shopping, na loja de instrumentos. Sofia cismou que o teclado dela é antigo e estava me manipulando para ganhar mais um. --- Callie era sempre a primeira pessoa em cair na lábia da filha mais velha, Sofia já conhecia o seu poder sobre a mãe. Por isso, sempre recorria a ela primeiro.

— Mas o teclado dela deve ter menos de quatro anos, que folgada. Ela ganhou do Mark pouco antes de vocês se mudarem para Seattle. --- concluiu vendo Callie arrastar o dedo na tela e mais uma foto aparecer.

Segundo ela, tem uns mais modernos e melhores que o dela. --- a morena disse e nada tela já estava uma foto das gêmeas andando juntas com suas pequenas mochilinhas nas costas. — Aqui estava as levando para um piquenique no parque e não sei o que me deu para levar esse bendito carrinho. Brigaram o tempo todo por espaço.

— Amor, eu canso de lhe dizer que se só tiver um brinquedo irá ter guerra. --- era sempre assim, torcia para que logo elas tivessem entendimento de que dividir um brinquedo não era algo ruim.

— E olha essa que eu achei. --- a latina soou animada. — Foi a primeira chamada de vídeo durante o trabalho. Eu tinha acabado de sair de uma cirurgia e tive que lhe aturar fazendo mil perguntas. --- Arizona beliscou seu braço. — Ai, amor... isso dói!

— Me aturou? Bom saber... --- resmungou ganhando um selo em seus lábios.

 

Toc toc toc. O barulho na porta fez com que elas tirassem a atenção das fotos e se voltassem para a porta do quarto abrindo e a figura de Mark apareceu, com um buquê de flores na mão.

 

— Não acredito que você comprou flores para a Arizona. --- Callie levantou da cadeira e colocou as mãos na cintura. Seu olhar estava cerrado em direção ao amigo. — Eu disse que iria trazer, mas o que você disse? ‘’Torres não tem onde ela colocar’’.

— Acontece que eu fui mais esperto e pedi para a enfermeira trazer nem que seja uma vasilha. --- o homem que até então estava parado na porta, entrou fechando a mesma e caminhou até Arizona onde a entregou um pequeno buquê de rosas e beijou sua testa. — Como você está loira? Senti sua falta! --- declarou.

— Melhor agora ganhando flores. Obrigada, Mark. --- seu sorriso era verdadeiro e Sloan aproveitou para dar mais um beijo, agora no topo de sua cabeça.

— Está vendo? Eu sei como fazer uma mulher feliz. --- Mark olhou para Callie soltando uma piscadela, o que fez a amiga bufar. — Azar o seu... Torres.

— Você roubou a minha ideia! --- apontou para o homem que soltou uma gargalhada. — Muito bonito... seu trapaceador... --- fez uma careta.

Hey, vocês dois! Sem discussões por favor. --- pediu entregando o buquê para que Callie colocasse em cima de uma mesinha pequena. — Sua amiga quer me segurar aqui no México até sexta feira. O que acha da ideia? --- virou o rosto para Mark.

Torres só quer o seu bem, seu conforto e a prioridade é seu bem-estar. --- disse Sloan passando a mão pelos fios de cabelo de Arizona. — A única coisa ruim é que terá que ficar na casa dos seus sogros. Sei como se sente, mas tudo ficará melhor já que as meninas estão vindo para ficar com você.

— Foi o que eu disse para ela. Sabia que não teria negociações se não as trouxesse. --- Callie concluiu o que o amigo dizia.

Amanhã cedo estarei indo embora, mas ligarei todos os dias para saber como você está. --- Mark era a melhor pessoa em sua vida e na de Callie. Em todos esses anos, nunca deixou de ser cuidadoso com elas. Eram uma família.

Mais um para eu falar a mesma coisa... --- a latina suspirou sentando na poltrona. — Lexie, Teddy, April e Karev são os que mais ligam. Daqui a pouco farei uma gravação de voz e quando eles ligarem, só colocar para ouvirem. --- Arizona podia imaginar o desespero de seus amigos em Seattle. Só tinha mandado um áudio uma vez tranquilizando a todos dizendo que estava bem e se recuperando.

 

Os três ficaram conversando até os pais de Callie aparecerem. Carlos como sempre, tão amoroso, a abraçou e a desejou uma boa recuperação. Não pôde deixar de agradecer tudo o que seu sogro estava fazendo por ela. Tinha ajudado Callie a levando para Culiacán, e ainda por cima, estava levando as netas para sua casa. Agradeceria aquele homem eternamente.

 

Já Lúcia, se mantinha quieta um pouco mais afastada. Apenas tinha lhe cumprimentado e perguntado se estava bem. Fazia meses que não se viam e muito menos se falavam. Em seu último encontro estava encurralando a mulher na parede por ter saído com suas filhas sem autorização. Não sabia se o comportamento da mulher ali, parada, a encarando como se quisesse falar alguma coisa era defensivo ou simplesmente estava sem jeito. Não conseguia decifrar a mãe de sua esposa. Mas estava se sentindo incomodada com a presença da mulher em seu quarto.

 

Já disse a Calliope, assim que receber alta coloco vocês no helicóptero até em casa. Eu e Lúcia iremos de carro com o motorista. --- seu sogro dizia animado, talvez por ter a presença delas e das netas em casa. — Ainda não encontramos seus pais, mas se quiserem serão bem-vindos em minha casa.

— Ainda não conversei com eles. Não sei se irão embora ou vão querer ficar. --- ela tinha certeza que se sua mãe ficasse. Jamais ficaria hospedada na casa de Lúcia, não mesmo. Nem ela queria, mas era a família de sua esposa e suas filhas mereciam um pouco mais de tempo com o avô.

Temos um quarto no primeiro andar. Callie já lhe disse isso? --- o mais velho perguntou e ela concordou com a cabeça. — Não é muito grade, mas espaçoso. Lúcia ligou para casa para que pudessem deixar tudo arrumado com a chegada de vocês. Quero que se sintam em casa. --- bom aquele último desejo seria impossível.

Não precisava isso tudo, mas eu agradeço. --- disse sincera sorrindo para seu sogro. Mas o mesmo sorriso morreu quando seu olhar cruzou com o de Lúcia que estava escorada a parede ao lado da porta sem esboçar nada em seu semblante. Nenhuma careta, nenhum sorriso, nada.

— Olá... que quarto cheio. --- de repente bateram na porta e seus pais apareceram. Esses dois não estavam descansando? — Mas o que essa mulher está fazendo aqui? --- sua mãe rugiu atrás de seu pai.

Bárbara... --- Daniel murmurou, colocando a mão no ombro da mulher.

— É muito cinismo e cara de pau sua, Lúcia. O que faz aqui? --- questionou direcionada unicamente para a mãe de Callie. O quarto ficou em silêncio, todos olhando para as duas.

Callie ligou para casa pedindo ajuda, vim com o meu marido acompanhando-o. --- depois de segundos em silêncio, Lúcia resolveu se pronunciar ajeitando a bolsa em um de seus ombros.

Então espere-o lá fora. Não quero essa energia negativa em cima da minha filha, pois sei que não gosta dela. --- abriu a porta apontando para o corredor. Arizona prendeu a respiração por não esperar uma atitude daquela vindo de sua mãe.

Não ficarei aqui ouvindo seus desaforos. Te espero lá fora, Carlos. --- Lúcia deu as costas sem olhar para trás.

Me desculpa por isso, Carlos. Mas sua mulher não me desse a garganta... --- sua mãe falou ficando um pouco sem graça quando se deu conta que todos os olhares se voltavam para ela.

— Irei atrás dela. Me desculpem por qualquer coisa. --- talvez um pouco perdido, tímido ou sem graça, o pai de Callie desculpou-se.

— Não precisa se desculpar, o senhor não fez nada. --- Callie acompanhou seu pai, mas antes de sair do quarto chamou pelo amigo que parecia estar se divertindo. — Mark, vamos lá fora um pouquinho? --- Sloan deu um beijo na testa de Arizona antes de sair do quarto.

— Bárbara, não precisava criar esse clima pesado com nossa filha em uma cama de hospital. --- seu pai virou-se para sua mãe e parecia irritado.

Quem criou o clima foi aquela mulher que teve a cara de pau de entrar aqui depois de tudo que fez. --- concluiu a mais velha balançando a cabeça negativamente.

— Mamãe, mantenha a calma. Ela estava na dela... --- não queria que sua mãe se estressasse com Lúcia. Já tiveram preocupações demais nos últimos dois dias.

— Até achar uma brechinha de jogar algum veneno contra você e a própria filha. Eu sinto muito pela Callie... e não a quero perto de você. --- sorriu com carinho pelo cuidado e carinho de sua mãe não só com ela, mas com Calliope também.

Então, sobre isso eu tenho que conversar com vocês. Sentem-se aqui. --- chamou seus pais para mais perto. Seu pai sentou-se na poltrona e sua mãe na cadeira ao lado da cama. — Calliope não quer que eu fique horas dentro de um avião depois de ganhar alta. Por isso optou para que ficássemos na casa do Carlos até sexta feira.

— Mas é distante daqui... --- pensou Daniel.

Não sei o que o Carlos fez, mas iremos de helicóptero. São poucos minutos. Eu não estou animada com a notícia, mas as meninas estão vindo então posso ficar feliz por isso. --- olhou para os dois que tinham a testa franzida.

Você irá ficar na casa da Lúcia? Arizona... isso não me soa bem. --- Bárbara maneou a cabeça, não gostando da ideia da filha debaixo do mesmo teto que Lúcia.

Calliope tentou ver a casa da irmã, mas eu teria que ficar subindo e descendo escada. Parece que na casa dos Torres tem um quarto no primeiro andar. --- o qual ela nem sabia da existência até aquela manhã. — Se a senhora quiser pode ficar conosco.

— Eu não acho isso uma boa ideia. Eu e sua mãe iremos para casa, você está bem minha filha. Vemos uma data no próximo vez e vamos a Seattle. --- era nítido que seu pai não queria mais um encontro entre sua mãe e Lúcia.

Mas eu não queria ficar longe da Arizona, e também veria minhas netas. --- a mais velha olhou para o marido que se mantinha parcial.

Se vocês quiserem ficar, não precisam ficar lá na casa. Callie conhece bons hotéis e cuidará de tudo.

— Conversarei com sua mãe primeiro antes de qualquer decisão. --- limitou-se, Daniel e ela concordou.

Ainda não acredito que você voltará para lá. Se ela lhe oferecer um copo d’água, jamais aceite. Ou mande-a beber primeiro. --- quase engasgou com as palavras de sua mãe, uma dor surgiu antes que ela caísse na gargalhada.

Mamãe! --- repreendeu a mais velha colocando a mão em cima da barriga.

O que foi? Eu não confio nessa mulher. Não depois de tudo o que eu ouvi dela... --- levantou-se da cadeira ajeitando o travesseiro em sua cabeça para que ficasse em uma posição melhor.

Eu só espero que com a chegada das minhas filhas, a semana passe rápido. --- suspirou. Não via a hora de abraçar e sentir o cheirinho único que só elas tinham.

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...