História I still love you - Capítulo 130


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Mark Sloan
Tags Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 340
Palavras 5.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 130 - Vocês demoraram tanto. Cadê a mamãe?


Fanfic / Fanfiction I still love you - Capítulo 130 - Vocês demoraram tanto. Cadê a mamãe?

Callie Torres

 

A viagem até Mazatlán foi tranquila, chegaram em casa e era quase o horário do almoço. Os pais de Arizona resolveram voltar para Washington D.C e prometam uma visita no próximo mês. Estranhou quando o carro estacionou e não foi recebida por Sofia já no grande portão, porém fora informada por Maitê, a senhora que trabalhava na casa dos seus pais há anos, que a adolescente estava tediosa com a casa vazia e pediu para que Francine a levasse para uma volta na cidade junto as irmãs.

 

Logo que entraram, o caseiro a ajudou com as malas até o quarto onde ela e Arizona iriam ficar. Maitê informou que o almoço já estava quase pronto e que se pai não demoraria para chegar. Ele e sua mãe saíram um pouco mais cedo de Culiacán, levariam umas duas horas para chegar, e ela faria o possível para que Arizona se sentisse o mais confortável possível mesmo não querendo estar ali. Torcia para que Carla aparecesse mais tarde, Arizona amava sua irmã pentelha e também estava com saudades de seus sobrinhos.

 

Direto para a cama? --- Arizona questionou olhando tudo ao redor e ela se segurou sua língua para não responder aquela pergunta com duplo sentido. — Estou me sentindo um pouco cansada. --- murmurou a loira sentando na beira da cama e ela colocou as duas malas de Arizona no canto do quarto e Joaquim, o caseiro, apareceu com o restante da bagagem e as deixou ali.

Vou arrumar esses travesseiros para que se sinta confortável. --- disse ajeitando tudo para que a esposa se deitasse. — Está bem assim? --- pegou um lençol e cobriu suas pernas após fechar as janelas e ligar o ar do quarto para deixar o ambiente mais agradável do jeito que Arizona gostava.

— Será que elas vão demorar para chegar? --- ouviu a loira questionar. Estava tirando um short jeans de sua mala e seu par de chinelos. Não estava tão calor, mas ficaria mais à vontade sem calça jeans e sapatilhas. — Pensei que elas estivessem aqui nos esperando...

— Amor, elas daqui a pouco chegam. Maitê disse que elas vão almoçar em casa. --- trocou a peça de roupa rapidamente. O quarto não era grande e por isso parecia apertado por causa das malas. Mas o espaço era bem planejado com uma cama no meio do quarto, uma tv em cima de uma pequena cômoda, em um dos cantos ficava um armário embutido o qual ela usaria para pendurar algumas peças de roupa já que Arizona odiava deixar suas roupas dentro da mala e ainda tinha um banheiro. — Gostou do quarto? A cama não é tão grande como a de um hotel ou na nossa... mas me parece ser macia.

— Amor, nós já dormimos em casa menor que essa. --- sua mulher respondeu apontando o controle para a tv ao mesmo tempo que fazia uma careta. Arizona odiava a tv mexicana. Certamente ligaria o notebook a tv para que pudesse assistir algum filme. — Já dormimos na mesma maca de hospital e em uma cama de solteiro lá em Nova York quando fui buscar Sofia.

— Isso parece que foi ontem. Como o tempo passa rápido! --- caminhou, nostálgica, até a cama e sentou ao lado de Arizona, beijando sua face.

— Hey, mulher distraída. Olhe para mim! --- após Arizona atrair sua atenção, levou uma das mãos até seu rosto embrenhando quatro dedos por entre seus fios negros enquanto com o indicador fazia leves carinhos circulares por sua bochecha. — Acho que eu nunca vou conseguir lhe agradecer o suficiente... Eu amo tanto você, sabia? --- Callie não podia ver seu próprio rosto, mas sabia que naquele instante seus olhos brilhavam em lágrimas.

— Você não tem que agradecer nada. É o amor da minha vida, minha esposa, amiga e mãe das minhas filhas. Eu farei qualquer coisa por você, Ari. --- confessou com urgência, juntando os lábios em um beijo apaixonado. Quando pensou que sua mulher deveria estar precisando de ar, tentou erguer o tronco, mas a mão firme em sua nuca não a deixou que fizesse. Separam os lábios aos poucos, relutantes. — Eu te amo! Muito... muito...muito... --- depositou selinhos em seus lábios risonhos nas três vezes que pronunciou a palavra ‘’muito’’ e Arizona ria de sua demonstração de carinho.

— Então... É hoje que começa seu serviço sendo a minha enfermeira particular? --- Callie riu de tamanha façanha se afastando um pouco.

Não se preocupe, ninguém será tão bem cuidada como você será por mim. --- fingiu uma voz pomposa ao comunicar, vendo simplesmente os olhos azuis mirarem os seus castanhos sem dizer absolutamente nada. Tocou delicadamente a ponta de seu dedo indicador sobre o arranhão em sua testa. Seu rosto estava menos inchado, principalmente o corte perto de seus lábios. — Precisa de alguma coisa? Já está com fome? Posso lhe trazer alguma coisa enquanto o almoço não sai. --- demonstrou sua total disposição a Arizona.

No momento só de você! --- Callie sorriu com a resposta de sua mulher, e deitou ao seu lado e Arizona espalmou a mão com a aliança sobre seu peito, enquanto os lábios latinos repousaram sobre a lateral do rosto da loira. — Acha que passaremos bem essa semana estando aqui? --- a latina apenas balançou a cabeça, confirmando. Estava de olhos fechados, absorvendo o cheiro que emanava dos cabelos de Arizona. Distraída demais para se concentrar o suficiente em qualquer outra coisa e usar sua fala.

— Ari, tire minha mãe da sua mente. Descanse, você está bem... eu pensei que tinha lhe perdido, mas você está inteira para nossa família. Descanse, e deixe todo o susto e dor irem embora primeiro. Porém caso não consiga, é só me chamar que eu faço o impossível para livrar vocês dela. --- Callie queria poder abraçar fortemente sua mulher e a tomar como desejava.

— Qualquer coisa? --- Arizona arqueou uma sobrancelha, levemente interessada. — Calliope, você nunca perde a oportunidade de tentar me seduzir com palavras de duplo sentido. --- a latina deu de ombros e riram em uníssono, maliciosamente. Callie levantou e decidiu que seria melhor deixar a esposa torar um cochilo enquanto as filhas não chegavam. Dormir em paz um pouco, lhe faria muito bem.

— Pensei que já estivesse acostumada com as minhas tiradas. Eu nunca perco uma oportunidade, meu amor. --- calçou seu par de chinelos e disse que voltaria para chama-la assim que as filhas chegassem.

 

 

 

Callie sentou na cadeira e apoiou os cotovelos em cima da ilha da cozinha. Gostava de conversar com Maitê, a mais velha trabalhava na casa dos seus pais desde a juventude. Seu trabalho era na cozinha e o fazia excelente. Já tinha avisado aos seus amigos que chegaram bem e ainda tinha que ligar para o hospital de Medina, pois não iria comparecer no próximo fim de semana. Logo o almoço estava pronto e foi quando ouviu as vozes animadas de Francine e Sofia adentrando a casa.

 

— Mãe! --- sua filha mais velha lhe abraçou apertado. Beijou a face da adolescente que estava com as bochechas coradas devido ao sol. — Vocês demoraram tanto... cadê a mamãe?

— Está dormindo no quarto aqui embaixo, ela estava cansada e... --- não terminou sua frase, pois Sofia saiu em disparada para fora da cozinha fazendo Maitê sorrir. — Eu iria falar para não acordá-la agora, mas não deu tempo. --- maneou a cabeça para a mais velha que sorria pelo jeito de Sofia.

— E olha só quem chegou, meninas! --- Francine apareceu de mãos dadas com as gêmeas que abriram um lindo sorriso de poucos dentes para ela.

— Mama! --- teve que agachar para recebe-las em seus braços. As tirou do chão não parando um segundo se quer de beijar ambas as bochechas.

Quanta saudade eu estava das minhas princesas... --- as sentou em cima da ilha da cozinha. — Vocês cresceram nesses últimos dias? --- questionou-as. As duas só sorriam sem entender do que ela falava. — Pois eu acho que sim... --- beijou o vão do pescoço das duas, e só fez aquilo porque sabiam que as duas sentiam cócegas. As risadas que tanto sentiu saudade, estava ali presente.

Adê mommy? --- Laura perguntou com os olhinhos azuis ansiosos.

— Mommy está dormindo, quer dizer... já deve estar acordada porque a apressada na sua irmã já deve estar fazendo uma entrevista completa com ela. --- as duas estavam lindas com vestidinhos brancos e nos pés Laura estava com uma sandália rosa com uma florzinha delicada da mesma cor bem em cima e Alice usava uma sapatilha dourada.

Elas estão com fome, principalmente Laura que não parou de falar nenhum minuto no carro ‘’Papá Fán’’. --- a babá entregou para as duas, seus copinhos infantis com água. — Bebam, correram a beça na areia.

— Cozinhei os legumes que você pediu, estão separados na panela. --- Maitê disse para Francine apontando a panela com legumes.

Ah, muito obrigada. Elas amam caldo feijão com legumes amassados e frango desfiado. --- a babá se prontificou em dar andamento para o prato de suas filhas. Quando elas acabaram de beber água, entregou os copos e as tirou de cima da ilha carregando as duas para fora da cozinha. Era hora de rever Arizona, sabia que sua esposa estava morrendo de saudade daquelas pimentinhas.

 

 

 

Arizona Robbins

 

 

Feliz por ser acordada por sua filha mais velha com muitos beijos e abraços, agora de pé caminhava abraçada com a filha para fora do quarto. Sofia tinha feito mil perguntas como se fosse uma entrevista: Mãe, você está bem? Mas o que aconteceu? Por que ninguém me disse nada? Sente alguma dor? Até quando ficará de repouso? Ao avistar suas pequenas no colo de Callie, abriu um grande sorriso e sua mulher as colocou no chão para que corressem em sua direção gritando ‘’mommy’’. Estava se sentindo forte novamente ao ter suas três filhas com ela, porque elas eram uma das provas de que sempre teria pelo o que lutar.

 

Eu estava morrendo de saudade de vocês. --- mesmo sob ordens médicas de que não deveria efetuar grandes esforços, não hesitou em ajoelhar-se e receber suas bebês em seus braços. Ficaram abraçadas o suficiente para que ela conseguisse erguê-las no ar por alguns segundos, fazendo com que as duas começassem a rir quando as encheu de beijos no pescoço.

 

Ao coloca-las no chão, depois de tanto Callie reclamar, olhou para Sofia que não conseguia ficar parada devido sua empolgação. A filha mais velha segurou as mãos das irmãs e fechou uma roda de dança fazendo com que as pequenas gargalhassem, animadas. Arizona bem que tentou, mas lágrimas estúpidas estavam em seus olhos e era impossível controlar, e ela sabia que não precisava.

 

— Mommy! --- Alice parou de dançar e ergueu os braços para que a pegasse no colo. O olhar que sua filha lhe lançava era tão seguro e feliz, mas quando pensou em pegá-la no colo Callie a impediu segurando seu cotovelo.

Hey, bebê. Vem com a mama! A mommy não pode ficar pegando peso. --- a morena disse depositando um beijo no rosto de Alice. No mesmo momento, a filha lhe encarou imóvel e esticou os bracinhos mais uma vez e balançava as perninhas para se livrar dos braços de Callie. — Oh, não... Sem pirraça bebê. A mommy pode te pegar quando estiver sentada. --- aquilo pareceu desagradar a filha que entrou em um choro desesperado.

— A mamãe já vai sentar e você poderá vir no meu colo, princesa. --- era gratificante receber tamanha demonstração de saudade de um serzinho tão pequeno. Das três filhas, Alice era a extremamente carinhosa e por ela ficava horas ganhando mimos de suas mães.

 

 

Foram para a sala de estar, e logo Francine trouxe os pratos de comida de Laura e Alice, que não perdeu tempo sentando em seu colo recebendo as colheradas na boca que a babá lhe dava. Callie se ocupou em alimentar Laura, duas colheradas para ela mesma e uma para a filha. Por isso sempre a deixava longe dos alimentos de suas filhas, já que sua mulher sempre comia a metade.

Durante aquele tempo, Sofia contou como fora seu final de semana na casa de suas amigas até Lexie contar o que havia acontecido. Os pais de Callie chegaram, e para a alegria de seu sogro as netas ficaram muito animadas por rever o avô. Depois de muitas brigas e discussões, o relacionamento de Sofia com Lúcia não era o mesmo, não tinha como esconder muitas coisas de uma adolescente de quinze anos extremamente esperta. Mas a filha respeitava a avó, mas podia notar um pouco do afastamento na relação das duas.

 

— O almoço será servido! --- Maitê avisou entrando na sala e todos foram para a mesa para que pudessem se servir.

 

Arizona tinha plena consciência de que Maitê era uma grande fã de Callie já que tudo o que a latina gostava estava na mesa. Sua mulher estava se esbaldando junto a sua filha. Já ela preferiu limitar-se aos tacos com recheio de carne moída.

 

Seu pai me contou que você está aprendendo a dirigir, estou muito feliz e orgulhoso da minha neta mais velha. --- Carlos disse sentado a cabeceira da mesa, e ao seu lado esquerdo estava Sofia.

— Eu não sei muita coisa, mas não vejo a hora de tirar minha licença e sair pela cidade. --- Sofia largou sua Quesadila de carne seca para responder seu avô.

— Vai sonhando... --- Callie murmurou olhando para seu pai e filha.

— Mãe... não quebra meu barato, poxa. --- Sofia repreendeu a mãe. Callie odiava qualquer tipo de assunto que a fizesse enxergar que Sofia não era mais uma criança.

— Eu e seu avô Daniel conversamos com seu pai e ficará por nossa conta seu presente de dezesseis anos. --- aquilo foi uma surpresa para todos, principalmente para Sofia que levantou da mesa indo beijar seu avô.

— É sério isso? Que máximo, eu vou ganhar um carro! --- aplaudiu, animada.

Eu ainda não autorizei o presente, então contenha-se. --- sua mulher apontou, fazendo o sorriso de Sofia morrer.

Mãe, a senhora quer deixar de ser chata? --- a adolescente voltou a sentar-se em seu lugar. — Mamãe... --- Sofia a olhou como se pedisse ajuda, não queria recusar o presente caso Callie a barrasse.

— Sua mãe não gosta do que o carro significa... independência. --- explicou para a filha que bufou voltando sua atenção para seu prato de comida. Às vezes parecia que ela e Calliope estavam disputando quem comia mais. Não era possível porque em casa não comiam tanto assim.

— E a faculdade, Sofia? Ainda com a mesma ideia do que cursar ou já mudou? --- Lúcia que se mantinha na dela desde que chegou em casa, perguntou.

Oh sim... eu farei direito e começarei minhas atividades extras curriculares no próximo mês. Isso irá me ajudar muito mais a frente.

— É só uma pena que você não tenha escolhido nenhuma faculdade por aqui... --- até parece que ela iria deixar alguma de suas filhas morando perto de você, vaca. Arizona pensou e sorriu consigo mesma.

— Quando mudamos para Nova Iorque e eu passei a visitar mais a Capital por causa dos meus avós, conheci muitos lugares lindos. Até que há mais ou menos três atrás meu avô me levou para conhecer o Campus da George Washington University Law School porque eu já tinha me interessado com o curso, então tudo pareceu tão mágico e me vi estudando naquele lugar. --- Arizona gostava de saber e ouvir os planos que Sofia tinha para seu futuro. Era bom vê-la sonhar e lutar para realizar o que desejava.

Por nós não mudamos de assunto? Ainda falta muito tempo até que você possa ir para a faculdade. --- ela estava esperando por aquele momento o qual Callie cortaria o assunto. Sorriu ao lado de sua esposa, colocando uma das mãos em sua coxa.

Sinto lhe informar minha filha, mas assim como você e Carla que saíram de casa para cursar a faculdade, Sofia também ganhará asas e voar. --- Carlos falou para a filha que não estava com um semblante agradável, aquilo realmente a incomodava e Calliope teria que aceitar primeiro para depois trabalhar interiormente o fato de que sua filha já estava perto de se formar e ir para a faculdade em uma outra cidade.

— Não adianta, Carlos. Caliope ainda está fechada para o assunto: minha filha está crescendo e sairá de casa... daqui há dois anos? --- arregalou os olhos fingindo surpresa, o que fez Sofia e Fran que estava ao seu lado gargalharem.

— Arizona, para! --- a mãe que estava na coxa da latina ganhou um aperto, e ela repeliu antes que Callie a beliscasse.

 

 

Callie e Sofia foram ao mercado após o almoço. Seu sogro saiu dizendo que passaria em sua empresa e Lúcia ela não fazia questão de saber onde se encontrava. Ela e Francine estavam no jardim aproveitando a tarde e sentaram debaixo de uma área coberta que continha poltronas feitas para ficarem na área externa. Não podia negar que os pais de Callie tinham uma bela casa.

 

— A boia, mommy! A boia! --- Laura dizia animadamente enquanto dava passinhos apressados na direção em que a mine bola de futebol corria de um lado para o outro no recinto, enquanto ela ria ao perceber que a mesma se movia quanto ela tentava segurá-la. Assisti-a em silêncio, sorrindo apenas quando o rosto da bebê se virava na direção do dela.

— Eu não me conformo com a velocidade em que elas crescem. --- disse olhando agora para Alice que preferia brincar sentada a grama junto com seus brinquedos em volta. A pilha das duas acabaria em pouco tempo, mas como a casa ainda era um ambiente desconhecido para ambas, estavam relutantes sobre a soneca da tarde.

Demais... quando eu cheguei elas eram duas bochechudas pequenas. Agora me chamam de ‘’Fan’’ e saem correndo por aí. --- sorriram. Agora, Laura pegava a bola e com força jogava para cima. Não sabia o que se passava na cabecinha de sua bebê, mas aquela brincadeira parecia ser bem divertida já que não parava de rir.

O voo foi tranquilo? Callie me mostrou a foto das três no aeroporto. --- virou para a babá que como ela também olhava para suas gêmeas.

Eu pensei que ia ser difícil, pois não era a noite e por isso não iriam ter sono. --- entortou os lábios e se desviou quando a bola jogada por Laura veio em sua direção. A criança gargalhou pelo susto que sua babá levou e pediu para que Francine jogasse para o alto também. — Mas Sofia colocou desenho para elas verem, então Laura dormiu por umas duas horas e Alice menos que isso. Mas não choraram. --- disse depois de jogar a bola para sua filha que saiu correndo com os pés descalços.

— Para você ver né? Fazem tudo diferente longe de mim e da Callie. E eu morrendo de preocupação... --- soou um pouco indignada. Com ela fora de casa às crianças sempre faziam tudo diferente.

Mas Lexie disse que no dia que a Callie veio para cá, foi bem difícil porque elas não pararam de chamar por vocês. ---- Francine relatou levantando para apartar as duas que começavam a lutar pela bola. Alice desistiu ficando com seu ursinho na mão e a babá a pegou no colo escutando o resmungar da bebê. — Eu pensei que vocês não viessem ficar aqui, ainda lembro de você e sabe quem... brigando em Cancún. --- sentou novamente ao seu lado e Alice jogou o corpo em sua direção. A colocou sentada em cima de suas coxas e tirou os fios loiros que estavam na frente de seus olhos.

— Eu também pensei que não... mas por Callie eu faço qualquer coisa, e se ela acha que eu tenho que ficar aqui antes de ir para casa, ficarei por ela. --- beijou a ponta do nariz da filha que coçou os olhos indicando que sua pilha já estava acabando. Aquilo era um bom sinal.

— Eu admiro muito a relação de vocês duas. --- Francine declarou com sinceridade. Ficaram alguns minutos em silêncio até a tagarela e curiosa babá voltar a falar. — Hein... ela é estranha, quase não fala. --- teve que rir quando a mulher apontou para dentro indicando que estava falando sobre Lúcia.

Não tente entender Francine. É perda de tempo. --- avisou.

— Ela só falou com a Sofia e era como se eu, Laura e Alice não tivéssemos lá dentro. --- concordou. A mãe de Callie se quer deu atenção para as duas menores, mas como elas não lembravam da figura da mulher, limitaram-se em apenas abraçarem o avô.

— Agradeça por isso, em cobra não devemos confiar... --- Arizona sussurrou e elas riram com vontade.

 

 

Sua esposa e filha não demoraram a voltar do mercado. Acompanhou a mulher até a cozinha que levava as sacolas de compras. As filhas ficaram no quintal e a babá disse que ia aproveitar para dar banho nelas ali mesmo perto da piscina aonde tinha um chuveirão. Seria divertido. Tinha pedido para que Callie comprasse algumas coisas para passar a semana, comidas que elas eram acostumadas a comer em casa.

 

— Não achei o biscoito que Laura e Alice gostam, mas acho que vão gostar desse. É ao leite e eu comia quando era criança, é macio para mastigar. --- Callie entregou a embalagem para ela, as meninas gostavam de comer durante a tarde ou de manhã.

— Vejo que trouxe bastante besteira, né dra. Torres? --- olhou para a embalagem de chocolate, leite moça, pipoca, bala fini. — Amor, você parece uma criança.

Eu e Sofia faremos brigadeiro durante a semana, veremos filme... então precisamos disso tudo. --- defendeu-se abrindo uma das portas do armário da cozinha. — Colocarei aqui nesse canto as nossas coisas, Maitê separou esse espaço. Suas verduras, frutas e legumes estarão na geladeira. --- avisou. — Você poderia pegar algumas coisas que tem aqui na horta.

Muito obrigada, mas comerei as coisas que comprou. Já estou na casa dos seus pais, estamos em seis e não quero problemas. --- não iria ficar pegando as coisas de Lúcia, estava fugindo de piadinhas. Sua recuperação e bem-estar viriam em primeiro lugar, por isso estava fugindo de qualquer estresse.

— Está tudo aqui: cereal, pó de chocolate, leite, pacotes de biscoito, chá... --- Callie acabou de arrumar os alimentos e fechou a porta do armário. — Só não trouxe café, pois era desnecessário. Porém trouxe danone, uma garrafa de refrigerante, frango congelado... e tudo estará aqui. --- abriu a geladeira e Arizona ficará focou o lugar certo dos alimentos. — Está feliz agora? Cozinharei para você mais tarde, sei que está cheia da nossa comida. --- referiu-se a comida Mexicana.

Estou desde a semana passada comendo pimenta, não aguento mais. --- sorriu. — Teve apenas dois dias que fomos em um restaurante italiano que pude fugir um pouco. --- sentiu Callie depositar beijos cálidos e afáveis em seus ombros.

— Ainda bem que sua enfermeira particular está aqui para servi-la, senhora. --- a latina repousou as mãos nos ombros da loira, virando-a em sua direção. Callie escovou os fios loiros com os dedos, trocaram um olhar que sozinho serviu de comando para seus instintos.

 

Os lábios de Arizona foram recebidos pelos de Callie, famintos. A língua da mulher dominou a sua em um contato estimulante a envolvendo por completo em sua volúpia que fluía através do beijo. Desencostaram os lábios lentamente e sorriram, dando um último selo antes que alguém chegasse as flagrassem ali.

 

Quando chegaram na área externa, avistaram Sofia, Laura e Alice se divertindo no chuveirão. Francine tentava controlar as menores que sempre fugiam e corriam peladas pela grama. Callie teve que ajudar a babá pegando Laura para ensaboar-se enquanto Francine pegava Alice. Após o banho entraram, Sofia colocou um filme infantil na sala de tv para ver com as irmãs que não demoraram a ficar sonolentas e foram para o quarto sendo levadas pela babá.

 

Tv liberada! Graças a Deus... --- Sofia suspirou comemorando com Callie. — Posso escolher o filme? --- perguntou passando por alguns filmes de sua lista.

Escolhe, vou na cozinha pegar um pedaço de bolo. --- a morena avisou enquanto ela estava distraída respondendo algumas mensagens e e-mails em seu celular. — Ari, quer alguma coisa?

— Não... acho que vou deitar um pouco. --- estava confortável naquele enorme sofá, mas sentia que precisava tirar cochilo. Devia ser os medicamentos...

— Okay, vai dormir... mais tarde eu lhe acordo. --- fechou os olhos e apreciou a sensação dos lábios da mulher nos seus antes de sair da sair da sala de tv.

 

 

No começo da noite, Sofia lhe acordou e enquanto tomava banho a filha não para de falar. Mark tinha ligado, o pai de sua filha tinha ido até a escola e explicado que a adolescente ficaria ausente durante aquela semana. Os professores mandariam os trabalhos para serem feitos por e-mail, ideia que a filha não gostou. Por ela, ficaria de férias por uma semana de pernas para o ar.

 

Eu acho justo já que todos os seus amigos estão estudando. Você não está em período de férias, filha. --- declarou e Sofia que estava escorada na porta do banheiro rolou os olhos.

Mas eu não trouxe todo o meu material, apenas um caderno e estojo porque Zola disse que iria me passar algumas coisas. --- continuou reclamando enquanto mexia em seu celular.

— A internet existe para isso, deixe de preguiça e pesquise. --- desligou o chuveiro e abriu o boxe pegando sua toalha para secar-se.

Tudo bem... vejo que não terei outro jeito. --- suspirou, guardando o celular no bolso de seu short. — Minha tia disse que virá amanhã de manhã, hoje ela chegou cansada em casa.

— Sua mãe não deve estar feliz com isso.... --- sorriu. Callie sentia falta de Carla, tinham um jeito excêntrico de se tratarem, mas se amavam.

 

 

A comida de Callie estava excelente. Filé de frango grelhado com purê de batata e salada fresca close-up. Ah, agora sim estava bem alimentada. O jantar foi tranquilo, Carlos convidou a neta para visitar sua empresa durante a manhã seguinte e voltariam para casa na hora do almoço. Sofia, aceitou o convite animada. Só tinha visto Lúcia na hora do almoço e agora no jantar, e era melhor do jeito que estava. Callie tinha razão, a casa era grande o suficiente para não se cruzarem.

 

Já estava impaciente com a sua demora. --- exclamou para a esposa que soltou um risinho fechando a porta.

— Coloquei Alice para dormir na cama com Francine e Laura com Sofia. --- a mulher ia falando enquanto abria sua mala para pegar uma roupa para dormir. — Não precisa das duas na cama com Fran, fica apertado e lá no meu quarto antigo tem uma cama de casal só para a folgada da Sofia.

— Ela deve está muito feliz de estar dividindo a cama com uma das irmãs. --- sorriram. Olhou para sua mulher agachada e perdida em sua própria bagunça. No dia seguinte faria ela arrumar tudinho. — Principalmente quando Laura acordar mais cedo que ela dizendo que está com fome.

— Eu devia colocar uma câmera lá em cima, só para ver o semblante aborrecido da pequena Sloan. --- a latina riu, maquiavélica. Pegou seu pijama e foi até o banheiro fazer sua higiene.

 

Callie não demorou para voltar, deitou-se ao seu lado e grudou os lábios na pele quente de seu pescoço. Com uma das mãos alisou seu rosto, no entanto inocente era apenas os movimentos dos dedos em seu rosto, porque a forma que beijava e mordiscava o vão se seu pescoço era tudo, menos inocente.

 

Calliope... --- arfou, em um ímpeto conseguiu se livrar do ataque em seu pescoço. — Você disse que ia se comportar. --- a repreendeu.

Eu sei... --- a mulher disse com uma voz sofrida. O barulho do toque do celular, as fizeram sair do transe, Callie se esticou e entregou o aparelho para ela dizendo que era Bárbara.

 

Ligação on:

 

Arizona: Oi, mãe! Estamos no viva voz.

Barbara: Como vocês passaram o dia? Callie, não deixe Arizona fazer esforço. --- pediu.

Callie: Estou no pé dela... a senhora não precisa se preocupar. Ela está tomando o remédio direitinho e se alimentando também.

Barbara: Espero que vocês duas também tenham juízo. Vão ter que ficar por um tempo sem transar.

Arizona: Mamãe! --- Arizona ergueu o tronco junto com Callie. Podia sentir suas bochechas arderem.

Callie: Meu Deus! --- começou a rir descontroladamente.

Arizona: Mamãe, a senhora está me envergonhando. --- não podia acreditar no que sua mãe tinha falado.

Barbara: envergonhando? Você fala como se eu não soubesse que você e Callie transam. Faça me o favor, vocês...

Arizona: Calliope está engasgada de tanto rir. Não acredito que a senhora falou isso para nós duas. --- dava batidinhas nas costas da esposa que tossia e ria ao mesmo tempo.

Barbara: Só falei porque conheço a filha que tenho.

Arizona: Irei desligar, já está tarde e precisamos dormir. Tenha uma Boa noite. --- não conseguiria levar uma conversa adiante depois daquela pérola.

Bárbara: Para você também, e juízo meninas.

 

Ligação off

 

 

Após um tempo, Callie conseguiu se acalmar. Teve que beber um pouco de água e se concentrar na respiração. A latina estava com o rosto vermelho e secava as lágrimas que caíram de seus olhos. Só sua mãe mesmo para soltar uma coisa daquela tarde da noite.

 

— É sério Ari, eu já sabia que tinha a melhor sogra do mundo. Mas acabei de comprovar isso agora. --- apagou as luzes do quarto e deitou-se novamente.

— Pelo menos ela lhe repreendeu ao que você queria minutos atrás... --- jogou dando um selo de boa noite em Callie e ajeitou o travesseiro em sua cabeça. O ruim era achar uma posição confortável para dormir.

— Serão dias longos e difíceis para mim... --- a latina parecia falar mais para si mesma que para ela. — Boa noite, Ari. Amo você! --- declarou virando para o lado e cobrindo a cabeça. Era um jeito estranho que ela gostava de dormir.

Tenha bons sonhos, Calliope. E eu também amo você! --- fechou os olhos, suspirou e não demorou muito até ir para o mundo dos sonhos.

 

 

 

 



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