História I still love you - Capítulo 73


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Mark Sloan
Tags Calzona, Grey's Anatomy
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Palavras 5.919
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii, galerinha!! Mil desculpas pelo atraso. Final do ano chegando e as coisas andam muito corridas e acabam atrapalhando para eu ter tempo de escrever. Mas fico feliz de estar de volta aqui para atualizar mais um cap. para vocês.
Obrigada pela paciência e carinho.
Tenham uma boa leitura e não e comentem para falar o que acharam, sim? ♥
um beijo e até a próxima.

Capítulo 73 - Que festa é essa na minha cama?


Callie

 

 

Querer e não poder dói. Sonhar e não realizar dói. Planejar e não acontecer dói. Tudo isso fere, corta, sangra. E não dá para gente se debater e sair chorando feito criança pequena, pois grandes já somos. É preciso encarar, secar a lágrima no canto do rosto, seguir em frente. Gente grande segue em frente. E isso também dói. Dói saber que você é uma página virada ou arrancada. Dói saber que tudo, tudo mesmo virou nada. Mas o bom da vida é justamente saber que uma nova página sempre nos espera. Ainda bem!

 

Callie acordou no dia seguinte meio desorientada, sua cabeça doía um pouco e o quarto encontrava-se todo escuro. O outro lado da cama estava vazio e certamente Arizona já devia estar no trabalho. Falar em trabalho, ela dar um pulo quando percebe que não tinha ido trabalhar. Levanta da cama mesmo sem vontade e vai para o banheiro, e ao ligar a luz sua vista dói pelo incômodo da claridade, percebe um bilhete colado no espelho e o arranca para lê-lo ‘’ Amor, Bom dia ou boa tarde porque eu não sei que horas você irá acordar. Mas fica tranquila que eu liguei para o Richard e expliquei toda a situação e ele te liberou por três dias e nada mais que isso. Não te acordei porque você demorou muito para dormir noite passada e se remexeu a noite inteira. Por favor, não se esqueça de se alimentar, okay? Quando eu tiver tempo eu ligarei para você. Amo você’’! Ao acabar de ler o pequeno recado sorrir pelo coração desenhado no final das palavras e só vai verificar as horas quando toma um banho de cabeça para ver se melhorava um pouco. Era exatamente onze e quinze da manhã e se ela tomasse café, não almoçaria. Não estava com vontade de fazer nada, portanto iria pedir alguma comida em um restaurante por ali por perto.

 

Ao chegar na cozinha, flashes da noite passada invadem sua mente. Ela quebrando muitos copos depois de saber que não estava grávida, do semblante de dor de Arizona a vendo destruir quase tudo, das palavras sussurradas por ela que sempre estaria ao seu lado para o que der vier, do seu cuidado, de Mark adentrando o seu quarto desesperado e tomando nos braços como se ela fosse uma criança indefesa, do seu melhor amigo dizendo que nunca iria sair do lado dela, de Arizona retornando para o quarto quando Mark foi embora a informando que sua melhor amiga chegaria o mais rápido que conseguisse.

 

Respirando fundo, ela liga para o restaurante fazendo seu pedido e logo em seguida vai para a sala onde liga a tv até achar um canal de culinária que amava. Okay, ela precisava fazer alguma coisa senão iria surtar, pelo menos entrando em cirurgia ela iria se distrair e ficar em casa era sinal que ela iria ficar pensando, e pensar não era algo bom para ela no momento. Na verdade, esquecer e seguir em frente era melhor do que ficar se lamentando por algo que não deu certo. Sua vontade era sair para beber, mas sabia que se fizesse isso, as consequências de seus atos seriam ruins para seu relacionamento com Arizona. A mulher tinha dado o seu melhor para ela na noite passada, não falou nada a respeito, a deixou ter o momento dela como a mesma pediu e só a ouviu chorar. Não queria preocupar sua mulher, assim o melhor jeito era ficar em casa ou sair para correr no parque, e isso ela faria depois que se alimentasse. Precisava esvaziar sua mente.

 

Enquanto corria sua mente vagava para o dia da descoberta que Arizona estava grávida de gêmeos. Gêmeos... aquela palavra carrega um misto de sensações, tanto de felicidade tanto de desespero. Será que elas dariam conta? Às vezes as pessoas querem tudo no seu tempo determinado, mas esquece que sempre tem o tempo certo e se ela não conseguiu ainda realizar o desejo e o sonho de mais uma vez conceber uma criança, pediria a Arizona um tempo consigo mesma para colocar seus pensamentos, sentimentos e temores em ordem até que estivesse pronta novamente para fazer novamente outro procedimento. Talvez aquele tempo servisse para ela focar mais em Arizona e nos bebês que estavam por vir e quem sabe avançar mais com sua experiência e experimentos no hospital e conseguir a chefia de seu setor? Tinha tantas coisas ainda para viver e ela não desmoronaria porque uma porta foi fechada, pois sempre aprendeu com seu pai que se não deu certo na primeira vez era porque grandes coisas estavam por vir e ela deveria tirar uma lição de vida após cada problema enfrentado.

 

Encontrava-se esgotada quando retornou para casa e quando passou pela sala levou um susto ao encontrar Sofia sentada no sofá ainda de uniforme da escola e com sua mochila ao lado. Perguntou o que a menina fazia em casa tão cedo já que depois da escola nas segundas e quartas feiras, ela iria direto para o curso de Francês antes de ir para casa. Sua filha informa que Arizona tinha contado por alto o que tinha acontecido e ela não queria deixa-la sozinha em casa sem companhia, tinha voltado para ficar com ela e não adiantaria brigar, pois Arizona tinha liberado aquele dia. Mesmo contrariada, aceitou de bom grado a companhia da filha junto com um abraço apertado e a menina a informou que teriam uma tarde divertida com pipoca e brigadeiro.

 

Sofia tinha preparado tudo para a mãe e não a deixou ajudar em nada na cozinha. Só pediu para pensar em algum filme inédito de sua lista ou algum repetido que as duas gostavam de ver juntas. Depois de tudo preparado foram para o quarto de casal e a menina brincou dizendo que sua mãe não iria gostar nada de ver comida em sua cama e que elas nem ao menos tinham levado uma bandeja para proteger o lençol. Callie sorria olhando para a filha sabendo que a adolescente poderia estar fazendo suas coisas, mas tinha se prontificado em passar aquele tempo com ela. Sofia poderia ter seus momentos de birra, mas era cuidadosa e sempre protegia quem ela realmente amava.

 

 

mãe é para ver o filme e não para ficar no celular, poxa. – Sofia reclama para a morena que não para de digitar em seu celular.

— reclama com a sua mãe. É a terceira mensagem do dia perguntando se eu estou bem, se eu comi alguma coisa. Pior, ela manda o subordinado fazer isso porque ela está em cirurgia. – sorrir respondendo as inúmeras perguntas que Arizona mandava alguém digitar por ela.

— ela está cuidando de você. – a menina sorrir quando a mãe coloca o celular de lado.

— mas vai eu fazer isso com ela. – constata, e volta a prestar atenção no filme de comédia romântica que tinham escolhido juntas.

 

 

Quando o filme finalmente acabou, ficaram na cama jogando conversa fora. Uma das melhores coisas que Callie gostava era conversar abertamente com Sofia e devido a sua criação e modo de viver e ver as coisas, isso nunca tinha sido um problema para elas e nem para Arizona. O único desafio da filha se abrir mais era com o pai, mas Mark apesar de fingir ser durão era um pai babão e manteiga derretida toda vida. Era só olhar seus filhos em suas apresentações escolares que Sloan se desmontava e claro, Callie não deixava nada passar em branco.

 

 

e ai? Conta para a mama aqui, você tem gostado de alguém? – vira-se de lado apoiando a cabeça com um dos braços que estava apoiado no colchão.

— por que essa curiosidade toda dra. Torres? – o sorriso que Sofia lhe lança é sacana e Callie arqueia uma de suas sobrancelhas.

quando morávamos em outra cidade você me contava mais sobre sua vida amorosa. – desde que voltara a morar em Seattle, sentia que a filha se abria menos para ela e não queria que a filha perdesse a confiança de lhe contar sobre qualquer coisa.

— mãe, eu tenho quatorze anos. Eu não tenho vida amorosa e também não gosto de ninguém. – Sofia faz uma cara de ‘’o que você está falando’’? e ela estranha.

— você tem certeza? – insiste e a filha balança a cabeça em afirmação.

— eu mal entrei na adolescência e para que ficar presa em alguém? – fala como se fosse óbvio com um semblante típico do seu pai quando explicava alguma coisa. — eu quero mais é curtir e não me prender a ninguém. Em algumas festinhas eu saí com algumas pessoas e foi só isso. Depois cada um para um canto. – constata.

— okay, você não era assim. – pondera. — Com quem você tem andado na escola Sofia? – semicerra o olhar para a menina que franze a testa.

mãe para de graça, você sabe que eu ando sempre com as mesmas pessoas. – revira os olhos achando graça do questionamento da mais velha.

— meu Deus, que você não tenha o genes do seu pai, que você não tenha o genes do seu pai... – repete em lamentação para si mesma.

mãe!! – a adolescente gargalha. — você mesma diz que eu tenho que aproveitar essa fase e curtir muito os meus amigos. É o que eu estou fazendo. – as palavras sinceras da filha faz Callie observar o quão rápido o tempo estava passando. — eu sinto falta das minhas duas amigas lá de Nova York, nos falamos quase todos os dias, mas aqui estão as pessoas que eu comecei a estudar junto desde a pré-escola. É muito divertido, nós aprontamos tanto... você mal sabe. – sorrir como se lembrasse de alguns acontecimentos.

Sofia! – a repreende. Não queria que a filha entrasse em nenhuma encrenca na escola.

— nada que envolva álcool ou drogas dra. Torres. – tenta tranquilizar sua mãe que estava com o semblante fechado. — Mas essa semana tinha uma aula super chata de sociologia, e aí eu e mais duas amigas ficamos no ginásio enquanto a aula rolava, e do nada a inspetora nos avistou e meio que ficou desconfiada que não éramos da turma da ed. Física daquele horário. Quando ela virou de costas, pegamos nossas mochilas e corremos para o banheiro. Tão bom viver perigosamente. – confessa sem vergonha, e logo depois suspira em alívio por não ter sido pega e levada para a diretoria.

— você matou aula para ficar no ginásio da escola sem fazer nada? Sofia, isso é errado. – fala sério com a menina que parece não se importar.

— ah mãe, como se você nunca tivesse feito algo do tipo. – apura. Odiava ter que ficar se explicando, mesmo que estivesse errada. — a aula era realmente chata e se eu dormisse seria pior. Zola é uma nerde medrosa que não gosta de me acompanhar nessas coisas, e pelo menos eu copiei a matéria dela. – esclarece como se aquilo fosse amenizar a situação.

se eu for chamada na diretoria porque você está matando aula ou que você esteja aprontando na escola... olha... – avisa fechando os olhos dissipando esses pensamentos da mente.

— eu não vou ser pega, e esse é o nosso segredo. – leva o polegar aos lábios da mãe sorrindo travessa. — nada de contar para a mamãe porque é capaz dela fazer uma relação de prós e contras sobre o meu comportamento. – debocha sabendo como sua mãe era.

— garota você não vale nada. – aperta a cintura da filha dando uma leve cosquinha e a menina se contorce na cama sorrindo. — e que bom que Zola não te segue em tudo porque o dia do azar sempre chega. – avisa com um sorriso maligno nos lábios.

você está jogando praga para cima da própria filha? Que absurdo! – senta na cama cruzando os braços com uma cara indignada.

só estou avisando. Fique atenta porque um dia minha filha, a casa cai e segura a dra. Robbins em cima de você. – cantarola as palavras e escutam a campainha tocar. Estranham, pois ninguém tinha ligado avisando que iria para lá e quando Sofia desce para atender, Callie avisa para olhar pelo olho mágico antes de abrir a porta.

 

 

Passar um tempo jogando conversa fora com sua filha era tão bom. As vezes ela não conseguia enxergar o quão rápido sua filha estava crescendo. Já estava uma moça com seus quatorze anos e dizendo na sua frente que não tinha idade para se prender a ninguém. Bom, por um lado era bom porque não precisava se preocupar com Sofia namorando, mas também tinha seu lado protetor que gritava em aviso sabendo que um dia a hora iria chegar, e como todo mundo, ela também passaria por desilusões amorosas.

 

 

 

— não vai levantar para receber a sua melhor amiga? – é retirada dos seus pensamentos quando avista a figura ruiva escorada na porta de seu quarto.

o que? – abre a boca surpresa. — Eu não acredito que você esteja aqui. Por que não me avisou que viria? – pula da cama não se importando com seus trajes. Estava com uma calcinha boxer que usava para ficar zanzando pela casa e uma blusa de manga. Addison era de casa e já estava acostumada.

Arizona me mandou uma mensagem e me agradeça porque eu tinha cirurgias importantes para fazer Torres. – abraça forte a amiga. Estavam com saudades uma da outra.

— cala a boca! Eu estou tão feliz que você esteja aqui. – beija os dois lados de sua bochecha e sorrir.

eu também estou minha amiga, mas agora falando sério. Como você está? – passa a mão pelo cabelo da latina que fecha os olhos respirando fundo.

— que tal termos essa conversa numa outra hora? – não estava pronta ainda para falar e sabia que Addison sempre lhe atingia com suas palavras. Não era dia de chorar e sim de aproveitar a companhia de sua amiga.

tem razão, até porque eu estou morrendo de fome. Tem comida nessa casa? – resolve mudar de assunto ao ver o semblante triste que tinha se formado no rosto da morena.

— mas é claro que tem. Você vai ficar aqui né? Nada de ir para outro lugar. Temos um belo quarto de hospedes que eu sei que você vai amar. – retorna para a cama pegando a vasilha de pipoca vazia e o prato pequeno que já não continha mais brigadeiro, pois ela e Sofia tinham comido literalmente tudo.

— Arizona não vai achar ruim se eu ficar? Eu não quero incomodar vocês. – pondera. Pois sempre que ia visitar antes de Callie se mudar, ficava no apartamento com a amiga. Agora ela estava como hóspedes na casa de Arizona.

a casa também é minha e vamos para a cozinha preparar o jantar que eu aposto que o Mark irá aparecer por aqui mais tarde. – sorrir pedindo ajuda com os copos no chão ao lado da cama e saem do quarto.

— ele vem mesmo. – avisa. — me ligou e disse que esteve aqui ontem porque certa pessoa queria Frappuccino Cookie. – sorrir saindo do quarto andando pelo corredor e descem a escada.

— Mark é o meu herói, você sabe... – passam pela sala vendo Sofia jogada no sofá falando por facetime com uma de suas amigas e vão para a cozinha preparar o jantar.

 

 

 

Tinha pensado em ligar para Addison, mas coragem lhe faltara e ainda bem que Arizona tinha feito aquilo por ela. Precisava não só da sua mulher e filha ao seu lado naquele momento, mas também de seus melhores amigos. Mark tinha sido ótimo com ela na noite passada em não falar nada e só lhe dando carinho e falando besteiras para distraí-la. Eles a conheciam tão bem e se declarava sortuda por ter pessoas maravilhosas ao seu redor o tempo inteiro.

 

Enquanto preparavam juntas o jantar, Addison ia contando sobre sua família e aquela ruiva era uma mãe coruja ao extremo. Callie contava sobre as descobertas de minutos atrás com Sofia confessando coisas que ela jamais imaginou que a menina fazia. Addison gargalhava de sua cara de mãe preocupada enquanto ela se lamentava que a menina seria como o pai futuramente.

 

 

mãe, estou subindo para fazer trabalho da escola. – Sofia entra na cozinha a informando. — me chame quando o jantar tiver pronto e tia? – vira para a ruiva que estava em frente para o fogão. eu acho melhor a senhora subir aquela mala que está na escada ou eu mesma posso fazer isso.

pode deixar que eu levo mais tarde quando for dormir. – dar de ombros mexendo na panela.

mãe, você não passou as regras da casa para a tia Addison? – sorrir se debruçando sobre a ilha da cozinha.

que regras? – a ruiva olha para a amiga, curiosa.

primeiro de tudo: nada de sapatos jogados pela casa, use o que estiver no pé e os outros tem lugar certo para estar. Segundo: nada de bagulho atrapalhando o caminho para subir a escada. Sofia no início deixava a mochila dela e quase se formou uma terceira guerra mundial aqui dentro. Terceiro: se você sujou qualquer coisa, nem que seja uma xícara de café. Lave, pois a rainha soberana odeia louça na pia. Quarto: você pode deitar no sofá, dar cambalhotas, mas se for sair da sala, ajeita as almofadas alinhadamente porque elas não vão se alinhar sozinhas. E quinto: deixe sempre a cama arrumada mesmo que vá se deitar em qualquer outra hora. – conta nos dedos as cinco regras principais da casa e Addison arregala os olhos assustada.

— vocês estão brincando comigo né? – Sofia e Callie balançam a cabeça negando e ela olha para os pés descalços. Tinha tirado seu salto antes de subir as escadas. — bem, eu vou calçar meus chinelos e levar minhas coisas lá para cima então.

— não precisa se preocupar Addie. Você é visita e se Arizona gritar vai ser comigo e não com você. – tranquiliza a amiga que sai da cozinha com Sofia falando para ela seguir as regras enquanto tivesse de hóspedes na casa. — e Sofia, para de ficar colocando medo na sua tia. – fala alto escutando a gargalhada da sua filha.

 

 

 

As mulheres nem notaram a hora passar. Só olharam para o relógio quando a campainha ticou e Callie sabia que era Mark. Com certeza seu amigo não deixaria de ir na sua casa naquela noite. Caminhando para a entrada da sala foi atender a porta avistando um Sloan sorridente a sua frente.

 

 

papai Sloan chegou morena. - o homem alto a abraça forte pelos ombros perguntando como ela tinha passado o dia.

basicamente comi e dormi. - fecha a porta de casa e caminham para a cozinha onde Addison estava. Mark pergunta por Sofia e Callie avisa que a menina estava em seu quarto estudando.

— ruiva. - o homem anuncia sua chegada ao entrar na cozinha e Addison sorrir abraçando o grande amigo.

papai Sloan, quanto tempo... - brinca voltando a cortar os legumes em cima da pia.

eu estou morto de fome. O que temos para comer? - abre a geladeira achando uma goiabada pela metade e Callie reclama que era de Arizona, mas o homem parecia não se importar.

— Mark, você sabe como ela é. – a amiga avisa sabendo que sua mulher iria reclamar que comeram seu doce.

— ela já comeu a metade Calls, deixa de ser chata. - reclama cortando a goiabada e levando a boca. - delicia.

depois não diga que eu não avisei. – dar de ombros voltando a preparar o jantar.

 

 

 

Quando a janta estava pronta, Addison e Callie arrumaram a mesa enquanto Mark tinha ido chamar Sofia. Os quatro fizeram a refeição descontraídos pelo clima leve que emanava no lugar. Ninguém tocou no assunto gravidez nem de Callie nem de Arizona para não deixar a mulher para baixo, sabiam que tinha hora para tudo e o momento da latina se abrir ainda não tinha chegado e eles respeitavam isso. Enquanto jantavam Callie observa seus dois melhores amigos a sua volta arrancando gargalhadas gostosas de sua filha e seu peito de enche de Felicidade. Amava tanto aqueles dois não só por tudo que eles faziam por ela, mas também por ser só eles. Ambos tinham suas famílias, Mark tinha trabalhado o dia inteiro e foi lhe fazer companhia enquanto poderia estar com seus filhos e sua esposa em casa. Addison era a mesma coisa, tinha seu filho e marido em Los Angeles, mas não mediu esforços para ele estar ali por ela. Ela era abençoada e sabia disso, só faltava Arizona naquela mesa para completar sua Felicidade, e lhe agradecia profundamente por chamar seus amigos sem ela saber. Arizona a conhecia tão bem que sabia o que era o melhor para ela.

 

 

Após o jantar, colocaram Mark e Sofia para lavar e secar a louça. Os dois reclamavam toda a vida é Addison entrou na brincadeira dizendo que tudo ali devia estar limpo, pois a dona da casa gostava de organização. Quando finalizaram, Sofia se despediu dizendo que estava cansada e iria dormir, então os amigos pegaram um pote de sorvete e foram para o quarto de casal e sentados encostados na cabeceira da cama, comiam e conversavam assuntos alegóricos e claro com Mark fazendo palhaçadas. Tinha hesitado por um segundo sobre levar comida para a cama, mas o sorvete estava dentro de um pote e não tinha perigo de sujar. Pelo menos ela acha.

 

 

que festa é essa na minha cama? – os três param de falar quando Arizona surge na porta do quarto e Callie acompanhou o olhar dela vendo o pote de sorvete no meio das pernas de Addison.

oii, amor! – sorrir e a mulher vem em sua direção beijando seus lábios e cumprimenta Addison com um abraço.

e eu não ganho beijinho? – Mark se finge de ofendido e Arizona o ignora fazendo o home fechar a cara e Addie gargalha.

ainda sobrou comida para mim? Eu estou morrendo de fome. – comenta passando a mão na barriga sentindo o estômago roncar.

fizemos comida o suficiente, mas o Mark é um esfomeado. – a ruiva a olha com um semblante implicante e Arizona entra no jogo.

— ele sempre acaba com meu estoque de comida. – murmura como se contasse algum segredo.

— eu estou aqui sabiam? – o homem fala com a boca cheia de sorvete.

— você quer que eu esquente a comida para você? – Callie pergunta e Arizona diz que não precisava. Iria descer, jantar com calma e ela não precisaria se preocupar. Estava já na porta para sair do quarto quando vira para trás olhando para a latina. — e Callie? – a chama ganhando sua atenção. — quero minha cama limpa e arrumada quando voltar. – solta uma piscadela para a morena que arregala os olhos.

— vocês ouviram a dona da casa. – bate palma assustando os amigos que pulam da cama. — Mark leva esse sorvete lá pra baixo e Addie me ajuda a esticar o lençol.

— Sofia não estava brincando quando disse que ela era chata com as coisas da casa. – a ruiva fala para a amiga que rir confirmando.

 

 

 

Logo, Mark que se despede das mulheres e Callie acomoda Addie no quarto de hóspedes. Oferece uma toalha de banho para a amiga que agradece e tira um cobertor quentinho que ficava dentro do pequeno guarda roupa no canto e coloca em cima da cama. Avisa que se precisasse de alguma coisa era só chamá-la e sai do quarto indo para o quarto de Sofia. A menina já estava dormindo com a metade do corpo descoberto, ressonava levemente e após cobri-la e beijar sua cabeça volta para seu quarto encontrando Arizona no banheiro.

 

 

que cara é essa? - observa Arizona tirando a maquiagem com um lenço umedecido em frente ao enorme espelho.

— esse short não está muito curto não? - a olha pelo reflexo do espelho e Callie olha para baixo.

é uma calcinha boxe. Não é um short. - ergue os ombros amparando o corpo na porta do banheiro.

— você estava vestida assim com Mark e Addison na nossa cama. – afirma não gostando do que tinha visto.

— o que tem demais? Eles são meus melhores amigos, Arizona. – anda em direção a mulher se pondo atrás de suas costas.

— e você é uma mulher comprometida. – sente as mãos latinas em sua cintura. — Porque não conversaram lá embaixo? Tinha que ser justamente na minha cama? Eu trabalhei o dia todo e quando chego em casa vocês estão fazendo festa em cima da minha cama. – lava o rosto para completar a limpeza de sua pele.

— a cama também é minha e não tem nada demais no modo como me visto dentro de casa. Addison e Mark já estão acostumados. – observa Arizona secar seu rosto com a toalha e começa a tirar sua roupa para tomar banho.

— até demais não acha? – resmunga abrindo o box e liga o chuveiro.

— você está com um péssimo humor. – se apoia na pia do banheiro encarando a loira que começava a se ensaboar.

eu só não gosto de ver você nesses trajes na frente de outras pessoas. – Callie podia não se importar, mas ela ficava incomodada com a forma natural da mulher agir algumas vezes.

— você é a pessoa mais ciumenta que eu conheço. Pensei que já tivéssemos passado dessa fase de ciúmes da Addison. – desdenha cruzando os braços encarando o semblante fechado da loira.

ela estava na minha cama e com você assim... – se enxagua se odiando por ainda sentir um pequeno desconforto de ver elas juntas assim.

amor... – sorrir não crendo nas palavras de sua mulher.

— amor uma ova. Ainda estavam os três mais à vontade que nunca e você sabe que eu odeio comida na minha cama. – desliga o chuveiro e abre o box pegando a toalha que Callie estende em sua direção.

— que tal quando você terminar de tomar banho eu te faço uma massagem nas costas e nos pés hein? – sugere sabendo que Arizona tivera um dia de trabalho puxado e o melhor era fazer aquela grávida mal humorada relaxar.

você faria isso por mim? Aí obrigada. Eu já disse que te amo hoje? – dar um selinho em seus lábios antes de colocar a toalha em cima da pia e vestir sua calcinha.

— você está muito engraçada. – afirma percebendo os pico de humor diário que iria enfrentar durante uns meses.

por que, Calliope? – pergunta colocando seu pijama e soltando o coque preso no alto da cabeça.

— você estava toda briguenta há minutos atrás e agora tá com a voz mansinha. Até o final da gravidez os hormônios vão me deixar louca. – levanta as mãos para o alto balançando a cabeça e sai do quarto para ver se Addison precisaria de alguma coisa antes de dormir.

 

 

Ao voltar para o quarto Callie encontra Arizona já deitada de bruços esperando por ela. A mulher encontrava-se com a metade do rosto sendo tampada pelo travesseiro e constata que de repente a claridade a estava incomodando. Pergunta se ela estava bem ou sentindo dor de cabeça, mas a mesma a informa que só estava cansada do dia corrido. Então subindo na cama, pede para Arizona tirar sua blusa e começa a massagear suas costas.

 

 

para de gemer criatura. – Arizona estava sem blusa deitada de bruços enquanto Callie massageava suas costas. — está ficando estranho isso...

— por que você é tão implicante amor? – a voz é abafada pelo travesseiro que estava em sua bochecha.

— eu implicante? Você que não para de "huuum huuum aaaah" eu estou ficando constrangida. – podia sentir os músculos de Arizona mais relaxados por suas mãos.

você constrangida, Callie? Rá! Conta outra. – debocha. Sabia que poucas coisas no mundo fariam aquela mulher ficar constrangida.

— está mais relaxada? – questiona com as mãos nos ombros de Arizona que afirma com a cabeça.

— muito e olha... – tira o travesseiro de cima da metade de seu rosto para a latina lhe ouvir melhor. — você pode fazer isso todo dia que eu não vou reclamar. – sorrir levemente.

abusada. – dar um pequeno tapa no bumbum da mulher. — Como foi seu dia? Se alimentou direitinho? – pergunta.

fiz três cirurgias hoje. – suspira aliviada pelo dia que apesar de corrido, foi bastante produtivo. — nada demais... e sim, me alimentei direito já que estou sendo cuidada pela Loren.

— como assim? – o nome da residente não de agrado aos seus ouvidos.

Karev colocou a residente para ficar no meu pé. – reclama. — toda hora é "dra. Robbins a senhora precisa fazer uma pausa. Dra. Robbins toma um pouco de água ou suco e nada de café ou dra. Robbins come uma fruta ou sanduíche natural." Karev vai fazer eu me sentir sufocada até o final dessa gravidez. – odiava que ficassem no seu pé o tempo inteiro. — Eu tenho pena é da Jô, viu... – maneia a cabeça negativamente.

não vejo mal nenhum. Ele está preocupado com a amiga dele, mas por que botou logo a Loren? Tem tantos outros. – revira os olhos imaginando a menina atrás de Arizona o tempo inteiro.

porque nos conhecemos faz tempo. – esclarece o fato de Alex ter escolhido a residente e não outra pessoa.

quem tem que cuidar de você sou eu e não ela. – resmunga e acaba apertando demais os músculos de Arizona a fazendo gritar.

aí Callie! Não aperta muito. – levanta o tronco olhando para trás, sentindo-se dolorida devido ao aperto.

— desculpa, amor... doeu? – leva um susto, mas sorrir para a mulher que lhe mostra a língua.

 

 

Após a massagem completa nas costas e nos pés de Arizona, deitaram na cama uma de frente para a outra e a loira fazia um carinho singelo nos cabelos latinos. Apesar dos pesares, a morena tinha tido um belo dia ao lado de sua filha e dos seus melhores amigos, mas nada melhor que chegar ao final da noite e receber carinho e atenção de Arizona. Não precisavam nem conversar, só de estarem na presença uma da outra, Callie sentia-se amada e feliz,

 

 

— amor? – Arizona a chama movendo seus dedos finos entre os seus cabelos lhe fazendo relaxar.

— huuum... – resmunga em sinal para a mulher falar oq eu queria.

— quando quiser falar eu estou aqui tá? – a frase a faz abrir os olhos. Mesmo na penumbra da noite poderia enxergar o olhar amoroso de Arizona pela luz que atravessava a cortina.

— eu sei meu amor, eu só... como eu disse para a Addison: Quem sabe amanhã ou depois? – puxa Arizona pela cintura colando seus corpos e sente os lábios da mulher em sua testa.

tome o tempo que precisar e além do mais, nós precisamos conversar sobre uma coisinha que ficou pendente. – amava o cuidado e respeito que estavam dando para ela.

eu juro que não foi eu quem comeu sua goiabada Arizona, foi o Mark que chegou faminto e saiu atacando a geladeira. A culpa não é minha. – defende-se pensando que Arizona falava sobre o doce que seu amigo tinha comido.

— o Mark comeu a minha goiabada? – para de fazer carinho em seus cabelos e levanta a cabeça tentando ver seu rosto. — Eu vou matar o Sloan, mas antes farei ele trazer uma outra para mim. – esbraveja.

— não era isso que você ia falar? Droga. – tinha falado demais e coitado do Mark, mas ele fora avisado.

— não. É sobre o nosso casamento. – volta a aconchegar a cabeça em seu travesseiro. — Desde o jantar nós não falamos mais sobre o assunto e eu não queria casar barriguda. – desde a fiasco noite em sua casa com a mãe da latina vomitando abobrinhas, elas tinham colocado o assunto casamento de lado.

— é verdade. Tanta coisa vem acontecendo e nós acabamos deixando isso de lado. Será que em quatro meses conseguimos arrumar tudo? Vestido? Salão? Buffet? – de repente um misto de ansiedade e expectativa surge e ela sorrir.

— então, era isso que eu queria conversar com você com calma Calliope. – pondera a euforia da mulher. Não queria deixa-la chateada. — Eu estava pensando em fazermos algo bem simples.

— podemos fazer o simples que quiser. Nada galanteador. – concorda com as palavras de Arizona.

— no cartório com um juiz de paz, testemunhas e a Sofia. Apenas a nossa família e faríamos um jantar só para os nossos amigos. – comenta esperando a reação da latina que franze o cenho.

— hã? Mas isso nem é um casamento Arizona. – não imaginava que Arizona não quisesse um casamento em um salão. Tudo bem que já casaram uma vez e fora lindo, mas imaginou que fariam um pouco mais simples do que tiveram, mas não chegava a ser somente no cartório.

— claro que é. – rebate.

vai ser o nosso recasamento, eu pensei em um salão bem bonito enfeitado com belas flores. – flores combinavam com Arizona, assim como uma decoração colorida com borboletas.

— nossos bebês são nosso recasamento Calliope. Gastamos muito com nossos tratamentos e para que gastar mais em uma festa? – tenta fazer a latina enxergar algumas questões que teriam também que resolver mais para frente. — Fazemos o simples e mais para frente nós podemos comemorar um ano de recasamento com festa ou viagem. Mas para agora, vamos focar no simples. Tem duas sementinhas a caminho, temos que ampliar a casa, temos que fazer a decoração e um enxoval completo para duas crianças. – fala calmamente. Sabia que Callie era festeira e gostava de comemorar, mas ela só queria estar casada com Calliope.

— você tem razão, mas nem uma viagem de sei lá três dias? Poxa, uma mine lua de mel pelo menos. – o tom sai pidão e Arizona sorrir.

dobramos plantões e se eu não começar a enjoar, quem sabe? – acata a ideia e de presente recebe dois selinhos seguidos em seus lábios.

— eu vou me informar sobre o casamento no cartório e temos que pensar nos padrinhos. – Arizona fecha os olhos agradecendo aos céus por Callie ter aceitado sua ideia, e não entrariam numa discussão desnecessária. — Bom, eu pensei na Addie e no Mark.

— acho melhor Lexie e Mark, Calliope. Eles foram testemunhas da nossa volta. Nada melhor que eles e ah... Penny também foi testemunha. Devíamos mandar um convite? – debocha e Callie aperta sua cintura a fazendo reclamar.

— você às vezes tem umas péssimas piadas sabia? mas eu gostei. Lexie e Mark ficarão muito felizes com o convite. – seus amigos participaram de tudo, desde o início em orlando até os dias de hoje. Nada melhor que eles para testemunhar novamente o casamento das duas.

— nós podemos ir para Las Vegas, eu sei que você é doida para voltar lá. – joga as palavras e Callie arregala os olhos surpresa. Vegas era uma das melhores cidades que já tinha ido.

— sério amor? Deve ter uns quatro anos que eu não piso naquela cidade. Na última vez o Mark e a Addie me fizeram perder muitos dólares naqueles cassinos. – viajar com seus amigos sempre fora sinônimo de confusão e perdição. Nos anos de separação, ela tinha ido para a cidade do ‘’pecado’’ com seus amigos. E nunca tinha bebido tanto quanto naquela viagem.

— eu e a Charlotte conseguimos ganhar cem dólares numa máquina uma vez. Foi pura sorte de principiante. – relembra da alegria e dos gritos quando conseguiram ganhar uma boa grana em uma das máquinas.

— você já foi para lá com sua ex? – uma pontada de ciúmes surge em seu tom de voz e Arizona afirma com a cabeça.

— claro que sim. E nada de bico porque você já foi para o Canada com sua ex mulher e eu nunca falei nada mesmo sendo meu sonho ir esquiar lá. – fica na defensiva olhando o bico formado nos lábios latinos.

— minha ex mulher é você e eu não me lembro de ter te levado para lá. – finge-se de desentendida recebendo um belisco em seu braço.

— idiota. – sela seus lábios aos da morena. — agora chega de conversa e vamos dormir, amor. – vira-se de costas para Callie que lhe abraça por trás.

boa noite marrentinha. – beija a nuca da loira que sente o corpo se arrepiar e pede para que Callie lhe abrace forte, pois estava com frio e amava os braços da mulher a sua volta. 



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