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História I Still Need You - Capítulo 1


Escrita por: haikyuulog

Notas do Autor


Sugiro que ouçam a playlist enquanto leem: https://open.spotify.com/playlist/24TJL5snuysfCpUGZu7O9e?si=LVfEA9ifQgeNxPWCkF3qNQ&utm_source=copy-link

Não há ordem, podem colocar qualquer música.

Espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único.


Hinata conheceu Kozume há pouco mais de um anos. Ele era apaixonado pelo garoto desde então, mas sempre escondeu sua paixão por ele, pois sabia que não teria chance.

Kozume começou a namorar Kuroo alguns meses antes de conhecer Hinata. Eles pareciam um casal normal, como qualquer outro. No entanto, não era bem assim... O relacionamento deles já não era o mesmo fazia alguns meses.

Ambos estavam cientes disso, mas estavam apegados demais para se separarem, além do receio em machucar o outro.


Conforme os dias seguiam, Kuroo sentia como se estivesse preso em uma gaiola, impedindo-o de ser livre. Ele gostaria de ter sua liberdade de volta, assim como qualquer pássaro, mas ele se acostumou a ficar engaiolado. Ele não se libertaria tão cedo; era o que pensava.

Ao conhecer Tsukishima, o moreno sentiu como se seu mundo estivesse de ponta cabeça. Nele, Kuroo encontrou sua paz e seu verdadeiro lar. Eles estavam felizes. Tudo estaria em ordem, se não fosse pela angústia que Kozume sentia ao ver seu amado ser roubado de tal maneira.

Ele sabia que o relacionamento deles não era mais saudável, mas ele ainda amava Kuroo, então, o que poderia fazer? Ele sentia um misto de emoções e sensações, incluindo raiva, estresse, tristeza, pânico...

Ele não odiava o loiro, mesmo que tenha tirado Kuroo de si. Na verdade, ele odiava a si mesmo por ter deixado o moreno ir embora. Ele se sentia insuficiente.

Hinata não aguentava vê-lo assim. Decidiu deixar seus sentimentos de lado para apoiar o amigo até que melhorasse. Lá no fundo, ele sentia um pouco de felicidade, pois sabia que poderia ter uma chance com Kenma futuramente. E, obviamente, ele se sentia horrível por pensar isso. Mas as coisas são como são, nada pode mudar isso.


Poucas semanas se passaram. Kenma tinha algumas recaídas vez ou outra, mas Hinata sempre esteve lá para apoiá-lo. Pela primeira vez, depois de muito tempo, ele se sentia amado novamente. Ele ainda não era feliz, mas estava feliz; naquele momento.


Mais algumas semanas se passam, e Hinata vê uma certa evolução em Kozume. Ele se alimentava melhor, dormia melhor, seu humor parecia um pouco mais estável e ele já não chorava mais todos os dias.

Todos ao redor viram o quanto Kozume sofreu com a separação por conta de sua dependência, mas também o viam evoluir e tentar superar. Kuroo, mesmo distante, também acompanhava isso e torcia pela melhora do amigo.

Infelizmente, ele não podia ter grandes interações, pois tinha medo que Kenma tivesse uma recaída pior. Então, ele decidiu se afastar um pouco e deixou o loiro ciente disso. Mas Kenma se sentia triste ainda sim.


DOIS ANOS E TRÊS MESES DEPOIS

— Pronto para isso, Shouyou-kun? — perguntou Atsumu. — Você parece mais tenso que o normal. Tenta relaxar um pouco, okay? Vai ficar tudo bem.

— Obrigado, Tsumu — agradeceu, enquanto ajeitava sua gravata.

— Você está com o discurso no celular ou passou para o papel? — perguntou Oikawa.

— Está tudo no papel. Arranjaram as flores? Ele gosta de cravos vermelhos. Ele disse que lembrava o...

— Já está pronto – Kuroo afirmou, interrompendo o ruivo. — Vamos?

Todos afirmaram e, assim, saíram dali.

Enquanto seus amigos se sentavam nos bancos da igreja, Hinata subiu no altar. Ele agarrou um papel que estava no bolso de seu paletó e começou a ler.

— Agradeço a todos que vieram. Bem, eu pensei em dizer várias coisas, mas nenhuma delas parecia certa — afirmou o ruivo. — Na verdade, eu vou no improviso mesmo. Peço desculpas se ficar muito curto. Acho que a intenção não é falar muito, mas apenas o necessário.

Ele amassou o papel e colocou de volta em seu paletó.

— Há alguns anos, eu conheci uma pessoa muito importante pra mim. Eu me apaixonei por ele sem nem perceber, mas nunca contei isso por medo da rejeição... Engraçado, não é?

Alguns sorriram, provavelmente, pensando que já fizeram o mesmo.

— Sabemos que tudo o que ele passou não era nós, mas sobre ele. Não podemos julgar quem fez certo ou errado, apenas aconteceu. E, convenhamos, manter um relacionamento tóxico por tanto tempo não é fácil...

Hinata olhou para Kuroo, dando um mínimo sorriso gentil. O moreno estava sentado ao lado de seu, agora, noivo, Tsukishima. Suas mãos estavam cruzadas, dando para ver a aliança do loiro. E, na mão livre de Kuroo, o outro anel.

— Nós precisamos seguir em frente, apesar de tudo o que aconteceu. Eu sei que nem todo romance tem um final feliz, assim como nem todos os casais são para sempre. Mas, enquanto durar, ainda será para sempre.

Hinata sentia sua garganta arder e seus olhos ficarem marejados. Ele segurava o choro fortemente, pois queria, ao menos, terminar o discurso.

— Há exatamente dois anos atrás, ele me escreveu uma carta. Era seu aniversário e eu tinha comprado um bolo enorme pensando o quanto ele me beijaria ao ver aquilo. Tínhamos começado nosso relacionamento há pouco tempo, mas eu me esforçava ao máximo para ver ele feliz.

— Acho que ninguém aqui viu o conteúdo daquela carta, então vou resumir para vocês. Ele relembrou várias experiências nossas e, no final, ele disse “Eu te amo e amo mais ainda a maneira que você me trata. Mas eu não te amo desse jeito, Shouyou. Desculpa”.

Bokuto pensou em ir até o altar, para apoiar o amigo, mas Akaashi o impediu. Hinata teria que fazer isso sozinho.

— Eu pensei que ele voltaria, sabe? Era o aniversário dele, afinal... A partir daí, eu comecei a entender a dor que ele sentiu. Na verdade, perdão, Kenma, mas acho que minha dor é maior que a sua. 

Hinata encarou Kuroo.

— Você ainda o tinha quando precisasse. Você poderia correr aos braços dele a qualquer momento. Não acha isso egoísta, Kozume? Você sofreu, mas ele estava ali. Hoje, eu sofro a mesma dor, mas você não está aqui.

Hinata respirou fundo, então continuou: 

— Hoje, é seu aniversário. Você faria vinte e seis anos, mas, além disso, fazem dois anos que os médicos desligaram os aparelhos. Você teve uma recaída que acabou resultando num overdose. Não tinha mais chance alguma de você voltar, então eles desligaram tudo...

Nesse momento, ele já não aguentava mais segurar suas lágrimas.

— Eu sei que você não queria morrer. Você queria viver mais que tudo, mas também queria paz; e, infelizmente, você não encontrou isso aqui.

O ruivo chorava demais, mas fez seu discurso até o fim: 

— Seja onde estiver, espero que tenha encontrado a paz que tanto procura, Kozume. Eu espero também que esteja ao menos no céu, porque inferno foi o que a minha vida se tornou sem você aqui...



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