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História I Swear I'll Behave - Capítulo 59


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Notas do Autor


Link da música com tradução para quem quiser ouvir: https://www.youtube.com/watch?v=FRlTA8qRC98

Capítulo 59 - To Be So Lonely


Fanfic / Fanfiction I Swear I'll Behave - Capítulo 59 - To Be So Lonely

O despertador do meu celular tocou pontualmente às 6:00 a.m. Rolei até o outro lado daquela cama enorme para pegá-lo sobre a mesa de cabeceira e desliguei, demorando ainda alguns segundos para lembrar onde eu estava. E sim, ontem eu fui dormir ao lado de Niall, mas ele pelo visto não achou uma boa ideia passar o resto da noite no meu quarto. Não o vi sair e agora me sinto horrível por ter pedido para ele ficar.

Na próxima semana começariam as provas e eu precisava mais do que nunca esquecer toda essa confusão dos últimos dias e focar nos estudos. Responder ao meu pai que voltaria para casa nas férias do meio do ano, acalmar Rachel, dar um sinal de vida a Peter e por fim tentar, de novo, falar com Harry. Seria um longo dia.

Tomei um banho frio, lavei os cabelos e me arrumei, juntando todas minhas coisas na mochila que trouxe no dia anterior. Fiquei em dúvida se procurava Niall ou saía sem falar com ele, pois estava morta de vergonha. No entanto, ele foi mais rápido e já estava no corredor quando saí.

— Bom dia Hannah. – ele parecia animado como sempre e impecável, vestindo uma calça jeans escura e camiseta de botão estampada.- Vamos tomar café?

— Bom dia, Niall. – larguei a mochila no chão do lado de dentro do quarto e fui até ele.

Niall me deu um abraço e beijou minha testa. Olhei para ele, procurando em seu rosto algum vestígio de constrangimento ou mau humor e não encontrei, mas ao mesmo tempo tudo que eu queria de fato saber era porquê ele estava me tratando como uma irmã. Assim, de repente, como se nunca tivesse acontecido nada entre nós. E então me lembrei de uma loira sedutora e intrometida.

— E como você está, hoje? Dormiu bem? – perguntei, assim que chegamos até a cozinha, onde a mesa já estava posta. Minha pergunta era meio capciosa, mas eu precisava saber o que se passava na cabeça dele também.

— Melhor do que ontem. – ele me olhou rapidamente e começou a prepara um prato com frutas. – E você como está?

Poderia ser loucura da minha parte ou só minha TPM, mas eu não agüentava olhar para ele e sentir como se tudo nunca tivesse acontecido, como se ele quisesse apagar da memória essa parte da história e fazer com que eu fosse só mais uma pessoa que ele conhecia. Para mim estava tudo confuso na minha cabeça e eu precisava ficar sozinha para entender o que ele queria, já que aparentemente ele não ia dizer de livre e espontânea vontade.

— Eu preciso ir embora Niall. – levantei da mesa e fui em direção ao quarto sem olhar para ele.

Peguei a mochila e ele estava me esperando ao pé da escada.

— O que houve? – perguntou preocupado.

— Eu não devia ter vindo aqui, foi um erro.

— Hannah...

— Você ficou abalado com a visita da sua ex ontem, não ficou?

— Não!

— Por que você saiu do quarto no meio da noite? Por que tá fingindo que nunca aconteceu nada entre a gente? Me tratando como se eu fosse sua irmã! – ouvindo aquilo em voz alta parecia ainda mais idiota.

— Por que eu pensei que era o que você queria! – e essa foi uma das poucas vezes que eu o vi se exaltar. – Desculpa, mas...

— Não. Você está certo. – eu não consegui conter as lágrimas, mas não ficaria ali nem mais um minuto. – Eu preciso ir.

— Hannah, eu vou... – ele me seguiu até o lado de fora e ficou na minha frente, me deixando mais irritada. – Eu não vou te impedir, mas deixa o Joe te levar.

Ele apontou para o motorista na entrada e eu assenti, sem encarar ele de novo. Entrei no carro e bati a porta com força. Provavelmente ia chorar pela próxima hora e chegar na aula com a cara inchada. Pelo menos chegaria hoje.

A primeira coisa que fiz foi lavar o rosto e a segunda foi comprar um café bem grande. Quando cheguei a sala de aula ainda estava quase vazia e Dean chegou alguns minutos depois.

— O que aconteceu com você? – quis saber, assim que sentou do meu lado.

— O que não aconteceu, você quer dizer. – eu até pretendia contar a ele, mas depois da aula. Agora já estava cansada de chorar e o professor já havia entrado. – Depois eu te conto tudo.

No início tive dificuldade, mas depois consegui prestar atenção na aula. Era isso que eu precisava: foco, nas coisas certas.

Após relatar minhas desventuras a Dean, é claro que ele não concordou comigo e me repreendeu pelo “showzinho” matinal na casa de Niall. Disse que ele estava certo e eu não deveria brincar com os sentimentos dele, como se eu já não estivesse me sentindo mal o suficiente. Prometi a ele que iria me desculpar com Niall, assim que possível, só que no momento eu precisava mesmo era estudar.

E foi nisso que me concentrei o resto da semana. Niall até tentou me ligar e eu não atendi. Mandei um mensagem de texto gigante para ele pedindo desculpas pelo meu comportamento infantil e por não poder falar com ele, alegando estar muito ocupada.

No fim da semana, finalmente recebi uma mensagem de voz do Harry logo pela manhã e não tive coragem de ouvir. Já era sábado e eu estava sozinha, sem nada para fazer. Sem Harry, sem Niall, sem Dean, sem a maluca da Cami que ficou com tanto ódio de mim, que resolveu mudar de quarto, e sem Luke, que eu também não vi durante toda a semana depois do beijo.

Camille sequer se deu ao trabalho de se despedir, apenas enviou uma de suas amigas metidas para buscar suas coisas e me olhar de cara feia. Não que ela estivesse errada em me odiar, mas poderia ter me ouvido antes de sair.

As horas estavam se arrastando enquanto eu fingia estudar e ignorar meu celular carregando na mesa de cabeceira. Já estava na hora de criar coragem e encarar os fatos. Deitei na cama e peguei o aparelho, abrindo o aplicativo de mensagens e vendo mais uma mensagem de Harry. Semanas depois da última vez que falei com ele, tudo que tinha a dizer era: “desculpe a demora”? Difícil de acreditar. Ao menos ele teve a decência de dizer que iria se explicar e que estava vindo para Los Angeles no dia seguinte.

Eu estava inquieta e precisava falar com alguém, embora não quisesse expor minhas inseguranças ou ficar choramingando pelos cantos. Peguei o trabalho que recebi mais cedo na aula e num momento de insanidade temporária resolvi acertar as contas com Luke.

Cheguei a casa dele em poucos minutos e um de seus amigos atrevidos me deixou entrar. Fui direto ao quarto dele e bati na porta três vezes, impaciente. Lá de dentro vinha uma música alta e ele demorou um pouco até atender, o que me deixou mais nervosa, pois agora que estava ali já não fazia mais nenhum sentido a minha visita inusitada.

— Ah, oi Hannah. – ele estava sem camisa, usando apenas uma bermuda azul escura e ficou visivelmente surpreso ao me ver. Saiu do quarto e fechou a porta atrás de si. – Tudo bem?

— Hum, sim. Eu... – ele cruzou os braços e sem querer eu só conseguia reparar nos seus músculos se contraindo. Nisso e nos poucos pelos que tinha no peito. – Vim trazer isso.

Peguei a pasta com o trabalho e entreguei a ele, me sentindo muito idiota por não ter só enviado uma mensagem.

— Isso é?

— Sim, nosso trabalho. – ou o trabalho que eu fiz em nosso nome. – Ficamos com 97.

— Uau. Não sei como te agradecer.  – ele esticou o braço em minha direção, mas pareceu desistir no último segundo e eu senti algo se contorcer dentro de mim.

— Bom, considere um pedido de desculpas pelo... Outro dia, você sabe. – ele sorriu e passou os dedos nos cabelos bagunçados.

— Não precisa se desculpar, não foi nada.

— É, mas você e Cami estavam... Você sabe.

— Não existe “eu e Cami”. – e agora era a minha vez de cruzar os braços e fingir que não ligava para o fato de ele estar tão perto que dava para sentir o calor emanando do seu corpo e quase me fazendo suar. – E beijar você não foi tão ruim assim.

— É mesmo? Uau. – de repente minha boca ficou seca e meu coração parecia uma escola de samba. – Bom saber que eu não fui a pior coisa que já passou pela sua boca.

— Você sempre exagera. Sabe que eu não me lembro, na verdade? – ele se aproximou um pouco mais e inclinou a cabeça na minha direção, tocando meu rosto em seguida. – A gente poderia...

— Luke! – uma loira vestindo apenas uma lingerie vermelha abriu a porta do quarto dele e nos interrompeu. Graças a Deus. – O que você tá fazendo? Volta logo pro quarto.

— Eu já vou Amber!

Ele se virou para mim e dessa vez eu me recuperei mais rápido, conseguindo me afastar dele finalmente.

— Eu já vou indo Luke. – peguei o trabalho da mão dele e corri para as escadas.

— Hannah!

Saí de lá apressada e voltei para o dormitório pelo caminho mais longo. Eu não queria ficar sozinha hoje. Minha melhor amiga fazia mais falta do que nunca, mas eu não queria perturbá-la com mais um capítulo da minha novela triste e indecente. Dean também não estava disponível hoje, tinha um encontro com alguma pessoa misteriosa e eu preferi não insistir no momento.

Ao chegar tomei um banho, vesti meu pijama de flanela preferido, um short vinho e camisa de manga curta com botões, peguei um saco de pipocas grande e coloquei um filme de ação para assistir na Netflix. Meia hora mais tarde alguém bateu na porta. Chequei meu celular e não havia mensagem de ninguém dizendo que viria para cá. E segundo a secretaria do campus, eu provavelmente só teria uma nova roommate quando voltasse das férias.

Fui abrir a porta e me deparei com Luke, segurando uma flor rosa e uma caixa de chocolates.

— O que você está fazendo aqui? – perguntei desconfiada.

— Posso entrar? – não!

— Sim. – meu Deus Hannah.

Dei passagem para ele entrar e fechei a porta, encostando nela e deixando um espaço considerável entre nós. Luke andou de uma lado para o outro e por fim colocou os itens que trouxe sobre a cama mais próxima.

— Eu não queria vir, Hannah, é sério.

— Então, por que veio? – cruzei os braços e tentei não olhar diretamente para ele.

— Depois de te ver hoje eu não consegui parar de pensar em você e em como eu queria...

— Luke, não. – eu não queria que ele terminasse aquela frase. Não era algo com que eu queria lidar agora.

— Queria fazer isso.

Ele se aproximou e me puxou pela cintura em sua direção, colando meu corpo ao dele. Primeiro ele tocou meus lábios com os seus, com suavidade, como se pedisse minha permissão para continuar. Eu arfei de surpresa e minhas mãos, que deveriam empurrá-lo, apenas seguraram seus braços com força, como se fosse a última boia salva-vidas no meio do oceano.

Deus, como era bom beijar ele sóbria! Meu corpo inteiro parecia estar pegando fogo e só ele poderia fazer algo para me aliviar. Eu queria tirar as roupas e poder sentir as mãos firmes dele percorrerem meu corpo. Só que eu não podia, quer dizer, podia mas não devia. Não deveria puxar o cabelo dele, ou morder seus lábios, ficar na ponta dos pés enquanto ele me beijava e muito menos deixar que ele tirasse minha blusa.

— Luke. – não, era o que eu deveria dizer. Minha voz e minhas ações estavam me traindo. Só minha razão não era suficiente para conter aquele turbilhão de emoções.

Ele não respondeu, apenas continuou beijando meu pescoço e me provocando com as mãos.

— Luke! – falei o mais alto que consegui, chamando a atenção dele finalmente. – Não! Chega!

— O que? Por quê? – ele parou de me beijar, mas não se afastou, me mantendo entre seus braços.

— Isso não é certo. Não podemos! EU, não posso!

— Mas você quer isso Hannah! Tanto quanto eu! – ele encostou sua testa na minha, depois suas mãos massagearam meu pescoço e ficaram por ali, enquanto eu ainda não tinha forças para sair. – Você tá sentindo isso, eu sei que tá!

A voz dele parecia angustiada e na verdade eu o queria, mas nunca admitiria aquilo em voz alta. Queria que ele continuasse, pois sabia que não teria mais forças para lutar contra aquele sentimento, aquela atração, a conexão imediata entre nós. Era tão fácil e natural que chegava a parecer certo. E eu não poderia me permitir acreditar nisso, nem por um segundo. No entanto, essa e todas as outras emoções se acumularam de uma vez e eu comecei a chorar. Chorar de soluçar e nem todos os beijos do mundo me fariam parar.

Luke me abraçou e eu o abracei de volta. Não havia muito o que fazer. Ele me levou até a cama e me fez deitar sobre seu peito, acariciando meus cabelos até que eu ficar mais calma, me deixando molhar sua camisa com minhas lágrimas sem hesitar. Ficamos assim por quase uma hora. Até que eu cochilei e ele também.

Era tarde quando acordei e me dei conta que estava deitada enroscada nele. Com a cabeça em seu peito, a mão entrelaçada com a dele e uma das pernas também sobre ele. Levantei a cabeça e olhei em volta, tentando me situar e ter certeza que ainda estava no meu quarto e depois olhei para ele.

— Ei, tudo bem? – tirando o fato de eu estar mais envergonhada que antes e que tinha oficialmente traído meu namorado, tudo ótimo. – Espero que esteja melhor.

— Ah, sim. – eu estou muito fodida. Demais. Apenas.

Saí de cima dele devagar e fingi me espreguiçar, sentando na cama em seguida.

— Não precisa ter vergonha. Você está linda, a propósito. – ele colocou um dos braços atrás da cabeça e o outro alcançou meu joelho, onde seus dedos começaram a fazer círculos.

— Eu não... Hoje foi um dia complicado Luke. – era melhor aproveitar o momento de clareza que eu consegui e tentar ser ao menos um pouco coerente. – Não devíamos ter feito isso e não podemos continuar.

— Eu sei.

— Você é incrível e... Irritante. – ele deu um sorriso torto, mas não discordou. – E inteligente o bastante para entender o que eu quero dizer.

— Hannah, tudo bem. Eu entendo o que você quer dizer e acho que você não deve se culpar. Só... Aconteceu. Não poderíamos evitar. – ele segurou minha mão e buscou meus olhos com os seus. – E eu vou respeitar o que você decidir.

— Obrigada.

— Embora minha vontade seja tirar toda a sua roupa agora e deixar você sem fôlego.

Ai. Eu não precisava dessa cena na minha cabeça. Deus do céu.

— Cala a boca Luke. – joguei uma das minhas almofadas na cabeça dele, que apenas riu e tentou se proteger com os braços.

Depois ele contra atacou e me prendeu na cama, com seu corpo sobre o meu. E eu conseguia sentir cada parte do corpo dele se encaixando ao meu. Uma boa dose de auto controle seria muito bem vinda agora, certo?

— Minha resposta continua sendo não. – com muito custo, mantive meu olhar firme e esperei que ele me levasse a sério dessa vez. - Eu tenho que resolver muitas coisas na minha cabeça e uma delas é essa atração que eu tenho por você. E se for só isso, Luke? 

— Não, Hannah! Não pode ser. - ele sentou mais ereto na cama, me libertando para levantar - Se fosse, posso te garantir que não estaria aqui agora. No fundo você sabe que eu poderia simplesmente sair e trepar com um monte de garotas.

— Obrigada pela informação. – saí da cama e fiquei de pé perto do armário, longe dele.

— Esse não é o ponto. - tarde demais garanhão - A questão é que, não sei explicar, mas minha cabeça, minha vida agora parece uma comédia romântica com a trilha sonora do Lewis Capaldi. 

— Como? O que?

— Eu baixei a guarda com você, sem perceber. E de repente tudo que eu penso é sobre você, seus olhos, seus beijos, sua cara de quando quer me matar. Tudo.

— Eu... Me desculpa?

— Você não precisa se desculpar, a culpa é minha. Desde o início eu sabia que não era recíproco. Embora eu quisesse que fosse. – ele estava sendo honesto e pela primeira vez não fazendo brincadeiras, mas ainda assim, não poderia dizer o que ele queria ouvir.

— Luke, eu não posso. - caminhei até a porta e fiquei de costas para ele. Já estava na hora de encerrar aquela conversa, mas eu não tinha coragem de expulsa-lo. Ou não queria.

Ele levantou e veio em minha direção, ao mesmo tempo em que me virei, colando as costas a porta. 

— Tudo bem. Eu já vou. 

Não sem se despedir adequadamente. Ao vê-lo se aproximar meu cérebro me mandava fugir, mas meu corpo estava ansioso por tê-lo por perto mais uma vez. Ele pôs as mãos ao lado do meu corpo, apoiadas na porta, e tocou meu nariz com o seu. Abri a boca tentando sugar o ar que me faltava e ele se aproveitou disso para sugar meu lábio inferior.

Luke chegou mais perto e suas mãos deixaram a porta para segurar a base da minha coluna, me puxando contra ele, e então ele me ergueu no colo e cruzei as pernas ao seu redor. Ficamos assim por algum tempo, perto demais, mas sem fazer mais nada. E não beijar ele doía por todo meu corpo. 

Agora, seria um bom momento para uma pequena reflexão, que eu tenho certeza, teria sido adequada para a situação. Poucos segundos antes de tudo ficar caótico, parece que sempre temos uma falsa sensação de tranquilidade. A vida é feita de momentos e detalhes tão simples que às vezes não nos damos conta que tudo, absolutamente tudo, depende da decisão que tomamos.

Então, alguém inesperado bateu a minha porta pela segunda vez naquela noite.

Imediatamente desci do colo dele e sem pensar, abri a porta, no intuito de me livrar daquele momento pré apocalíptico.

Era Harry. Na minha porta. Com Luke logo atrás de mim.



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