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História I think I'm gay... - Reddie - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Inspirado em mais uma ideia da @Mary_Kayser (Quanta coisa sai daquela cabeça... Profissão de escritora garantida)
É bem sad esse capítulo, mas no final eu compensei...

Capítulo 6 - A alegria vem sempre depois da tristeza...


Fanfic / Fanfiction I think I'm gay... - Reddie - Capítulo 6 - A alegria vem sempre depois da tristeza...

RICHIE

 

 -Ed, eu... Eu... – Eu estava nervoso. Se abrir para seu amor era mais difícil do que eu pensei.

 -Se acalma! Se for algo muito íntimo, aqui não é o local mais ideal...

 Suspirei.

 -Te conto outra hora, ok?

 -Ok. Relaxa. – Ele sorriu.

 Sorri, e fui andando.

 Depois da aula, recebi um bilhete. Não vi bem o rosto de quem me entregou. Ele dizia.

 Me encontre agora no lugar onde tem aquele banco perto da “cabana” abandonada. Tenho que conversar com você.

 Com certeza não era do Eddie. A letra dele era diferente da do bilhete.

 Quando cheguei no lugar marcado. Tinha um garoto desconhecido por mim.

 Acenei para ele, e ele veio andando em direção a mim. Ele tirou uma faca do bolso. Eu saí correndo, mas eu não tinha saída. Me deparei com um muro muito alto e muito longo. Ele me alcançou e me jogou no muro, se aproximou e sussurrou no meu ouvido:

 -Ouvi Stan e Bill falando que você gosta do Eddie, e não quero “bichinhas” na minha cidade.

 Ele se distanciou um passo e levantou a faca. Coloquei minha mão na frente do rosto e fechei os olhos, quando ouvi um barulho. Ele estava no chão. Era Stan! Ele atingiu o garoto com uma bola de beisebol!

 -Stan! – Corri até ele. -Como sabia?

 -Bill viu Henry espionando nossa conversa de que você gostava de Ed.

 -Contou para o Bill? – Eu disse surpreso. –Ah, tudo bem. Não é novidade... Mas, vocês não fazem mais parte do clube dos losers...

 -Pois é... - Uma lágrima rolou pelo rosto de Stan. –O clube dos losers foram os únicos amigos que eu já fiz... – Ele completou, desabando em choro.

 -Os meus também, mas cara, você deveria pensar antes de quebrar as regras! Era óbvio que alguém iria descobrir...

 -Eu sei, mas eu quis correr esse risco... – Ele disse, secando as lágrimas, mas com novas rolando em seu rosto.

 -Bom, enfim, obrigada por me salvar!

 -Não foi nada, mas agora corre para o Ed! Se declare! – Ele falou, como se fosse meu conselheiro.

 Segui seu pedido, e fui correndo para Ed, mas ouvi um barulho na floresta. Corri até lá para ver o que era. Ed estava no chão, com uma poça de sangue ao seu redor. Tinha um bilhete ao lado dele.

 O preço da sua vida foi a dele, bichinha.

 Eu caí no chão, e chorei.

 Fui correndo até o Eddie, e ele me viu chorando.

 -O que houve?

 -Onde o Bill mora? – Perguntei com os olhos inchados.

 -Me segue. – Ele pegou a bicicleta e eu fui correndo ao seu lado.

 Quando chegamos à casa de Bill, e antes de bater, Ed perguntou:

 -Você vai me contar o que aconteceu?

 -Você vai saber quando eu contar ao Bill.

 Bati, e Bill abriu.

 -Garotos! Que surpresa! O que os trazem aqui? – Perguntou entusiasmado.

 -Algo ruim... – Eu respondi.

 -Oh... Entrem.

 Após fechar a porta, Bill perguntou:

 -O que tem para me falar?

 -Ele ainda não me explicou... – Eddie disse.

 -Melhor se sentarem. – Eu disse, com lágrimas rolando de meu rosto.

 Após nos sentarmos, comecei a falar:

 -Bom, eu, na hora, não tinha visto quem, mas alguém me entregou um bilhete. Eu li, e pedia para eu ir naquele lugar que tem aquele banco perto da “cabana” abandonada. Quando cheguei, vi um cara. Acenei, e ele veio andando até mim, tirando uma faca do bolso. Saí correndo, quando me deparei com um muro, e ele me prendeu, e falou que ouviu a conversa do Stan e do Bill sobre... – Eu lembrei que Eddie estava do meu lado. Corei, e tive que falar. –Sobre eu gostar do Eddie...

 Eddie corou, e perguntou:

 -Gosta de mim?

 -Falo outra hora sobre isso. Enfim, ele disse que não queria “bichas” na cidade, e quando ia me matar, ele foi atingido por Stan. Ele me deu o conselho de vir atrás de Eddie, e quando estava vindo, ouvi um barulho... - Eu fiz uma pausa, e mais lágrimas rolaram pelo meu rosto. - Vocês querem mesmo ouvir o resto?

 Eles se olharam, e responderam juntos:

 -Sim.

 Eu desabei em choro, e Eddie me abraçou. Eu me senti melhor por um tempo, sequei as lágrimas e continuei:

 -Eu voltei, e Eddie estava no chão, ao redor de uma poça de sangue, e tinha um bilhete, dizendo: “O preço da sua vida foi a dele, bichinha...” – Eu disse, entre soluços, e Eddie desabou em choro também, e me abraçou. Bill estava em choque. Não moveu um músculo, só ficou pálido.

 -Bill, me desculpa, mas já era... – Eu falei, secando as lágrimas.

 -Eu q-q-quero ver! Eu m-mal te conheço, c-c-como posso acreditar e v-v-você? – Ele se levantou, finalmente chorando.

 -Você é quem sabe... – Me levantei, saí da casa dele, e olhei para trás, perguntando:

 -Vocês vêm ou não?

 Eles se olharam, e me seguiram.

 Ao chegar na floresta, parei.

 -Vão vocês. Não quero vê-lo de novo. –Caí, chorando.

 Eles seguiram em frente, quando alguns segundos depois, ouvi um berro.

 Corri até eles, e Bill estava no chão, chorando.

 Quando cheguei perto dele, ele me bateu.

 -V-v-você f-f-fez isso! – Berrou Bill.

 -Por que eu faria isso? Ele foi o melhor amigo que eu fiz aqui, diferente de você! – Eu berrei.

 Ele ficou chocado, e ao perceber minha grosseria, me desculpei:

 -Desculpa, mas é verdade! Por que eu mataria um amigo, que me entende, passou pela mesma situação que eu e ainda me ajudou?

 -Desculpe, é que eu amava muito ele, e achar outro culpado foi melhor do que me culpar.

 -Relaxa, a culpa não foi sua. Foi do Henry.

 -HENRY? Aquele filho da puta... –Bill afirmou.

 -Bom, vamos? Vamos naquela sorveteria onde fomos eu e Eddie adiantados... –Eu falei, tentando quebrar o clima.

 -N-n-não obrigado, acho que vou f-ficar em casa, mas obrigada por tentar ajudar. –Bill falou, indo para casa.

 -Ah, ok. Tchau e desculpe pela perda! –Berrei.

 Eu sorri para Eddie, mas ele fez cara de paisagem.

 -Então... Vamos na sorveteria? Só nós dois? –Perguntei, para tentar animá-lo.

 Ele bufou, de braços cruzados.

 -O que houve?

 -Se o Stan é seu melhor amigo, o que eu sou? Poxa, eu fui o primeiro a te acolher aqui, e sem mim, você nunca teria amigos! E agora, o Stan é seu melhor amigo? – Ele disse, com lágrimas rolando pelo seu rosto.

 Eu coloquei minha mão em seu rosto, secando as lágrimas e o beijei.

 Quando me distanciei, Ed parecia muito surpreso.

 -Ed, Stan era meu melhor amigo, mas desde que comecei a falar com você, você é mais que meu amigo...

 Eddie sorriu, segurando minha mão, e se aproximou e me beijou.

 Sorri.

 Fui sorrindo para casa, sorrindo, e minha mãe, vendo toda minha felicidade, perguntou:

 -Nossa, por que está tão feliz?

 -Amor correspondido... –Falei resumidamente, e fui para o quarto.

 Afundei minha cara no travesseiro e só pensava no Eddie...

 

 EDDIE

 Cheguei em casa, sorridente, e fui correndo para o quarto e bati a porta.

 Afundei minha cara no travesseiro e só pensava no Richie...

 

 EDDIE E RICHIE

 

 ...Quando me veio o pensamento:

 “Acho que eu sou gay!!!”



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