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História I think I'm in love (clace) - Capítulo 38


Escrita por: e Saturnixz


Notas do Autor


Oi gnt, ontem eu estava passando mal ent n consegui postar... desculpinha se tiver algum erro :)

Capítulo 38 - I don't want to die without you knowing that


Clary Fray,  4 de Julho de 2019, Los Angeles.



6:50 AM



Eu já estava na casa de Jace e Emma há um dia e meio. Eles foram bem receptivos comigo e respeitaram meu espaço, até mesmo Jace.


Ontem fiquei com Emma enquanto Jace foi para a aula, tive que obrigar ele a ir. O loiro não queria sair do meu lado de jeito nenhum.


Sorrio como boba lembrando disso.


Prometi a ele que hoje iria para a escola, não podia me esconder para sempre.


- Clary? Está tudo bem? - ouço a voz de Jace atrás da porta do banheiro.


Desencosto a cabeça do box e sinto a água molhando minha cabeça.


- Sim, eu já estou saindo.


Molho novamente meus braços, vendo o líquido escarlate escorrer dele.


Lavo o braço, sentindo a ardência do sabão contra a ferida aberta.


Desligo o chuveiro e me enrolo na toalha, com cuidado para não manchá-la com sangue.


Sigo até o quarto que dividia com Jace, ouço vozes na cozinha e aproveito que o loiro não está no quarto para me trocar.


Coloco uma calça jeans clara, uma blusa de mangas longas preta, um moletom branco e um tênis da mesma cor.


Deixo o cabelo molhado e vou até a cozinha.


- O seu café está no copo, vamos? - Jace me entrega copo e o fecha.


Murmuro uma confirmação e Jace abre a porta.


- Tchau, Emma - dou um sorriso para a loira e sigo para fora do apartamento.


- Tchau, Clary - ouço sua voz enquanto me distanciava - Até mais tarde, boa aula pra vocês.


- Obrigada - Jace grita e aperta o botão do elevador - Tem certeza que você está bem? - ele pergunta quando entramos.


Cruzo meus braços e os aperto contra o meu corpo.


- Por que não estaria?


- Não sei, você parece meio... distante - ele dá de ombros.


Silêncio.


- Eu só... eu não sei - digo quando as portas se abrem - Me desculpa se eu estou agindo estranho.


Saímos do prédio.


- Você ainda está com Joshua? - Jace pergunta ligando o carro.


- Eu não sei, não temos nada sério - forço uma tosse - Mas acho que ele acha que é sério.


Jace olha pra mim e volta seu olhar a estrada. Coloco o cinto, abraço meus braços e encosto a cabeça na janela.



*



- Estava pensando, o que você acha de jantarmos juntos hoje? - Joshua segura minha mão enquanto caminhamos até o refeitório.


- Tipo... um encontro? - pergunto.


- Sim, se você quiser chamar assim - ele ri.


Eu não queria.


- Hm, ok.


- Entao - ele se vira para mim - sim?


- Sim, mas eu não tenho como ir - dou de ombros.


- Eu te busco - ele diz.


- Não, não, não, não precisa.


Joshua não podia saber que estava morando com Jace. Ninguém podia!


- Eu... hm... peço para alguém - solto sua mão e vou até Izzy.


 - Meu Deus, amiga, você não está com calor, não?! - Izzy me puxa para perto, apertando em cima dos cortes.


Me seguro para não falar nada.


- Estou bem assim. Cadê o Jace? - pergunto enquanto olho em volta e percebo que o loiro não está.


- Por que você não me contou que estavam morando juntos? - ela sussurrou.


- Não havia como, Izzy. Foi muito rápido - suspirei - minha mãe me expulsou de casa e 10 segundos depois eu estava na frente da cara dos Herondales.


- Ainda não acredito que sua mãe fez isso - começamos a andar em direção ao corredor.


- Nem eu.


- Você já falou com o seu pai? 


- Ele me manda algumas mensagens perguntando se eu estou bem ou desejando um bom dia.


- Pode contar comigo pra tudo, amiga. Eu vou sempre estar aqui pra você - ela me abraça.


- Eu sei, Izzy. Muito obrigada.


Alguns segundos depois nós nos desfazemos do abraço. 


- Preciso passar na sala do zelador - ela disse, voltando a andar.


- S-sala do zelador? Pra que? 


- A Sra. Blackthorn pediu uma vassoura - ela revira os olhos.


Dou de ombros e sigo a morena.


- Vou beber água, pode pegar pra mim? - Izzy parou no bebedouro do lado da porta.


- Claro.


Entro na sala escura e sinto a porta se fechando rapidamente atrás de mim, ouço o barulho das chaves girando.


- Izzy - bato na porta - Izzy, abre isso!


- Clary? - Jace me chama.


- Jace, me ajuda a abrir isso... Espera - me viro para a escuridão - Jace? 


- Oi? 


Sigo a voz, alguns passos depois dou de cara com uma parede rígida de músculos.


- O que - passo as mãos por sua cintura e me seguro em seus braços - O que você está fazendo aqui?


- Alec me pediu para pegar um lustra móveis ou coisa do tipo.


- Você acha que eles...?


- Nos deixaram aqui de propósito? Nesse momento, acho que sim - suas mãos descem até minha cintura e me puxam para perto.


Arfo.


Ele inicia um beijo quente, explorando cada parte da minha boca. Passo meus braços por seu pescoço, e enterro minhas mãos em seu cabelo, puxando os fios.


Ele desce os beijos pelo meu pescoço, intercalando entre beijos e mordidas levinhas. 


Gemo manhosa, bem baixinho. Ele sorri safado, descendo as mãos pela minha bunda, a apertando com força.


-Porra, Jace. – ataco seus lábios de forma desesperada. Querendo ou não, eu sentia falta dele.


O mesmo me prende contra a parede, chocando nossas intimidades. Gememos juntos.


Voltamos a nos engolir, porque beijo isso não era. O desejo era tão tamanho que me chocava.


Ele me segura pelo queixo, com um olhar intenso.


 - Vamos fazer um acordo, ok? - sua boca encontra a parte sensível do meu pescoço.


Assunto, incapaz de falar qualquer coisa naquele momento.


- Ouvi dizer que você tem um encontro com o Joshua hoje - assinto e puxo seus cabelos loiros. Ele solta um grunhido e aperta minha bunda. Gememos juntos - Se ele te beijar como eu te beijo - ele passa as mãos pelos meus seios - se ele te tocar como eu te toco - suas mãos entram em minha calcinha e eu dou um dou um gritinho - se ele te deixar tão molhada como eu deixo. Você é livre pra ficar com ele. 


Seus dedos saem de mim e ele coloca na boca. O olhar dele ficou frio de repente.


Depois de um tempo em um silencio constrangedor, escutamos a porta abrir. 


Fui a primeira a ir direto a porta, e quando abri não tinha ninguém lá. Jace passa reto, sem ao menos falar comigo.



***


9:30 PM


- O que você quer fazer? - Joshua pergunta - tipo... de faculdade.


Puxo as mangas da minha blusa mais para baixo.


- Acho que tentaria medicina, mas se não conseguisse iria pra artes cênicas. - dou de ombros.


- Você se daria muito bem nesse mundo. Você é linda.


Abaixo o olhar e brinco com o garfo.


- E você? O que faria?


- Alguma coisa com botânica - ele diz.


- Hmm.


E o assunto morreu.


- Você quer que eu te leve pra casa? - ele pergunta depois que saímos do restaurante.


- Não, vou pedir um táxi - a ideia de Joshua me levando para a casa de Jace me da calafrios.


- Tem certeza? Já está um pouco tarde...


- Sim, Joshua, Eu vou pegar um táxi.


Ele murmura um “ok” e olha para baixo.


- Então... tchau - ele se aproxima, suas mãos vão para a minha cintura.


Apoio minhas mãos em seus ombros enquanto sinto seus lábios colidindo com o meu.


Nada.


Eu não sinto nada.


Nem uma mísera chama dentro de mim.


Merda, Jace!


- É ele, não é? - Joshua se afasta.


- Desculpa, Josh. Desculpa mesmo.


Saio correndo na direção contrária que ele estava.




Jace Herondale, 4 de Julho de 2019, Los Angeles.



11:20 PM


- Se acalma, Jace - Emma dizia a cada dois segundos.


- Não tem como me acalmar - puxo meus cabelos - Ela saiu há 3 horas, são onze e meia e está chovendo pra caralho! E se... e se aconteceu alguma coisa? 


- O máximo que pode ter acontecido é ela estar na casa do Joshua - fuzilo ela com o olhar.


- Você não está ajudando - passo por ela e bato a porta do meu quarto.


- Não está mais aqui quem falou! - ouço seu grito.


Estava frio pra cacete, uma tempestade imensa caia lá fora. Clary não deu nenhuma notícia desde a hora que saiu de casa. 


Ela não tinha levado nem um casaco.


A possibilidade de ela estar na casa de Joshua me deixa enfurecido.


Começo a andar em círculos, desesperado.


Meu celular vibra no bolso, pego e vejo o nome de clary no visor.


- Onde caralhos você está? - praticamente grito.


- J-Jace... eu - ouço sua respiração - Jace eu preciso... muito. Eu preciso muito... que você venha me buscar. Agora!


Merda! O que tinha acontecido? 


Fui até o armário e peguei calças, blusas de manga longa e moletom para Clary.


- Onde você está? 


- Na praia - ouço ela murmurando algo como “cacete, que frio”.


- VOCÊ ESTÁ NA PRAIA? NO MEIO DESSA TEMPESTADE? CLARISSA VOCÊ ENLOUQUECEU? 


Coloco as roupas na mochila e saio do quarto, encontro uma Emma preocupada roendo as unhas.


Coloco a chamada no viva-voz.


- Eu... Eu estava confusa, então começou a chover e eu não consegui sair daqui - ela dizia rápido.


Eu conseguia ouvir as trovoadas e seus dentes batendo nos outros.


- Clarissa, meu Deus. Eu... - passo a mão pelo rosto - Já estou indo.


Desligo.


- Quer que eu vá com você? - Emma me segue até a porta.


- Não, eu preciso conversar com ela. Merda, que menina irresponsavel. Ela vai ficar doente.


- Vai dar tudo certo, vai logo - ela me abraça e fecha a porta.


Corro pelas escadas e destranco o carro. Saio em velocidade alta, nem ligando pras multas ou sinais vermelhos.


A praia fica a 10 minutos daqui. Se eu correr posso chegar até em 5.


Aumento a velocidade. 


Não consigo enxergar nem um palmo a minha frente.


Caralho!


Tudo o que eu consigo pensar agora é em Clary.


- Por que você decidiu sair sozinha? - bato no volante - Merda, merda, merda, merda! 


Acelero mais e um raio clareia o céu. Chego na praia três minutos depois.


Coloco as roupas dentro da minha camiseta, para não molhar.


Ando pela praia a procura da ruiva.


Caralho, aqui está congelando!


- CLARY? - grito.


Fico encharcado em poucos segundos andando.


- CLARY? CLARY, SIGA MINHA VOZ, POR FAVOR - o barulho de um trovão toma meus ouvidos.


- Jace - ouço um grito afastado.


- CLARY? Clary, meu Deus - começo a correr - continue gritando, pequena.


- E-eu estou com frio, Jace - ouço ela dizer.


Passo meus olhos pela praia.


Acho uma casinha a poucos metros de onde eu estava.


Corro para lá e acho Clary encolhida apertando seus braços em torno do corpo.


- Clary? - ela levanta o olhar.


- Jace, meu Deus, Jace - ela levanta correndo e me abraça.


Seus braços gelados estavam tremendo contra o meu pescoço.


- Trouxe roupas pra você.


Ela me solta e assente.


Tiro a toalha e as roupas de dentro da minha roupa.


Ela só estava com um vestido de manga longa.


- Meu Deus, você vai congelar.


- E-eu sinto muito, não devia ter vindo pra cá.


- Não mesmo - pego a toalha - você pode tirar o vestido? Pra eu secar você...


Ela agarra os braços e assente olhando para o chão.


Passo as mãos pela barra do seu vestido e a ajudo a tirar. 


Coloco ele aonde estavam as roupas e olho para Clary. Vejo seus braços com cicatrizes.


Clary estava se cortando? 


- Clary... que merda é essa? 


- Jace, e-eu estou m-morrendo de frio. Podemos f-falar d-sobre isso depois?


Concordo com a cabeça e engulo em seco.


Começo a secar suas pernas, sinto Clary agarrando meus ombros com as mãos trêmulas.


Coloco uma calça de moletom nela, uma blusa de manga longa preta e um moletom meu.


- Nós vamos nos molhar, ok? - seguro as costas e as pernas de Clary, segurando-a como ela dizia “do jeito de princesa”.


- Me coloca no chão, por favor.


- Por que? - olho em seus olhos.


- Eu só preciso te contar uma coisa.


Coloco ela no chão e seguro seu rosto com as mãos.


- Eu não senti nada - ela disse.


- O que?


- Com Joshua. Não senti nada. Nada mesmo - Um sorriso brota em meus lábios - Nada e nem ninguém faz eu me sentir tão bonita e especial como você faz. Eu amo você, Jace Herondale. E quero ficar com você até o último dia da minha vida. Não posso prometer a eternidade. Mas até o meu último suspiro eu te amarei, cada batida do meu coração é sua. Não quero morrer sem que você saiba disso.


- Morrer? Do que você está falando? Nos já estamos indo pra casa, Clary, vai ficar tudo bem.


- Eu amo você - ela toma meus lábios em um beijo molhado.


Seus lábios estavam gelados e duros pelo frio. Suas mãos entraram por dentro do meu moletom e me abraçaram.


Minhas mãos contornaram sua cintura quando ela mordeu meu lábio. Gememos juntos.


- Agora você pode me levantar do jeito de princesa - rimos.


Peguei-a no colo e a levei pra casa.


Jurando por tudo no mundo que nada iria me nos afastar. Nada que não fosse a morte.


- Eu amo você mais que tudo, Clarissa Fairchild.


Seu rosto se escondeu no meu pescoço enquanto eu corria pela chuva em direção ao carro.


Notas Finais


E q as merdas comecem


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