História I wait for you - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Got7, LiSA, TWICE
Personagens Dahyun, Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Lisa, Park Jimin (Jimin)
Tags Bangpink, Bangtan Boys (BTS), Bangtwice, Blackpink, Dahyun, Got7, Hoseok, Jackson, Jeonjungkook, Jhope, Jungkook, Lalisa, Lalisamanoban, Lisa, Twice
Visualizações 24
Palavras 3.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 17 - Capítulo 17


Por um bom tempo depois de Kook ter ido embora, fiquei acordada na cama. Essa noite de insônia era diferente de todas as outras. Nem se comparava a elas. Meu corpo inteiro parecia estranho a mim, sensível e quente até demais. Tirei o edredom de cima de mim e deixei apenas o fino lençol, que, ainda assim, esquentava minha pele. Virei-me de lado, mordendo os lábios ao juntar com força minhas coxas.

Eu odiava Jungkook.

Não de verdade.

Mas o odiava por seu “boa-noite”, e por ele ter ido embora, e por eu estar tão à flor da pele que, toda vez que mudava de posição, minha pele ultrassensível pedia mais. Mais.

Eu não odiava Cam.

Virando-me de barriga para cima, empurrei o lençol para baixo. O ar fresco cobriu meus braços e peito. Por baixo da camiseta de algodão, a ponta dos meus seios estava rija e eu sentia pequenas pontadas, a ponto de não só me irritar como quase invadir o território da dor.

Abracei os joelhos e um gemido escapou por entre meus lábios, conforme sentia uma pulsação entre as coxas, subindo até os seios. Esticando as pernas, embolei o lençol embaixo de mim e procurei esvaziar os pensamentos, mas não conseguia deixar de pensar no beijo de Jungkook, no toque de seus lábios nos meus, como sua língua ficara úmida e quente dentro da minha boca. Ainda podia sentir o gosto do chocolate e o tato de seus músculos sob minhas mãos. Fiquei sem fôlego só de lembrar o toque suave do dorso de suas mãos roçando em meus seios, provocando.

O que eu sentia era completamente novo para mim. Como se o beijo de Kook tivesse mudado tudo em meu corpo, mas eu não era idiota. Não era ingênua ou tão inexperiente a ponto de não notar que estava excitada. Que meu corpo havia acordado, como uma Bela Adormecida saindo do sono profundo, e exigia muito mais.

Minha mão vagou até meu estômago e me assustei. Minha pulsa ção estavaacelerada, subira à garganta, meu coração palpitava. Entre as coxas, o latejar se intensificava. Meus olhos se abriram e focaram no teto escuro. Prendi a respiração ao deslizar a mão para baixo. Parecia uma experiência fora do corpo, como se eu não tivesse controle sobre o que estava fazendo.

Fechei os olhos ao enfiar a mão por dentro do elástico frouxo do meu short de dormir. Os músculos na barriga estavam tensos, a respiração acelerada. A ponta dos meus dedos tocou as terminações nervosas lá embaixo, e um jorro de pura eletricidade correu pelas minhas veias. Mordi o lábio para segurar o grito que se formou na minha garganta. O coração agora saltava, meus dedos deslizavam pore entre as partes úmidas que se juntavam lá embaixo. Parte de mim não acreditava no que estava fazendo. Não acreditava que tinha demorado tanto para fazer aquilo. Mas eu já tinha passado do ponto de voltar atrás. Na minha mente, surgiu a imagem de Kook. Os olhos escuros flamejantes e sua boca na minha, fazendo-a abrir, divinamente paciente, porém determinado. Meus dedos estavam desajeitados, pois eu realmente não tinha ideia do que estava fazendo, mas parecia estar funcionando. Continuei me tocando, e era muito bom, mas tudo aquilo parecia aumentar o fogo, intensificar aquele ardor. Senti o inchaço e tive certeza que eu ia gritar até não poder mais, se aquela ânsia aumentasse mais um pouco.

Mordi o lábio inferior. Meu dedo deslizou para trás e para a frente antes de eu inspirar profundamente e me penetrar. Um suspiro escapou de mim por causa da tensão. Ok. Aquilo era bom. Enfiei um pouco mais fundo, e a pressão da palma da mão contra minha saliência me fez sentir outro choque. Meus quadris se moviam e o fervor se espalhava dentro de mim. O instinto parecia ter tomado conta. Meus quadris realizavam um pequeno círculo e a tensão ficava cada vez mais profunda. O barulho que saiu pela minha garganta teria me deixado constrangida, se alguém tivesse ouvido, mas naquele momento, na escuridão do meu quarto, só fez com que eu me sentisse mais excitada. 

Meus quadris se apertaram contra minha mão e senti como se um nó se fechasse dentro de mim. Pude senti-lo crescendo e sabia que viria a qualquer instante. De repente, imaginei Kook fazendo aquilo — com sua mão, seus dedos, e pronto. Um gemido irrompeu de dentro de mim quando o nó se desfez, espalhando-se pelo meu corpo e pelos meus pensamentos.

Conforme o coração voltava ao normal e os tremores acalmavam, eu me joguei de costas nos travesseiros, braços e pernas tremendo. Puta merda, então era assim a sensação? Virei-me de lado, meus lábios formando um sorriso fraco. O travesseiro abafou uma risada vinda da garganta. No entanto, de alguma forma, mesmo aquela paz lânguida e prazerosa tendo invadido meu corpo, trazendo um sono agradável, eu sabia que, o que quer que tivesse sentido, ainda era só uma amostra. Que com o cara com quem eu quisesse estar — com Jungkook —, tudo aquilo teria sido amplificado e eu queria isso.

Queria sentir isso com Kook.

* * *

Dahyun e Hoseok ficaram tão surpresos quanto eu por ter concordado em ir com Jungkook para a casa dele no feriado de Ação de Graças. Tive receio de que eles fossem me dar um sermão sobre como aquilo era completamente insano, mas não foi o que aconteceu. Os dois agiram como se não fosse nada de mais. Talvez loucura seja contagiosa? Além disso, eles estavam mais interessados nos outros detalhes do encontro.

— Então, ele beija bem? — perguntou Hoseok.

Olhei em volta na sala, rezando para que ninguém estivesse prestando atenção. O professor não havia chegado ainda e a maioria parecia estar com sono.

Dahyun deu uma risada.

— Conte para ele o que você me contou ontem.

Minhas bochechas queimaram só de pensar no que eu havia contado para Dahyun ao telefone, quando ela me fizera a mesma pergunta.

— Então, ele beijou você? — Os olhos escuros de Hoseok estavam arregalados, mas, felizmente, ele manteve a voz baixa.

Agarrada ao meu caderno, ignorei a forma como Dahyun balançava em sua cadeira.

— Sim.

— Conte a ele — sussurrou ela.

Hoseok acenou com a cabeça.

— Me diga.

Fechei os olhos.

— Ele beija bem. Muito bem, por sinal.

— Não foi o que você disse.

Hoseok franziu os lábios.

— Diga logo ou vou começar a gritar que você beijou...

— Está bem — sussurrei, sentindo o corpo todo esquentar. O primeiro beijo fora terno e suave. Até mesmo o segundo fora uma exploração controlada, mas, quando, me recostei e ele veio por cima de mim? A ânsia estava de volta só de pensar no assunto, e, bem, isso era estranho, pois eu estava no meio da aula de História. — Ele me beijou como se quisesse... me comer inteira.

Dahyun riu com uma barra de chocolate na boca. A boca de Hoseok ameaçou falar por vários segundos, até que disse:

— Aposto que ele queria mesmo. — Suas sobrancelhas estavam erguidas quando ele baixou o queixo. — Tipo, ele realmente queria comer...

— Já entendi o que você está dizendo. Obrigada. Voltando ao que importa — eu disse, apoiando o caderno sobre a mesa. — Você não acha que ir para casa com ele é maluquice?

Dahyun balançou a cabeça.

— As pessoas vão à casa das outras o tempo todo. Você conhece Hyuna, certo? Ela está em sua aula de Arte. Ela vai para a casa de Hyojong  em vez de pegar um voo para a Coreia.

— Mas os dois não estão namorando? — perguntou Hoseok.

Meus ombros desabaram.

— Não mais — respondeu Dahyun, tirando outro doce Twizzler da bolsa. Ela o apontou para mim. — Eles se separaram, mas ela ainda vai para a casa dele.

 Isso ainda não me fazia sentir melhor a respeito do assunto. Durante a aula, eu alternava entre prestar atenção à lição sobre a Idade Média e me perguntar se realmente iria na semana seguinte com Jungkook, tudo isso enquanto mordiscava o Twizzler que havia afanado da bolsa de Dahyun.

A verdade era que ir para casa com Jungkook não era exatamente o problema. Sim, era tudo uma grande loucura, mas boa parte de mim estava até ansiando por aquele dia. Eu queria saber mais sobre o Jungkook — ver sua família e como ele interagia com ela. Queria saber por que tinha parado de jogar futebol e o que fazia toda sexta à noite.

E eu queria... queria Jungkook.

Nessa coisa de nunca ter querido um cara antes, também jamais pensara serca paz de querer um. O que senti quando ele me beijou foi o que deveria sentir. Houve um pouco de pânico, ainda havia, na verdade, mas a curiosidade superava o medo. Assim como o calor desconcertante que eu sentia sempre que ele se aproximava. Não restava dúvida na minha cabeça de que eu queria beijar Jungkook outra vez.

Queria experimentar com ele o que experimentei depois de ele ter ido embora. Beijá-lo não era o problema. Ir para a casa dele não era o problema. Eu só não sabia o quanto daquilo eu era capaz de aguentar. Até onde aquela sensação — o que quer que fosse — resistiria, até o calor ser superado por meus antigos medos.

* * *

Durante toda a semana seguinte, eu me convenci e desconvenci a ir para a casa de Jungkook um milhão de vezes. Até o momento de arrumar as malas para o fim de semana, vacilei em diversos momentos. Só me dei conta de verdade de que estava fazendo aquilo na quarta-feira pela manhã, dentro da caminhonete dele.

— Tem certeza de que seus pais não vão ligar?

Jungkook fez que sim com a cabeça. Eu só tinha feito essa pergunta umas duzentas vezes.

Comecei a roer a unha do polegar.

— E você ligou para eles para perguntar, certo?

Ele me olhou de soslaio e respondeu:

— Não.

Fiquei de boca aberta.

— Jungkook!

Tombando a cabeça para trás, ele deu uma gargalhada.

— Estou brincando. Relaxe, Lalisa. Eu falei com eles no dia seguinte em que você disse que iria. Eles sabem que você vai e estão animados para conhecê-la.

Olhando para ele, voltei a roer a unha.

— Isso não foi engraçado.

Ele riu novamente.

— Foi, sim.

— Idiota.

— Nerd.

Olhei pela janela do passageiro.

— Filho da mãe.

— Oh — Kook assobiou. — Agora vai começar a troca de gentilezas. Continue assim e vou dar meia-volta.

Sorri para ele ao chegarmos à estrada I70.

— Parece uma boa ideia.

— Você ficaria devastada e em lágrimas. — Houve uma pausa. Ele estendeu a mão para mim, tirando meu dedo da boca. — Pare com isso.

— Desculpe. — Olhei para ele. — É um mau hábito.

— É mesmo. — Ele entrelaçou os dedos nos meus e meu coração acelerou. Pousamos as mãos juntas sobre minha coxa, e não soube o que pensar sobre aquilo. — Minha irmã só deverá chegar amanhã de manhã. Ela fará um show em Pittsburg esta noite.

— Que tipo de show? — Meu olhar saiu de nossas mãos para a janela e de volta para nossas mãos. — O balé é o preferido dela?

— Acho que é uma mistura disso com dança contemporânea.

A contemporânea usava muito do balé e fazia sentido que ela usasse uma mistura dos dois. Kook soltou minha mão, o que foi bom, porque eu tinha certeza de que eu estava começando a suar, e isso era nojento. A viagem de duas horas passou rápido demais. Pareceram minutos desde que saímos da interestadual e entramos numa pequena e montanhosa cidade que parecia ter sido construída na encosta de uma colina.

Impressionante, era como se estivéssemos no meio de um país de alpinistas. Em todas as fachadas de loja havia uma bandeira da Universidade de West Virginia, assim como nas varandas das casas pequenas. Continuamos seguindo pela cidade e pegamos estradas para o interior que deviam ter sido asfaltadas recentemente.

Não conseguia lembrar qual tinha sido a última vez que ficara nervosa a esse ponto. Meu estômago roncou quando ele diminuiu a velocidade e virou à direita, no que parecia ser uma rua particular cheia de carvalhos altos. Minha boca ficou completamente seca assim que ele fez a curva e pude avistar uma mansão majestosa.

O tamanho da casa não foi o que mais me chamou a atenção. Era realmente imensa — estilo colonial, pilares brancos na frente e três andares —, mas o fato é que me lembrava muito a casa dos meus pais. Fria e perfeita por fora e, muito provavelmente, igual por dentro.

Jungkook seguiu o caminho de acesso à garagem por trás da casa e consegui ver melhor o gramado muito bem aparado e a linda paisagem rústica. Engoli em seco, mas minha garganta não estava funcionando direito. Ele estacionou ao lado de uma garagem separada que, provavelmente, tinha o tamanho de uma pequena casa. Além da garagem, pude ver uma piscina coberta.

Ele desligou o motor e me encarou, com um leve sorriso no rosto.

— Está pronta?

Eu queria gritar não e sumir dali, correr direto para a floresta mais próxima, mas seria um pequeno exagero. Portanto, concordei com um aceno e abri a porta, sentindo a temperatura que estava, pelo menos, cinco graus mais fria. Fiz menção de pegar minha mala, mas Jungkook a apanhou junto com a dele, que era muito menor.

— Pode deixar — comentei.

Ele sorriu ao olhar para a mala que colocou no ombro.

— Eu carrego. Além do mais, acho que a estampa de flores rosas e azuis fica ótima em mim.

Apesar dos meus nervos à flor da pele, eu ri.

— Combina mesmo com você.

— Foi o que pensei.

Ele esperou para que eu o acompanhasse, então começamos a subir uma rampa de ardósia que levava a um pátio coberto nos fundos da casa. Ele parou diante da porta de vidro, ao lado de uma espreguiçadeira de vime.

— Você parece estar prestes a ter um ataque do coração.

— Tão ruim assim? — perguntei, encolhendo-me.

— Quase. — ele se aproximou e sua mão se moveu rápido. Colocando meu cabelo atrás da orelha, ele baixou um pouco a cabeça. Havia uma expressão em seu rosto que acentuava a cor dos olhos, deixando-os bem escuros. Meu estômago reagiu se contorcendo. — Você não tem por que ficar nervosa, está bem? Eu prometo.

Minha bochecha formigou onde seus dedos tocaram e, por causa da distância, pensei em nosso beijo que não fora um beijo. Ele não tinha feito nada parecido desde a noite de nosso primeiro encontro, mas, naquele momento, achei que ele quisesse.

— Está bem — sussurrei.

Ele me observou por um longo instante e, em seguida, balançou a cabeça. Baixando a mão, ele se virou para a porta e a abriu. Uma lufada de ar quente que cheirava a maçã e pimenta veio até nós, um aroma inebriante e acolhedor. Kook foi entrando e eu o segui, com os olhos bem abertos ao entrar na sala do piso inferior. Era uma espécie de sala de jogos. Uma grande mesa de sinuca no meio, um bar lotado à direita e, na parte de trás, perto da escada, estava uma grande TV com várias poltronas aparentemente confortáveis na frente. Meus pais tinham algo do tipo, mas a mesa de sinuca jamais havia sido usada, minha mãe só bebia do bar quando achava que ninguém estava prestando atenção e a TV do andar de baixo nunca fora ligada.

Mas tudo parecia... ter vida por aqui.

As bolas não estavam organizadas no meio, mas espalhadas pela mesa toda, como se alguém tivesse parado no meio de um jogo. Uma garrafa de uísque estava apoiada em cima do bar, ao lado de um copo, e as poltronas estavam desgastadas, obviamente móveis antigos que tinham sido levados lá para baixo. Ao contrário dos meus pais, que precisavam ter coisas novas em todos os cômodos da casa.

— Este é o cantinho do homem — disse Kook, caminhando até a escada. — O papai passa um tempão aqui. Ali está a mesa em que ele me detonou no pôquer.

Olhei para a esquerda e havia apenas uma mesa mediana de carteado ali. Um sorrisinho brotou no meu rosto.

— Gostei deste lugar.

— Eu também gosto — ele replicou. — Meus pais devem estar lá em cima...

Concordando, saí do centro da sala e o fui andando logo atrás dele. Chegamos a uma sala de estar, que, assim como o andar de baixo, tinha um clima bem aconchegante. Um grande sofá em L ocupava a maior parte da sala, disposto bem na frente de outra televisão imensa. Revistas espalhavam-se pela mesa de centro e havia vasos de plantas em vez de estátuas e quadros esquisitos em quase todos os cantos. 

— Sala de estar — comentou Kook, passando por um arco. — E esta é a segunda sala de estar, ou uma sala em que ninguém fica. Talvez seja uma sala de sentar? Quem sabe? E esta é a sala de jantar formal, que nunca usamos, mas temos...

— Nós usamos, sim, a sala de jantar! — disse uma voz de mulher. — Talvez uma ou duas vezes por ano, quando temos companhia.

— Para mostrar os “pratos bons” — comentou Kook, friamente.

Minhas pernas pararam de responder ao som da voz da mãe de Kook. Fiquei sem reação numa das pontas da mesa, com o coração na boca, quando ela entrou pela porta.

A mãe de Cam era tão alta e impressionante quanto ele, com cabelos bem pretos amarrados atrás em um rabo de cavalo frouxo. Os olhos dela eram castanhos e sem maquiagem. Pequenos pés de galinha apareceram no canto dos olhos, quando um sorriso largo brotou em seu rosto ao ver o filho. Ela usava uma calça jeans e um moletom largo.

Cruzou a sala, envolvendo-o num forte abraço.

— Nem sei onde estão os “pratos bons”, Jungkook

Ele riu.

— Onde quer que estejam, devem estar se escondendo dos pratos de papel.

Rindo discretamente, ela se afastou.

— Que bom que você veio. Seu pai está começando a me irritar com aquela conversa de querer ir caçar. — O olhar dela se desviou por sobre os ombros de Kook, dando um sorriso de boas-vindas. — E essa deve ser Lalisa?

— Não, pelo amor de Deus — disse Kook. — Essa é Candy, mãe.

Os olhos da mãe se arregalaram e o rosto ficou um tanto corado.

— É, eu não...

— Eu sou Lisa — eu disse, olhando brava para Kook. — A senhora acertou.

Ela se virou e deu um tapa no braço dele, Com força.

— Jungkook! Meu Deus, eu achei... — Ela bateu nele de novo e ele riu. — Você é terrível. — Balançando a cabeça, ela se virou para mim outra vez. — Você deve ser uma jovem muito paciente para ter sobrevivido a uma viagem até aqui com esse idiota.

Pensando não ter ouvido direito, pisquei os olhos e, então, dei uma gargalhada quando Kook fez uma cara feia.

— Não foi tão ruim assim.

— Olha só. — A mãe de Kook olhou para ele. — E ela é bem-educada. Está tudo bem. Eu sei que meu filho é um... pentelho. A propósito, você pode me chamar de Solar, Todo mundo me chama assim.

Então ela me abraçou.

E foi um abraço de verdade — um abraço com carinho e afeição. Não sabia dizer quando tinha sido a última vez que minha mãe havia me abraçado. Senti um nó na garganta, mas o reprimi antes que fizesse papel de boba.

— Obrigada por me deixar vir — eu disse, contente que minha voz não falhara.

— Imagine. Adoramos receber visitas. Venha, vamos conhecer o cara que pensa ser minha alma gêmea. — A mãe dele passou um braço sobre meus ombros e apertou. — E já peço desculpas por antecipação se ele começar a falar sobre os animais que ele planeja caçar neste fim de semana.

Conforme ela me levou ao vestíbulo, olhei para onde Kook aguardava. Nossos olhares se encontraram e senti uma palpitação no peito. Ele abriu um sorriso, mostrando a covinha na bochecha esquerda.

Jungkook deu uma piscadela.

E meu sorriso cresceu.



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