História I Walk The Line - Capítulo 2


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Categorias 50 Tons de Cinza, O Fantasma da Ópera, Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Anastasia Steele, Aro Volturi, Carlisle Cullen, Carmen Denali, Jasper Hale, Marcus Volturi, Personagens Originais, Rosalie Hale
Tags 50 Tons De Cinza, Anastasia Steele, Cinquenta Tons De Cinza, Erik Destler, Fantasma Da Ópera, Saga Crepúsculo
Visualizações 23
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O pianista do terceiro andar


Fanfic / Fanfiction I Walk The Line - Capítulo 2 - O pianista do terceiro andar

 

1960 

Em uma cidade não muito longe de Moscou...  

 

- É um excelente apartamento. – constatou Anastasia ao observar cada mínimo detalhe. Apesar de ser pequeno, o ambiente era bem cuidado e possuía mobílias de bom gosto, diferente da maioria que visitou. 

 O que o destacava perante os demais era a localização, longe do centro e da agitação.  

Tranquilidade, era o que a jovem precisava, e ali era o melhor lugar.  

- Podemos fechar negócio? 

Sem hesitar, Anastasia balançou a cabeça positivamente e sorriu. 

A mudança foi rápida, visto que a garota não possuía muitos bens, apenas algumas roupas e livros. Tudo o que era de seus pais foi leiloado e com o dinheiro, conseguiu comprar o apartamento e se manter viva. Seus pais não eram milionários, mas seus bens garantiram um certo conforto para a filha, que não tinha necessidade de trabalhar por cerca de dois anos. Porém, Anastasia decidiu manter uma parcela do dinheiro guardada e dedicou-se a procurar um emprego, encontrando um cargo em uma pequena livraria perto de seu apartamento. 

Seu apartamento era o segundo de três andares. Pelo o que Carmen havia dito, ela morava no primeiro andar com seu marido e um cachorro, e um homem morava no terceiro andar.  

- Como estou? – perguntou ela para Alice que acompanhava-a com o olhar – Muito ferrada? 

- Na verdade não, não houve lesões recidivas e essa dor que está sentindo é resultado do calçado que está usando, está muito apertado. Olhe essas feridas em seus pés. – Após a lesão ligamentar, a bailarina recebeu acompanhamento de uma grande equipe e se recuperou bem. Entretanto, com o luto e o afastamento dos palcos, Anastasia sentiu a necessidade de um acompanhamento, disso veio o atendimento domiciliar de Alice. A mulher baixinha, de cabelos pretos e traços delicados.  

- Dizem que todas as bailarinas possuem pés feios... – disse Anastasia calçando suas meias listradas.  

- Não deveria calçar sapatos tão apertados. – advertir Alice.  

- Por muito tempo eu tinha esse hábito... Acostumar meus pés para a dor de treinar horas e horas a fio.  

- Chamo de prática masoquista. – Alice suspirou e aproximou-se da garota que mantinha seus olhos azuis observando a neve do lado de fora da janela – Você está bem, apenas precisa cuidar melhor de si mesma. 

- Tudo bem. Obrigada Alice.  

- De nada. – sorriu a baixinha fazendo Anastasia sentir-se acolhida. – Preciso ir. Tenho que atender em cinco minutos. 

- Desculpe ter atrasado você. Conseguirá chegar lá em cinco minutos? Posso pagar um táxi... 

- Não, o atendimento é nesse prédio mesmo, está tudo bem.  

Tranquilizou-se recebendo um largo sorriso de Alice. Ambas nutriam um carinho especial uma pela outra, uma forte amizade nascia ali. 

- Cuide-se. – disse Alice, abraçou sua paciente e saiu pela porta. 

Anastasia deitou-se e descansou por algumas horas, sem conseguir dormir, sendo despertada pelo barulho de móveis sendo arrastados pelo chão.  

 Caminhou em direção ao banheiro, tomou banho e decidiu ligar a televisão. Com o passar das horas sentiu-se embriagada pelo tédio, decidiu olhar pela janela e ali permaneceu por alguns minutos em silêncio.  

De repente, uma linda canção é cantarolada por uma voz grave acima de si e o som de teclas de piano começaram à ecoar, encantando-a completamente, fazendo com que se esquecesse da confusão que estava sua mente.  

Está vindo do apartamento do terceiro andar, concluiu rapidamente.  

Permaneceu imóvel, ouvindo aquele som, imaginava quem seria o pianista, mas ninguém vinha em sua mente. Tinha certeza que não ouviu Carmen dizer que o vizinho do andar de cima era um instrumentista.  

Por semanas, a garota permaneceu todas as noites ouvindo aquelas melodias, que ela considerava tão sensíveis e tristes.  

Até que em uma certa tarde, encontrou uma mulher alta e loira nas escadas, acompanhada de um lindo garotinho que aparentava ter entre seis e oito anos de idade, de cabelos escuros, bochechas rosadas e olhos castanhos, constatou pelos traços semelhantes, que eram mãe e filho, suspeita que não demorou a se confirmar.  

- Boa tarde. – cumprimentou Anastasia sendo respondida com um sonoro “boa tarde” dos dois. O garoto observou-se de relance em um espelho na escadaria, perguntando-se quem teve a ideia de colocá-lo ali.  

- Mamãe, por qual motivo colocaram esse espelho aqui? 

- Não sei, querido. – respondeu a mulher de longos cabelos loiros.  

- Você acha que o titio gosta? Ele me disse que não gosta de espelhos. 

- Pergunte pra ele, quando o ver. – O garoto parecia refletir sobre a possibilidade. Seu tio não gostava muito de perguntas também.  

- Espero que o titio tenha feito o bolo de chocolate que eu gosto. Não gosto de ficar com fome.  

Anastasia sorriu com a afirmação da criança e acelerou seus passos, carregando suas sacolas de compras. Seu jantar foi lasanha aquela noite, ela estava inspirada, pensou consigo mesma. Lavou as louças e foi para a janela esperando ouvir o pianista. Entretanto, naquela noite não houve música, a garota obrigou-se a dormir, o que não surtiu efeito. Ela não dormiu pensando no que levou o pianista a não tocar naquela noite.  

Quando amanheceu, decidiu correr pela cidade para queimar as calorias da lasanha. Sua aposentadoria dos palcos, como gostava de pensar, havia trazido alguns quilos pra seu quadril e seios. Por mais impressionante que fosse possuir curvas, algo que ela nunca teve, não conseguia tirar da cabeça que devia fazer algo para mudar aquela situação. Após sua caminhada terminar, Anastasia retornou ao prédio, onde deparou-se com a mulher loira e alta esperando seu filho entrar no carro. Ela percebeu que um homem observava os dois pela janela do terceiro andar. O homem parecia alto, vestia um capuz preto e mantinha o rosto tampado pelo capuz, que escondia suas feições. Estremeceu com aquela visão que parecia ter sido tirada de um filme de terror, sacudiu seus agasalhos para retirar os flocos de neve, e entrou. 

No dia seguinte, a mesma cena se repetiu, embora Anastasia estivesse retornando do trabalho, sentindo-se cansada, precisava ve-lo de perto. Pois dessa vez, ele estava no térreo.  

Antes que se aproximasse para observa-lo de perto, ele entrou e a loira acelerou o carro levantando neve do asfalto. A bailarina foi obrigada a acelerar os seus passos. Os movimentos do homem eram estranhos, parecendo tenso com algo, refletiu ao posicionar-se ao lado dele. Em silêncio, mantiveram-se um perto do outro, subindo as escadas. 

- Boa tarde, senhor. Como vai? – cumprimentou ela estendendo a mão. Ele não respondeu.  

Era perturbador aquele silêncio e a forma como ele se portava. Curiosa, lembrou-se do espelho colocado por Carmen na portaria e olhou para o mesmo, percebendo algumas coisas sobre o homem. 

Ele era um homem alto, muito alto perto dela e tinha ombros largos demais comparados aos dela. 

Seu queixo e lábios eram bem desenhados, o que era um ponto positivo em sua aparência, na opinião dela. As duas partes de seu rosto que conseguia observar pelo capuz preto e espesso deixaram-na na expectativa por mais.  

Tentou desviar sua atenção dele, sem sucesso, pensou que já não bastava ouvir o concerto do pianista sem pagar, agora estava “secando” um dos moradores sem medir as consequências. Ao chegar na porta de seu apartamento, começou a procurar por suas chaves em seus bolsos, sendo surpreendida por uma voz grave que continuava a seguir para o andar de cima: 

- Boa tarde. – Aquelas duas palavras causam um arrepio por todo o corpo de Anastasia, que perplexa, não conseguiu retribuir o cumprimento. Antes que se virasse, o dono da voz grave havia sumido.  

 

Duas semanas depois..

- Mais alguma coisa, senhorita? – perguntou o garçom tirando Anastasia de seus devaneios.  

- Não, obrigada. – respondeu ela olhando Raoul que observava há alguns minutos sem que ela percebesse. Ele havia tentado sair com ela por muito tempo. Teve de ser insistente e paciente, mas valeria a pena, ele tinha certeza. Os cabelos soltos em cachos grossos e seu vestido branco na altura dos joelhos e botas marrons, proporcionavam uma aparência angelical para Anastasia.  

- Você está linda. 

- Obrigada, Raoul. Já fez seu pedido? 

- Sim. – disse ele com um sorriso gentil nos lábios – Com o que trabalha? 

- Estou na cidade há poucos meses, começando do zero. Comecei a trabalhar em uma livraria. – disse fingindo naturalidade, esperançosa que ele não a questionasse ou prolongasse o assunto. Não queria falar sobre sua carreira como bailarina. Falar sobre o presente bastava. - Com o que trabalha? 

- Sabe com o que eu trabalho.  

- Fale-me mais sobre. - Ela sabia tudo sobre o seu trabalho. Raoul era um corretor imobiliário francês, havia sido recomendado para ajudá-la a conseguir um bom apartamento, porém ela decidiu seguir por conta própria após conhecê-lo. Ele era gentil, mas suas intenções com a jovem não eram nada profissionais. Desde o primeiro encontro entre eles e ela percebeu isso, mesmo sendo ingênua.  Após algumas semanas, sozinha em seu apartamento, decidiu telefonar para ele e convidá-lo para sair.  

Raoul é terrivelmente atraente, refletiu ela, seus cabelos loiros na altura dos ombros, olhos verdes e pele de aparência macia, era uma pena não nutrir por ele nenhum sentimento além do desejo. Uma relação casual nunca foi o que Anastasia procurou. Não queria entregar-se para um homem que não fosse seu marido e que não amasse verdadeiramente.  

Ele falou por alguns minutos sobre sua carreira e depois disso tentou fazer com que Anastasia falasse sobre sua vida, recebendo respostas educadas e vagas. Não parecia disposta a falar sobre si. Raoul tocou sua mão e ela não se afastou, ele tomou sua permissão como um bom sinal.  

Levou-a para casa antes das dez horas na noite. Abriu a porta do carro como um cavalheiro, e quando ele menos esperava ela beijou os lábios dele, com delicadeza e segurança. Ele abriu seus lábios permitindo que sua língua invadisse sua boca, com agilidade ele colocou as mãos na cintura dela e aprofundou o beijo. Ela podia sentir seu corpo esquentar, embora sentisse atração por ele, não queria continuar. Afastou-se lentamente e disse: 

- Raoul, entre eu e você... Não acontecerá nada além disso. Você é um homem incrível, mas não é pra mim. – ela envolveu-o em um abraço desajeitado e depositou um beijo em sua bochecha – Boa noite.  

- Boa noite, Anastasia. –sussurrou ele sentindo-se atordoado.  

Antes que ele falasse mais alguma coisa, ela entrou e caminhou em direção às escadas, sendo surpreendida por uma silhueta alta e forte. Reconheceu pela forma que escondia a face através do capuz, que era o homem que ela “secou” no elevador há algumas semana.  

- Saia da minha frente. – cuspiu raivosamente a voz grave fazendo-a mover rapidamente para o lado oposto.  

Ele saiu silenciosamente como um fantasma. Antes disso Anastasia pôde perceber que ele reduziu a velocidade dos passos ao passar por ela, para observa-la discretamente, de forma quase imperceptível.  

Ao olhar para si mesma pelo espelho da escadaria, percebeu que seu batom vermelho havia sido borrado em seus lábios pelo beijo que deu em Raoul e que isso poderia ter chamado atenção do homem misterioso.  

“Suas mãos eram grandes, seus dedos longos e grossos, não consegui ver mais do seu queixo e lábios novamente, mas sua pele parecia ser branca como a neve...” também o observou quando estiveram um metro de distância um do outro. Não era apenas o homem misterioso que tinha sua atenção centrada na garota. Ela conseguiu ver suas mãos e observa-las com muita curiosidade, embora estivesse escondidas em uma luva preta e justa. Ela esteve imaginando as mãos de seu pianista e o homem misterioso era o seu principal e único suspeito.  

Agora, pensando melhor no que vira, refletiu em como seria bom te-las mais perto. Pôde facilmente imaginar aquelas mãos deslizarem por um piano e por seu corpo.  

Estava ficando maluca, tinha certeza disso. Não poderia ter fantasias com um homem estranho que nunca havia visto o rosto, era inadequado.  

Balançou a cabeça negativamente, limpando sua boca com um lenço que estava guardando em sua bolsa, sentindo-se absurda por tais pensamentos. 

 



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