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História I Wanna Be Yours - Capítulo 43


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Capítulo 43 - Soho


Fanfic / Fanfiction I Wanna Be Yours - Capítulo 43 - Soho

Estava com os olhos fechados sentindo o vento gelado que entrava pela janela em meu rosto enquanto tocava Strokes no som do carro, a mão de Alex estava pousada em minha perna, eu estava com cara de boba, com a ponta dos dedos nos lábios, memorizando cada detalhe daquele beijo, beijo esse, que tive medo de não tê-lo mais, e esse medo é que me fez perceber o quanto eu precisava dele, e o quanto não era somente carnal, pelo menos não pra mim. Estava memorizando o sorriso que ele deu quando pedi para me beijar, como lentamente ele pousou as mãos no meu rosto, antes respirar profundamente dando um pequeno passo para trás, quase descolando nossos corpos, memorizando o arrepio silencioso que senti quando ele passou o nariz em minha orelha antes de perguntar:
- Esta me pedindo em namoro Isa?
- Vamos ficar juntos, eu não quero o peso de um relacionamento, não quero fazer planos, prometo que estarei somente com você Al, se eu quiser outra pessoa você será o primeiro a saber, eu só quero estar com você e ver onde isso vai dar. -Ele ouviu me olhando nos olhos, passou a língua em seus lábios e foi aproximando seu rosto do meu, até nossos narizes se encontrarem, fechei meus olhos e deslizei a ponta do meu nariz ao redor do dele, antes dele gentilmente os colar seus lábios nos meus, o beijo era lento e delicado, aos poucos abri meus lábios dando passagem para sua língua, senti suas mãos se moverem, uma para minha nuca e a outra pousou em minhas costas, eu estava nas nuvens, era como se estivesse em meu lar, como se nossas línguas fossem velhas conhecidas se reencontrando, se tocando sem pressa, o fôlego estava começando a acabar, mas nossos lábios não pareciam querer desgrudar, fui diminuindo ainda mais o ritmo do beijo, meu peito arfava, fui afastando nossos lábios, e colei nossas testas, olhei para Al ele sorria para mim, o sorriso mais lindo que eu poderia receber naquele momento.
- Ei, no que está pensando com esse sorriso nos lábios? -Al me tira das minhas lembranças. 
- No nosso beijo, e no quanto eu queria te beijar. - disse me virando para olhar seu rosto. - Falta muito?
-Não, apenas algumas milhas.
- Por que escolheu o leste de Londres para comprar sua casa?
- Eu não sei ao certo, leste de Londres ainda é um tanto "Lado B" entende? Há muita história naquele lugar, eu era jovem, comprei logo no começo do sucesso, queria uma casa em um lugar descolado. -Ele diz parando na frente de um bonito, porém modesto, sobrado Vitoriano no campo, seu interior era bem mais a cara dele do que sua casa em LA, com obsessões audiovisuais refinadas e de bom gosto retrô espalhadas pela casa, guitarras e gravadores de fita vintage, filmes de new wave franceses e romances de ficção científica distópicos. O banheiro é um flashback groovy de paredes amarelo-limão e azulejos pretos, com uma cópia de "Pocket Bowie Wisdom" no lado da banheira. Tiro minha roupa para um banho enquanto Alex saí para comprar leite vegetal para mim, passo os dedos no livro, depois seguro firme nas duas torneiras do chuveiro girando-as deixando a água bem quente afim de aquecer meu corpo gelado. Saí do banho e visto uma lingerie que comprei em Notting Hill que estava em minha bolsa, passei o pente dele nos cabelos, e parti para o quarto com janelas tipo guilhotinas que iam do alto ao chão, abro a primeira gaveta e encontro uma camiseta de banda, visto e desço as escadas descalça, vestida com sua camiseta, encontro Al na cozinha onde tocava um blues ao fundo, colocando o leite vegetal no chá, eu o abraço por trás. 
-Obrigada! - Agradeço tomando a xícara com os dedos. Al se vira pra mim, me dá uma boa olhada. 
-Passou o frio?
-Sim, aqui dentro está quentinho, e o banho que tomei estava fervendo. 
-Vem cá deixa eu ver- ele me puxou para ele pegando na minha bunda, eu passei os braços em sua cintura, inspirando em seu peito. -é esta quente mesmo, menos essas mãos que raramente estão quentes - ele disse pegando minha mão e dando um beijo no dorso, eu olhava fixamente para seus olhos, o silêncio se fez presente enquanto alternávamos nossos olhares, entre os olhos e nossas bocas, a tensão ali instaurada só podia terminar em uma coisa, coisa que ambos queríamos desde que nos trombamos hoje na porta do camarim. Alex não protelou, me beijou com vontade, com sede, sua mão direita passeava pela lateral do meu corpo, enquanto a outra segurava firme minha nuca, apertei as minhas mãos em suas costas sentido-as enrijecerem com a pequena dor que provoquei, Alex começou a me trazer mais para perto, como se fosse possível, eu já podia sentir sua ereção sob a roupa, ele me levantou fazendo eu entrelaçar as pernas na sua cintura fazendo nossos sexos colarem, o que era uma tortura já que ele estava totalmente vestido e eu apenas com o tecido fino da minha calcinha de renda, ele me levou até a sala, me depositando em cima do sofá e em seguida se inclinando sobre mim, em nenhum momento descolando nossas bocas. Suas mãos quentes invadiam minha camiseta e tocavam minha pele por cima do sutiã, aos poucos eu tirei sua camisa desabotoando cada botão lentamente, ele por sua vez tirou a camiseta que usava me deixando apenas de lingerie, eu sentia seus beijos por toda extensão do meu pescoço e colo, descendo cada vez mais, ao chegar no meu busto que estava coberto apenas por um sutiã totalmente transparente, ele direcionou o olhar para eles e eu pude ver seus olhos assumirem toda a luxuria que o momento pedia, em um movimento lento, extremamente sensual Alex deslizou a ponta do seu dedão no contorno dos meus mamilos, deixando eles mais exitados do que já estavam, meu corpo parecia que ia explodir somente com aqueles simples toques, era nítido o quanto ele mexia comigo, pois meu corpo não me deixava mentir, era visível o quanto eu estava tremendo,
-Porque está tremendo baby?
-Tesão, expectativa..
 Al deu um sorriso safado, e deslizou sua língua descendo pelo meu corpo escorregando pela minha barriga, ele parecia querer mapear toda aquela região, até alcançar a renda da minha calcinha, onde ele continuou beijando por cima da fina renda até alcançar minhas coxas, onde ele fez o mesmo e depois subiu de volta até encontrar minha boca sedenta por seu beijo, intensifiquei mais o beijo, o que fez Al me levantar e me colocar sentada em seu colo de frente para ele, seus dedos foram deslisando em direção as alças do sutiã, e com muita delicadeza ele foi baixando-as, minha respiração estava descontrolada, com as alças já soltas ele voltou a beijar o meu colo, senti suas mãos deslisarem a parte do sutiã que ainda cobria meus seios, deixando-os completamente expostos, voltando a saborear essa região, enquanto eu estava com os olhos fechados, só apreciando aquele contato maravilhoso e torturante, pois o modo que ele passava sua boca por ali estava me deixando louca, eu passava minhas mãos pelas suas costas, torax, cabelos, eu não conseguia parar de rebolar em seu colo vestido, esfregando nossos sexos, seus gemidos não estavam mais controlados, e isso só me excitava ainda mais, eu poderia ter um orgasmo a qualquer momento apenas com aquela boca nos meus seios, ele sugava, lambia, mordia, beijava um enquanto apertava o outro, eu me afastei um pouco para conseguir abrir o colchete da calça que Al vestia, retirando-a finalmente, voltei a atenção para sua boca, trocávamos um beijo quente,   nossas línguas bailavam em um ritmo demasiado indecente, meu tesão só aumentava, sentindo meus seios em contato com a pele do seu tórax, quando dei por mim eu estava embaixo dele no tapete felpudo da sala e ele estava tirando com cuidado sua boxer, sua peça intima já estava no chão quando senti ele passar os dedos por cima da calcinha que vestia, ele pareceu surpreso e mais excitado ao perceber o quanto eu estava molhada,  ele me virou de costas para ele de frente para o chão, apoiei o rosto no tapete, ele segurou minhas duas mãos para trás na altura da cintura, a última peça que restava em mim foi retirada, meus olhos brilhavam de desejo, eu já não aguentava mais tanta lentidão, e enrolação, nossos corpos agora estavam totalmente em contato sem nenhuma tira de tecido atrapalhando. 
-Linda - ele diz terminando de passar a língua por toda extensão da minha coluna, mordendo minha bunda, que eu empinava involuntariamente procurando-o. 
-Al, até quando vai me torturar? -sussurro. 
-Te torturar? O que você quer?
-Quero você dentro de mim. 
-Seu pedido é uma ordem, ele diz em meu ouvido me penetrando logo em seguida, me preenchendo dolorosamente de uma vez. gemi com o ato, e Al também em meu ouvido, um gemido rouco com sotaque britânico até nas palavras indecifráveis, lentamente ele entrava e saia de mim. 
-É isso que você queria?
-Hum hum- respondo empinando mais o meu quadril para ele. 
-Senti falta disso. 
-Eu também, e assim continuamos nos amando, eu estava muito excitada, estava me segurando para não gozar, Alex percebendo saiu subitamente de dentro de mim, deixando um vazio até ele me virar de frente e descer até minha intimidade penetrando dois dedos em mim, eles eram penetrados de maneira tão vagarosa que eu arqueava o quadril procurando mais contato, completamente inquieta, enquanto Alex ria de canto, minhas mãos apertavam com força o tapete, meus gemidos estavam cada vez mais presentes e altos, a cada segundo, eu já sentia alguns espasmos, Al direcionou sua boca para minha abertura, senti sua língua quente me invadir, fiquei completamente sem controle, minhas mãos seguravam seus cabelos, eu sentia que a qualquer momento um orgasmo avassalador iria tomar conta de mim, e ele veio, acompanhado de um gemido rouco e do nome de Alex sendo suspirado por mim, enquanto ele lambia toda a extensão daquela região de prazer, sem me deixar recuperar as forças Al me penetra, gemendo em meu pescoço falando o quanto eu estava molhada e gostosa, e eu ainda estava em outro mundo sentindo cada pedacinho do meu corpo vendo nos olhos dele o quanto ele estava maravilhado com a cena, até que foi a vez dele chegar ao orgasmo e gozar dentro de mim, despejando todo seu liquido quente me inundando de prazer fazendo eu gozar novamente só em sentir ele jorrando e pulsando dentro de mim. Permanecemos deitados cansados no tapete, Al está com a cabeça repousada em minha barriga entre minhas pernas, eu estou com um cigarro aceso nos dedos fumando com ele, levando o cigarro em sua boca para ele dar seus tragos, enquanto a outra mão brinca com seus cabelos. 
-Estou muito feliz com você aqui.
-Eu também Alex. Não sei onde tudo isso vai dar, mas estou feliz
 

Fomos dormir quase de manhã, passamos a noite nos amando de todas as formas, com carinho, com apenas prazer e luxuria, amando cada pedaço nosso, o que partilhamos aquela noite foi muito mais do que apenas sexo, Al tem tanto cuidado comigo, mesmo quando ele assume o papel de autoritário entre quatro paredes... 
Era quase meio dia quando acordamos, estávamos abraçados com as pernas entrelaçadas, brincando com a mão um do outro, 
-Já que vamos ter algo acho que precisamos nos conhecer melhor. -Eu falo. 
-Nos conhecer melhor do que isso?
-Isso é carnal, nesse quesito nos damos muito bem, mas não viveremos 24 horas transando. 
-Nós nos damos super bem Isa, mas já que não quer passar 24 horas fazendo amor comigo, nós podemos sair, o que quer conhecer em Londres?
-O que sugere meu guia Alexander?
-Tem um lugar bacana para te levar, tá afim de fazer um rolê pela historia do rock aqui do Reino Unido?

Estamos saindo da estação de metrô. 
-Vamos descer na Tottenham Court Road, onde tem vários lugares interessantes para conhecer.- ele diz enquanto nos dirigíamos á saída do metrô. - Virando a esquerda tem o British Museum, virando a direita tem o Soho passagem obrigatória para quem gosta de rock, e é onde iremos, e tem também a Denmark Street, onde frequento há algum tempo, onde comprei meus primeiros instrumentos, essa rua é famosa pelas lojas de instrumentos musicais, aqui em London. 
-Esse lugar está cheio de conexões com o rock. 
-Sim, as mais profundas, veja só, nos anos 30 esse lugar estava cheio de bares de Jazz, nos anos 50 as guitarras elétricas tomaram conta, então essa área sempre foi um local de bares, vida, pessoas jovens deixando a guerra para trás e tocando musica e festejando, isso é o Soho! - Ele diz enquanto caminhamos- estamos em frente o "Bar Itália" 
-Esse bar está na ativa desde 1949, todos vinham aqui, Esta é a cafeteria de London, ainda é descolado, ainda é italiano, olhe o chão quebrado- ele diz apontando pelo vidro da vitrine para o piso dentro do lugar que parece ser de cimento queimado colorido de amarelo e bordô - quando os italianos usam algo quebrado torna-se descolado, quando nós ingleses usamos algo quebrado, só está quebrado- ele observa com ironia.- As cafeterias dos anos 50 e 60 são grande parte da história da música, muitos jovens que começaram essa historia tinham 14,15 anos e deviam ter fugido de casa, eles não podiam beber num pub, então iam as cafeterias, e com o tempo os bares nos porões das cafeterias é onde a música começou. -Continuamos andando
-Bowie morava na esquina no segundo andar - Ele disse apontando para o prédio, na esquina - ele andava aqui pelas ruas usando roupas diferentes todos os dias, isso antes dele ser famoso, ele tinha dois estilistas em tempo integral, e isso sem dinheiro, mas alguém tinha que usar as roupas... - Alex contava com um brilho nos olhos, e eu estava adorando cada minuto com ele explicando minuciosamente aquele lugar. 
-Agora estamos passando por Ronnie Scott's Jazz Club, você conhece Lady Madonna dos Beatles? -Assento com a cabeça- é Ronnie Scott tocando os metais, ele trabalhou com vários músicos excelentes, mas o legado dele continua não só para as pessoas que tocam aqui mas sim para quem vem curtir o som, entende?
- Parece ser caro. - comento.
- Mas é um dos melhores, vale cada centavo. 
Estamos passeando pela rua dos instrumentos, aponto para uma loja em particular e pergunto:
-Ali é a Regent Sounds onde os Stones gravaram seu primeiro disco? 
- Sim, - Al começa a me explicar sobre a loja Regent Sounds, entramos na loja onde Alex cumprimenta o responsável pela loja e continua o que estava falando - Em 1964 o disco foi gravado aqui, o cara da loja diz:
-Bem aqui onde estamos, o chão é original e o teto ainda é original. Bem ai onde você está é onde o Kith Richards estava sentado nessa foto.-Ele diz apontando a foto na parede. -Eu estava em êxtase em estar ali, como qualquer fã de rock estaria, ainda mais com Alex explicando tudo com um verdadeiro amante do assunto. -muitos já passaram por aqui os dois primeiros discos do Sabbath foram gravados aqui... -conversamos com o responsável pelo lugar, ele nos conta como era antes de virar uma loja, as bandas que gravaram ali, foi uma conversa bem interessante para quem gosta de música como eu, saímos de lá andando de mãos dadas pela rua, isso ainda me preocupava, não tinha e dito a ele sobre ameaça do meu marido, não queria ceder a sua chantagem, mas não queria correr o risco de perder a guarda ou algo assim, o que eu duvido que aconteça, mas no Brasil com essa onda de conservadorismo não duvido que me punam por ser uma mãe adúltera.
-Veja, aqui é o clube Marquee, nos anos 60 esse lugar é inaugurado, adolescentes venham curtir a música, quase todas as bandas tocaram aqui com exceção de uma, os Beatles nunca tocaram aqui.
- Os Beatles eram muito chiques para isso?
-Não acho que seja isso, Brian Epstein queria que os Beatles fossem maiores que o Elvis, e você não fica maior que o Elvis tocando num bar assim, num beco de London, mas o Rolling Stones tocaram aqui, The Police tocaram aqui, os punks, os Pistols, todos tocaram aqui, é tipo um rito de passagem se você está envolvido com a música em Londres você toca no Marquee. 
-Obviamente você já tocou aqui. 
-Sim, algumas vezes. -Continuamos andando. 
-Aqui é o Toucan Bar, Hendrix tocou aqui, mas aqui no porão se chamava Knuckes- ele me explicava enquanto apontava para uma estreita escada. - ele era um dos maiores, cabe umas 40 pessoas, os amplificadores no máximo volume, afinal de setembro 1966 um homem selvagem entra com seus cabelos selvagens ele sobe no palco e liga o instrumento Steve Winwood de 18 anos e Jimmy Hendrix duelando na guitarra, tinha 25 pessoas lá, mas milhares dizem que presenciaram, é assim que acontece. O Knuckes não existe mais, mas pode-se tomar uma Guinness aqui, hoje em dia ela vem de longe de me tocou sua guitarra, do porão. Vem vamos por aqui - e ele me indica a direção da Soho Square. 
- É a Soho Square, não?
- sim, ela foi construída no século XVII, aqui estão instaladas as famosas empresas como Dolbly, Fox filmes, e ali é o escritório de Paul McCartney.
- Vamos parar aqui um minuto, quero te contar uma coisa, ali onde estão as lanternas japonesas - ele apontando para as figuras redondas vermelhas suspensas no ar. - é dali onde vem muito do blues negro. -Continuamos andando subindo a rua. 
-Paul Simon costumava ficar na frente dessa igreja aqui...
-Paul Simon cantor americano de folk, de Sounds of Silence?
-Sim, ele mesmo. 
-Aqui para cima temos o Vortex, o primeiro clube punk, tinha também o clube chamado Blitz, onde as pessoas estão todas vestidas como David Bowie. Tudo isso em uma única rua, todos os estilos diferentes de música, uma grande fusão, todos foram influenciados por todos, entende?!
- Imagina como deve ter sido louco participar disso tudo. 
-então, é isso que penso toda vez que venho aqui, ou quão incrível deve ter sido fazer parte dessa história.
- você fará e já faz parte da história da música atual, imagina no futuro as pessoas passeando e falando sobre Arctic Monkeys na Inglaterra.
-não consigo ver dessa maneira. 
-Ah não me venha com falsa modéstia né.
-sério não vejo dessa maneira.
-Al, vocês são a maior banda de rock do Reino Unido atualmente e você sabe disso, assim como os Stones, Beatles, Oasis, foram, cada uma na sua época, o Arctic Monkeys faz parte disso vocês são história. -Completo meu raciocínio e Al dá um sorriso, e aquele simples sorriso me acende, fico morrendo de vontade de beijar aqueles lábios sorridentes, olho para todos os cantos e dou uma selinho rápido nele. 
- Depois de amanhã tem o casamento de uma prima distante em Sheffild, gostaria que fosse comigo. 
-Minha passagem de volta são para depois de amanhã.
- Muda a data da passagem.
- vou ver o que consigo. 
-Aqui é o Trident Studios
-Parece um local secreto,- Falo entrando pela viela estreita, mas bem jeitosa, com construções cheias de tijolinhos, até que paramos em frente a uma construção branca com detalhes em azul. 
- Você pode ver nessa lista - ele diz apontando para o papel no vidro- com o nome de todos que gravaram aqui. O White Album (dos Beatles) foi gravado aqui nesse pequeno estúdio,ele abriu na década de 60, por dois caras que tinham muito dinheiro, eles tinham como comprar um novo sistema de som criado por um americano chamado Ray Dolby...
- Do Dolby Digital dos filmes? Foi ele que criou o sistema de som que revolucionou tudo na época. 
- Sim, e o Trident tinha esse sistema e Abbey Road não, aqui gravaram Stones, George Harrison, e quase todos os lançamentos da Apple, o selo da Apple gravava aqui, para você ver a excelência desse estúdio. Queen, o piano de Freddie em Bohemian Rhapsody, é um Bechstein que reside nesse estúdio, é o mesmo piano que John tocou na sua nova música, e o mesmo que Paul tocou Hey Jude. Isso é o Soho. Com fome?
-Yes!
-Tem esse lugar, com comida vegetariana, aqui a comida é incrível... 



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