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História I Wanna Rock - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Heeeeey!!!

Que a sexta de vocês seja um ótimo começo de fim de semana s2

---- Boa Leitura! ----

Capítulo 6 - Come On Feel The Noise.


Fanfic / Fanfiction I Wanna Rock - Capítulo 6 - Come On Feel The Noise.

 

— QUE MARCA É ESSA NA SUA NUCA!? — Taemin perguntou assim que bateu a porta do carro.

— Um chupão, não é óbvio?! — retruquei.

— Que é isso todos sabemos, maninho… — Taemin se sentou no meio do banco e se enfiou entre os bancos da frente. — Quero saber como arranjou isso.

— Ah, pergunta pra sua namorada. — falei e Onew riu.

— Você sabe como sair pela tangente. — o vocalista falou e Taemin se encostou no banco com os braços cruzados pelo o que vi no retrovisor.

— Vocês estão de complô contra mim! Desde quando o Onew é mais seu amigo que eu pra saber de coisas que eu não sei?! — indagou Taemin e eu só queria uma meia para enfiar goela abaixo daquele moleque. 

— Ele não me contou nada. — disse o vocalista sorrindo de lado. — Eu só tive o prazer de estar presente quando aconteceu.

Não sei porque, nem tô questionando as razões, mas o Taemin se deu por vencido e mudou de assunto falando sobre estar sendo exaustivo participar de dois clubes.

— Ainda tô tentando entender porque se presta a isso. Na moral, o que tem a ver faculdade de História com fazer parte do clube de química? — perguntei já sabendo a resposta.

— Simples, já viu como a Naeun fica linda naquele jaleco? — se derreteu meu irmão falando da namorada.

— Mas Taemin você é HORRÍVEL em exatas! O quanto precisei te ajudar no último ano não tá escrito. — declarei. 

Havíamos acabado de chegar na universidade.

— Por isso terei que vir mais cedo esses dias aí. Vai rolar uma competição e a Naeun quer que eu participe, vamos estudar juntos.

— Eu quero só ver. Não vou gastar nem um minuto do meu tempo livre te explicando sobre ligações iônicas, tá me ouvindo? — disse ao fechar o carro. Sabia muito bem que a Naeun perderia a paciência com o Taemin em algum momento desse lindo plano e sobraria para mim segurar o B.O.

Não era como se eu não gostasse de ensinar coisas para o meu irmãozinho, mas é que a facilidade com a qual Taemin conseguia discorrer sobre as guerras históricas e conflitos políticos que nos assolavam até os dias atuais era inversamente proporcional ao quanto conseguia absorver sobre qualquer matéria de exatas. Em química então, nem gosto de lembrar o sufoco que foi fazê-lo assimilar sobre funções inorgânicas.

— Seu coração peludo não sabe sobre o amor, maninho. O dia que gostar de alguém de verdade, aí você vai ver o que é ficar feliz fazendo até o que você achou que nunca se prestaria a fazer.

— Pff, e quem disse que nunca gostei de alguém?! — desafiei meu irmão, mas ele já estava correndo para sua aula e eu apenas ouvi um riso soprado atrás de mim.

— Então quer dizer que nunca amou? — perguntou Onew enquanto andávamos para a aula.

— O Taemin diz que não. — dei os ombros. — Mas eu discordo.

— Entendo… — Onew andou um tempinho ao meu lado e quando nossos caminhos deviam se separar ele se aproximou de mim.

Haviam mil alunos caminhando apressados ao nosso redor, mas quando senti sua mão entrar por dentro da minha blusa o mundo parou. Ele deslizou os dedos pelas minhas costas, não era um movimento perigoso, mas definitivamente uma aproximação que invadia meu espaço pessoal no que dizia a respeito de homens. O vocalista me puxou sutilmente para perto dele e sussurrou um "até logo, Biscoito" seguido de uma mordida cretina no lóbulo da orelha e eu me arrepiei inteiro, daquele jeito tosco que a gente não consegue segurar o tremelique. Pois é, que cena. 

O cretino se afastou lentamente, ou pelo menos na minha cabeça parecia e nossos olhares se cruzaram, eu chocado, ele sacana.

Era oficial; eu ia infartar por causa daquele homem!

 

[...]

 

Onew conseguia me tirar do sério de tanto ficar perambulando pelos meus pensamentos mesmo enquanto eu tentava calcular o momento fletor de uma laje de concreto. Sabem o quão infernal era isso? 

Por conta de uma vírgula, que o professor me apontou no exercício, eu teria soterrado pessoas por empregar a carga errada de ferragem necessária para sustentar o balanço de uma varanda. Isso queria dizer que o Onew estava me desconcentrando numa hora onde eu simplesmente não me desconcentrava. Música e exatas eram tudo para mim, meu momento de paz e alguém estava perturbando essa equação.

Podia parecer esquisito, mas eu era acostumado a ter controle de tudo e ficar sem saber quando o vocalista se aproximaria de mim era simplesmente perturbador. 

— Minho, você escutou o que eu disse? — perguntou Sehun aborrecido. Estávamos almoçando, logo depois seria o treino.

— Ah, claro, Hunie, como não teria escutado você falar sobre a gente forçar um pouco com o Chanyeol que dava certo de ele ser o pivô, caso o Kris tivesse que viajar semana que vem?

— Mano, a gente já falou disso há eras… — pontuou Kris e eu fiquei olhando para o chinês intercambista com cara de ué.

— É, você tava prestando atenção mesmo. — ironizou Sehun e Chanyeol, o segundo mais alto do time riu.

— Mals, Hunie... Mals mesmo… Do que você tava falando? 

— Estava falando que a Yoona voltou de viagem... — maliciou para mim e Kris o acompanhou na risada.

— V-voltou? —arregalei os olhos. — Mas ela disse que não voltaria tão cedo. Como você sabe disso?

— A Sooyoung veio chorar as pitangas comigo. “Justo agora que eu ia ter chances com o Minho, mi mi mi mi” — debochou Sehun que também atendia por “rei da fofoca”, não havia nada que ele não soubesse e sinceramente me perguntava como ele ainda não havia me investigado sobre a banda ou percebido o quanto eu ficava tenso quando Onew eventualmente estava perambulando pelo campus.

— E cadê o Baekhyun quando se precisa dele? — bufei.

— Alguém me chamou? — disse o tampinha do time se sentando ao meu lado com um prato enorme.

— Cara, tem certeza que você é um estudante de economia que joga basquete pela facul e não um pedreiro? — questionou Chanyeol vendo a montanha que basicamente escondia o rapaz de cabelos platinados e ligeiramente compridos.

 — Você também estaria com fome se tivesse que dividir o apartamento com a sua irmã que não sabe cozinhar um ovo e suas marmitas de café da manhã simplesmente sumissem! — retrucou o Baekhyun.

— Por falar na sua irmã, o que ela sabe sobre a Yoona? — questionei o menor.

Byun Sooyoung era irmã mais velha de Byun Baekhyun, os dois cursavam veterinária e se preparavam para tocar a segunda clínica da família, Sooyoung, inclusive cuidava do meu cachorro desde que eu havia entrado para ao time de basquete da universidade e conhecido a irmã do tampinha. Os Byun realmente tinham um grande carinho por animais, entretanto o senhor Byun era tão chato e sistemático que os filhos preferiam morar juntos num “apertamento” do que ter que aturar o pai cobrando dia e noite sobre qualquer coisa que aprendessem na faculdade, já tinham sua cota de encheção de saco na clínica quando estavam trabalhando.

— Hm, ela balou câe sua naboradinhâ taba de bolta. — respondeu o armador do time de boca cheia.

— A Yoona não é minha namorada! — apontei meu garfo para Baekhyun. — É EX-namorada. — frisei.

— Não é o que ela diz para todos, inclusive minha irmã fala que ela vive se exibindo pras líderes de torcida ao dizer que vocês querem abrir um escritório juntos assim que se formarem. — debochou Baekhyun quando terminou de engolir um gigantesco kimbap.

— Maldito dia em que concordei com essa ideia imbecil na esperança de que ela esquecesse o assunto. — me martirizei.

Yoona e eu namoramos alguns meses, ela era uma garota incrível. Para dizer a verdade, ela não fazia parte do meu ciclo social diretamente falando, mas nos trombamos em algum dos estágios e as coisas simplesmente fluíram. Começamos indo juntos da faculdade para o estágio, depois me deu aquela vontade tremenda de deixá-la em casa e do nada rolou o primeiro beijo numa despedida qualquer. Eu sabia que “ir ficando até sei lá quando” não existia no vocabulário dela, então a pedi em namoro. No começo foi interessante, contudo eu não me envolvi no mesmo nível que ela se envolveu e simplesmente não suportei mais vê-la se doando por um relacionamento sozinha. Porra, era injusto, sabem?

Tanto para ela quanto pra mim, de modo geral as pessoas se colocam a favor dos que são rejeitados, mas cacete, rejeitar é infernal. Todas as expectativas do outro parecem palpáveis no ar e você só quer ter um segundo para respirar, mas não consegue, porque quando eu achava que estava tudo bem, lá vinha a Yoona cobrar por alguma coisa que eu simplesmente não tinha condições de dar. Foi aí que, mais uma vez lembrei do Onew.

Oh, meu ovo!

Ele e Yoona tinham algo em comum, minha ex era insistente nessa ideia de que estávamos juntos e mesmo que eu tivesse terminado há tempos, ela sempre surgia cheia de intimidade e dizendo que a gente podia dar certo. Ela me deixava ligeiramente em alerta quando estava por perto, eu não sabia o que ela ia fazer e de modo geral ela não enchia muito o saco, apenas ficava falando para as líderes que estávamos juntos afim de afastá-las de mim e, por hora, isso não me deixava puto nem nada, quando eu estava afim de pegar alguém nada disso impedia e eu seguia a vida.

O Onew também me incomodava por eu não saber o que ia acontecer, só que ao contrário da minha ex que eu queria fugir, o vocalista me fazia ansiar por mais, mesmo que eu negasse, eu queria saber mais dele e de suas atitudes inesperadas. E para comprovar minha teoria de o cara era uma caixinha de suspresas, lá vinha ele com seu sorriso torto, mas camuflado por gentileza com Yoona ao seu lado. Os dois conversavam numa boa, como velhos amigos e a cada passo deles em minha direção eu sentia as pernas ficando fracas por mais que estivesse sentado.

— QUE MARCA É ESSA NA SUA NUCA, MINHO? — Yoona se exaltou e eu só fechei os olhos.

Ninguém tinha reparado nela fora o Taemin, meu cabelo era comprido e cobria bem a região, mesmo quando eu prendia, mas naquela sexta feira, em especial, eu estava com o cabelo preso mais para cima, meio que num rabo de cavalo desleixado, eu ficava um xuxuzinho daquele jeito, modéstia parte, mas não é da minha beleza que falamos e sim de que não havia a menor necessidade de fazer alarde por um roxo cretino que não saia nem com pomada, porque claro, eu fico marcado fácil.

— Que marca? — me fiz de desentendido.

— Esse puta chupão no pescoço, tá me traindo? — ela me questionou e nessa altura do campeonato já tinham pessoas nos observando.

— Nossa, Biscoito, nem sabia que namorava. — comentou Onew e o fuzilei com olhar.

— Eu NÃO namoro. — falei entredentes. — Pelo amor de Deus, Yoona, pode, por favor superar nosso término? — perguntei sem me importar de estar sendo grosso. Àquela altura do campeonato estava pouco me fodendo, só queria me livrar dela e principalmente dos olhares curiosos dos caras do time.

— E-eu, nós não... — Yoona começou a gaguejar e saiu correndo.

Deixei que fosse, quem sabe dessa vez funcionasse.

— Uau, que drama mexicano, hein cara... — Sehun me deu uns tapinhas nas minhas costas. — Mas já que foi citado, qual é o desse roxo aí?

— Do treino que não foi. — Kris falou sorrindo malicioso. — É um lugar um tanto quanto peculiar...

— E por que biscoito? — Baekhyun perguntou.

— É um apelido bem bonitinho... — Chanyeol disse pensativo com seu sorriso zombeteiro crescendo do nada.

Por Deus, eu queria sair correndo igual a Yoona só que no sentido oposto ao dela, para gente não se trombar, por que né, mano? Não tava afim.

Onew tinha um semblante tão curioso quanto o dos meus amigos e eu estreitei os olhos para ele que piscou divertido, porque era isso que ele estava fazendo. Se divertindo às minhas custas.

— Eu não sei. — respondi seco. — Não sei de onde veio esse roxo e não sei o porquê de biscoito. O Onew que sabe, perguntem pra ele! — retruquei bravo e me arrependi instantaneamente.

O vocalista havia aproveitado que nossa mesa era ao lado do gramado e estava sentado na mureta pegando um cigarro. Quando ouviu o que eu dissera,  ele apenas me fitou enquanto dava o primeiro trago e jogou a fumaça para cima observando meus amigos lhe encararem como crianças que esperavam por uma historinha legal. O time de basquete já o conhecia de vista, eles sabiam que eu havia entrado numa banda e até estavam animados para me ver tocar quando houvesse o próximo show, que seria naquele fim de semana, logo, apresentações eram desnecessárias.

— Bem... — ele saiu da mureta e parou atrás de mim avaliando o hematoma que havia deixado. — Pra começo de conversa, eu não sabia que ia ficar tão marcado assim. — Onew disse pensativo enquanto meus amigos abriam a boca completamente chocados.

— Pera, foi você quem deu um chupão no Minho? — Baekhyun perguntou depois de se recuperar de ter engasgado com o frango que comia.

— Tecnicamente foi uma mordida, imagino que um chupão ficaria pior, nada que não possamos tentar, né? — o vocalista riu quando viu minha cara, eu estava tão passado quanto meus amigos. — E por que Biscoito? Bem... eu gosto de biscoitos, principalmente os de chocolate. — deu os ombros. — Enfim, só vim dizer que o ensaio de hoje foi cancelado, nós vamos dar uma volta em vez disso. Até a noite, Biscoito, Até mais rapazes. — disse simplesmente e foi embora.

— Não sabia que gostava de caras, Minho. — Baekhyun comentou. — Tenho que dizer a minha irmã que ela precisa investir com mais afinco logo ou vai te perder pro Onew. – o cretino riu e eu o fitei indignado.

— Eu não curto caras! — retruquei e Kris riu anasalado.

— Não é o que esse roxo diz... — Chanyeol cantarolou.

— Aceita que dói menos Minho, vou te levar numas baladinhas legais, você vai gostar. — Sehun piscou para mim e lá foi a tarde de treino inteira tentando fugir daquele assunto.

 

[...]


Notas Finais


E aê, o que acharam?

Pobre Minho perdido na via. ahuahauhuahua

Querendo me achar:

📷 https://www.instagram.com/blinglilly/
💎 https://twitter.com/blinglilly

Bjos de Luz!


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