História I wanna touch you, baby - michaeng - Capítulo 2


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Notas do Autor


aaa oi
obrigada pelos favoritos e comentários, me ajuda muito ✊💓💝
Tenham uma boa leitura!

Capítulo 2 - Boca de menta


Após a grande entrada de Mina a banda, parecia que tudo havia mudado. Estávamos cantando músicas escritas pela guitarrista, e não fazendo covers de rocks não autorais. Nayeon amava a ideia, até ajudava a morena compor. Elas ficavam sentadas no sofá, cochichando e rindo. 

 

Mina implicava comigo a todo custo — chamando-me de baixinha, anã de jardim entre outras coisas baixas. Felizmente eu não ligava, apenas continuava sorrindo. 

 

Às vezes a garota tentava ensinar-me a tocar violão, pois de acordo com ela, eu tocava de um jeito agressivo. A mais velha ficava por trás de mim, segurando os meus dedos, dizendo que deveria estar acariciando o violão e, então, a sua mão se misturava com a minha, tocando num ritmo leve.

 

Quando ficava perto dela, sentindo o seu aroma e o hálito de cigarros com menta na sua boca, entrava em transe. 

 

Ainda mais pelo pirulito que a garota deliciava pelo interior da sua boca. Era um simples doce, não poderia achar outra coisa. Ou poderia? 

 

As garotas arrumavam os instrumentos, enquanto Dahyun tentava entender as músicas de Mina. Era até engraçado as caras e bocas que a própria fazia. 

 

– Qual é dessa música? Por que fala de término? – perguntou Dahyun, olhando aquele papel, com as letras escritas a lápis. 

 

– Me inspirei. – Mina disse, enquanto cruzou as pernas, deixando o pirulito no interior da bochecha. 

 

– Todas concordam com isso? 

 

– É um novo estilo para a banda. – Nayeon respondeu, ultrapassando o fio do microfone por seus pés. 

 

– Nosso estilo é rock pesado, não esse estilo “garotinha”– fez aspas com as mãos, jogando aquele papel no sofá. 

 

– Então tá! – jeongyeon bateu uma palmas – Quem vota em que devemos mudar o conceito da banda? 

 

Todas levantaram a mão menos Dahyun. 

 

– Cinco contra um. – falava-me, soltando uma risada. 

 

Dahyun bufou revirando os olhos, parecia uma criança quando os seus pais não lhe dão o que quer. Por ser a contrabaixista da banda, as suas notas musicais haviam mudado, isso deixava-lhe furiosa.

 

No outro sofá, a qual, Mina se encontrava sentada largada, apoiando os seus braços nas costas daquele acento. Os teus jeans apertados e rasgados nos joelhos eram uma sensação intensa, juntamente a sua camisa de manga dos Queens, onde ficava por dentro da calça. 

 

Ela percebeu que eu a admirava, como tal, fez um sinal levantando os ombros, indagando muda “Ta olhando o que?”. Arregalei os olhos, mudando a observação para outro local. 

 

– Bom, eu já dei as notas de todo o mundo, certo? – Nayeon perguntou e nós assentimos. – Perfeito. Comecem a ensaiar. Amanhã é o último dia de treino. E, então, Califórnia! – bateu palmas alegres – Dispensadas. 

 

A líder, começou a arrumar o seu microfone e as coisas jogadas pelo chão. Todas se despediam, menos Mina. Ela apenas juntava as seu instrumento e iria embora. A garota é tão estranha que me dá calafrios. 

 

– Mina é meio grosseira, não? – Dahyun disse-me, colocando o seu contra baixo na capa, em seguida, pondo nas costas, segurando-o pela alça. 

 

– Você acha? – perguntei irônica. 

 

A loira concordou com a cabeça fazendo um bico. 

 

– Mas quando ela chegou você adorou-a. – abri um sorriso. 

 

– Sim, mas por trás daquela aparência de boazinha, não sabia que haveria um monstro. 

 

– Qual é, monstro? – perguntei revirando os olhos. 

 

– Ah! Desculpe, toquei o seu coração falando da sua Julieta desse jeito? – fez uma expressão sarcástica. 

 

Acompanhada de Dahyun, ia para casa pensando um tanto no que haveria amanhã. Era dia de treino e depois, iríamos para a Califórnia numa van hippie da Nayeon. Onde foi presente do seu pai pelos seus dezessete anos. 

 

 

Ao chegar em casa, entrei pela porta dos fundos, pois a da frente estava trancada. Ouvia gritos dos meus pais, a minha mãe exclamava que possivelmente estava sendo traída, por acabara de achar um número de telefone na jaqueta do meu pai, a qual pertence a uma mulher. 

 

Já o meu pai, tentava recuperar o mínimo da relação, falando baixo a todo custo. Corri ao meu quarto, jogando as minhas coisas no chão e me sentando na cama. Eles gritavam tão alto que era capaz de deixar-me surda. 

 

O meu irmão mais novo havia chegado da escola e ficou parado em frente à minha porta ainda aberta. As suas mãos haviam um urso de pelúcia marrom. 

 

Bati duas vezes levemente na minha cama, dizendo que o próprio poderia ficar perto de mim, e assim ele fez, se sentou e abraçou-me. Abraçou tão forte, cujo eu poderia ficar sem ar. 

 

– Vai ficar tudo bem, Jinyoung. – dei-lhe um selar por sua cabeça, espalhando os cabelos do seu rosto. 

 

– E se a mamãe e o papai se separarem? 

 

– Isso não vai acontecer. – acariciei o seu ombro.

 

Em pouco tempo, Jackson também surgiu. Ninguém gostava de escutar os pais brigando. Era psicológico e dava vontade de chorar. O garoto se sentou ao meu lado, envolvendo o seu braço ao meu ombro, onde abraçava fortemente Jinyoung. 

 

– Hyung, vai ficar tudo bem? 

 

Jackson olhou-me desesperado.

 

– Claro que sim, Jinyoung. Isso vai passar. – respondi.

 

Apesar dele ter onze anos, já sabia muito bem se comunicar e entender o que acontecia. E conhecia o relacionamento dos pais, tendo em fé que isso passaria rápido. 

 

Aquela noite foi um caos. Após a briga, o meu pai saiu para beber e a minha mãe se trancou no quarto chorando. Ela mandava todo o mundo embora, não querendo ninguém perto dela. Eu entendia. Era complicado passar por isso. 

 

Jackson é o único irmão da família com maior idade, por isso, ele disse que iria morar com um grupo de amigos. Pediu-me para cuidar de Jinyoung. E eu concedi. 

 

De qualquer forma, o show na Califórnia iria render-me um ótimo dinheiro. Onde poderia arrendar uma casa e morar lá até o tempo que for preciso. 

 

 

No ensaio, eu tentei não ir, mas era impossível. Nayeon e Momo não paravam de ligar-me, dizendo que a minha ajuda é necessária e imploravam para estar lá. E, bem, eu fui. Todas tocavam perfeitamente, um último ensaio tinha que ser perfeito antes da esperada viagem. 

 

Nayeon tentava fazer o seu aquecimento vocal, junto a Jeongyeon, a segunda vocalista. Elas não paravam de gritar e falar “mamama”.

 

Sentei-me no sofá amarelo, ainda com uma expressão nitidamente triste no rosto. Joguei a minha cabeça para trás, olhando o teto, onde havia pedaços de chiclete mastigado grudados. Que nojo! 

 

– E aí, anã. Por que está triste? – Mina se aproximou, sentando ao meu lado, deixando as suas pernas por meu colo. 

 

– Coisas. 

 

– Legal. Que coisas? – jogou o cabelo para o lado. 

 

– Por que quer saber? – perguntei, dessa vez olhando para a maior. 

 

– Parece que está estressada. Quer um chiclete? – zombou, pegando a goma dentro de um dos bolsos da sua jaqueta preta. 

 

– Então é você que colou esses chicle- – Não havia tempo de terminar a minha fala, pela maior que enfiava aquela pastilha elástica na minha boca. 

 

Ela riu, ainda continuando a sorrir, guardou aquele pequeno pacote. 

 

O sabor era menta, agora eu entendia do porquê a sua boca ter cheiro tão bom.


Notas Finais


ta prestando muita atenção na boca da mina, chae hmmmmmm


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