História Two hearts come together - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bangtan, Bts, Drama!au, Jeongukiez, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Menção Vhope, Minkook, Romance, Sunmin
Visualizações 19
Palavras 4.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Enjoy up 💃

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Two hearts come together - Capítulo 2 - Capítulo 1

Certo que havia parado de fumar, com toda certeza do mundo, mas ter colegas de trabalho que fumam ao seu lado é justo para uma pessoa que não quer sentir o cheiro nem de perto? Jimin preferia sair do lugar onde estava, mas era óbvio que não iria deixar seu chefe ali sozinho na varanda do prédio onde trabalhava – na farmácia logo abaixo. –enquanto dividia a mesa do almoço, ou sair sem explicação. Seu chefe pediu para irem almoçar juntos já que ele queria conversar com o loiro sobre o comércio, tinha que está tudo informado e anotado em suas mãos, e nada mais como o gerente do estabelecimento lhe dizer sobre. 

– Dipirona está em primeiro lugar, as pessoas veem comprando ultimamente muito. – Jimin disse, logo bebeu mais um gole do seu suco de laranja em um copo de vidro grosso, o outro a sua frente apenas o escutava atentamente e digitava em seu laptop. Levou sua canhota com seu cigarro entre os dedos até seus lábios e deu outra uma tragada rápida no mesmo, o loiro tentava não o olhar ou sentir o cheiro desagradável para não querer sair de uma vez dali. Argh, aquilo tava insuportavelmente insuportável. 

É até meio engraçado ter um pensamento assim, sendo que uns tempos atrás era você quem estava usando o tabaco junto com o outro e agora não suporta o tal. Mas cigarro passou a ser uma das coisas mais intrigante para Jimin. 

– E em segundo... Buclina? – falou meio perguntando, encarou agora o seu funcionário e mordendo fraco o filtro enquanto a fumaça ia em vão em seu rosto, o fazendo semicerrar seus olhos para lhe ver. 

– Sim. – Jimin assentiu, jogando seus fios loiros e um tanto longos para trás – As mulheres estão comprando mais buclina do que anticoncepcional, o que aliás é uma ótima mudança. – gesticulou as mãos e tendo um riso de lado, satisfeito. 

– Isso que acabei de notar, como assim anticoncepcional está em décimo quinto lugar no ranking? – pegou o mouse a cabo e mexeu para baixo, com a sobrancelha arqueada e fitando a tela do aparelho meio conturbado. 

– Ou elas não estão tendo relação, ou elas estão solteiras. – Jimim deu de ombros, voltando a comer o kimbap com a colher. 

– Oras, não diga isso. – o moreno riu, achando graça com o que Jimin proferiu sem intenção. – Eu observo muito os lugares e te garanto que tem mais casais do que gatos vagando pelos muros. 

– Verdade. – Jimin gargalhou. – Sempre aparece uns na janela do meu quarto, os gatos ainda vão dominar o mundo, fica vendo.

E mais uma vez os dois estavam rindo de uma baboseira sem motivos, a conversa era tão paralela que falavam de ranking das vendas para gatos que irão dominar o mundo. Aquilo era normal entre Jimin e Namjoon, o loiro sentia como se tivesse só seus pais e seu chefe no momento para alegrar seus dias pacatos, menos a hora que o mais velho decidia fumar ao seu lado. 

– Oh, p-perdão, Jimin. – Namjoon disse meio atrapalhado quando viu o loiro apertando o nariz com os dedos quando a fumaça veio em sua direção. O mais velho tentou assoprar a fumaça, que logo evaporou. – Esqueci completamente que você odeia cigarros. 

– Sem problemas. 

Namjoon sentiu que estragou um pouco o clima, como assim havia esquecido que Jimin odiava cigarros? Ele sempre falou desde o início, conversaram até sobre esse assunto e o mais velho disse que Park fez uma decisão certa, já que também planejava em parar de usar o fumo. Jimin sorriu pra descontrair e a comer calado, mas o outro notou que o mais novo se sentiu incomodado na hora. 


{...}

Jungkook andava apressado, perdeu as contas de quantas vezes saiu às pressas para ir a faculdade, odiava fazer favor para alguém antes da aula. Dessa vez saiu sete horas em ponto de sua casa, iria ter que comprar um remédio para sua irmã que pediu por um bilhete deixado em cima da mesa da cozinha, ao lado do café da manhã que fez para o Jeon mais novo, e deixar no seu trabalho, já que não podia sair de lá e suas amigas nenhuma delas na hora, dizendo que esqueceram em suas casas. Jeon não ia negar, devia muito a sua irmã mais velha que lhe criou e passou a morar juntos quando saíram de casa. O Jeon mais novo até tentou entrar em uma das faculdades de Busan, mas apenas conseguiu uma bolsa em Seul; o motivo de saírem de casa, claro que a mais velha iria ajudar seu irmão com a moradia e despesas, afinal sua profissão de estilista lhe dava uma vida boa e com perfeita condição e não tinha problemas em onde morar, já que havia agências por toda Coréia e apenas fora transferida. 

Estava em uma rua perto dos demais comércios, nem tão longe do seu lar, após andar dois quarteirõesavistou uma farmácia na qual nunca tinha ido aliás, apenas olhado de longe. Esperou o sinal verde dos pedestres acender e então atravessou a faixa, andou mais alguns passos afrouxando a mochila ma lateral e chegou no estabelecimento. Assim que a porta automática abriu, sentiu o ar forte do ar condicionado acima de si, o que fez Jungkook se refrescar por estar já suado por sua correria. Em compensação iria comprar uma garrafinha de água e bebê-la de uma vez quando saísse dali. Fez conferência para o atendente, que lhe respondeu com um sorriso simpático, e passou a andar nos corredores. Realmente não sabia o nome e quase deu um tapa em seu próprio rosto por esquecer o papel onde estava escrito o nome do remédio ainda na mesa. Não iria saber como perguntar para o funcionário e as ligações para sua irmã só caía em caixa postal. Por que só percebeu esse detalhe uma hora daquela? Tentou disfarçar que não estava perdido e passou a olhar os remédios das prateleiras, os quais não conhecia nenhum, de fato. 

Enquanto pegou uma caixinha qualquer, olhou para o funcionário a sua frente e o viu olhando para entrada na hora, demonstrando que outra pessoa entrou. Nem deu importância e seguiu seu caminho até o final do mero corredor. Finalmente deu de cara com um refrigerador pequeno e viu dezenas de garrafas de águas – e unica bebida. – de vários tamanhos e embalagens, sem pensar duas vezes decidiu pegar duas garrafinhas e colocou na cestinha azul pequena que segurava com o braço esquerdo. Parou em um instante. Se não lembrasse logo o nome do remédio, iria se atrasar para a aula que faltava meia hora e ir a caminhada até lá não era tão rápido assim se fosse reparar bem, e já que não havia outra jeito tinha que ir embora logo. 

Voltou a caminhar lento para o antigo lugar de antes, e franziu o cenho quando ouviu algumas falas um pouco mais alta do que o normal, aliás só tinha ele, o funcionário e o outro cliente que havia entrado ali alguns instantes, então uma conversa baixa era no mínimo o que se esperava no momento. Mas de uma conversa baixa estava longe do que acontecia realmente ali, Jeon agora deu passos rápidos indo em direção ao caixa, olhando tudo de camarote o escândalo que o outro causava e observou que o atendente não tinha redias a lidar com aquilo, até que o homem barulhento que trajava roupas mais chique – roupa social. – pediu para falar com o gerente. Jungkook não entendeu do que se tratava, quando chegou atrás do escandaloso, para a fila, o caixa ficou vazio e sem falatório. Até se acanhou quando ouviu alguns resmungos do homem ao seu lado da pequena fila, com aparência de ter uns quarenta anos, não queria problemas para si e continuar calado era melhor do que alfinetar a cobra com vara curta. 

Estava parado, fitando a cestinha com suas águas no plástico e se praguejando mentalmente por não conseguir levar o bendito do remédio para sua noona. Também por ficar ali esperando alguém atendê-los, e segundo o pedido do outro, o gerente chegar para resolver o assunto pendente. 

– Pois não, meu caro cliente? – Jungkook fora despertado dos seus devaneios quando ouviu uma terceira voz entre eles, uma voz calma e doce, mas sua feição parecia não tão doce assim quando levou suas orbes até o dono da voz, sei lá, não tinha explicações, parecia que era só um corpo ali presente. Ou talvez mantendo a pose séria de gerente que lhe exigia em serviços.

O universitário estava tão curioso para saber do que aquele ser queria com o gerente e por que tamanho escândalo, mas sequer ouviu do que se tratava, parecia ter um imã com aquele cara do outro lado do balcão, a forma graciosa de gesticular as mãos tão suavemente, com paciência, além de ver que o olhar do homem loiro permanecia intacto com o olhar do outro a sua frente e sequer ter notado sua presença também.  

Jimin sentiu um olhar pesado em si, o que fez dar uma conferida automática pelo canto do olho para o ser que lhe olhava tanto, se ponderando à um garoto com uma moletom azul, calça jeans escuras e um tênis de marca, que chutou mentalmente a idade certa e ser um universitário, já que era cedo demais para ser um trabalhador qualquer ali e tarde demais para um idoso fazer uma compra básica. O que o Jimin fez? Desviou o olhar do garoto que mesmo quando o olhou sequer cessou a encarada, não dando mais importância. Ai, mais um deles. Tudo que o Park queria no momento era se livrar de xavecos e dar adeus aquele outro ser que insistia em dizer que o troco estava inutilmente errado. 

– Está faltando dois reais! 

Qual a necessidade de gritar?, pensou Jeon Jungkook, mas no fundo agradeceu pois finalmente acordou de um transe no qual não conseguia sair e nem havia notado do que estava fazendo. 

– Posso conferir, senhor? – Jungkook se perguntava como que aquele gerente conseguia ser tão paciente enquanto tinha um cavalo falando tão bruscamente consigo. ''Se fosse eu já teria o expulsado.'' Mas cliente é ouro, não se pode fazer isso. Jimin pegou o troco das mãos do moço e passou a conferir, nessa hora Jeon prestou atenção novamente em sua delicadeza, como era possível? – Certo, vamos resolver isso numa boa, sem gritaria, pode ser?

– Anda logo com isso rapaz, eu tenho mais o que fazer do que estar aqui cobrando meu troco exato. – retrucou. 

– Bom, vejamos aqui... – ditou após contar o dinheiro em sua palma. –  Primeiro: não está faltando dois reais. – Jimin falou convicto, dando uma encarada fazendo o cara engolir em seco, se sentindo intimidado. O que o aniversário achou interessante pois ficou olhando para o gerente e para o cara diversas vezes, caldo, mordendo a carne da bochecha direita. – Segundo: pega seus trinta e cinco centavos. – abriu o caixa e retirou de lá as moedas e dando para o outro junto com um papel branco. – E confira o preço na nota fiscal certinho, o sistema não faz conta errada. O atendente realmente errou, te deu dinheiro a mais.

Okay, aquele homem não podia mais falar nada já que no papel mostrava exatamente que era apenas trinta e cinco centavos de troco de acordo com o preço da dipirona e o dinheiro que entregou para pagar. E saiu da farmácia em passos pesados sem falar um obrigado ou algo do tipo mais educado, mas sua cara de idiota estava estampado na testa. 

– Como consegue? – Jimin virou seu rosto de supetão com o mero susto que aquele voz grossa lhe deu para ver o garoto que havia acabado de se pronunciar pela primeira vez. O loiro endireitou o corpo, fechou o caixa e digitou algo no teclado, mantendo a respiração e a paciência em ordem.

– Como assim? – claro que ele não havia entendido onde o moreno de mochila nas costas apenas de um lado sendo segurado queria chegar com aquela pergunta.

– Todo paciente, delicado. – falou enquanto colocava as garrafas d'água no balcão. – Você sequer gritou ou xingou, se fosse eu... – riu assoprado, deixando a cestinha no chão. Viu que o loiro digitou os códigos dos produtos e nem o respondeu. 

– É meu trabalho. – respondeu após longos segundos, já havia até colocado a compra na sacola. – Tenho que ser no mínimo educado, aliás, me diga, você iria gostar que eu lhe tratasse mal? – arqueou a sobrancelha esquerda e fitou o garoto já sem jeito à sua frente. 

– Err, claro que não. – coçou a nuca. – Aliás, eu não mereço. 

– E eu mereço ter que aturar um cliente daquela tipo? 

– N-não, por favor não me entenda mal. – o mais novo se atrapalhou, deus meros passos para trás negando com as mãos e bateu sem querem em alguns dos produtos que estavam na prateleira, que acabou caindo vários no chão. Droga. – D-desculpa, eu posso, eu posso arrumar essa bagunça e – ah, mas a cada palavra dita uma caixinha caía toda vez que ele tentava colocar algumas lá, de forma acanhado. 

Jimin se apressou saindo de trás do balcão e se agachou de frente para o outro, todo desengonçado. – Não se preocupe, deixa que eu arrumo isso. – não iria ser legal um cliente chegar e ver aquele bagunça, e se dependesse do outro iria ficar uma arrumado depois de uma eternidade. 

– N-não, fui eu, eu posso fa- fora interrompido sem prévias. 

– Deixa comigo. – falou entre dentes. Já não bastava um, agora outro logo em seguida bagunçando tudo por ali. – Hey, você me escutou? – segurou o pulso do menino que insistia em continuar a arrumar, mas Jimin odiava não ser ouvido. Jungkook arregalou um pouco os olhos, seu pulso fora apertado levemente e aquele contato não era comum, muito menos aquela encarada intimidadora que o loiro lhe deu ainda agachados. Como se o Jeon tivesse lido em seus olhos, parou de arrumar, ajeitou o moletom em seu corpo e pegou a sacola que fora deixado no balcão. – Você provavelmente tem aula agora, caso continue aqui arrumando você irá se atrasar. 

– Oh, certo, é, eu tenho aula. – andou para trás em passos incertos, ainda olhando para a figura abaixada. – D-desculpa, eu não queria causar isso, eu...

– Olha, tá tudo bem. Sem problemas. 

Sem problemas, sem problemas, argh, quantas vezes Jimin iria ter que dizer aquilo ao percorrer daquele dia? Já era a segunda vez em menos de meia hora. 

Jeon realmente ficou sem jeito e estranho. Se antes estava andando às pressas, agora estava um modelo idêntico ao do Flesh, sua aula iria começar em quinze minutos e sua irmã que o perdoasse depois. 

Afinal, Jungkook iria ter que ir naquele farmácia novamente querendo ou não. 


{...}

– Jungkook-ah! Por que não foi deixar o meu remédio antes de entrar na aula!? 

Sumin abriu a porta de madeira maciça da entradajá gritando com o seu irmão, logo fechando a mesma. A mão livre novamente voltou a sua barriga mais abaixo do umbigo e fez uma leve careta, só estava morrendo de cólica e iria tomar o remédio que pediu para Jungkook comprar. O último citado estava sentado em um tapete branco no meio da sala, com seus cotovelo em cima sa mesinha de vidro mexendo no seu celular, enquanto os livros e cadernos fora esquecidos ali mesmo abertos e sua mochila entreaberta ao seu lado no chão. 

– Jungkook?

– Ah, oi, desculpa noona, eu não comprei o seu remédio. – sugou o ar em negação. Ainda conectado no celular, deu continuidade em poucas palavras enquanto a garota jogava sua bolsa de lado preta no sofá posicionado atrás do moreno e seu corpo junto. – Eu comprarei amanhã. 

– E por que não deu pra comprar hoje? – resmungou em meio a dores e levantando a blusa, deixando sua barriga lisa amostra e alisando-a. 

– Eu esqueci o papel aqui e nem lembrei o nome. 

– Mereço...

Agora a garota iria ter que esperar até o outro dia para se livrar daquela dor insuportável em seu ventre e uma hora daquela não se tinha alguma farmácia aberta por perto. Ficaram em silêncio por uns minutos, ate que Sunmin virou sua cabeça para o lado, deixando o cabelo meio bagunçado sendo pressionado contra o coro do sofá marrom, olhou que seu irmão estava entretido no celular e sequer deu um beijo em sua bochecha em cumprimento já que era o que sempre acontecia quando ela chegava do seu trabalho a tarde, quase anoitecendo. 

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou como quem não queria algo.

– Estou interessado em alguém. 

Assim, do nada, a resposta não foi bem o que a garota esperava, não que estar interessado em alguém é motivo pra ter acontecido algo, contudo o Jeon a respondeu desse jeito sem mais nem menos. 

– É alguém da faculdade?

– Não.  

– Você conhece?

– Não. 

Certo, agora Sunmin estranhou muito a situação e ficou mais curiosa. Jeon já teve alguns relacionamentos antes e sempre não davam muito certos, afinal não era atoa que não estava tendo relação com ninguém no momento, mas sempre fora com pessoas próximas, pessoas no qual ele já conhecia; seja da escola, amigos e afins, mas nunca desconhecidos. Não até quele dia. A dona do cabelo preto e sedosos levantou e sentou no pano ao lado do outro. 

– Como ela é?

– É ele, noona...

Sunmin não teve nenhum tipo de "Oh meu Deus, meu irmão gosta de garotos", não mesmo. A morena sabia de algumas paqueras que seu irmão mais novo tivera antes e a maioria eram garotos, entretanto Jungkook nunca disse isso em voz alta para si. Sentia explosões de sentimentos bons traçalhando seu interior, o garoto estava realmente contando tudo e sendo fiel à sua promessa que fizeram quando decidiram morar juntos. Sunmin riu de lado, achando tudo aquilo fofo. Quem disse que ter uma irmã é mais legal do que um irmão? O Jeon mais novo estranhou o silêncio pairando perante a morena e a olhou rapidamente, voltando a olhar para o aparelho. – O-que que foi?

– Nada. – riu fofa. – Mas então, como ele é? Quem é o desconhecido sortudo que meu irmãozinho está afim?

– Aish, para... – a empurrou de lado, ouvindo a malícia no final da frase. – Ah, sei lá. – deu de ombros. 

– Sei lá, Jungkook? Como assim uma pessoa é "sei lá?''. Bom saber quais são os seus tipos. – Gargalhou e o moreno riu sem mostrar os dentes e revirando os olhos. 

– Para, noona. – riu tímido. Largou o celular e, como iria ficar envergonhado lhe contando as coisas, passou a olhar para a televisão desligada a sua reta. – Como posso te dizer? Ele é muito paciente, sabe? A pessoa mais tranquila que eu vi por alguns minutos, a sua voz era tão diferente e gostosa de ouvir, acho que até cantando ou até gritando ainda seja linda. O cabelo brilhoso e, ah, ele é loiro, é, ele é. – Sunmin achava que pessoas com cabelo dourado eram as pessoas mais perfeitas do mundo e o garoto passou a achar também; era muito novo e tudo era novidade. – Eu não consegui encontrar algo em seus olhos, mas eram lindos, pequenos e bem puxadinhos, uma graça... – falava rindo abobado e sua irmã só o observava de lado, admirando tudo. Jungkook notou seu estado e coçou a nuca. – Err... Só isso, não reparei em seu corpo com aquele jaleco branco. 

– Hm, e queria reparar no que, heim, Jungkook-ah? – o mais novo riu assoprado e se perguntando por que teve uma irmã logo pervertida. – Mas eu não entendi uma coisa. Jaleco branco?

– Ele trabalha na farmácia... – disse baixo, já prevendo coisas. 

– Mais que safado! – ditou indignada e deu um tapa fraco no ombro do irmão, esse que tentava segurar o riso pressionando os lábios já se arrependendo por ter dito esse detalhe. 

– Aish, noona!

– Mas ele me parece ser interessante segundo seus detalhes. – Jeon assentiu calado. – Bom, já que você vai amanhã lá para comprar o remédio que te pedi, aproveitar e pede o número dele. 

– O-o que? Claro que não! – proferiu incrédulo, oras, de onde iria tirar coragem para pedir o número do outro na cara de pau? Ainda mais por ter causado aquela bagunça com os produtos antes de ir embora, pensava que o loiro uma hora daquela o odiava eternamente após isso. – Você é louca, Sunmin, está confirmado. 

– As loucas são as melhores. – deu de ombros e se levantou pegando sua bolsa. – Pensa bem no que tô dizendo. – piscou para o moreno e saiu em direção ao seu quarto. 

Nunca que Jeon Jungkook iria pedir o número do outro. Com o término da conversa o moreno só sentiu frio na barriga e ansiando para não ir exatamente naquela farmácia, afinal não era a única do mundo... Mas a mais perto entre sua casa e sua faculdade. 

O Jeon mais novo ficou pensando durante a noite toda no que sua irmã tinha pedido, mas ele não queria ser apressado ou algo do tipo assustador, aliás ele era ainda um universitário e o outro já com vida própria e com experiências pelo visto, por mais que não sabia seu nome, sua idade, se namorava ou era casado, além de mal terem se falado direito; mas o necessário para certas coisas, como o interesse de Jungkook. Estava decidido, ele iria perguntar se o gerente da farmácia era solteiro, caso ele não seja comprometido, o mais novo iria pedir seu número. Se a coragem lhe der boas vindas. 

Estava saindo do seu banho, com uma toalha na cintura e outra secando o cabelo molhado indo para seu quarto para descansar e dormir, quando ouviu a frase mais argh para si no planeta terra, mesmo ainda sendo cedo da noite. 

 A louça é sua, Kook!


{...}

Acordar cinco horas da manhã já era um hábito totalmente adaptado para Jimin, abria os olhos poucos minutos antes do seu celular despertadar, por cerca de cinco e quinze já estava quase todo arrumado para ir trabalhar, tendo apenas o tênis casual para finalizar os trajes. Tomou seu café em silêncio, seus pais não levantam cedo, os mais velhos acordava tarde – por cerca das nove da manhã. – mas lembrando: eles estavam viajando. Certo que fazer uma viajem é uma boa escolha de comemoração dos trinta anos de casados, mas os Parks tinham mesmo que viajar por dois meses? Jimin de primeira achou um absurdo, claro, mas seus pais estavam animados e concordou após pensar no caso, dizendo que eles estavam certos e que era para aproveitar bastante na Índia. 

O Park morava uns vinte minutos até a farmácia indo de carro, como o trânsito as seis da manhã sempre era tranquilo, cerca de quinze minutos já estacionava seu automóvel no estacionamento ao lado e ia abrir o comércio de drogaria junto com um funcionário do turno da manhã. 

– Bom dia, Jimin. – disse educado o rapaz sorridente quando adentrou o local e viu Jimin do outro lado do balcão mexendo no caixa, seu nome Jisoo, um rapaz jovem que trabalhava em estágio alí. 

– Bom dia, garoto. – sorriu simpático, olhando de cautela para o outro.  

O garoto fora se trocar no quarto restrito enquanto o Park colocava tudo em ordem no caixa, como contando o dinheiro e ajustando o sistema para o início da venda daquele novo dia, para quando o outro retornasse dasse posse ao cargo. Jimin tinha que sair por alguns instantes para receber os pacotes das sacolas com o layout da farmácia no correio próximo dali, então tratou de ser rápido e ágil, não queria demorar ou deixar Jisoo sozinho por muito tempo. Jisoo voltou com um sorriso de sempre já usando o seu jaleco branco e ficando atrás do balcão, Jimin disse que logo voltaria e não iria demorar e o mais novo apenas assentiu em concordância. O Kim deveria chegar a qualquer momento então não era para se preocupar, ainda ia dar sete horas, haviam acabado de abrir o estabelecimento. 

Jimin deu um passo e a porta automática abriu e logo se fechou quando este saiu, o dia estava um tanto frio, mas o céu já estava claro e os raios do sol jazia em todo lugar, deixando uma queimação irritante nas maçãs do rosto do loiro. Colocou as mãos no bolso do sobretudo claro como seus cabelos e sentiu que em um deles estava seu óculos preto de grau, usava só quando era necessário, não iria ler algo no momento mas o colocou, pois ele ficava escuro com os raios do sol e não prejudicava muito sua vista. Seguiu reto, só mais quatro quarterões e chegava no correio principal da cidade. No meio do caminho já se via alguns mercados grandes se abrindo, o trânsito já animado e algumas buzinas irritantes se ouvia, além de movimentações dos moradores e trabalhadores, até mesmo estudante e universitários. UniversitáriosJungkook com sua normalidade em "andar às pressas" estava presente naquela rua indo em direção aquela farmácia, e mal sentiu, na correria, quando esbarrou fortemente em um braço e deixou cair sua mochila e uma caixa média no chão. 

O Park já iria perguntar ao indivíduo se ele estava em uma maratona de corrida para correr daquele jeito tão rápido no meio da calçada o trombando, mas logo se agachou quando olhou para trás e viu as coisas no chão e um garoto moreno, de blusa de frio cinza e jeans, pegando sem jeito as coisas. Jimin o ajudou, sem sequer saber quem era o ser e dono daquela bolsa muito engraçada do Iron Man preta e alguns mangás saindo de dentro dela, os quais ele não conhecia. Mas um leve susto e surpresa sentiu em sua epiderme quando viu quem era, "o garoto de ontem", pensou o ParkO loiro tinha até esquecido do outro, não cogitava o pensamento em revê-lo novamente, a não ser que ele decidisse ir na farmácia novamente a qualquer dia e ele estivesse na hora.

– Obrigado... – Jungkook disse acanhado, pegando sua mochila, agora totalmente fechada, das mãos da pessoa que ele achava que ia ver só alguns quarterões, o olhou de cima a baixo e ele era tão diferente de quando está fora do seu trabalho sem aquele seu jaleco branco enorme que o cobria quase por inteiro. Usava um sobretudo xadrez amarelo com preto e um pouco de branco, a calça jean azul um pouco rasgada – lê-se desfiada. –, uma blusa marrom por baixo do pano amarelo até o pescoço o protegendo do frio, o clima gelado deixando suas bochechas vermelhinhas. Ele 'tava realmente encantador, parecia brilhar mais que o sol e agora ele estava o encarando, tendo um Jeon coçando a nuca logo em seguida. 

– Você é sempre assim?

– An? – ficou confuso, não entendeu o que o loiro queis dizer. 

– Atrapalhado desse jeito?

– A-ah. – Jungkook riu aliviado, mas ainda nervoso. – Não, nem sempre, só ontem e hoje e, Ah! – falou a última expressão como se tivesse descoberto algo novo. – Você é o gerente da farmácia dali, né?

– Aham. – certo, o universitário, todo desajeitado, que o loiro agora sabe que gosta do homem de ferro e lê mangá, o reconheceu e não era essa intenção, certo, hora de ir embora, sem blá blá blá. – Bom, eu vo- tentou proferir enquanto deu meio passo, que fora interrompido sua direção e fala pelo garoto que fez sinal com a mão em sinal para ele parar.  

– Tem como você passar seu número? – É meus caros e caras, novamente sem mais nem menos o nosso querido protagonista desajeitado perguntou o que sua irmã lhe mandou. Jungkook não sabia onde enfiava a cara, estava agitado por dentro por ter tido coragem e pedido o número do gerente no final das contas. Jimin o deixou mais nervoso pois ele não fez nenhuma expressão para o garoto lhe julgar, não estava sendo fácil. 

– Eu sou comprometido. 

E saiu, deixando um Jungkook com a boca entreaberta, martirizado, como se tivesse agarrado uma bomba e sem acreditar que havia explodido. 

Por que eu não perguntei se ele era comprometido primeiro!?



Notas Finais




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