História I Want you - 2 Temporada - Capítulo 61


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags 2 Temporada, Camila, Camren, Camz, I Want You, Lauren
Visualizações 166
Palavras 2.009
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite galera, tudo bem? Espero que sim!
Bom, chegamos ao fim e decidi que teremos uma outra temporada, que já estou até escrevendo... Então este é o último cap desta temporada e espero que gostem... Me digam o que acharam da temporada, do desfecho e o que esperam pra próxima 😉👏

Boa leitura e tenham uma ótima semana!

Capítulo 61 - Capítulo 60


POV Lauren

Não sei em que momento, nem como cheguei aqui, mas estou sentada na areia, olhando pro mar, vendo as ondas quebrarem.

- É bom ficar aqui, não é?

Alguém sentou ao meu lado e puxou assunto.

- É reconfortante.

Assegurei.

- Vim pra pensar, chorar...

Ele me disse.

- Eu não sei porque vim.

Lhe disse e só então reparei nele.

Moreno, aparentemente alto, olhos e cabelos escuros, nada de barba e um sorriso encantador.

- Problemas. É só o que me traz aqui.

Me disse.

- O que aconteceu?

Perguntei.

- Minha mãe está morrendo.

Me contou.

- Eu sinto muito.

Tentei lhe confortar.

- Você já perdeu alguém?

Me perguntou.

- Minha mãe, meu pai, o amor da minha vida… Perdi tudo que eu tinha.

Contei.

- Eu não conheço o meu pai, tenho um irmão que não converso, minha mãe é só o que eu tenho e agora ela está morrendo, definhando em uma cama de hospital.

Me explicou.

- É difícil, a gente quer morrer junto, mas não é uma opção. A opção é ficar e honrar os que nos deram a vida.

- Você se sentiu perdida?

Me perguntou.

- Perdi minha mãe quando ainda era criança, mas tinha o meu pai. Perdi meu pai há 5 anos, mas tinha uma namorada e uma família que ganhei com ela.

Parei pra respirar fundo.

- Agora eu não tenho mãe, não tenho pai, não tenho namorada e a minha família são os meus amigos.

Contei.

- Você fala com tanto sentimento dessa namorada…

- Já perdi a memória, já tomei tiro… Já cortei um dobrado viu, mas tô aqui, sofrendo novamente.

Voltei a encarar o mar.

- Minha mãe dizia que estamos nesse mundo exatamente pra isso, sofrer. Ela é imigrante.

Me contou.

- De onde ela veio?

Perguntei.

- México.

- Meus avós paternos eram de Cuba.

Contei.

- Um país muito bonito!

Elogiou.

- O México também é, já visitei com o meu pai.

- Qual a sua idade?

Me perguntou.

- 21 anos!

- Você é muito bonita!

Me elogiou.

- Obrigado!

Agradeci e levantei.

Sem clima nenhum pra flertar com alguém agora, independente de quem seja.

- Eu já vou indo.

Lhe disse.

- Foi um prazer.

Me disse.

- Sinto muito por sua mãe, só posso te dizer que passa e que as coisas ficam bem.

Disse.

- Obrigado!

- Não perde tempo aqui, fique o máximo de tempo possível ao lado dela.

Ele abaixou a cabeça e eu apenas segui o meu caminho.

Lhe dei as costas e caminhei de volta ao carro, que por sinal está bem longe.

A lua discretamente começou a aparecer, as estrelas estão cada vez mais evidentes.

O vento não dá uma trégua, joga o meu cabelo no rosto, então o prendi num coque alto e segui caminhando.

A sensação do vento batendo no meu rosto, secando minhas lágrimas… É de certa forma reconfortante.

Ouvi meu celular tocar, mas não me importei.

Tocou uma, duas, três… Na quarta eu resolvi atender.

- Alô!

Atendi sem nem ver quem era.

- Lauren?

- Sofi?

Ela está chorando.

- Lauren, por favor me ajuda…

Pediu desesperada.

- Calma princesa, respira e me diz o que houve?

- Minha irmã…

Ouvi um barulho, acho que o telefone caiu.

- Sofi?

Chamei e ela não respondeu..

- Sofi?

Chamei novamente e sem resposta, passei a me preocupar.

- Sofi, o que está acontecendo?

Segundos depois ela voltou ao telefone.

- Laur, vem pra cá, min…

- Pequena, fala mais alto, não estou te escutando...

Pedi, mas ela encerrou a ligação.

Comecei a me desesperar e corri pro carro.

Dei partida e dirigi o mais rápido possível para a casa dos Cabello.

Me parece tudo normal, mas sei que não está, senão Sofi não me ligaria pedindo ajuda.

Me aproximei lentamente e chegando à porta, pude ouvir alguns gritos.

Meu corpo se enrigeceu em imaginar o que pode estar acontecendo lá dentro.

Onde está Sofia?

Pra minha sorte, ainda tenho as chaves da casa, então as usei e entrei silenciosamente.

Os gritos vem do quarto de Camila, e são dela, tenho certeza.

Antes de qualquer outra coisa, preciso me assegurar de que Sofi está segura.

Minhas mãos estão molhadas e trêmulas, mas preciso seguir.

Abri a porta de seu quarto e entrei, fechando-a logo em seguida.

- Sofi?

Cochichei e ela saiu debaixo da cama, chorando, muito assustada.

- Laur!

Correu pro meu colo.

- Calma, eu tô aqui e não vou deixar que nada te aconteça.

A abracei e sentei na cama.

- O que está acontecendo?

Perguntei.

- Aquele homem entrou aqui e começou a bater na minha irmã. Ele não sabe que estou aqui. Tentei ligar pro meu pai e minha mãe, mas eles não me atendem.

- Calma, você vai ficar bem e sua irmã também. Agora vamos sair daqui.

Disse e levantei.

- Ajuda a Camila, Laur, pelo amor de Deus.

Suplicou e deitou a cabeça em meu ombro, chorando.

- Olha pra mim princesa.

Pedi e ela o fez.

- Eu vou te levar pro carro e enquanto isso, você vai ligar pro Matt, só pra ele… Vai falar que eu quero que venha pra cá imediatamente.

Estou tentando ignorar os gritos e estalos que vem do quarto no fim do corredor.

Cautelosamente levei Sofi para o meu carro e ela se encarregou de avisar Matt.

Voltei e parei na porta do quarto.

Camila está apanhando e o filho da puta não diz uma palavra.

Por alguns míseros segundos não soube o que fazer, simplesmente parei e fiquei ouvindo seus gemidos de dor.

Não tem nem voz para gritar mais.

O ódio foi me consumindo, a indignação… Quando dei por mim, meti o pé na porta.

Os dois se assustaram com a minha princesa.

- Chamou a vadia lésbica pra apanhar com você?

Se virou pra mim e veio em minha direção, seco pra me pegar pelos cabelos, mas dei um tapa em seu braço.

- Não encosta em mim, seu monte de merda.

Essa é a cena mais horrível que já vi na vida, Camila está muito ferida, seu rosto está inchado e seu nariz sangrando, assim como a boca e o supercílio.

- E você acha que pode invadir a casa dos outros e interromper uma DR assim?

- Se encostar nela de novo, você vai querer morrer.

Avisei.

Meu coração está acelerado, vendo seus olhos vidrados em mim, clamando por ajuda.

- E quem vai me fazer pedir pra morrer?

Ironizou minha ameaça.

- Pague pra ver!

O encarei seriamente e então ele se afastou de mim.

- Você não tem nada o que fazer aqui.

- Ela pode ser sua namorada, mas isso não te dá o direito de espancá-la. Ela está quase inconsciente.

O repreendi, mas só por falar mesmo, porque absorver que é bom, duvido que ele tenha absolvido.

- Já acabou o discursinho? Eu quero saber como veio parar aqui?

Olhou pra ela novamente e segundos depois estava furioso, indo em sua direção.

Corri e pulei em seu pescoço, impedindo que lhe desfira mais algum golpe.

Caímos no chão e lhe dei cotoveladas onde alcancei.

- Me larga sua putinha lésbica.

- Você acha que me ofende falando isso? É o mesmo que te chamar de estrume, não ofende pois é a verdade!

Disse e continuei apertando seu pescoço.

Claro que naturalmente ele é muito mais forte que eu, por isso preciso segurar o máximo de tempo possível, pois depois ele vai vir pra cima.

- Me solta vadia.

Se debateu mais um pouco até que chegou ao ponto de eu não conseguir mais segurar.

Ele se soltou e me grudou pelo pescoço.

Me debate, tentando dar tapas na cara dele, mas fui ficando sem ar.

Ele me grudou na parede e desferiu golpes no meu rosto.

Só consigo pensar que estou passando por isso, por alguém que ESCOLHEU essa vida.

A cada golpe minhas forças diminuíam, mas quando a vi desacordada na cama voltei a me debater e consegui acertar um chute no seu órgão reprodutor.

Ele me largou e abaixou, gritando de dor.

Não me acovardei e parti pra cima dele.

Com mais chutes e socos, bom que estou de anel, vai machucar mais ainda.

- Sua desgraçada!

Gritava com dor.

- Agora você vai apanhar como homem, seu lixo.

Desferi chutes em suas costelas.

- Eu vou te matar.

Ameaçou.

- Devia ter feito isso quando teve chance, porque agora quem vai morrer é você!

Pisei em seu órgão e senti prazer em vê-lo sentindo dor.

O cara é tão desgraçado, que conseguiu se esticar e pegar um bastão que estava encostado na parede, mas quando ele tentou me acertar, eu desviei e arranquei o mesmo de sua mão.

- A sua chance de acabar comigo, já passou e você é tão inútil que não conseguiu.

- Você vai pagar caro por isso.

Disse gemendo.

Pisei novamente e ele deu um grito de dor.

- Cala a boca!

Levantei o taco para acertá-lo…

- Larga!

Matt chegou bem na hora e me assustei.

- Não.

Disse e ele arrancou o taco da minha mão.

- O que aconteceu aqui? Ela está desmaiada?

Perguntou e fui ver como ela está.

Sentei na beira da cama e segurei seu rosto, chamando-a.

- Camila, acorda!

Seu rosto está muito inchado, quase irreconhecível.

Seu nariz está torto, acho que quebrou.

- Matt?

Chamei.

- Calma, estou amarrando ele.

- Ela está inconsciente Matt.

Me desesperei.

- Calma, vamos levá-la pro carro.

Ele tentou pegá-la no colo.

- Sai, eu levo ela.

Peguei-a no colo e saí porta afora.

- Eu vou ficar aqui, esperando a polícia chegar.

Disse me seguindo até o carro.

- Tá bom! A gente se fala.

Disse colocando ela no banco de trás, junto à Sofi.

- Camila!

A pequena se desesperou ao ver a irmã desmaiada.

- Pequena, põe a cabeça dela no seu colo.

Pedi e ela o fez.

Matt fechou a porta do carro e eu entrei, nem pus cinto e dei partida.

Dirigi que nem uma louca, mas cheguei rapidamente ao hospital.

- Pelo amor de Deus, preciso de ajuda.

Entrei com ela nos braços e um enfermeiro imediatamente me trouxe uma cadeira de rodas, a colocou sentada e levou-na.

- Sofi?

Chamei e ela estava atrás de mim, chorando.

- Fica calma Sofi, vai ficar tudo bem, eles vão cuidar dela agora.

Peguei-a no colo e sentei numa cadeira da recepção.

- Moça, você também precisa de atendimento.

Vieram me dizer isso.

- Tudo bem, mas ela vem comigo.

Fui e deram alguns pontos no meu supercílio que estava sangrando.

Um tempo depois, Matt chegou com Sinu.

- Sofia!

Ela chamou e a filha correu pros braços da mãe.

- Como ela está?

Matt me perguntou.

- Não sei, entraram com ela e não deram mais notícias. Já até cuidei da papelada e nada ainda.

Expliquei.

- Ela estava muito machucada.

- Sim!

Concordei.

- Lauren, o que aconteceu?

Sinu me perguntou.

- De verdade eu não sei, a Sofi me ligou pedindo ajuda, nem conseguiu me dizer direito o que estava havendo… Quando cheguei lá, ela estava escondida embaixo da cama e no outro quarto…

Lembrei da cena e meu estômago embrulhou.

- O quê?

Sinu insistiu.

- Ela estava sendo espancada pelo namorado.

Contei e abaixei a cabeça.

Lamento muito mesmo tudo isso.

- Sinu, o Allan está na delegacia, ele vai resolver tudo por lá e depois entra em contato com vocês.

Sinu sentou com Sofi em seu colo e parece estar processando tudo que acontece.

- Como você está? Já foi examinada?

Matt perguntou.

- Sim, deram uns pontos no meu supercílio.

Disse.

- Não fizeram nenhum exame?

Ficou um pouco bravo.

- Claro que não, a Sofi estava comigo… Nem que quisessem eu sairia de perto dela.

- Pois agora já estamos aqui e você vai ser verdadeiramente examinada.

Ele falou tanto na minha orelha que eu acabei me dando por vencida depois de um tempo.

Pedi que me examinassem melhor e então me levaram para o mesmo lugar que ela, que agora está acordada, porém aérea e não percebeu minha presença.

Fiquei quieta, mas ela acabou me vendo mesmo assim.

- Lauren?

Sua voz sai baixa.

Apenas olhei para ela.

- Obrigado!

Quase não entendi o que disse e ela sinalizou para que eu chegasse mais perto, então o fiz.

- Obrigado por me ajudar, não sei o que teria sido de mim, se você não tivesse chego.

Ela está falando super baixo e está com uma máscara de oxigênio, o que dificulta mais ainda as coisas.

- Agradeça à sua irmã, ela que me ligou pedindo ajuda.

Contei.

- Vou agradecer, mas…

Parou um pouco pra descansar.

- Me perdoa.

Completou.

Engoli em seco, não quero chorar mais e muito menos na frente dela.

Levantei e voltei pra minha maca.

Continuei ali por mais uma hora e meia, até realizar todos os procedimentos, que inclusive foram quase os mesmos que ela.

Mas seu caso é mais delicado, ela está com o nariz, mandíbula e duas costelas fraturadas, ou seja vai passar por cirurgia pra corrigir o nariz e mais um monte de coisa.

Acabei de fazer o que precisava, levantei e ia saindo.

Algo me fez parar e pensar…

- Acho que não precisa do meu perdão, mas se é importante pra você eu te perdoo. E só pra você saber, não vamos mais nos ver.

Disse e dei as costas.

Rumo à uma vida nova, Lauren.


Notas Finais


E então?


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