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História I was made for loving you - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Capítulo 15


Sim, eu sei, um dia, eu terei que esquecer tudo

Mas eu guardo, apenas no caso

No caso de você não achar o que estava procurando

No caso de você estar sentindo falta do que teve antes

No caso de você mudar de ideia, eu vou esperar aqui

No caso de você apenas querer vir para casa.*

Sou o primeiro a acordar a arrumar as malas, apesar das férias terem sido ótimas, eu sei que há algo errado porque Severus não respondeu minha carta e isso me preocupa.

Eu teria voltado mais cedo se Draco não tivesse me garantido que se algo estivesse errado, o Profeta Diário seria o primeiro a nos avisar, o ponto é que nenhum deles entendem que o meu medo não é esse.

Voltamos para Hogwarts antes dos outros e confesso que demorei alguns minutos para ter coragem de entrar, Ron e eu deixamos nossas coisas no quarto quando crio coragem para falar:

-Vai indo na frente, já encontro vocês.

Meu amigo me dá uma piscadinha, me fazendo revirar os olhos antes de seguir meu caminho até às Masmorras a passos lentos, como se eu soubesse que algo está mesmo errado.

Aperto a sacola de presentes com força quando chego em seu escritório e bato na porta antes de girar a maçaneta e ver Severus escrevendo freneticamente em um pergaminho.

-Potter! A que devo a honra da sua ilustre visita? -ironiza.

Pisco algumas vezes.

-O que aconteceu para estar desse jeito? Não recebeu minha carta?

-Do que está falando? Daquelas palavras melosas e perguntas sem nexo ao meu respeito? -ri.- Achei que já tivesse entendido, Potter.

Minha voz quase não sai.

-Entendido o que?

-Se eu não pedi para que não fosse para sua viagem, é porque não queria que ficasse aqui, está me entendendo? Ou minhas palavras são difíceis demais para você?

Não consigo falar e muito menos me mover, tudo está acontecendo rápido demais para que eu possa entender qual o problema dele, mas isso não significa que suas palavras não tenham me machucado mais do que deveriam.

-Você não serve para mim, Potter. Não é a sua mãe.

Essa foi a gota d'água, dou um passo para trás e largo as poções em qualquer lugar antes de sair correndo bem olhar para trás, cubro a boca com a mão enquanto as lágrimas escorrem sem parar, entro na Sala Precisa e desabo no chão.

Choro livremente porque sei que ninguém vai me encontrar aqui enquanto suas palavra me assombram com violência até que lembro de uma coisa.

Saio da sala e sigo direto para o meu quarto onde o quadro da minha mãe se encontra, ela e meu pai me olham preocupada e digo a ele:

-O que foi que você fez?

-Eu? Nada.

-Nao mente! Quando saí daqui estava tudo normal e agora...

-Harry, dessa vez eu não fiz nada. Juro.

-Não é possível! -grito.

Ando de um lado para o outro sentindo meu corpo reclamar como se eu tivesse corrido uma maratona e quando vejo já estou explicando para os dois quadros o que aconteceu no escritório.

Eles trocam um olhar como se soubessem de alguma coisa, mas não tenho tempo de perguntar porque meus amigos entram pela porta com expressões preocupadas.

-Harry! Onde foi que se meteu? Estão todos te procurando. -Hermione diz.

Não consigo responder porque uma nova onda de choro toma conta de mim antes que eu perca as forças e caia sentado no colchão, eles vem ao meu encontro e me abraçam enquanto minha mãe explica o que houve.

-Quer que eu fale com ele? -Draco diz.

-Não.-seco o rosto.-Só vai piorar as coisas.

Silêncio.

-Eu vou superar.

***

Como já era de se esperar, todos já estão sabendo que estou solteiro de novo, se é que isso significa alguma coisa, então enrolo o máximo que posso dentro do quarto até meus amigos me arrastarem para fora.

Sigo grudado em Hermione enquanto seguimos para o café da manhã enquanto tento respirar ao ver Snape sentado em sua cadeira como se nada tivesse acontecido, sento em meu lugar e faço um esforço enorme para não chorar.

-Caramba, Potter! Nem como namorado você serve. -Goyle diz.

O salão explode em risadas e eu apenas fecho meu punho antes de usar a ofidioglossia para invocar uma cobra para atacar esse ser desprezível, as risadas se transformam em gritos até que Minerva se levanta:

-Senhor Potter! Acabe já com isso ou será punido!

-Ele quem começa e eu quem pago o preço? -rebato.

-Mais uma palavra e farei o professor Snape lhe dar uma detenção de uma semana.

A menção de seu nome me machuca e faço a pequena cobrinha subir em meu braço antes de colocá-la em meu pescoço e pedir para que ela fique quieta.

-A final do jogo de Quadribol está chegando, Harry. Será que você pode...

-Já entendi, Ron. Desculpa.

A paz volta a reinar dentro do salão e sem deixar de acariciar o animal, olho na direção do Mestre de Poções que sustenta meu olhar.

-Legilimens. -sussurro.

Severus faz uma careta por conta da dor que está sentindo, mas a minha é bem pior porque ele está resistindo. Sangue começa a escorrer pelas minhas narinas e o vejo esfregar as têmporas antes que eu pare de tortura-lo para que Minerva não perceba.

-Vai mesmo andar com esse bicho para todo lado agora?- Rony estremece.

-Qual o problema? Ela é boazinha.

-Você-Sabe-Quem andava com uma cobra, Harry. -Hermione ressalta.

Reviro os olhos.

-Pode falar o nome dele, ele está morto. Além do mais, eu juro que Izzy não vai fazer mal a nenhum dos meus amigos.

O assunto se encerra até a aula de Poções no fim do dia, continuo segurando o réptil enquanto sento ao lado de Rony e estremeço quando um pedaço das vestes de Snape tocam meu rosto.

-Isso aqui não é uma aula de Trato de Criaturas Mágicas, Potter.

-Eu já disse que ela não fará mal a ninguém, senhor.

Ele bate as mãos na mesa e se levanta.

-Tire esse bicho nojento da minha sala antes que eu o mate com minhas próprias mãos, Potter. 40 pontos a menos para Grifinória.

A ameaça é real, então a coloco no chão e a deixo partir. A aula se inicia monótona como sempre até sermos obrigados a pegar nossos caldeirões e eu ganhar alguns segundos fora do seu alcance para poder respirar, faço minhas poções sem ânimo algum, mas enrolo de propósito para entregá-las.

-Pelo menos algo bom vai acontecer quando eu voltar a ficar cego.

-É comigo que está falando, Potter? -esbraveja.

Sustento seu olhar com um sorriso perverso nos lábios.

-Não vou precisar olhar para você nunca mais.

Pego minhas coisas e saio da sala sem uma resposta.



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