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História I was made for loving you - Capítulo 16


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Capítulo 16 - Capítulo 16


O espaço entre nós faz parecer que somos de mundos diferentes

Como se eu estivesse enlouquecendo

E você diz que está chovendo no seu coração

Você está me dizendo que ninguém está lá para secar as poças

Oh, mas isso é loucura

Porque, querido, eu te disse, estou aqui pra sempre*

*Severus Snape*

"Não vou precisar olhar na sua cara nunca mais." Acordo em um impulso e sento na cama com o rosto suado, eu não entendo, já faz quase duas semanas, era para o choque inicial ter passado.

Tomo um banho rápido e preparo uma xícara de café antes de dar de cara com os Potters me encarando, reviro os olhos e os ignoro.

-Você faz suas merdas e sou eu quem paga o preço. -Tiago reclama.

-Do que está falando?

-Harry está há semanas sem falar com ele porque acha que o próprio pai é o motivo do término de vocês.-Lily diz.

-Não tenho culpa das conclusões que ele tira.

-Meu filho está sofrendo, Sev!

A encaro me sentindo exausto.

-Eu protegi seu filho por sete anos, Lilian.

-Acontece que você também está! -esbraveja.- Ou acha que não sei que não dorme mais e quase não come?

Saio pisando duro de dentro dos meus aposentos e deixo a porta bater antes de caminhar pelos corredores, olho para o jardim e sou obrigado a parar.

Potter está de costas para mim e com a cabeça inclinada para cima como se estivesse observando as estrelas, mas tenho quase certeza de que está de olhos fechados.

Uso um feitiço para silenciar meus passos e paro a uma distância segura o suficiente para poder inspirar seu perfume.

-Eu sempre sei onde está,Severus.

Me assusto. Por algum motivo sua voz ficou muito parecida com a de Tom Riddle, dou um passo para trás e ele se vira em minha direção com a expressão confusa e triste.

-Está se sentindo bem? Você está pálido. Não sei nem por que eu me importo. -acrescenta.

-Por que fica andando por aí com aquela cobra nojenta?

Ele abre um sorriso perverso que me dá calafrios.

-Vai me dizer que acredita na teoria de Rony sobre eu me parecer com Tom quando estou com ela?

Como não respondo, ele interpreta de forma positiva.

-Você não deveria me perguntar isso, professor.

-Por que não?

-Tom sofreu quando era criança, por mais perverso que fosse. Acredito que a dor faça isso com as pessoas, não é? No fundo, todos temos um pouco dele em nós.

Silêncio.

-Já que respondi todas suas perguntas quando deveria gritar com você, posso fazer uma?

Concordo com o coração preso na garganta, ainda mais quando ele olha para os pés e volta a ser o mesmo garoto inocente.

-Por que?- sua voz falha.-Você está me matando aos poucos, Severus.

Arregalo os olhos e sinto o ar me faltar quando suas esferas esverdeadas pairam em mim como se enxergassem o fundo da minha alma.

-Eu já disse...

-Não me trate feito um idiota, por favor. Se ao menos me dissesse a verdade, eu o deixaria em paz, porque não sei se percebe, mas está me deixando sozinho de novo.

Encaro meus pés antes de responder:

-Eu sempre estive aqui, Harry e isso não vai mudar. Mas eu não posso.

-Por causa da minha mãe?

Dou um sorriso triste.

-Por minha causa. Todo mundo que chega perto demais acaba se machucando ou morrendo e já tenho vítimas demais nas minhas costas.

-Quem foi que te disse isso?

-Ninguém, Harry, é uma escolha minha.

O vejo segurar as lágrimas, mas não consegue e se obriga a sentar na grama, o observo por alguns minutos antes de fazer o caminho de volta, mas como não consigo dormir, continuo meus estudos até amanhecer.

-Bom dia, Sev. Feliz aniversário.

-Não tem nada de feliz hoje, Lily.

-Teria se não fosse tão cabeça dura. Raciocine comigo, Severus, que vantagem está tendo essa separação se tudo o que meu filho faz é chorar?

-Até mais, Lilian.

Deixo o quadro para trás e sigo direto para a minha sala antes que os alunos cheguem, mas assim que abro a porta, dou de cara com Harry sentado em minha mesa com um sorriso travesso.

-Bom dia, professor. Feliz aniversário.

Meu coração dispara.

-Será que pode sair da droga da minha mesa?

Ele nem se mexe.

-Você não entende, não é? Acha que se ficar perto de mim coisas ruins acontecem, mas não é verdade.

-Harry...

-Coisas ruins acontecem por causa do meu nome e do fardo que eu tive que carregar desde que nasci, você fez o que tinha que fazer por conta de uma promessa a minha mãe, eu fiz o que fiz porque não tinha outra escolha.

-Está mesmo dizendo que o seu sofrimento é pior do que o meu? -ironizo.

-Não, estou dizendo que não vale a pena torturar nós dois por uma paranóia que criou na sua cabeça.

-Gosta tanto assim de mim a ponto de arriscar sua vida?

O menino salta da mesa e se aproxima de mim o suficiente para que eu sinta sua respiração em meu rosto antes de me perder em seus olhos, ele usa as mãos para explorar meu rosto e acabo fechando os olhos com essa sensação maravilhosa.

-Severus, eu...

Antes que ele possa completar a frase, o tomo em meus braços e o beijo com fervor, suas mãos se enroscam em meus cabelos e o aperto contra mim enquanto nossas bocas se movem em perfeita sintonia. Mas infelizmente somos obrigados a nos afastar porque escuto os outros alunos chegando e corro para sentar em minha mesa ao mesmo tempo em que ajeito os cabelos.

-Tenho uma tarefa diferente para vocês antes de revisarmos as poções para os N.I.E.M.s. -digo depois de um tempo.-A primeira pessoa que encontrar alguma coisa útil sobre reconexão de almas vai levar 100 pontos para sua Casa.

-Essa nem é a sua matéria, pra que você quer...-Harry arregala os olhos.-Não faça isso.

-Mais tarde conversamos, agora faça o que eu mandei.



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