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História I was made for loving you - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 6



Alguns meses se passaram e fomos obrigados a ter aula de poções com outro professor porque ao que parece, Snape estava em uma viagem a mando da diretora.

Mas como nada nessa vida é perfeito, ele está de volta e eu levanto da cama sem ânimo antes de me trocar e seguir com meus amigos para o café da manhã.

Dessa vez Draco senta ao meu lado e ignora os amigos sonserinos, tudo está maravilhoso e pego uma fatia de bacon quando a porta se abre e sinto o cheiro de Snape invadir minhas narinas, meu humor muda e jogo o bacon de volta no prato.

-Droga. -digo.

-O que houve? -Ron diz.

-Nada, inclusive, agora que Malfoy está andando oficialmente conosco, faça dupla com ele na aula de poções, ok?

-Por que? -diz chateado.

-É difícil explicar, mas vai me entender. Agora se me dão licença, preciso pegar meus livros no quarto.

Sei que estou sendo observado porque sinto um arrepio na nuca e saio andando em direção ao meu quarto, sento na cama e espero dar o horário para ir a aula.

Saio correndo para não chegar atrasado, mas como se ele fizesse de propósito, todos já estão na sala mesmo que ainda falte alguns minutos.

-Dez pontos a menos para Grifinoria por seu atraso.

Começou. Vou em silêncio até o meu lugar e me jogo na cadeira antes de abrir meu livro na página marcada e começar a preparar a poção Veritaserum.

-Errado!- grita.

Respiro fundo e me viro em sua direção.

-Não está errado, devido a minha cegueira, meu olfato e audição são quase perfeitas, professor.

-Eu por um acaso te dei permissão para falar, Potter? 30 pontos a menos.

Ouço algumas reclamações.

-Antes que eu me esqueça, não é nada bonito ficar ressaltando o fato de você não enxergar, se poderia ser revertido, não acha?

Meu corpo paralisa e tenho que travar o maxilar para não chorar, posso sentir o choque e confusão entre meus amigos, o que faz com que eu pegue minhas coisas e caminhe na direção da saída, mas a porta não abre.

-Ninguém mais vai dar chilique e sair batendo o pé na minha aula.

Volto para o meu lugar em silêncio e bato os livros com força na mesa antes de sentar e fazer minha poção em silêncio, até que alguém abre a porta e eu me assusto.

-Ministro, que surpresa agradável! - ironiza.

-Precisamos conversar, se puder vir comigo...

-Sobre o que seria? -Draco diz.

-Não se meta, Malfoy!- o professor esbraveja.

-Por que não? Acho que todos devem saber que foi você quem quase matou seu aluno Vicente Crabbe.

Meu coração dispara.

-Eu? Eu não. -ri sarcástico.

-Vamos logo, é só uma conversa.

O homem se levanta e conto seus passos para saber que está quase chegando na porta quando digo:

-Na verdade, Ministro. Temo dizer que dessa vez o senhor está errado.

-Como, senhor Potter?

-No dia em que Crabbe foi espancado, o professor Snape estava comigo.

O choque se instala em todos e o ouço dizer:

-Tem como provar isso?

-Invada minha mente, é simples.

Fico de pé e apenas sinto uma dor forte na cabeça enquanto ele analisa os sons que escutei durante nossas aulas particulares, claro que eu os modifiquei para condizer com minha mentira, então espero que dê certo.

-Eu...me desculpe pela intromissão em sua aula, Severus.

O professor resmunga alguma coisa e volto a me sentar enquanto o homem fecha a porta e caminha até sua mesa antes que Severus diga:

-Eu te odeio.

Não consigo esconder o sorriso.

-Eu sei.

Continuamos a aula sem intromissões e não consigo esquecer sua voz me dizendo aquelas palavras de um jeito tão diferente, controlo meu organismo e não tenho ideia do que está acontecendo comigo, a aula acaba e enrolo com minhas anotações apenas para ficar sozinho com ele que diz:

-Se está esperando um pedido de desculpas ou um agradecimento, está perdendo seu tempo.

-Não estou esperando nada.

Lhe entrego meu pergaminho e guardo minhas coisas.

-Mas...eu me arrependo do que falei mais cedo e do que falei aquele dia.

Faço força para não sorrir.

-Podia dizer que sentiu minha falta. -brinco.

-Vai sonhando. -resmunga.-Você vai aparecer mais tarde?

-Vou.

***

Tivemos um tempo livre depois que aula de Herbologia e como sempre, Hermione resolveu se enfiar na biblioteca e nos arrastar junto.

Abro meu livro de DECAT e passo os dedos pelas letras em Braile enquanto sinto os olhos dos meus amigos sobre mim.

-Será que podem perguntar de uma vez?

-Snape estava mesmo com você aquele dia? -Rony diz.

-Não, uma alteração aqui e ali na minha memória resolveu todo o problema. Acho que todos aqui temos uma dívida com ele, não acham?

-Pessoal, isso não é o mais importante. -Malfoy começa. -Que história foi aquela de voltar a enxergar?

Explico a situação do mesmo jeito que tentei explicar para Snape há um tempo e ao contrário dele, meus amigos me escutam até o final.

-E como ele ficou sabendo e nós não? -Mione indaga.

-Porque no dia em que fiquei de detenção, ele escutou minhas reclamações sobre isso.

Filtch aparece avisando que precisamos ir para o dormitório e sigo em silêncio antes de deitar na cama e esperar meus amigos dormirem para pegar a capa de invisibilidade embaixo da cama e me deixar ser guiado até o campo de Quadribol.

Retiro a capa antes de entrar, estranho ao perceber que o lugar está completamente vazio.

Dou um passo para dentro do campo e de repente vou de cara no chão antes de escutar sua voz em meu ouvido:

-Primeira lição de hoje: Surpreenda o inimigo.

Faço uma careta e me levanto antes que ele pegue um dos meus pulsos e coloque algo em minha mão para então repetir o processo na outra.

-O que é isso? -questiono.

-Luvas de boxe. Precisa saber se defender sem uso de magia primeiro.

-Onde aprendeu essas coisas? Nas pesquisas?

-Fui obrigado a passar um tempo no mundo dos trouxas quando Voldemort ainda era vivo. -responde com calma.

Me surpreendo ao notar que ele o chamou de "Voldemort" ao invés de "Lorde" e uma sensação estranha toma conta de mim.

-Torturando pessoas? -pergunto cauteloso.

-Chega disso. Vamos treinar.

Ele me guia na primeira vez e aos poucos vou depositando socos na proteção que ele usa nas mãos, faço a mesma coisa com as pernas e acabo pegando o jeito da coisa.

-Já chega por hoje. -ele diz cansado.

Concordo e o sinto se afastar e mexer em algumas coisas a alguns metros, uma ideia travessa passa por minha mente e decido colocá-la em prática.

Grito e vou correndo em sua direção para derruba-lo, mas de repente bato com as costas no chão e tenho meus pulsos segurandos no alto da cabeça, me impedindo de conter o riso.

-Eu disse para surpreender, não gritar. -comenta.

Fico surpreso ao encontrar diversão em sua voz.

-Mas não foi de todo ruim. -continua.

O silêncio se instala, mas ele não me solta, começo a ficar nervoso e sinto um frio na barriga antes de dizer:

-Professor? Ainda tenho que resolver o problema da aula de Transfiguração.

Ele sai de cima de mim e me puxa para cima antes de arrastar alguma coisa para perto de nós e parar atrás de mim.

-A sua frente tem um caldeirão, seu objetivo é transforma-lo em um cachorro.

Sua voz me arrepia e prendo a respiração, pego minha varinha, mas como sempre, não funciona.

-Você parece um aluno do primeiro ano, Potter. -comenta.

Sinto sua mão pousar em minha coluna para endireita-la e estremeço com seu toque frio, ergo minha varinha com as mãos trêmulas e sinto seus dedos percorrerem toda extensão do meu braço até segurar minha mão e sussurrar:

-Agora, imagine um cachorro e quando estiver pronto, faça o movimento.

Sinto um calor me preencher e limpo a garganta antes de movimentar meu braço e transformar o caldeirão em um cachorro.

Como se percebesse seu erro, o homem se afasta em um impulso e eu espero alguns segundos para que meu sangue esfrie.

-Potter?

-Hm?

-Essas aulas foram um erro, será melhor se...

-Eu já entendi, tenha uma boa noite, senhor.

Guardo minha varinha e saio o mais rápido possível da sala.



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