História I Was Made For You - Capítulo 13


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Categorias Depois das Onze
Personagens Gabie Fernandes, Personagens Originais, Thalita Meneghim
Tags Depois Das 11, Gabie, Gabriela, Thabie, Thali, Thalita
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Palavras 1.133
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Opa, voltei rapidão pra soltar mais um hihi
Não me matem, pfvr
Qqr coisa nem fui eu que escrevi, foi meu cachorro

Capítulo 13 - Por quê?


Fanfic / Fanfiction I Was Made For You - Capítulo 13 - Por quê?

G: Thali?

Ouvi sua voz e minha respiração acelerou, o suor escorrendo sobre meu rosto. Não respondi nada, então ela prosseguiu:

G: Thali... — e fungou, a voz chorosa. — Eu te amo. Não faz isso comigo, não me deixa. Por favor. — meu corpo tremeu-se contra o telefone. — Não me abandona... Eu preciso de você. Não me deixa sozinha. — nesse momento o silêncio tomou conta de ambas, ainda em chamada. Passaram-se minutos, mas nenhuma de nós se mostrava capaz de dizer mais nada. Respirei fundo e tomei coragem, perdendo a cabeça.

T: Gabie? Tá aí?

G: Ahn? — respondeu num sussuro.

T: Eu não vou. — disse, no mesmo tom que ela. — Deixá-la sozinha. Não conseguiria. — fechei meus olhos por alguns segundos e completei: — E eu também amo você.

Dizer aquelas palavras me fazia tão bem, que eu queria poder repetí-las em alto-falantes o dia inteiro. Uma sensação diferente de todas que eu já havia sentido passou pelo meu corpo, aquecendo-me completamente. Voltei a me deitar, o celular no ouvido, mesmo que ambas estivéssemos em silêncio. Ouvir sua respiração já era suficiente para me tranquilizar. E assim, peguei no sono. Temporariamente.
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Acordei e numa velocidade sobrenatural me arrumei. Reparti meu cabelo ao meio, como de costume. Vesti um jeans aleatório, uma regata branca e um whoup preto. Saí sem sequer tomar café, o rosto da mulher ruiva praticamente solidificado na minha mente. O porteiro liberou minha entrada, subi o elevador e caminhei pelo corredor. Meu coração acelerou de forma brusca. Minha mente só repetia "vá embora. Não faça isso", mas meu coração, teimoso, insistia que eu seguisse. Tomei uma coragem sobrenatural, sentindo tanta mágoa, tanto desejo, carinho, saudade... Numa mistura que me atingia como socos constantes no estômago. Cheguei em frente a porta e toquei, timidamente, duas vezes. Ouvi a porta destrancar e a silhueta de Gabriela surgir lentamente na abertura. Ao me ver, seus olhos tomaram um brilho maior e ela abriu a porta, finalmente, me dando passagem para entrar, sem dizer sequer uma palavra. Nos encaramos por segundos infinitos, sem saber o que dizer. Eu sabia que aquela era apenas Gabie. Minha melhor amiga, a mesma de sempre. Mas eu não conseguia dizer nada, então a ruiva tomou o primeiro passo:

G: Foi mal. Eu não deveria ter te ligado ontem, o Rafa me disse que você queria distância, mas eu estava um pouco fora de mim...

T: Eu sei. Não tem problemas, eu não consegui dormir, de qualquer forma.

G: Por quê não respondeu minhas mensagens? — foi direto ao assunto.

T: Por quê me deixou sozinha? Por quê mentiu pro Rafa? Por quê fez tudo isso comigo e com a droga dos meus sentimentos? Gabie, doeu tanto... Ouvir aquelas palavras, eu quero dizer. Você me destruiu. Meu coração se partiu de uma forma que eu nunca imaginei, ainda mais vindo de você. Eu não pude dormir e quando eu pregava os olhos, eu só podia ver você indo embora e separando nosso abraço. Eu não pude fazer nada, porque tudo o que eu sempre fiz era com você e dependia de você. Eu estive tão doente mentalmente, todas as vezes que o telefone tocava eu esperava ouvir sua voz, justificando que tudo aquilo era uma brincadeira de mal gosto e que você ia voltar. Ou que tivesse mudado de ideia, tanto faz. Eu não te culpo por não me amar de volta, mas pra que fazer esse jogo todo comigo? Pra que me beijar tantas vezes e me deixar imaginar tanto? Por quê não falou comigo naquele dia? — desabafei, tirando parte de todo aquele peso que ameaçava fazer meu coração parar. — Por quê me deixou sozinha? — completei, limpando uma lágrima quente e teimosa que insistia em me trair.

~ Gabie ~

Ouvir as palavras da garota partia meu coração, ainda sem uma resposta certa. Me doía saber o quanto eu havia a machucado e a mim mesma, sem sequer saber como ou porquê.

G: Eu... Não foi assim, Thalita. Você sabe que não. Eu não poderia colocar tudo a perder. Nossa amizade, cara, é muito mais importante pra mim mantê-la do que qualquer outra coisa. E tem o canal. O que acha que isso significaria ao canal? Eu tô perdida, Thali, perdida nisso tudo, porque nem sequer eu entendo o motivo de ter feito tudo isso. Eu nunca imaginei que poderia... permitir que algo desse tipo acontecesse com a gente. São coisas importantes demais envolvidas, principalmente a mídia. — despejei. De repente, eu podia sentir uma mágoa imensa crescer dentro de mim. Algo gritante que tinha me perseguido esse tempo todo. Então continuei: — Eu não sei o que fazer, mas eu sei que isso não tá certo. A gente não pode abandonar o canal assim. A gente não pode desistir dos bacanas. — "A gente não pode desistir da gente", eu queria dizer, ou melhor, suplicar.

T: Seria maravilhoso enxergar tudo dessa forma, Gabie, seria mesmo. Mas você só tá esquecendo do principal. E a gente? — disse, intensamente. — E você? E eu? — me encarou fixamente, me forçando a subir o olhar, pairando-o sobre seu rosto novamente. 

G: A gente pode tentar voltar ao normal. Eu sei que a gente consegue. Basta tentarmos... Eu vou ficar bem, vou fazer o máximo que puder pra que dê certo.

T: Não seja egoísta, por favor. Eu não vou ficar bem. Eu amo você demais pra conseguir isso. — disse num sussurro, impedindo as próprias lágrimas, e aquela cena fazia-me sentir descendo pela garganta dolorosamente cada detalhe. Eu só queria abraçá-la. Protegê-la daquela situação de merda.

G: Thali... — me aproximei. — Não me deixa. — repeti. — Não me abandona. Eu preciso de você. — disse, na mesma intonação daquela madrugada, onde eu havia perdido toda a consciência e ligado em desespero para a mesma. — Não se afasta. Não dê um tempo com o canal. Não faz isso, por favor... — insisti. E não haviam outras palavras que eu quisesse tanto dizer naquele momento. Ela ficou em silêncio, digerindo cada palavra. E minha adrenalina destruía minha sanidade, o coração palpitando mais rápido do que eu considerava humanamente possível. Eu precisava tanto daquela garota...

A porta nos interrompeu, aberta rapidamente, revelando... Meu Deus, minhas pernas perderam a estabilidade e o chão pareceu abrir sob meus pés. Uma única cena se repetindo na minha mente, frustração e ódio se misturando, meu punho automaticamente cerrado, minhas unhas agredindo a palma. Marcos. Sequer batera à porta, apenas entrou, alterado, bêbado. Seu cabelo desgrenhado fazia notável seu estado deplorável e o cheiro do teor alcoólico subia, impregnando meu apartamento. Thalita me olhou, com um olhar desesperado, quando me acordou de meus devaneios, puxando-me para trás. Fiquei sem entender o motivo, encarando-a confusa. Só então notei que o rapaz tinha consigo, em suas mãos trêmulas, uma pistola carregada e um olhar vago, quase lacrimejando.


Notas Finais


E é isso, né
Vida que segue...
Até a próxima rs
Obrigada mais uma vez, vcs são foda.


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