História I was made for you - Capítulo 7


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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Arizona Robbins, Calliope "Callie" Torres, Personagens Originais, Sophia Robin Sloan Torres
Tags Arizona, Callie, Calzona, Drama, Endgame, Grey's Anatomy, Romance
Visualizações 304
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieee Gente!!!
Esse capítulo virou meu novo xodó <3 como eu estava ansiosa para publicá-lo pra você. Nem vou falar muito aqui, só deixo você com o capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 7 - E se ele estivesse aqui?


Fanfic / Fanfiction I was made for you - Capítulo 7 - E se ele estivesse aqui?

Arizona:

Abro a porta do laboratório com um pote batatas fritas seguro em minhas mãos, cara estou faminta, mas também já eram três e vinte da tarde e eu não havia comido nada, estou procurando por Calliope porque tenho certeza que ela também não comeu, e como esperado a encontro no laboratório envolvida com uma pesquisa que estava realizando. Ela nem percebeu que eu entrei no lugar de tão entretida que estava com a pesquisa. Não pude evitar o brilho em meus olhos e o sorriso característico ao vê-la tão empenhada, como se resiste a uma mulher dessas? Eu só queria voltar ao passado em um momento em que não estivéssemos tão machucadas e eu poderia simplesmente correr para agarrá-la em meus braços sem nunca deixá-la partir.

- Hey! - digo chamando a atenção dela pra mim – você não para pra comer não?

- Ah é você – ela responde um pouco aliviada ao me ver, soltando um suspiro – entra e feche a porta rápido.

- Tá bem - digo estranhando um pouco o tom de alivio na sua voz - Mas porque? Por acaso você está aqui se escondendo de alguém aqui? - falo ao fechar a porta do laboratório e me aproximo dela, sentando em uma cadeira logo ao seu lado.

- Na verdade, sim. Estou me escondendo dos meus residentes.

- Residentes? No plural? Uau você faz sucesso aqui.

- Eu não, mas a minha pesquisa faz – disse ela com notório orgulho ao dizer “minha pesquisa”.

- E a sua pesquisa é? - perguntei curiosa.

- Vem ver – diz ela me mostrando algumas análises laboratoriais - Regeneração instantânea óssea, estamos usando para cura de câncer ósseo e outras doenças de dificuldade regenerativa, já estamos na segunda bateria de testes. E só perdemos dois pacientes até agora. O que é um número incrível considerando o rápido avanço dessa doença.

- Então você está fazendo ossos do nada e inserindo eles em pacientes para que lá dentro auxiliem as células ósseas em sua regeneração e possibilite que até mesmo pacientes com dificuldade regenerativa?

- Yep – ela disse confirmando com a cabeça e roubando algumas de minhas batatas após ter tirado as luvas de trabalho.

- Isso é sensacional, Calliope, realmente sensacional. Agora eu entendo porque Nova York não quer te deixar ir. Esses são seus pacientes? - perguntei apontando para um quadro branco com diversas fotos ao fundo do laboratório.

- São minha motivação. Olha esse é o Anthony, 7 anos. Jogava Hockey, mas quando descobriu o câncer ósseo teve que parar de jogar. E olha aqui essa é uma foto dele, de pé no gelo novamente depois da primeira bateria de testes. Isso não é incrível? Ele ainda não consegue jogar mas…

- Mas nada… Você está dando uma segunda chance que esse garoto nunca teria. É maravilhoso, você é maravilhosa. - disse e então Callie sorriu para mim e começou a explicar como funcionava a pesquisa e o ponto em que tinham chegado até o momento. Tento me concentrar em tudo que ela estava falando, era algo realmente interessante, mas minha mente se distraia a todo momento com a animação emanando dela e tudo que eu conseguia pensar era o quão fofa ela é quando está animada com algo.

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Callie:

Arizona invadiu meu laboratório com sua alegria e batatas fritas a mostra, fiquei feliz em explicar a minha pesquisa tenho muito orgulho dela. Ela estava sentada logo ao meu lado com aquele seu sorriso insentivador enquanto eu falava mais e mais dos meus estudos:

- Anthony tem um câncer primário, você sabe que é bem mais agressivo que o formado por metástases. O câncer ósseo dela foi formado pelo tumor de Edwig, que possui o tratamento mais agressivo desse tipo de câncer. Quando ela chegou em mim, já havia passado por um tratamento intenso, estava a dois anos na luta contra o câncer e o avanço do tumor na perna esquerdo havia avançado tanto que retiraram 3 cm da sua Tíbia e colocaram um enxerto no lugar, mas houve complicações e iriam amputar a sua perna. Uma família completamente sem esperança chegou até mim e a minha pesquisa, dei a eles uma segunda chance. Anthony tem uma segunda chance de ficar em pé no gelo. Esse aqui é John, 27 anos. Ele é militar, ama o que faz e teve uma segunda chance também, está louco para voltar a servir, mas eu disse pra ele esperar um pouco até terminarmos os testes. Zack, 52 anos ex-astronauta. Elizabeth, 56 ex- promotora.

Enquanto estava falando não tenho certeza de que Arizona estava completamente atenta a tudo isso, mas me deixou falar com orgulho e felicidade. Então senti o pager no bolso do meu jaleco vibrar.

- Droga – disse desapontada ao olhar o pager.

- O que foi/ - pergunta Arizona colocando o que sobrou das batatas na boca.

- Tenho uma cirurgia grande, vai demorar umas 5 horas no mínimo e eu tinha prometido Sofia que buscaria ela na escola hoje.

- Ela vai entender.

- Pode buscá-la na escola hoje?

- Claro.

- Vou tentar chegar em casa antes dela dormir. Vejo você mais tarde – disse me despedindo – E nada de bagunçar o meu laboratório, estou de olho em você mocinha.

Finalmente em casa, pensei ao estacionar o carro na garagem. O cansaço é grande, meus ombros estavam me matando, sentia como se pesassem uma tonelada cada um. Entrei no rall e cumprimentei o porteiro, não com uma das minhas caras mais felizes admito, mas foi o máximo que consegui naquele estado de cansaço. Subi o elevador tentando encontrar minhas chaves elas possuem o dom de desaparecer nos dias em que estou mais cansada e só quero entrar logo no apartamento. Ao passar pela porta dou de cara com Arizona no sofá com o notebook no seu colo e um livro logo ao lado. Tiro os sapatos, aceno de cumprimento a ela e tento ver se consegui realizar o feito de chegar em casa antes da minha princesa dormir. Abro a porta de seu quarto e pergunto:

- Ei – sussurro com medo de acordá-la caso já estivesse dormindo – está dormindo?

- Não – disse ela se virando na cama para o meu lado até que eu pudesse encontrar seus olhos – estava te esperando, mamãe.

- Que bom, meu amor – disse me aproximando e sentando na cama de Sofia – como foi o seu dia?

- Foi legal – disse Sofia meio desanimada e na mesma hora notei que havia algo de errado, ela normalmente é a criança mais animada que conheço.

- O que aconteceu?

- Nada é que… Eu estava aqui te esperando e fiquei olhando a foto com o papai – disse virando os olhos para a foto que havíamos deixado em sua cabeceira em que ela estava no colo de Mark no dia em que chegou em que ela e eu saímos do hospital. - E eu não lembro dele, eu tento lembrar, eu juro que eu tento.

- Você era muito nova quando ele morreu, meu amor.

- Olha eu sei que ele trabalhava com vocês quando morávamos em Seattle, que o nome dele é Mark Everest Sloan, era cirurgião plástico, e sei como era a aparência dele por fotos, mas eu queria saber como ele era realmente, sabe – Sofia disse cabisbaixa, talvez com medo do que eu fosse falar ou pensar, mas quando termina de falar e levanta a cabeça ela me soltando as lágrimas que eu insiste para não deixar cair - Mamãe não chora, desculpa, eu não devia ter falado isso – Sofia estica a mão e coloca sobre meu rosto enxugando minhas lágrimas.

- Não se desculpe minha linda, você está certa em querer saber quem era o seu pai – disse tentando me controlar para não assustá-la com minhas lágrimas novamente - Ele era um homem incrível. É difícil pra mim falar sobre ele, porque a coisa mais difícil que eu já tive que passar na minha vida foi perdê-lo. Ele era meu melhor amigo, sempre sabia o que dizer pra me fazer sentir melhor. Ele era meu apoio. E então tivemos você e nada podia ter nos feito mais feliz. Ele te amava tanto, mais tanto que você nem faz ideia. Ele não era muito bom com crianças, mas com você foi diferente, ele te bajulava muito e você era completamente apaixonada por ele a primeira palavra que você disse foi papa sabia?

- sério? - disse Sofia surpreendida por tudo que eu estava dizendo.

- Sim, e a mamãe Arizona ficou furiosa com isso, disse que aquela palavra não contava - Sofia deu um pequeno sorriso, mas seu semblante estava triste, como se sentisse a dor em cada palavra que eu dizia, talvez imaginado como seu pai era ou querendo que ele estivesse ali - Sabe, a mamãe Arizona e o papai sempre discutiam, os dois pareciam cão e gato, mas no fundo sempre cuidavam um do outro e se amavam muito

- Meu papai parece legal – afirmou com convicção.

- Sim, ele era muito legal – disse ao tentar impedir, mas inutilmente deixando que uma lágrima escorresse.

- Mamãe, não chore – disse Sofia tentando me consolar novamente. Mas eu não suportei aquilo é muito para o meu coração aguentar. Então Sofia a abraçou e depois de um longo abraço, eu segurei o seu rostinho em minhas mãos olhei bem fundo nos olhos da minha princesinha que me lembrava tanto ele, beijei a sua testa e disse:

- Você é o meu prêmio, pequena. Eu sou tão sortuda que seu pai tenha me deixado você, porque todo momento que eu olho pra você eu lembro dele e isso não é ruim, isso é bom, eu sou muito feliz por ele ter me deixado você - enxuguei uma última lágrima. – Agora vai dormir, que amanhã você tem que acordar cedo. Eu te amo anjinho.

- Também te amo, mamãe. Não fica triste por causa do papai tá bem?

- Tá bem, meu amor - disse ao fechar a porta do quarto dela.

E então desabo ali mesmo e liberto todas as lágrimas que com tanto esforço tentei esconder de Sofia. Tentei respirar fundo e me acalmar, mas estava difícil, fiquei ali sentada no chão do corredor em frente a porta do quarto de Sofia, lembrando do Mark, de como ele sempre dava um jeito para que eu fizesse a coisa certa, como me incentivava, me fazia ver o lado bom nas coisas. No meio desses pensamentos começo a ponderar: e se Mark estivesse aqui ainda, será que a minha vida estaria assim? Ou ele teria impedido? E Arizona? Será que ele teria nos deixado chegar tão longe? Ele sempre dizia que iríamos morrer juntas, eu devia tê-lo escutado, mas tudo o que eu poderia ter me esforçado antes eu me esforcei. Se bem que ainda existe o agora.

- Você está bem? - perguntou Arizona olhando para o corredor escuro em que eu estava sentada chorando.

Sem dizer uma única palavra ao vê-la, meu coração se acalmou, mas as lágrimas não me davam um tempo. Me levantei do chão e olhei para ela o mais perto que pude por alguns poucos segundos antes de abraçá-la. Tão quente, tão reconfortante, tão conhecido, aquele abraço era tudo. Ela não disse nada só deixou que eu chorasse em seus braços o quanto fosse necessário até que eu me acalmasse e assim ficamos por um tempo.

- O que houve? - disse ela me soltando de seus braços, mas ainda tão próxima de mim que conseguia sentir a sua respiração. Tudo o que eu via eram os seus lindos olhos azuis, cristalinos como a água, me fazendo sentir mais segura do que nunca.

- Nós perdemos tanto, mas ainda estamos aqui. Você me concerta quando tudo está errado – disse já bem mais calma, acariciando o seu rosto e alternando entre ele e o seu cabelo – Mas não posso perdê-la outra vez. Não me deixe, eu preciso de você, Arizona.

Antes que ela pudesse reagir eu já a havia puxado para mim, em um movimento súbito, rápido, mas suave como a brisa do mar e desesperadamente cheio de amor que resistiu ao tempo e a dor.


Notas Finais


Uau esse capítulo foi longo, mas eu queria revelar isso logo a você não conseguia esperar por outro capítulo para esperar esse momento, eu ia escrever mais coisa, só que resolvi deixar para o próximo capítulo. Esperem ansiosos pela continuação <3
Espero que gostem e que estejam tão animados quanto eu com o capítulo. Já amei ele, chorei escrevendo em algumas partes, meu coração pulou em outras, mas faz parte do processo kkkkk
Passaram por um turbilhão de sentimentos nesse capítulo como eu? Porque eu quase enlouqueci kkkkkkk
Vejo vocês no próximo capítulo!


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