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História I Will Infinitely Love You - SwanQueen - Capítulo 4


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Notas do Autor


sem notas, sobe logo!

Capítulo 4 - Chapter IV


Depois de Regina ter pego as roupas de Swan e levado para secar, percebeu algo de diferente, mas não questionou nada. Mas sabe aquela pequena pulga na orelha? Pois é. A pequena pulga estava atrás da sua orelha, mas não deixou aquilo dominar seus pensamentos. Logo estava na cozinha preparando uma bebida quente para as duas, já que o dia já estava frio o suficiente para tal. Suas roupas já eram outras e mais confortáveis em seu lar, sempre eram apesar do frio. 

Seu robe longo na cor preta era seu fiel companheiro e amava vestí-lo quando estava em casa. Modelava o corpo da morena e deixava apenas a Regina, a mulher delicada que era, ser parte e tomar sempre a frente do seu coração. A ideia de que uma aluna estava em sua casa era um pouco incomoda, mas sentia que com Emma não era isso. Era como se fossem amigas, mesmo sem se conhecer. Não sabia o que era, apenas não se importava mais.

A mulher preencheu as duas canecas com o líquido quente na cozinha e desligou o fogo. O aroma era brilhante aos sentidos de Regina, seus dotes culinários sempre foram bons e levavam consigo uma pitadinha de segredos de sua avó e de sua mãe. Seu peito sentiu aquele frio e o sorriso brilhou quando se lembrou delas, fazia tempo que não as via. Suas lembranças eram sempre boas ao se tratar da sua família, eram um pouco loucos para dizer a verdade, mas eram seus melhores. Talvez posso ir visitá-las no próximo feriado. Disse em seus pensamentos enquanto colocava as duas canecas na bancada para tomarem o líquido quente.

--- Senhorita, Mills? --- Emma chamou vendo que não havia ninguém na sala quando desceu as escadas.

--- Estou aqui, Emma, venha. As roupas serviram em você? --- Regina perguntou não vendo a jovem ainda e sentiu uma pitada de nervosismo caindo sobre si.

--- Bom, acho que sim. Serviram bem e até combinou, olha só. --- Swan chegou na cozinha olhando suas roupas, ficaram na medida certa para a garota.

--- Ficaram melhores em você do que em meu marido! --- Regina disse surpresa depois de ver como havia ficado e simplesmente engoliu em seco ao vê-la tão absurdamente linda naquele moleton.

--- Os créditos são seus, senhorita Mills. Você tem bom gosto acho que em tudo, decorações, roupas... --- Swan comentou ao ver a mulher. Estava ainda mais linda com aquele longo tecido revestindo seu corpo.

--- Nem por isso, Emma. Do que adianta ter bom gosto se ninguém repara em nada do que se faz para agradar o outro? --- Questinou entregando a caneca a jovem e indo sentar na sala para ficarem a vontade.

Emma ouviu aquilo e sua mente se direcionou ao suposto marido da mulher. Será possível? Seus pensamentos voaram a mil naqueles segundos entre a cozinha e a sala. Não sabia como era o homem com que a professora vivia, mas já sentia algo em relação à ele, não sabia ser raiva ou ranço. Um dos dois eram. Não acreditava que alguém podia ser assim tão idiota a ponto de não reparar mais na mulher que era Regina.

--- Quem não valoriza não ama na verdade. --- Respondeu pensativa olhando para sua mão segurando a caneca azul. --- Isso não encaixa em tudo, bom, eu acho que sim, mas as pessoas não percebem antes de se machucar. --- Bebeu o líquido e mais uma vez olhou para o piano. Questionou-se se a mulher sabia tocar aquele grande instrumento de teclas. --- Senhorita Mills, você sabe tocar? --- A mulher recebeu as palavras da garota como pontadas, mas essas não eram de maldade. Pensou e logo ouviu a pergunta da menina, olhando para o piano que ali estava.

--- Eu tocava algumas coisas, mas já faz alguns bons anos, com certeza esqueci a maioria das que aprendi. --- Respondeu vendo a jovem sorrir abertamente negando tal afirmação.

--- Nós nunca esquecemos as coisas que aprendemos, só esquecemos do quanto gostávamos delas. --- Respondeu olhando a mulher que a escutava e deixou seu sorriso tocar sua face. --- Posso? --- Se referiu ao piano e recebeu um "sim" da mulher, se levantando e sentando em frente ao lindo e enorme piano.

Regina observou aquilo. Era estranhamente  curioso e misterioso tudo que ela fazia. Suas palavras eram medidas e pensadas antes de qualquer coisa. Seu olhar era terno e estranhamente chamativo com suas obras verdes. Seus dedos percorreram a madeira preta lentamente e logo as teclas, os toques silenciosos tomaram a sala e a mulher só estava sendo capaz de olhá-la. Não sabia se a garota sabia tocar e se sairia dali um aglomerado de toques horríveis e fora de tom, ou uma melodia bonita de ser ouvir. Seus pensamentos ligados à imagem que via, logo foram parados por uma onda de choque ao escutar os primeiros toques no piano. Era sua música preferida em espanhol.

Seus dedos percorriam as teclas como nuvens, eram tão delicados e sutís ao mesmo tempo. Suas mãos sabiam exatamente onde eram os lugares certos e seu sorriso era de felicidade ao tocar novamente. E no sofá alguém estava completamente atônita e surpresa com tal façanha da garota. Seus instintos foram surpreendidos e mais um vez permitiu-se sentir-se leve na presença da jovem. 

Aquela melodia fora preenchida com uma voz média e delicada, as lacunas preenchidas com o que faltava naquele momento. A voz ecoava completamente em conjunto com os toques e soavam, os dois, perfeitos juntos. Emma olhou e viu a mulher cantando de olhos fechados e aquilo foi a cena mais linda que já havia visto da professora. Seus lábios abriram surpresos, nunca esperava tal voz e atitude daquela séria e temida professora. A mulher abriu os olhos quando Swan parou de tocar e olhou-a, sentindo seu rosto esquentar.

--- UAU! --- Somente isso era capaz de traduzir a surpresa da jovem à professora. --- O que foi isso? Que voz é essa? --- Questionou com a mão no peito e um sorriso brincalhão.

--- Não seja exagerada, Emma, eu não sei cantar e minha voz não é tão boa assim. --- Disse com vergonha pela primeira vez. Colocou um mecha de cabelo atrás da orelha e viu Emma batendo no banquinho ao seu lado para ela se sentar também.

--- Está brincando? Sua voz é linda, Srta. Mills, e não estou exagerando nenhum pouco. Você canta incrivelmente bem. --- A jovem elogiou a mulher que sorria ao escutar tais palavras e sentou-se ao lado da menina. --- Você tem cantar novamente. Por favor? --- Pediu olhando em seus olhos e a mulher concordou sem dizer nada.

Um último olhar entre elas e novamente o som se tomou pela sala, ecoando em todas as partes daquela casa. Igualmente a música, a voz se encaixou perfeitamente no tempo e nos tons da melodia e da voz de Mills. Regina sentira aquele momento como há muito tempo não sentia, deixou a melodia invadir sua mais profundas correntes e livrou-se cantando lindamente.

I love it when you call me señorita

Eu adoro quando você me chama de senhorita

I wish I could pretend I didn't need ya

Eu queria poder fingir que não precisava de você

But every touch is ooh la la la

Mas cada toque é tipo oh, la, la, la

It's true, la la la

É verdade, la, la, la

Ooh, I should be running

Oh, eu deveria estar fugindo

Ooh, you keep me coming for you

Oh, mas você me faz ir ao seu encontro

Seus olhos fechados e o seus lábios movendo-se com as letras, o ritmo fazendo seu corpo reagir rapidamente e querer se encher mais do que aquilo. Conteve-se. O toque mais rápido e grave combinaram perfeitamente com aquela cena, era o poder da música. Seus pensamentos se ligaram à aquele momento, dividindo-os com cada letra que saia de sua boca. Os arrepios em seu corpo e levemente o encostar dos seus corpos ali naquele banquinho, sua mente vagou e foi alto. 

Emma se envolveu com os mais graves aos mais agudos detalhes daquela melodia, deixando tudo uma mistura de bom e perigoso. O ritmo batendo e ardendo em seu peito e seu olhar vidrado somente em um único lugar. O toque angelical que Regina tinha era lindo, o contraste da luz com o escuro e seus cabelos levemente jogados para trás, seus lábios movendo-se ritmamente como Emma comandava no piano. O seu rosto era lindo e, quando reparou com atenção, jurava ter o reconhecido. Se não era um anjo, definitivamente era a obra mais perfeita que Ele fez. Seu corpo, seus contornos, seus olhares, todos eram perfeitos. Seu jeito simples de cantar e aquela voz. Ah, aquela voz! 

Land in Miami

Pouso em Miami

The air was hot from summer rain

A chuva de verão deixou o ar quente

Sweat drippin' off me

Estou pingando de suor

Before I even knew her name, la, la, la

Antes mesmo de saber o nome dela, la, la, la

It felt like oh, la, la, la, yeah, no

A sensação foi tipo oh, la, la, la, sim, não

Sapphire and moonlight, we danced for hours the sand

Luar de safira, dançamos por horas na areia

Tequila sunrise, her body fit right in my hands, la, la, la

Nascer do sol de tequila, o corpo dela se encaixa perfeitamente em minhas mãos, la, la, la

It felt like oh, la, la, la, yeah

A sensação foi tipo oh, la, la, la, sim

Sentidos. Essa era a sensação. Todos os sentidos aguçados simplesmente por uma música. Mas não era qualquer música, era a mais perfeita música que poderia haver para aquele momento. As duas mulheres sentiram isso quando iniciaram a letra, porém não disseram nada e muito menos pararam nada. Seguiram adiante deixando os sentidos tomarem a frente e só. Não havia nada do que temer agora. Era apenas uma música que por acaso descrevia o dia de ambas e tocava nas suas almas. Um dia tão inesperado para as duas, tão coincidente que parecia apenas brincadeira boba do universo. Mas ninguém reclamou. Não tinha o que reclamar, era apenas uma música e uma voz. O receio não havia e nem o nervosismo naquele momento, pareciam se conhecer a muito tempo e em uma sincronia tão perfeita que parecia novela. Aquilo era real. Aquilo foi bom. 

Logo a música foi diminuindo o volume e deixando seu final completá-la pelos delicados solos finais. A voz de Regina diminua a medida que a música acabava e os corações mantinham-se acelerados por aquele momento. No minuto de silêncio que fizeram foi o suficiente para pensar e ver o que tinha achado de acontecer ali. Elas fizeram uma dupla e aquilo foi... Foi tão... Como se diz?

--- Emma! --- Regina cobriu sua boca com suas mãos atônita com o que acabara de fazer e olhou a menina ao seu lado. --- Eu... Isso foi... Isso foi tão... --- Mills tentava dizer o que sentia mas não achou palavra certa para completar. 

--- Perfeito? --- Swan completou vendo a reação da professora, era algo que nunca tinha visto antes: uma Regina mostrando seu outro lado. 

--- Perfeito... --- Sussurrou a palavra experimentando seu som em seus lábios e Emma pode ver isso, acordando seu interior e errando umas batidas de seu coração. --- Foi tão perfeito... Eu nunca tinha feito assim antes, fazia tempo que eu não cantava. --- A mulher disse olhando para o piano e sorrindo, seu coração ainda era descompassado. 

--- Tu voz es asombrosa, Señorita. --- Emma disse de forma engraçada arrancando risos da mulher ao seu lado, e, assim, gravava aquela sorriso para si. --- Eres increible. --- Acrescentou fazendo um toque nas teclas do piano, talvez por não saber o que fazer depois do comentário ou não conseguir olhar seu rosto. 

--- Eu? Longe disso, Emma. Não exagere, apenas foi impulso e saiu mais ou menos. --- Seus olhos ficaram no da jovem, um misto de sensação estava em seu corpo. --- E nem tente puxar saco em espanhol, eu conheço muito bem meus alunos. --- Terminou brincando e com a garota sorrindo contidamente. 

--- Eu não exagero, Srta. Mills. --- Sua voz saiu mais rouca que o normal deixando a mulher atenta ao seu olhar. --- Talvez você não me conheça tanto assim, Señorita... --- Acrescentou piscando à professora. Aquilo foi o suficiente para Regina estremecer seu corpo todo. 



Notas Finais


CA RA LHO, AI MY HEART

então, esse capítulo, na opinião de vocês, em qual palavra poderia ser descrito?


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