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História I Will Love You Before Down - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Inicio de um problema


Início de um problema

Seattle

Any gabrielly se preparava para mais um dia de aula no colégio particulierétude, nome estranho não? Isso é porque os fundadores são descendentes de franceses então o nome da escola é a junção de dois nomes da língua, mas isso não importa agora já que a maior desgraça da vida dela iria acontecer mais pra frente do mesmo dia

—Claro meu amor, está tudo pronto para hoje— Any escutou sua mãe falar ao telefone assim que passou pelo arco que dividia a cozinha da sala de sua casa

—Bom dia mãe—ela cumprimentou se direcionando ao armário onde havia os cereais que comia todas as manhãs, a mãe desligou o telefone assim que a menina falou

—oi querida, quero te falar uma coisa—ela falou meio incerta e a mais nova a olhou

—Pode me dizer, é sobre o... como era o nome dele mesmo? —ela tombou a cabeça para o lado enquanto segurava a caixa de cereal

—Rick—a mãe completou a frase da filha que estalou os dedos ao lembrar do nome—e sim tem a ver com ele, hoje ele vem aqui em casa para um jantar—ela falou insegura e Any percebeu

—Bom...isso é ótimo, não?—tentou passar tranquilidade mas por dentro estava se sentindo um pouco estranha, afinal era um pouco incomodo sua mãe se relacionar com outro homem que não fosse seu pai—estou ansiosa para conhecer ele, aliás ele tem um filho não é mesmo?—ela perguntou e a expressão de sua mãe se tornou leve ao pensar que sua filha aparentemente estava levando na boa

—Ah sim! Você vai adorar conhecê-los—sua mãe disse alegre

—Tenho certeza que sim— assim a garota terminou de pôr o leite em sua tigela e começou a comer rapidamente para não se atrasar para o colégio,  ele era muito rígido e atrasos eram inadmissíveis

Logo depois que ela terminou o cereal, a garota correu até o ponto de ônibus e não demorou muito tempo para que o transporte chegasse e ela colocasse a mão para que ele parasse, assim ela subiu as escadas correndo e pagou sua passagem conseguindo passar para dentro do ônibus que já estava lotado, o jeito era se espremer ali

Assim sempre começavam as “lindas” manhãs de Any Gabrielly, espremida com um monte gente que suava feito porcos, até chegar na escola que de acordo com seus cálculos demorava 30 minutos para que o ônibus chegasse até lá e depois as coisas só pioravam ainda mais

—que merda— resmungou assim que seu telefone começou a tocar incessantemente, ela se equilibrou e conseguiu pegar seu celular no bolso de trás sem que soltasse a mochila ou sem que soltasse do corrimão onde ela se segurava para não voar a cada freada que o ônibus dava—Alo?

—Onde você tá? daqui a 15 minutos começa a aula—Joalin Loukaama, a melhor amiga da Soares falou assim que a menina atendeu a ligação

—no ônibus ainda, daqui a uns dez minutos eu devo estar chegando—explicou tentando falar alto para que sua amiga escutasse, já que alguém do ônibus decidiu trazer uma caixa de som em plenas seis horas da manhã—vou desligar agora, quando chegar na escola vou logo te encontrar

—Tá beleza, vou estar na biblioteca—assim a menina desligou e Any guardou novamente o telefone

Depois de algum tempo de sofrimento a menina finalmente chegou na escola faltando cinco minutos para que sua aula começasse e saiu correndo em direção a biblioteca sem nem olhar para frente o que obviamente iria dar errado. A menina estava correndo tão rápido que trombou com algo duro e praticamente voou para trás

—Aí—ela resmungou segurando o ombro que bateu com toda força em algo que jugou ser um armário pela dureza

—Não sabia que macacos também eram cegos­—a voz cínica de Josh Beauchamp- lê-se, o maior babaca do colégio- ecoou pelo corredor fazendo com que a garota esquecesse a dor e desviasse um olhar odioso para ele

—Você meu chamou de que? —ela perguntou mesmo tendo certeza do que ele falou, e falava quase todos os dias em que se trombavam

—Além de cega é surda agora? Te chamei de macaco Gabrielly—ele repetiu o que disse suavemente e a garota levantou de imediato batendo a mão no peito do garoto

—Quem você pensa que é para falar assim comigo Beauchamp? Eu já disse que não gosto que me chame assim—ela reclamou segurando a vontade de chama-lo de calopsita magrela. Ela não iria se rebaixar ao nível dele

Eu já disse que não gosto que me chame assim—ele a imitou usando uma voz fina—fala sério garota, só estou te chamando pelos seus antecedentes— com antecedentes ele quis dizer os macacos, desde o oitavo ano Josh dizia para Any que ela era o Mogli, do filme, mas criado por macacos

—Você me paga—ela o empurrou para poder passar e foi em direção a Joalin, mas a menina ainda pode escutar a risada do garoto mais odiável de todo aquele colégio, com certeza ele estava na lista vermelha dela

Depois da pequena discussão ela seguiu a passos duros até a biblioteca, seu lugar favorito para se esconder dos popusistas, o grupo de Josh que ela apelidou assim, por todos serem populares e rirem das piadas racistas que o loiro fazia direcionados a ela

—Até que enfim chegou—a melhor amiga da Soares falou assim que a menina adentrou o local e largou sua mochila no chão irritada, ato que não passou despercebido pela Loukaama—por que está irritada, o ônibus estava lotado de novo?

—Não foi por isso, é porque eu tive o desprazer de encontrar com o Beauchamp no meio do caminho—ela explicou desgostosa e a Loukaama fez uma expressão de nojo engraçada

—Que merda, e o que ele fez dessa vez? —ela perguntou preocupada, Joalin sabia mais do que ninguém como a amiga sofria com os tipos de comentário que aquele garoto fazia

—Me chamou de macaca, como das últimas 30 milhões de vezes—ela tinha tombado a cabeça para fingir fazer a conta das vezes em que foi ofendida


—você tem que falar com o diretor—ela tentou convencer a amiga mais uma vez—ou com a polícia se o diretor voltar a não fazer nada em relação a isso—ela deu outra sugestão sabendo que dá última vez em que foram falar sobre isso com o diretor, não adiantou de nada

—Não adianta Joalin, alias só tenho que aguentar até o resto desse ano, no próximo graças a deus a gente acaba o colégio— a loira bufou chateada e a Any preferiu mudar de assunto—aliás hoje vou conhecer o namorado da minha mãe e o filho dele

—Finalmente, espero que eles sejam legais com você

—Eu também espero—a garota suspirou, a verdade é que ela estava bem insegura e bem desgostosa da ideia de alguém substituir seu pai, que em sua cabeça era insubstituível—agora vamos para a sala, senhora Maggie gosta de gente pontual

—Vamos—as duas pegaram suas mochilas e andaram até a sala do terceiro c, encontrando alunos em pé conversando —olha ali a Sabina—a loira apontou entusiasmada e puxou a cacheada

Sabina Hidalgo. Any a considerava uma garota legal e muito linda, ela era amiga de infância de Joalin mais apesar disso as duas não andavam sempre coladas e nem eram do mesmo grupinho, pelo contrário Sabina era amiga de alguns dos popusistas, mas nunca riu dos comentários maldosos do grupo e sempre foi uma defensora de importantes causas

—Oi meninas­—a mexicana cumprimentou com um lindo sorriso—como vocês vão?

—Bem—as duas responderam em uníssono e se sentaram na fileira ao lado da Hidalgo

—Sobre o que é o cartaz? —a cacheada perguntou vendo a morena decorar um cartaz com vários hidrocores

—Direitos iguais, amanhã eu e algumas garotas vamos fazer um movimento para permitirem que as garotas usem o short da farda nos dias que quiserem sem precisar ser educação física

As garotas concordaram, todas as meninas apoiavam isso porque se irritavam com as baboseiras da escola de não poderem usar os próprios Shorts da escola nos dias em que quisessem, mesmo que estivesse um calor infernal e tudo isso apenas porque os meninos não poderiam “se controlar” perto das garotas

—Vai fundo garota—a loira apoiou a amiga

Casa das Soares, 7:00 PM

A soares estava se olhando no espelho, ela usava um vestido preto de alça soltinho, seus cabelos estavam soltos e ela usava um colar de pedra
 

—Essa noite vai ser incrível—a menina falou para si mesma, faltavam alguns minutos para que o tal Rick e seu filho chegassem para um jantar e tudo tinha que estar impecável

—Any, já está pronta? —a mãe perguntou no batente da porta do quarto da menina

—Acho que sim—ela se virou em direção a mãe estralando os dedos, demostrando seu nervosismo claramente—será que eles vão gostar de mim?

—Já gostaram querida—Priscila a abraçou e logo depois foi interrompida pela campainha—acho que chegaram, vou atender a porta e desça quando estiver pronta

—Tudo bem, não vou demorar para descer—assim a mais velha deixou o quarto da adolescente “vai ser um jantar incrível” a Gabrielly se convenceu sorrindo, ela não costumava ser otimista e é uma pena que ela tenha resolvido ser otimista justo nesse dia, pois o desastre estava prestes a começar

—Boa noite amor—no andar de baixo, Priscila cumprimentou Rick e logo depois se virou para o outro rapaz adolescente—e você é o Josh certo? —ela perguntou feliz

—Sim sou eu—o garoto cumprimentou tentando ser gentil, mas na verdade estava odiando estar ali, ele preferia mil vezes ter ido ao boliche com seus amigos ou até participar dos movimentos de Sabina ­— e você é Priscila certo?

—Sim sou eu—sem aviso previu ela o abraçou “esse povo pobre gosta de abraçar hein”, foi o pensamento do garoto que a contragosto a abraçou de volta sob supervisão do olhar ameaçador do pai—vamos nos sentar na mesa, daqui a pouco minha filha vai descer

Assim os três seguiram até a sala de jantar onde havia uma mesa farta

—Querida não precisava de tudo isso— Rick falou de maneira carinhosa e Josh poderia golfar naquele momento

—Claro que eu precisava, afinal hoje é um dia importante—ela falou dando uma piscadinha e risadinha, que passou despercebida pelo adolescente que apenas se sentou esperando que sua noite tediosa acabasse

—Boa noite—a voz melodiosa e baixa falou fazendo com que toda a atenção se direcionasse para ela e os dois jovens arregalaram os olhos assim que bateram os olhos um no outro

—Você...?! —os dois adolescentes falaram em uníssono espantados, “aquilo só poderia ser piada” foi o que os dois pensaram e infelizmente não era uma piada

—Vocês já se conhecem? —Priscila perguntou divertida e Any limpou a garganta 

—Sim mãe—infelizmente, completou mentalmente—prazer senhor Rick—cumprimentou o mais velho educadamente antes de se sentar

—Prazer Any, sua mãe falou muito de você—ele falou simpático e a menina sorriu tentando ser agradável

—Espero que coisas boas

—Só coisas boas apenas
Ali começaram a bater um papo,pelo menos os dois adultos já que os jovens estavam calados apenas observando, e sinceramente nenhum dos dois tinha a minima vontade de ficar ali, era muito para raciocinar e aquilo não tinha como ficar pior mas, mal sabiam eles que tinha como

—Bom então que tal todos aqui se conhecerem melhor? —a soares mais velha sugeriu vendo todos assentirem­—cada um conta um pouco de si mesmo, começando pelo Rick

—Ok, bom eu sou médico, tenho 42 anos, gosto de ler diversos tipos de livros e sou ótimo em corrida

—ótimo querido, agora Josh? —ela perguntou para ele incerta

—Eu estudo no colégio particulierétude, tenho 17 anos, gosto de jogar basquete e gosto de jogar videogame

—interessante—a matriarca disse e em pensamento Any rebateu com um : “não é não”­—agora sobre mim, eu tenho 41 anos, sou educadora em outra escola e gosto muito de ler também e foi um dos principais motivos de me unir a Rick—eles se olharam apaixonados e os jovens fizeram uma cara enojada—agora você filha

—Bom, eu tenho 17 anos, gosto de ler e também desenhar e estudo no colégio particulierétude—a cacheada revirou os olhos ao lembrar se desse detalhe e o ato não passou despercebido

—Pelo revirar de olhos você não curte muito o colégio—Rick comentou divertido e Any se apressou em falar

—Ah não, eu gosto do colégio, apenas não gosto das pessoas—ela respondeu e os mais velhos riram

—Por que não gosta das pessoas? —o homem perguntou com um sorriso

“porque são uns racistas mimados” —ela queria muito falar mais sua mãe não sabia desse detalhe e ela não queria contar justo hoje

—Chamam ela de macaca—Josh falou por ela e ela arregalou os olhos, ele queria estragar tudo? A garota não queria comentar aquilo justamente para que sua mãe não ficasse preocupada naquele dia e nem nunca  

—é verdade filha? —Priscila perguntou e sua expressão antes tranquila se tornou preocupada

—Claro que não mãe, é apenas piada do Beauchamp, ele sempre gosta de pregar peças—ela deu uma risada nervosa e logo os mais velhos a seguiram menos Josh que arqueou uma sobrancelha

—Quase me deu um susto filha, seria muito sério se tivessem falado isso

—No meu ponto de vista isso não seria racismo, já que descendemos do macaco, mas como hoje em dia tudo é racismo...—Bastou aquela frase de Rick para o clima da mesa pesar completamente

—O que você disse? —Any perguntou sem pensar—para um doutor você é muito burro

—Any! —a mãe da garota repreendeu enquanto Josh sorria, talvez o jantar fosse acabar mais cedo que o esperado para a felicidade do garoto

—se você não sabe todos nós somos seres humanos e não macacos, se um dia nos fomos  já passou e alias nunca vi nenhum branco sendo chamado de macaco em 17 anos de vida já que é tão normal—a cacheada comentou sarcástica—então isso é sim racista querido e você é um racista

—Eu não sou racista, no meu trabalho eu salvo vários negros—ele se defendeu e a garota bateu a mão na mesa

—Você acabou de ser racista outra vez porra

—Any chega! — a mulher gritou e Any parou—este jantar não era para brigas e sim para dar um anuncio

Finalmente estamos chegando ao auge da noite, diria que a cereja do bolo

—Então faça a merda do anuncio porque não tenho mais a mínima vontade de ficar aqui—ela rebateu brava por sua mãe não falar nada sobre o comentário de Rick

—Não queria falar nessas condições, mas vamos nos casar—ali os dois jovens ficaram imóveis, aquilo não poderia estar acontecendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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