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História I Will Never Be Your's - Jikook ABO - Imagine Jackson - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Galeris, o perfil da TIA_MANUH foi deletado, MAS ela vai repostar tudo

Essa história é de autoria de Izzy_C e TIA_MANUH

Parte Jikook baseada no livro "Um belo desastre"

NÃO É PLÁGIO
Estamos repostando

Capítulo 1 - O primeiro encontro


Fanfic / Fanfiction I Will Never Be Your's - Jikook ABO - Imagine Jackson - Capítulo 1 - O primeiro encontro

Jimin On

Eu nunca imaginei que uma universidade seria tão grande, poderia facilmente ser confundida com uma mini cidade, aquilo ali é um mercado?

Pela mensagem que o Jackson me mandou, o apartamento dele fica na ala oeste, bloco B, 4 andar, número 369...

Okay, talvez eu esteja um tanto perdido, admito que deveria ter prestado mais atenção nas aulas de geografia e talvez agora eu conseguiria ler essa 'merda de mapa.

- Oi, moço, me desculpe, mas...- Tentei chamar atenção de um beta que passava por mim, mas ele passou reto- Aish...

-Tente de novo, docinho! - Me assustei com a voz grossa atrás de mim – Existem pessoas mais educadas – Sua voz era irônica e sua postura mostrava superioridade, ele tinha a típica feição de galanteador.

Já li milhares de romances e conheço esse tipo, todo lugar tem um popular pegador que todos temem e amam ao mesmo tempo, ele parece ser um desses caras, mas eu não vou cair nessa, não vou ser mais um ômega caindo na lábia de um alfa que não merece o meu tempo.

- Moça, por favor... – Tentei novamente chamar uma ômega, mas ela me olhou com desprezo e piscou para o alfa atrás de mim.

-Oi JK! - Acenou para o alfa e eu apenas me perguntei o porquê do tom manhoso e o risinho envergonhado.

-Olá... MinJi? - Aquilo soou mais como uma pergunta e pela feição da ômega, ele havia errado.

-Meu Nome é SunMin, Babaca! - Retrucou e saiu pisando duro. Acho que a pobre menina havia caído no conto do lobo mau.

-Sabia que tinha algo com "Min" - Sussurrou rindo fraco como se realmente não se importasse - Você sabe que pode parar de tentar fingir que eu não estou aqui e me perguntar o que você quer, né? - Não me dei o trabalho de olhar para ele, apenas peguei minha mala e saí andando sem me importar, mas meio passo depois, já estava sendo puxado com um pouco de força - Okay. Me desculpe, vamos começar de novo, docinho! - Falou me encarando, eu ainda tentava desviar o olhar, não queria abaixar a cabeça, mas também não iria lhe desafiar – Meu nome é Jeon Jungkook, satisfação! - Me estendeu a mão e eu a encarei um tanto impaciente.

- Sabe onde fica o... - Encarei o endereço no meu celular – A ala oeste, bloco B, 4 andar, número 369? - Finalmente o encarei e observei seu rosto mudar drasticamente, um sorriso nascendo nos lábios finos e uma pequena pinta embaixo do lábio sumiu do campo de visão.

- Claro, Docinho. Eu te levo! - Falou animado e pegou a mala pesada de minhas mãos.

- Eu consigo carregar! - Falei a pegando novamente, mesmo que fosse pesada, eu tinha meu orgulho e conseguiria fazer isso sozinho.

- Estou apenas sendo gentil, docinho – Falou em um tom calmo pegando novamente a mala de minhas mãos e começando a caminhar.

Eu hesitei em lhe seguir. O que meu primo diria se souber que eu segui um alfa desconhecido e aparentemente cafajeste para um futuro incerto?

Acredito que Jackson me mandaria de volta para Busan sem pensar duas vezes.

- Eu deveria me preparar para levar uma surra? - Perguntou aleatoriamente enquanto nos aproximamos de um bloco que eu julguei ser o B.

- Tem mais alguma ômega revoltada atrás de você? - O respondi a altura enquanto olhava a nossa volta como se procurasse pela pobre coitada e ele apenas riu fraco negando - Então porque o medo de levar uma surra?

- O endereço que você me deu é do apartamento do Jackson Wang e eu não lembro dele ter comentado sobre estar procurando um companheiro de quarto então...

Eu espero do fundo do meu coração que ele não tenha insinuado isso, porque francamente, quem em sã consciência daria moral para aquele alfa escandalosamente idiota?

Entramos no pequeno prédio e caminhamos por um pequeno corredor, as paredes tinham um tom pastel bonito e era tudo muito simples, um tanto escuro e frio, mas ainda sim, parecia ser aconchegante.

- Você conhece o Jackson? - Desconversei, não queria dar respostas para ele, um total desconhecido, não que eu seja o tipo "ômega paranoico de cidades pequenas", mas eu não quero dar intimidade para ele, seria o mesmo que os porquinhos abrindo a porta para o lobo mal.

E também não tenho a intensão de falar com ele novamente.

- Mais do que imagina... - Riu fraco novamente – E ele nunca me falou de você! -

- Obrigada. Vou me lembrar de dar uns belos tapas nele depois! - Brinquei.

Entramos no elevador que continha um enorme espelho no teto e imaginei qual seria a utilidade dele.

– O que você está cursando?

- Você é curioso, né? - O repreendi, sei que esses alfas estão acostumados com ômegas tímidos que cedem a tudo e a qualquer ordem, mas não estou aqui para namorar e muito menos me iludir e dar uma noite de prazer para um alfa qualquer que eu conheci na porta da faculdade, não vou ser mais um! - Você só tem que me levar até o apartamento do Jackson, mais nada. Todo o resto é desnecessário e completamente particular! - Meu tom era sério e agradeci por minha voz não ter falhado

- Tudo bem. Você conseguiu! - Falou gargalhando – Eu definitivamente estou impressionado, docinho! - Me fitou com aqueles olhos negros e tentei entender até que grau de babaca ele conseguiria chegar.

- Não estou tentando te impressionar, alfa! - Fui claro.

- Claramente não está, docinho! - Seu tom sarcástico me fez chegar à conclusão de que ele poderia ir até um grau realmente elevado quando o assunto era basbaquice.

Saímos do elevador e ele caminhou até uma porta com um número dourado escrito "369". Finalmente iria me livrar desse alfa com problemas de interpretação.

- Sua tentativa foi louvável, mas eu não aceito números de telefone – Colocou minha mala no chão e eu o encarei confuso – Regras da casa, docinho!  - Apertou meu nariz – Se você tiver sorte nos vemos por aí! - Saiu andando e logo voltando para o elevador.

- Se eu tiver sorte, não vou me lembrar nem do seu nome! - Exclamei baixinho, mas sei que ele ouviu pois soltou uma gargalhada gostosa, como se a minha grosseria não o atingisse.

O ignorei e bati na porta do apartamento, que logo foi aberta pelo alfa lúpus loiro, com cara de sono e cheiro de lima e limão, que com 23 anos na cara ainda usa um pijama de Power Ranger, mas tudo bem, família não se escolhe!

- Chim! - Gritou animado me abraçando - Você demorou! – Resmungou me puxando para dentro e fechando a porta – Tenho tanta coisa para te contar e... – Ele me olhou de cima a baixo e riu divertido.

– O que foi? - Alfa retardado. Ri sem motivo.

– É que você tem 18 agora, mas tem a altura de uma criança de 10. – Disse alto, bagunçando meus cabelos alaranjados.

– Para com isso! – Tirei sua mão de mim, logo Jack pega minha mala – Olha quem fala?! Você também é um anão de jardim! – Ele fez uma cara séria e soltou um rosnado, sabendo que eu me encolheria. Merda! Jackson sabia que com alfas da família, eu deixo meu lado ômega dominar. Depois de abaixar um pouco a cabeça, sua risada alta e afeminada dominou o apartamento.

– Posso até ser baixo, mas qual de nós dois manda mesmo? - FEz uma expressão convencida enquanto eu revirava os olhos. – Vem! Vou te mostrar o apartamento! – Aquele lugar parecia aqueles apartamentos universitários americanos. Quando se entra, dá de cara com uma sala simples, à direita fica a cozinha e à esquerda tem um corredor que leva aos quartos. – Meu quarto é no fim do corredor. Você vai ficar com o do lado. - Abriu a porta, me dando espaço. É bem aconchegante. As paredes tinham um tom pastel, o chão era feito de madeira escura, tinha duas janelas, uma cama de casal, um closet e um banheiro. – É simples, mas ‘dá para o gasto. Tem espaço para você treinar sua coreografias e uma mesa para suas contas. – Pôs a mala em cima da cama, depois se virou para mim com a mão no peito, fazendo uma cara de dor. O olhei desconfiado... Se tratando de Jackson Wang, você nunca pode levar a sério o que ele faz. – Você já está na faculdade... Não estou pronto para isso. Meu primo, futuro matemático profissional, veio morar comigo porque está na faculdade. – Fingiu uma cara de choro e eu suspirei irritado.

– Precisa de todo esse drama? Só vai ser por um ano. Você vai se formar daqui uns meses, claro... Se não repetir o último ano de direito, DE NOVO! – Dei ênfase nessa última parte, fazendo uma expressão travessa. Ele me fuzilou enquanto vinha na minha direção.

– Você podia ser igual aqueles ômegas fofinhos que sempre abaixam a cabeça, né? Seria mais fácil de conviver com você. – Bagunçou meus cabelos novamente, antes de andar para seu quarto. Bufei de raiva, seguindo-o.

 – Para de mexer no meu cabelo. – Me joguei em sua cama, enquanto ele entrava no closet. – E você gosta do meu jeito! -

– Continua nessa ilusão. Você vai ser mais feliz assim! – Disse saindo do closet, fechando os botões da calça preta. Jack vestia, também, uma blusa de manga curta, preta e um coturno. – Como você chegou até aqui? Você não era bom nas aulas de geografia, nunca aprendeu a ler um mapa na vida. – Disse se sentando no chão, de frente para mim.

– Eu... – Não sabia se devia contar. Vai que ele surtava por conta disso e me mandava de volta para a casa dos meus pais. – Procurei no Google Maps. – Disse com um sorriso amarelo, recebendo um olhar desconfiado como resposta.

– Saiba que é muito feio mentir para seu primo mais velho. Fala logo, ou prefere que eu use a voz de alfa? - Disse essa última frase elevando um pouco a voz. O olhei meio nervoso, recebendo uma expressão do tipo: “Como quiser.” – Park Jimin... – A voz de alfa foi utilizada, me fazendo tremer levemente.

– Um alfa me trouxe aqui. – Disse rápido, vendo uma expressão impassível em seu rosto. – Eu estava perdido, não conseguia ler a porra do mapa, então resolvi pedir ajuda. Tentei chamar atenção de um beta e uma ômega, só que nenhum deles me deu atenção. Foi aí que um alfa idiota se aproximou de mim e perguntou se eu queria ajuda. Seu nome era... era...

 – Não lembra da porra do nome do alfa que te trouxe aqui? - A voz de alfa ecoou no quarto enquanto ele cerrava os punhos. Claramente, meu primo estava irritado.

– Não... Só lembro que ele tinha cheiro de menta e hortelã. – Isso era verdade. Não lembro do nome do babaca, mas o cheiro dele era bom e mexeu levemente comigo. Sua feição ficou serena e ele sorriu aliviado.

– Foi o Jungkook que te trouxe aqui. – Olha, e não é que ele conhece aquele alfa sem noção?!

– De onde você conhece aquele idiota? - Perguntei curioso. O retardado tinha dito a verdade quando disse que conhecia o Jackson.

– Lembra do Mark, meu melhor amigo? - Assenti e ele sorriu nostálgico. O Mark está no exército e faz tempo que ambos não se veem. – Então... Jungkook é o irmão mais novo do Mark e eu não quero você perto dele. Jungkook é um cara legal, mas um idiota quando se trata de ômegas. Não quero que você seja mais um na lista dele e...

– Nem eu quero ser mais um na cama dele! – O cortei fazendo uma expressão indignada, o alfa riu em resposta. – E você está zoando com a minha cara! Tenho cara de bozo por acaso? - Ele me olhou confuso enquanto eu cruzava os braços. – Aquele retardado não pode ser irmão do Mark. Me lembro que o Tuan era todo sério e certinho e aquele babaca é... Bom, ele é... Um babaca. – Dei de ombros e Jack se levantou, sentou ao meu lado, me olhando divertido. – Devo ter cara de patati patatá pra você ficar rindo toda hora da minha linda carinha. – Sua mão foi para os meus cabelos, mas eu a segurei. – Nem pense nisso!

 – Eu não estou te zoando. O nome do meu melhor amigo é Jeon Mark Tuan e o nome do babaca que você conheceu hoje é Jeon Jungkook Tuan. Eles são irmãos. – O olhei perplexo enquanto ele se levantava e ia até uma janela.

– Não sabia que o Mark tinha irmão.

 – Na verdade... – Se virou, me olhando com uma expressão de bobo apaixonado. – Ele tem dois irmãos. Jungkook é o mais novo. O outro irmão é, na realidade, uma irmã. – Voltou metade de seu rosto para a janela, soltando um suspiro. – Ela! – O olhei confuso. Ela? Quem é ela? Me levantei e logo fui até ele. Virei meus olhos para a “imagem” além do vidro, não acreditando no que via.

Nunca achei que veria um de tão perto, já que são extremamente raros.

Um hibrido. Ou melhor, uma hibrida. É possível ver da janela do quarto onde estou, o quarto dela. Ela está deitada de bruços, balançando suas panturrilhas e lendo um livro. Sua pele é de um tom amarelo clarinho; suas orelhas são negras e seu rabo é preto com a ponta branca; seus cabelos são castanhos e bem cacheados; seu corpo é diferente do das outras ômegas. Ela possui uma estrutura óssea mais larga, deixando suas curvas bem marcadas.

– Não é possível... – Voltei meu rosto para ele, vendo o mais velho morder o lábio. – Olha a roupa que ela está usando. Aquela criatura fofa ainda vai me matar. – A hibrida estava com uma calça de moletom cinza e uma espécie de sutiã preto rendado.

Como eu sou o santinho do pau oco, está na hora de provocar meu “querido” primo.

– Verdade. Sua vizinha é muito gostosa. Aquela calça deixa em evidencia as coxas grossas e... - Sai correndo e me tranquei no banheiro dele. As batidas fortes na madeira me fizeram rir alto.

– Fale dela desse jeito mais uma vez e eu juro que não vai sobrar nada! – Gritou ainda batendo na porta. Rio em resposta e consigo ouvir ele bufar. Logo as batidas pararam. Abri só um pouquinho a porta e pude vê-lo novamente perto da janela. Me aproximo e fico ao seu lado. A garota ainda está lá e ele está igual um retardado olhando para ela.

 – Então... Ela é irmã do Mark? - Questionei apreensivo, vendo-o sorrir desanimado.

– Sim. A irmã do meio. Park Jimin, te apresento a razão da minha insanidade, Izzy. – Nessa hora a hibrida volta seus olhos para a janela de seu quarto vendo os 2 tarados aqui a encarando. Só agora pude ver seu rosto. Izzy tem olhos um pouco puxados e castanhos escuros; seu nariz é fino; suas bochechas são meio cheinhas e seus lábios são rosados. – Queria tanto ter ela para mim. – Notei o tom triste em suas falas e percebo sua expressão chateada.

Nunca vi Jackson desse jeito.

Normalmente, ele não se apaixona fácil, só fica com algumas ômegas, nada que o faça ter fama de cafajeste.

– E, pela sua cara, não pode. – Ele assentiu com a cabeça. A vizinha se levanta e fecha a cortina. – Por que não pode? - O lúpus se virou para mim e sorri mínimo.

– Outra hora eu te conto - Suspirou pesado, seus olhos eram tristes e pesados, com um sorriso triste - O importante é que ela não vai poder ser minha, e eu nunca vou poder ser dela. 

 


Notas Finais


Esperamos que vocês gostem

Link Trailer I ll Never Be Yours
https://www.youtube.com/watch?v=B2uwPkDW9Pk&feature=youtu.be


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