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História I Will Rule - One Piece Interativa - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


E o segundo capítulo saiu mais cedo do que eu esperava!

Não tem muito o que falar no começo, então, boa leitura.

Capítulo 4 - O navegador e o homem de 5 milhões


 O silêncio reinou pelo bar. Elizabeth continuava a sorrir para Levy, que mantinha os olhos arregalados pela declaração inesperada da garota. Uma pirata? Uma menina tão jovem como ela, descartando a sua vida tão rápido a procura de um tesouro que mal sabiam se existia mesmo; indo em direção à morte por um estúpido sonho maluco guiado pelas palavras do falecido Rei dos Piratas? Era loucura, pensava o menino, estranhando o comportamento de Eliza. Os homens que ali aproveitavam uma bebida gelada e barata encaravam a capitã como uma praga, com uma feição de desgosto em seus rostos. Pareciam desprezar os sonhos impossíveis da garota e debochavam da tamanha confiança que ela tinha ao falar isso num bar cheio de homens. Um homem de cara amarrada se aproximava dela, cambaleando um pouco pelo efeito do álcool. Chegou próximo a dupla e deixou escapar um soluço por seus lábios rachados. Ele possuía uma cicatriz que atravessava o seu rosto e os olhos não emanavam brilho algum, pareciam mortos. Os outros apenas desviam o olhar quando ele passava, entretanto, a capitã o observava com atenção.

   — Rainha dos Piratas? — indagou o homem, baixinho; o tom de voz debochava do sonho de Eliza e tentava a inferiorizar para o nível daqueles podres saqueadores — Não me faça rir, garota! Você seria estraçalhada quando pisar na Grand Line pela primeira vez.

    Elizabeth olhou de soslaio o homem passar o seu braço por seu pescoço e depositar a mão em seu ombro, dando uma risada alta e sonora, acompanhado por todos do bar que se forçavam a rir. Ele alisou o queixo da garota com a mão livre e passou seus dedos gosmentos pelos lábios rosados da capitã. Ao lado de Elizabeth, Nomura se mexeu incomodado com a situação que acontecia no bar. Novamente, o adulto de caráter duvidoso tornou-se a debochar do sonho tolo da menina:

   — Ela deve ter visto a matéria da Batalha dos Reis e pensado que era tão fácil assim — risadas agudas ecoaram pelo estabelecimento, assim como canecas entrando em atrito com a madeira da mesa e botas batendo contra o assoalho. O homem sorriu maldoso, e comentou: — Eu, Taurus, o grande, um homem que vale 5 milhões de berries, não consegui me sustentar na Grand Line, mas, é claro, que essa belezinha aqui irá conquistar os mares.

    Levy se levantou da cadeira em um impulso; todos os homens que estavam próximos imitaram seu movimento, fazendo o garoto soltar um suspiro de irritação. A capitã não esboçou alguma reação quando vinte homens se levantaram para defender a honra de Taurus e lutar contra dois jovens, mantinha uma expressão neutra em seu rosto. O homem sorriu de canto a Nomura.

     — Oh — sibilou o homem, soltando-se de Elizabeth e indo em direção do navegador —, irá defender a honra de sua nova capitã, garoto?

      Nomura Levy era um jovem não muito mais velho que Fortune, tinha 21 anos de idade e já tinha bastante experiência em combate por já ter sido um pirata antes; porém ele sabia que não devia interferir em lutas que não eram dele. E aquele bando de saqueadores e piratas só tinham um alvo em mente: Elizabeth. O moreno se sentou novamente na cadeira, pegando a caneca gelada de cerveja e servindo-se um gole para acalmar os nervos. Taurus pareceu se interessar pela atitude do rapaz, abrindo um sorriso maldoso de orelha a orelha, puxou uma cadeira para se sentar entre a capitã e seu — quase — navegador.

  — Não irá defender ela, sério? — perguntou, surpreso. Passou suas mãos grudentas pela caneca de Eliza e deu um gole demorado, esvaziando o conteúdo rapidamente.

    — A senhorita Fortune não é minha capitã — apressou-se em dizer a Taurus. Não gostaria de lutar com um homem que tem uma recompensa por sua cabeça agora, sabia que era forte e não tinha a mínima intenção de proteger alguém que mal conhecia — Não sou mais um pirata — resmungou, frustrado.

   — Você é meu navegador, Levy — comentou Elizabeth abrindo um largo sorriso, fazendo Taurus revirar seus olhos e mostrar uma careta horrenda a garota — Não tenho medo de você, Taurus. Se para ter o Nomura em minha tripulação, eu precise derrotar este bar inteiro e você; assim irei fazer.

    — Faça o que quiser, garota — retorquiu o moreno, fechando os olhos e se servindo mais uma vez de cerveja — Se derrotar todos sem precisar da minha ajuda, talvez eu pense em seu caso.

   A garota se levantou rapidamente da cadeira e passou por Taurus, estendendo a mão para Levy que apertou, desinteressado. A partir do aperto de mão ser desfeito, tudo aconteceu muito rápido no bar; tinham feridos no chão e o homem que valia 5 milhões encarava ferozmente a capitã que mantinha um sorriso no rosto. Nomura esfregou os olhos e observou novamente o estabelecimento, dando um pequeno gole em seu copo: tinham mais de trinta pessoas deitadas no chão, inconscientes, com filetes de sangue escorrendo de suas bocas e apenas dois continuavam em pé, Elizabeth e Taurus.

     — O que foi que você fez, seu demônio? — perguntou, entredentes, o pirata a sorridente e confiante capitã.

   Elizabeth, em um instante, pegou três objetos cilíndricos e os encaixou, formando uma lança brilhante da cor dourada. Taurus rugiu, odiava perder, principalmente para novatos com talentos impressionantes como ela. A capitã bateu sua arma no chão com um estrondo, fazendo seu adversário recuar gradativamente com as mãos nas costas; sacando uma arma. Observando o movimento do homem, Fortune saltou, dando impulso com a sua lança fincada no chão. Atravessou o bar todo pelo ar e, com apenas um chute, desacordou Taurus que caiu, inconsciente, ao lado de um dos seus companheiros. O funcionário do bar encarou incrédulo a garota e correu a cozinha fofocar sobre o acontecimento, deixando apenas Levy e Elizabeth com os feridos.

     — O que-

  — Eu os derrotei, como prometido. Vai reconsiderar ser o meu navegador? — Eliza questionou sorridente. Levy permanecia incrédulo, com a boca aberta pelo choque, não esperava que ela fosse tão forte; e rápida!

  — Eu... terei que reconsiderar mesmo — Elizabeth deu um pequeno salto de alegria e abraçou o menino, relutante. Era uma sensação estranha que fluía pelo corpo de Nomura, ele parecia confiante demais estando ao lado dessa capitã; ele queria pertencer a este bando pirata e fazer Eliza se tornar a Rainha dos Piratas. Mas algo o impedia de seguir em frente: o seu passado.

   Levy não se orgulhava muito do seu passado, já tinha sido um pirata antes sob o comando de uma antiga amiga de infância e havia cometido crimes horríveis. Há alguns anos, Nomura encontrou uma garota naufragada na praia de sua ilha, enrolada em uma bandeira pirata; preocupado com a saúde da garota e por parecer ser de um bando pirata, o garoto escondeu o emblema de caveira e a levou para o médico da ilha examiná-la. A menina não tinha ferimentos sérios, parecia apenas desidratada, por isso, o doutor a deixou descansando em uma das camas que tinha no consultório. Levy a esperou acordar, ficou ao seu lado enquanto continuava inconsciente e quando ela despertou, conversou com ele, sentiu como se toda tristeza que tivesse passado nos últimos dias com a perda de sua mãe fosse embora; como mágica.

     O nome da garota era Amou Manyuu; e sem perceber o tempo passar, ambos se tornaram grande amigos e rivais nas artes marciais. Sempre lutavam um contra o outro entre um campeonato entre os melhores das escolas de artes marciais da ilha e Levy nunca conseguiu derrotar Amou. A rivalidade de ambos apenas crescia com o desejo de se tornar um grande marinheiro de Nomura e o sonho de se viver uma aventura pirata da Manyuu, o qual faziam questão de que ninguém na vila descobrisse. O pai do navegador era um homem do alto escalão do batalhão da Marinha que tinha na ilha, sempre fora muito carinhoso com o filho e, antes de seu filho se candidatar para se tornar um marinheiro, ele presenteou um filho com um par de luvas e sapatos. Sempre sentira orgulho de Levy e queria que ele tivesse uma arma forte para combater os piratas quando ingressasse na Marinha. Entretanto, nem tudo ocorreu como o planejado.   

    Alexander, pai de Nomura, fora acusado de traição e o comandante ordenou que destruísse a base militar da ilha; destruindo a ilha toda junto. Os marinheiros diziam que não precisavam de um batalhão comandado por um traidor e, não bastava retirar o capitão do poder, era necessário queimar a ilha toda por traição; para que jamais acontecesse outra vez. Levy e Amou foram avisados sobre o ataque e, juntamente com as crianças da vila, se esconderam para não serem mortas no ataque por engano. O garoto vendo a organização que tanto amava destruir e matar seu pai por uma traição que não havia acontecido, perdeu o brilho de seus olhos e seu corpo se encheu de ódio e vingança pela Marinha. Sendo assim, Manyuu e os 41 sobreviventes da ilha formaram um bando pirata comandado pela garota e tendo Nomura como navegador. Todos, sem alguma exceção, guiados pelo ódio e o desejo de se vingar daquela organização.

  Amou era controladora e ciumenta com todos do seu bando pirata, especialmente com Levy, que sempre flertava com as garotas da ilha desde que se conhecia por gente. Entretanto após o ataque da Marinha a sua ilha natal, ele nunca mais foi o mesmo, era como se fosse vazio por dentro. E a obsessão da capitã com a desobediência de Nomura desapareceu, pois ele parecia ter alguma força de vontade para contrair a garota. Manyuu culpava, mais que tudo, a Marinha por deixarem o seu querido Levy desta forma e, quando teve a primeira oportunidade de descobrir onde o capitão do ataque a sua vila morava, não tardou em planejar um assassinato movido pela vingança extrema. Todavia, Amou não ficou satisfeita em matar apenas o comandante marinheiro, disse que ele precisava provar um pouco do sentimento que eles tinham e ordenou destruir a cidade até a casa do comandante no fim da ilha.

    A princípio, Nomura não se importou com a ordem e a executou sem questionar. Em pouco tempo, a cidade estava em chamas e gritos ecoavam por toda ilha; ouviam-se muito bem o som das armas atirando e espadas entrando em conflito. O garoto, naquela noite, percebeu que o que fazia era completamente errado e estava destruindo um lar, vidas para sempre. Tentou parar seus companheiros de prosseguirem com a matança, mas foi parado por Amou que o derrotou outra vez em um combate; lhe causando uma enorme cicatriz em “X” que tinha no peito. Após aquela noite, Levy decidiu que jamais seria pirata novamente; não podia causar o mesmo sofrimento a outra pessoa.

   Entretanto, mais uma vez, Levy encarava uma jovem aspirante a pirata em sua frente, o convidando para viver uma aventura marítima e fazer amigos de todos os mares. Elizabeth puxou o navegador pela mão e o guiou para fora do estabelecimento, iniciando uma pequena maratona com o companheiro; atraindo-o para longe do comércio e das pessoas. Ofegante, o garoto observou a capitã respirar fundo apoiada a uma árvore e antes que pudesse recusar a oferta de Eliza ou perguntar o porquê de terem corrido tanto, ela comentou:

    — Precisávamos sair o mais rápido possível daquele local, o funcionário estava chamando a Marinha! — ofegou Elizabeth, sorridente — Sei que deve estar pensando bastante em seu passado e até considerando recusar a minha oferta de ser o meu navegador. Mas... Eu não sou como Amou Manyuu.

   O garoto gelou a menção do nome de sua antiga capitã e sentiu seu estômago embrulhar. Escorou-se na árvore, sentando-se na grama para escutar melhor o que a Fortune tinha a falar; seus olhos verdes já não pareciam tão vivos e sua expressão se tornara séria. Elizabeth engoliu seco e não vacilou em seu tom de voz. Precisava ter Levy como seu navegador.

    — Eu sei da sua história. Minha irmã, Elize, me contou sobre a história de bando pirata que invadiu uma cidade sob o comando de Amou e ela comentou sobre um fantástico navegador que foi abandonado com uma cicatriz em seu peito — suspirou pesado, atraindo a atenção de Nomura para si — Mas... Eu não sou como ela. Não quero vingança da Marinha, não quero ouro das cidades, não quero matar meus inimigos... Eu quero fazer amigos de todos os mares, lutar contra caras fortes e me desafiar ao extremo! Quero ter liberdade para explorar tudo e o único que pode conseguir isso é o Rei dos Piratas! Eu quero ser forte para ter amigos fortes, como você.

     Levy hesitou. O discurso inspirou o garoto a repensar sobre o convite da capitã, ela parecia totalmente diferente de Amou. Ela sorria enquanto falava, seus olhos se enchiam de brilho e ela parecia verdadeira; queria ter companheiros de verdade, amigos que pudessem salvá-la a qualquer momento e vice-versa. Nomura, mais que tudo, queria viver uma aventura marítima sem ressentimentos e vingança; aproveitar as cidades e lutar com homens fortes. Ele sorriu a capitã, talvez não fosse uma má ideia aceitar ser navegador da próxima Rainha dos Piratas.

        — Senhorita Fortune-

   — Me chame de Eliza — interrompeu rapidamente, rindo da reação confusa de Levy — ou capitã, se preferir.

       — Eliza, eu serei o navegador da Rainha dos Piratas. Eu aceito a sua oferta.


Notas Finais


E então? Gostaram? Quaisquer críticas, dúvidas ou, até mesmo, elogios podem comentar no capítulo que nós ficaríamos agradecidas.

Quanto as fichas que nos foram enviadas dentre esses 7 dias, ainda estamos em processo de avaliação por conta de aulas onlines, etc. Então, peço paciência a todos, provavelmente no próximo capítulo colocaremos os aceitos novamente.

AINDA ESTAMOS ACEITANDO FICHAS! IREMOS PRIORIZAR O BANDO PRINCIPAL E SUAS FUNÇÕES EM ABERTO!


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