História I wish I couldn't feel a damn thing. - Capítulo 28


Escrita por:

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel
Tags Amor Doce, Castiel
Visualizações 110
Palavras 1.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 28 - Mentiras


Fanfic / Fanfiction I wish I couldn't feel a damn thing. - Capítulo 28 - Mentiras

POR ALEXIA ALLEN

Minutos depois, ouvimos um barulho de helicóptero e quase no mesmo momento a porta foi arrombada, muitos e muitos seguranças me cercaram e me tiraram dali antes mesmo que eu pudesse me despedir de Castiel.

Cheguei em casa me sentindo exausta. Não comi, nem falei com meus irmãos... Só subi e fiquei no meu quarto olhando algumas manchetes de jornais e recortando as mais interessantes, tinha que fazer algo para me distrair.

Umas 2 horas depois, ouvi batidas na porta.

-Entre. 

Meu pai abriu a porta e sentou ao meu lado.

-Não quer comer nada mesmo? Se quiser, Joanne pode preparar alguma coisa que você goste.

-Não, obrigada, pai. Não estou com fome. -falei desanimada.

-Eu queria conversar com você sobre hoje, se possível.

-O que você quer saber? -fingi não estar abalada com a situação.

-Isso não é uma brincadeira. É um perigo real, você... Consegue entender isso?

-Castiel disse que estaria comigo, assim como meus outros amigos, pai, eu... Achei que estivessem apenas provocando, mas depois das mensagens eu fiquei em pânico, foi quando Castiel me protegeu, ele disse que ia ficar tudo bem... Me falou coisas que me confortaram.

-Castiel? O garoto orgulhoso que só faz besteira? O egoísta que só apronta na escola?

-Pai, não diga isso... -Falei sem graça.

-Por quê? Você mesmo fala isso dele.

-Papai, eu fui tão burra... -falei tentando esconder as lágrimas de arrependimento, mas minha voz ainda vacilava. -Eu estava tão errada...

-Do que está falando, querida?

-Eu estava completamente errada sobre ele. -dei um sorriso bobo e limpei os olhos. -Estava errada sobre ele ser egoísta e ser orgulhoso...  ele também foi um idiota em relação ao término da Rosa, a insistência em ficar com a Debrah e em relação a tantas outras coisas... Mas eu também fui.

Ele arqueou as sobrancelhas lentamente, a surpresa em seus olhos era nítida.

-Será possível? Você está...?

-Sim, papai. -sorri em meio as lágrimas. -Eu gosto mesmo dele.

Meu pai colocou a mão sobre a boca, refletindo sobre minhas palavras.

-Na verdade, eu acho que eu o amo. 

Ele se surpreendeu ainda mais e sorriu emocionado. Segurou  rosto com as mãos e me abraçou.

-Nunca pensei que viveria até o dia em que dissesse isso.

Sorri, abraçando-o apertado.

Porém, meu pai me afastou lentamente. Tinha a expressão de preocupação em seu rosto.

-Então...deve se afastar o quanto antes?

-O quê?!

-Se ficar com ele, poderá colocar suas vidas em risco. Você está protegida aqui, ele pode se proteger também, mas...acha que ele suportaria isso por muito tempo?

Refleti sobre suas palavras, eu já estava acostumada a estar sempre em casa quando as coisas ficavam difíceis, mas Castiel não, ele sempre precisava de espaço, sair pra esfriar a cabeça, se divertir...ele nunca conseguiria ficar trancado em casa por um tempo indeterminado.

Ao perceber que essa era a única solução para mantê-lo a salvo, chorei nos braços do meu pai.

-Eu não vou conseguir...

-Você precisa. Não pode incluí-lo nos seus problemas. Olhe pra mim. -ele me segurou pelos ombros. -Seja o que for que esteja te ameaçando, não quer a mim, ou ao Castiel...quer você, cedo ou tarde terá que enfrentar isso e sozinha.

-Eu não quero! -Chorei ainda mais. -Por favor, não me impeça de ficar perto dele...me deixe ficar perto dele.

-Gatinha, isso é necessário. Ele pode se machucar...

Só essas palavras bastaram para que aceitasse tudo. Eu nunca me perdoaria se alguma coisa acontecesse com ele, não suportaria perdê-lo.

Meu pai me entregou o celular.

-Faça. -sorriu generosamente.

Encarei o celular por alguns segundos e peguei-o. Mandei uma mensagem em seguida.

"Na Starbucks, amanhã às 4:00"

~No dia seguinte~

Estava esperando Castiel, no local e hora combinados. Batuquei os dedos nos lábios, enquanto cogitava fazer meu pedido, quando vi uma cabeleira familiar se aproximando.

Um rapaz o parou, próximo a mesa em que eu estava.

-Pode tirar uma foto com a minha irmã? Ela é sua fã.

-Ah...claro.

Ele se aproximou da garota, que aparentava ter nossa idade; abraçou-a pelos ombros e segundos depois o rapaz havia tirado a foto. Ele agradeceu e Castiel apenas piscou o olho com um sorriso charmoso, seus olhos percorreram todo o ambiente até pousarem em mim. No momento em que nossos olhares se encontraram, ele sorriu com uma ternura que jamais tinha visto na vida; senti uma pontada no coração, queria sumir dali.

Ele se aproximou e sentou à minha frente, lançando um embrulho meio desajeitado encima da mesa.

-E aí, garota problemática. 

Podia ver um pouco de preocupação em seu olhar.

-Cheguei em casa bem ontem. -dei de ombros.

-Bom pra você, minha cabeça está doendo até agora. -resmungou fazendo uma careta.

-Quem manda beber e fazer idiotices no jogo? -falei impaciente.

Ele me olhou confuso.

-Eu perdi alguma coisa?

Revirei os olhos.

-Isso já não é novidade... -ironizei.

-Qual o seu problema? -ele tomou cuidado para ser discreto, mas seu tom era de irritação.

-Meu problema? Qual é o SEU problema? Ah, que mente avançada...

Castiel me olhava incrédulo.

-Olha, se você explicasse melhor...

-Ah, sim, eu vou explicar melhor. -tomei fôlego. -Foda-se! Foda-se você e tudo o que vem junto.

Ele franziu a testa e percorreu os olhos pela mesa, provavelmente tentando lembrar de algo que explicaria meu surto.

-Eu não...entendo o que você quer dizer, Alexia! -ele parecia uma criança assustada. -Se é sobre ontem...

-Ontem? Aquela palhaçada?

Castiel engoliu em seco e apertou os maxilares.

-O quê...?

-Eu acho que isso não vai dar certo.

Num ímpeto, ele segurou minha mão.

-Não, espera...

-Me solta! Eu te deixei surtar ontem...uma vez foi suficiente!

-Mas...

-O quê? Vai dizer que nunca fingiu nada pra pegar alguém? -dei uma risada forçada.

Ele baixou os olhou e respirou fundo.

-Vamos nos contentar em ser apenas belos inimigos novamente.

-Eu...fiz alguma coisa errada?

-O quê...? Não... -dei de ombros.

-Eu falei algo errado? Fiz você se sentir desconfortável, ou chateada?

-Não, claro que não. -revirei os olhos.

Ele levantou a cabeça, seus olhos estavam ficando vermelhos.

-Então, por quê?

-Eu não sei...eu... -começei a gaguejar.

-Alexia, eu sei que não sou a melhor pessoa do mundo... -ele apertou minha mão e olhou no fundo dos meus olhos. -Mas eu posso te fazer feliz...eu posso.

Meu coração doía, fiquei com vontade de chorar, de abraçá-lo, de beijá-lo.

-Desculpe, eu não tenho interesse.

Puxei minha mão e saí dali, deixando-o sozinho com seus sentimentos. Corri até o beco mais perto e deslizei pelas paredes com a mão sobre a boca, tentando abafar meu choro de desespero.

"O que foi que eu fiz? Acabo de terminar com todas as minhas chances e esperanças. Mesmo que toda essa confusão acabe...ele não vai me perdoar".

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...