História I would wait a thousand more years - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Fluffy, Gay, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Minkook, One-shot, Romance, Yaoi
Visualizações 369
Palavras 6.387
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Olha quem chegou com mais uma one: EEEEEEEU MESMA!

Vamos lá com alguns avisos:

Eu baseei essa one em uma fanart que vi em um grupo no facebook, a achei tão fofa que não pude deixar de escrever algo sobre! Colocarei a fanart nas notas finais, mas ela também está na capa (ALIÁS QUE CAPA, falarei mais dela nas notas finais tbm)
Tem também o fato de que, aqui, a diferença de idade entre Jimin e Jungkook é de oito anos, sendo Jimin o mais velho.

Falo mais sobre tudo nas notas finais, vão ler!!!

Capítulo 1 - Single chapter


Fanfic / Fanfiction I would wait a thousand more years - Capítulo 1 - Single chapter

— Volte sempre! — O jovem Jimin disse, com um lindo sorriso no rosto, para o cliente que saía da loja.

O acastanhado então voltou sua atenção para as orquídeas que cuidava com muito esmero. Não era segredo para ninguém em como o mais novo da família Park gostava de cuidar das flores da famosa Floricultura Park em Busan. Sendo seus pais os donos, Jimin nasceu em meio às flores e cresceu nutrindo um amor sem igual por todas as plantas que cultivavam e vendiam ali. Com seus dezesseis anos, o Park sabia que seu destino era assumir o negócio da família e não podia ficar mais feliz com isso. Quando seus colegas riam por ele dizer que não iria para universidade nenhuma, nem tentaria ser um homem de negócios em uma das várias empresas de sua cidade, Jimin não se importava, pois sabia que não tinha como os outros entenderem o amor que tinha pelas flores. Era algo que somente ele entenderia e não precisava dar explicações de como preferia mil vezes cuidar de uma “reles floricultura” a ser um homem rico. Um destino simples com as flores era o que mais lhe alegrava sobre seu futuro.

Distraído com seus pensamentos e com os cuidados com as pétalas violetas das tulipas, quase não ouviu o sino da porta da loja tocar, sinal que indicava a entrada de alguém. Como estava sozinho ali naquele final de tarde, pois seus pais estavam na estufa e os demais funcionários já haviam ido embora, se aprumou rapidamente e se apressou em ir atender o mais novo cliente.

O sorriso já estava posto em seu rosto como sempre acontecia quando ia falar com alguém, porém este apenas aumentou quando viu o garotinho já conhecido por si.

— Jungkook-ah! — Exclamou, sorrindo e se aproximando, se abaixando em seguida para ficar da altura dele. — Não devia estar na escola ainda? Pelo que eu saiba, hoje era o dia da sua apresentação de canto!

— Acabei de sair da escola, hyung. Minha apresentação foi legal, as pessoas me aplaudiram, mas queria que o hyung tivesse ido assistir. — O garotinho murmurou com a cabeça um pouco abaixada pela vergonha, suas mãozinhas para trás.

O bairro em que viviam, apesar de ser movimentado, era muito familiar e, como os Park moravam no andar de cima da floricultura, todos os conheciam. Jimin conhecia Jeon Jungkook desde que ele havia nascido, há oito anos atrás, tinha apenas também oito anos quando isso aconteceu, mas se lembra de quando a senhora Jeon veio com o pequeno bebê em seus braços apresentá-lo para a vizinhança. Lembra-se de como achou incrível que a barriga inchada da senhora Jeon havia se transformado naquele pequeno pacotinho que passava de mãos em mãos na floricultura, todos querendo pegar o bebê um pouco no colo. Jimin achou que era como uma fila, então parou ao lado de seu pai e achou que era o próximo, erguendo os bracinhos e gritando: “Minha vez!”. Todos acharam uma cena fofa, mas sua mãe lhe explicou que era muito pequeno para pegar um bebê no colo, o que fez com que ficasse emburrado. Quando estava quietinho em seu canto, cuidando das lindas florzinhas que sua mãe cultivava, foi que a senhora Jeon lhe achou e deixou que pegasse o pacotinho nos braços, com muito cuidado e paciência, como ela dizia. Jimin lembrava da sensação de segurar o pequeno bebê Jungkook, de pensar em como ele era pequenininho e em como o nariz dele era engraçado. Se irradiou por aquela criança desde o primeiro momento, e a partir dali estava sempre cuidando de seu “pequenininho”, como o chamava.

Os anos se passaram e Jungkook também se apegou muito a seu hyung, que a seus olhos era aquele que sempre o protegia de tudo e todos, cuidando de si e o mimando como um bom hyung. O pequeno Jeon amava muito Jimin, o adorava e idolatrava como se fosse o rei de um dos contos que vivia lendo, estava sempre passando na floricultura para visitar seu hyung e passar um tempinho com ele. Os dois eram mesmo muito apegados.

— Desculpe não ter ido, Jungkook-ah! Mas era somente para a família, não queria ser um intrometido. — Jimin disse, sincero. — Quando fizerem uma apresentação aberta eu irei, hm?

— Promete, hyung? — Jungkook finalmente o olhou nos olhos pela primeira vez desde que entrara no estabelecimento.

— Claro, Kookie! Eu serei o primeiro a te aplaudir, garanto. Amo sua voz! — O Park confirmava, enquanto sorria ao ver os olhos já grandinhos de Jungkook se tornarem ainda maiores pela animação que o garoto sentia.

Jimin continuou sorrindo para Jungkook e, em determinado momento, Jungkook ficou um pouco vermelho, ação que Park não entendeu muito bem, o fazendo tombar sua cabeça para o lado.

— O que foi? Está quietinho hoje, nem me deu o abraço de sempre. — Jimin disse, confuso e com um bico fofo nos lábios.

Jungkook ficou ainda mais vermelhinho ao ver aquela expressão de seu hyung, abaixando novamente os olhos.

— H-hyung, e-eu quero te mostrar uma coisa. — O garotinho disse, sem encarar Jimin ainda. — Mas antes, você pode me dar uma dessas florzinhas?

— Oh! Sim, Kookie! — Jimin estava surpreso por toda aquela vergonha do pequeno, pois ele não costumava ser tão tímido consigo assim. E também estava curioso para saber o porquê de Jungkook querer uma flor e o que queria lhe mostrar. — Qual flor você quer?

— Hm, quero uma margarida. — Jungkook disse, sabendo exatamente que aquela flor era a preferida de Jimin, este que sorriu ao ouvir a resposta.

O Park então pegou a tesoura específica para podar as flores e, com cuidado, pegou uma das margaridas que estavam no pequeno canteiro em um canto da floricultura.

— Aqui está sua margarida, Jungkookie. — Jimin voltou a se agachar na frente de Jungkook e lhe estendeu a flor.

— Obrigado, hyung. — Jungkook agradeceu e escondeu a flor em suas costas. — Finja que não me deu a florzinha, ok?

— Ok, pode deixar. — Jimin piscou para o garoto e voltou a sorrir. — Oh, Jungkook-ah, o que tem aí atrás? — Perguntou, com uma expressão que imitava uma curiosa.

Jungkook pareceu feliz por ter feito aquilo e Jimin ficou feliz em fazer Jungkook feliz.

— Eu vou te contar, hyung, mas primeiro você tem que fechar os olhinhos. — O Jeon pediu e Jimin prontamente fechou seus olhos.

O coraçãozinho de Jungkook batia forte ao ver seu hyung com um sorriso lindo nos lábios e os olhos fechadinhos enquanto aguardava alguma ação dele.

— Posso abrir os olhos? — Jimin perguntou, ansioso para saber o que seu dongsaeng estava aprontando.

— Pode, hyung. — Jungkook respondeu após alguns momentos.

Jimin então foi rápido em levantar as pálpebras e vislumbrar em sua frente o mesmo garotinho que vestia o uniforme da escola, porém agora com a mão esticada em sua direção, esta que segurava a margarida.

— Ah, é pra mim? — Jimin fingiu surpresa, sorrindo e pegando em mãos a flor que lhe era estendida.

— Sim, hyung, e não é só isso. — Jungkook acompanhou então a expressão surpresa de Jimin, esta agora que não era falsa. — Hoje na aula de artes pediram para que eu desenhasse algo que me lembrasse o amor. Pensei em desenhar a mamãe e o papai, mas então lembrei de você, hyung.

Foi então que Jungkook tirou de trás de si sua outra mão, revelando nela um desenho que foi oferecido a Jimin. O Park pegou o papel em mãos, parando para analisar o desenho muito bem feito de seu dongsaeng, já que tudo que Jungkook fazia era com excelência: cantar, dançar, desenhar, qualquer coisa; era um garoto prodígio.

No desenho havia dois meninos de mãos dadas. O primeiro, Jimin identificou como o próprio Jungkook, com o uniforme da escola e até mesmo os dentinhos de coelho que adorava falar que o garoto tinha. Sorriu com isso, sabendo que Jungkook apenas havia feito esse detalhe para lhe agradar. Logo em seguida viu então o outro menino, que era nada menos que ele próprio. Se reconheceu por estar com o mesmo avental azul que vestia no momento, aquele que sempre usava quando estava ajudando na floricultura, e também por Jungkook ter desenhado suas bochechas cheinhas e seus olhos como fendas. Seu coração se tornou quentinho com a imagem de si mesmo ali, representada com tantos detalhes por uma criança de apenas oito anos. Até mesmo o piercing em suas orelhas Jungkook havia desenhado, Jimin não conseguiu segurar um enorme sorriso.

— Pequeno, uau, que desenho incrível! — Jimin disse, sem tirar os olhos do papel que segurava.

— Já pedi que não me chamasse de pequeno, hyung. — Jungkook fez bico. — Um dia vou ser maior que você!

— Yah! Nananinanão! Eu vou ser sempre o maior de nós dois, tenho certeza. — Jimin garantiu, sem deixar de sorrir. — Mas, obrigado pela flor e pelo desenho, Kookie! Não sei nem o que dizer, me deixou muito, muito, feliz!

— Jura, hyung? — O Jeon encarou o outro com os olhos grandinhos e brilhantes, um sorriso se abrindo em seu rosto. — Eu fiz com muito carinho para o hyung!

— Eu amei, pequeno, amei mesmo! — Jimin não deixava de sorrir. — E a flor também, é a minha preferida, sei que você sabe!

— Eu sei, Jiminnie-hyung. — Jungkook tinha um sorriso enorme no rosto. — Então quer dizer que você aceita?

— Uh, aceitar? — Jimin ficou confuso com a pergunta.

— Sim, hyung. — Jungkook voltou a ficar vermelhinho e Jimin achou uma graça. — Se aceita ser meu namoradinho.

— N-namorad-dinho? — Jimin mais gaguejou do que falou, pois, a surpresa da frase foi grande para si.

— Isso! Mamãe disse que eu devia dar uma coisa especial e flores pra quem eu gosto. Então eu fiz um desenho pra você e te dei sua flor preferida, hyung. — Jungkook falava animado, porém também envergonhado.

Jimin tinha seus olhos pequenos bem abertos, surpreso com aquela declaração inusitada de seu dongsaeng. Ficou por alguns segundos apenas encarando Jungkook, sem expressar nenhuma reação, pois realmente não sabia o que dizer e viu o menino também arregalar os olhinhos.

— O hyung está vermelhinho! — E Jungkook levou sua mãozinha até o rosto de Jimin, sentindo a textura de sua bochecha. — Nunca tinha visto o hyung assim, wah, fica tão lindo!

E Jimin, como se fosse possível, corou ainda mais, pela audácia daquele garotinho de apenas oito anos em se declarar para ele e, em seguida, ficar lhe elogiando. Jungkook estava se saindo um belo de um galanteador, e ainda era tão novinho.

— Kookie, e-eu... — E Jimin suspirou, deixando de lado o desenho e a flor para pegar ambas as mãozinhas de Jungkook nas suas.

— Aceita meu amor, hyung? — Jungkook perguntou, com suas mãos sendo acariciadas por Jimin.

— Jungkookie, você ainda é muito pequeno para sentir esse tipo de amor. — Jimin começou. — E eu também sou muito velho para você. Quando você crescer, verá que é só admiração o que sente por mim. — Tentou ser cuidadoso, mas percebeu que fez errado quando Jungkook soltou suas mãos com rapidez e os olhos bonitos se encheram de lágrimas.

— Me desculpe por ainda ser pequeno. O Tae-tae me disse que você nunca ia aceitar ser meu namoradinho porque eu sou uma criança e você já é grande, um adolescente, mas eu pensei que você não ia se importar com isso. — A primeira lágrima deixou um dos olhos já vermelhinhos do garoto. — Desculpa, hyung, e-eu não quis te chatear. Eu s-só queria m-mostrar meu amor, que é tão grandinho, e-eu achei que o hyung ia gostar de saber.

— N-não chora, Kookie... — Jimin começou a se desesperar quando viu Jungkook começar a chorar e falar tudo emboladinho. As palavras que ele dizia lhe cortando o coração.

— E-eu amo muito você, hyung. E não é só isso que v-você disse aí, é amor de verdade, como o dos filmes de princesas que você gosta e como o da mamãe e do papai . — Jungkook ainda chorava, mas não deixava de falar. — Só queria que você não m-me achasse um garotinho bobo, desculpa, hyung.

E Jungkook ia sair correndo dali, não aguentando a vergonha de ter sido rejeitado por seu hyung, mas seu bracinho foi segurado por um Jimin que também já chorava.

— Não, Kookie! Eu nunca, nunquinha, te acharia um garotinho bobo. — Jimin disse alto, deixando aquilo claro para seu dongsaeng. Jungkook secou um pouco suas lágrimas e voltou sua atenção para Jimin. — E você nunca me chatearia, pequeno. E-eu acredito no seu amor, ok? Me desculpe, eu não devia ter falado o que falei. Você não é pequeno pra amar, não existe idade pra isso, certo?

E Jungkook abriu um sorrisinho em meio as lágrimas, fazendo Jimin também sorrir e puxar o garoto para um abraço apertado.

— Desculpa o hyung por te fazer chorar, hm? — Jimin pediu, ainda com o coração apertado por ter feito seu pequeno chorar. Aquilo havia sido como uma facada em seu peito. Nunca, jamais, queria entristecer Jungkook, aquilo doía demais em si.

— Tudo bem, hyung, eu desculpo. — Jungkook fungou e esfregou seu rostinho no ombro de seu hyung, o abraçando apertadinho. — Então você vai ser meu namoradinho?

Jimin riu baixinho, se afastando de Jungkook para olhá-lo nos olhos. Limpou então os resquícios de lágrimas que haviam ficado no rostinho infantil de Jungkook e lhe deu o melhor sorriso.

— Vamos fazer um acordo, ok? — Disse e Jungkook logo confirmou com a cabeça, esperando o que seria. — Não estou duvidando do seu amor, ou algo assim, mas você ainda é pequeno para que possamos namorar, Jungkook. Isso é coisa para quando você tiver uns, hm, dezenove anos, é, por aí. Porque antes disso você ainda vai ser meu bebê! E, se quando você tiver dezenove, ainda me amar desse jeito, eu te juro que vamos namorar, hm? Até lá, teremos tempo para que esse amor só cresça dentro de você e, quem sabe, dentro de mim também. — Ao terminar, Jimin ficou vermelho e Jungkook achou aquilo fofo novamente. Descobriu adorar deixar seu hyung vermelhinho.

— Ah, eu vou ter que esperar tudo isso? — Jungkook fez um biquinho. — São, hm, onze anos, não é?

— Sim! Como sempre tão bom em tudo o meu Jungkookie! Até em matemática! — Jimin exclamou, orgulhoso. — Mas é por isso mesmo que temos que esperar, Kookie. Você tem que crescer e terminar a escola, pra só depois pensar em namorar. Mas, se for amor de verdade, vai valer a pena, não é?

— Vai sim, hyung. Por você vai valer a pena! — Jungkook concordou e abriu um sorriso, voltando a abraçar Jimin com força. — Me espere, tá bom?

— Pode deixar, eu vou esperar, Jungkookie. — Jimin riu e levantou-se com Jungkook em seu colo, o rodando um pouquinho e o fazendo rir.

Foi quando ouviram risadas e repararam que os Park tinham saído da estufa e observavam os dois com expressões carinhosas e sorridentes.

— Quer dizer que temos um futuro genro aqui, hm? —  A mãe de Jimin perguntou, querendo rir ao ver o filho ficar vermelho.

— Saiba que, antes de tudo, você tem que pedir pra mim para namorar o meu filho, ok, Jungkook? — O senhor Park tentou soar sério, mas não conseguiria, pois adorava o pequeno Jeon.

Jimin quis se enterrar em algum lugar bem fundo, por saber que provavelmente seus pais haviam escutado toda a sua conversa com Jungkook.

— Tio e tia. — Jungkook se balançou até conseguir sair do colo de Jimin, pulando no chão e indo até o casal mais velho. — Quando eu tiver dezenove anos... dezenove, né, hyung? — Voltou-se para Jimin e teve a confirmação deste. — Então, quando eu tiver dezenove, eu vou namorar o hyung, tá bom? Vou ficar forte pra proteger o hyung, igual ele sempre faz comigo. E também vou estudar bastante pra ter dinheiro e comprar uma casa que tenha um jardim bem grande pro hyung. Vou ficar bem bonito também, pro hyung ficar bobinho quando me olhar, que nem eu fico quando olho pra ele. Eu juro que vou cuidar bem do hyung e ele vai ser sempre a minha joia mais preciosa. Vocês deixam?

Os três Park se derreteram de amor ao ouvir aquilo, principalmente Jimin, que havia pego o desenho e a flor que tinha ganhado em mãos, e apertava ambos tamanha vergonha que sentia, por Jungkook ser tão sincero e amoroso com suas palavras. Seu coração batia fortemente ao ouvir aqueles sentimentos tão puros saindo de da boca de seu pequeno.

— Uau, é bom vocês deixarem, porque meu Jungkook é o melhor garoto do mundo todinho. — Então os quatro se viraram para perceber os Jeon parados ali na porta.

O sininho nem havia sido escutado tamanha atenção que tinham na criança. Jimin não podia ficar mais envergonhado.

— Omma, appa, eu estou pedindo para namorar o Jimin-hyung quando eu tiver dezenove anos! — Jungkook disse, animado.

— E tem como a gente não deixar? — A senhora Park disse, olhando para o marido. — Sabemos que ninguém cuidará melhor do nosso Jimin do que você, Jungkook-ah.

— Eu concordo, tem nossa permissão, hm? — O pai de Jimin disse, deixando Jungkook eufórico.

— Eba! — Jungkook correu e abraçou Jimin pela cintura, encostando a cabeça em sua barriga. — Vamos ser namoradinhos! É só esperar onze anos, hyung!

— E-eu vou cuidar bem dele também, p-prometo. — Jimin se viu na obrigação de dizer aquilo para os Jeon também.

— Nós sabemos, Jimin-ssi. Você sempre cuidou bem do nosso pequeno e sei que continuará assim. — Senhora Jeon disse, sorridente como o marido. — Espero que quando Jungkook fizer dezenove, vocês se tornem mesmo um casal, e será o mais lindo de toda Busan.

Jimin sorriu, ainda vermelho e confuso de como tudo aquilo havia acontecido. Tinha acordado naquela manhã, ido à escola, assistido às aulas com um pouco de sono, conversado com seu melhor amigo Yoongi durante os intervalos, voltado direto para casa e trabalhado na loja até fechar; a mesma rotina de todos os dias. Esperava que fosse somente mais um dia em sua pacata vida com as flores que tanto amava, mas não esperava que seu Jungkookie se declarasse para si e também fizesse com que suas famílias soubessem disso, até mesmo pedindo autorização aos seus pais para lhe namorar. O Park pensava em Jungkook apenas como um irmãozinho adorado, provavelmente a pessoa que mais amava na vida após seus pais, mas aquilo era novo para si. Não podia negar que quando ouvira a declaração do menino seu coração palpitou fortemente, e também quando ouviu as palavras tão lindas ditas por ele a seus pais, mas aquilo poderia evoluir para amor romântico? Não sabia, só sabia que nunca queria ver seu garoto chorando novamente, principalmente por sua causa, isso não; e também tinha ciência de que nunca conseguiria mentir para Jungkook dizendo sentir algo que não sentia. Suspirou, ainda com Jungkook agarrado a si e os presentes que ganhou firmes na mão que não fazia carinho nos cabelos do garoto. Não podia adivinhar como se sentiria dali a onze anos, era muito tempo. Teria vinte e sete anos, por Deus, seria um velho! E Jungkook também poderia nem gostar mais de si daquela maneira. O único jeito era esperar e ver no que aquilo daria.

Uma coisa inusitada foi que, ao dormir naquela mesma noite, Jimin sonhou que estava em uma casa muito bonita e com um jardim enorme. Cuidava das flores com o mesmo amor de sempre quando foi pego de surpresa por um par de braços fortes o abraçando por trás. Ao virar-se, se deparou com o mais belo homem que já havia visto em sua vida, este que lhe deu um belo sorriso de coelhinho e em seguida lhe beijou os lábios apaixonadamente. Acordou assustado, com o coração a mil e o mais importante: desejando imensamente que aquele fosse seu futuro.

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Onze anos depois

 

— Eu tenho certeza que sua esposa vai adorar esse buquê de rosas vermelhas. — O loiro disse, entregando o ramalhete para o cliente. — É a cor da paixão.

— Obrigado, Jimin-ssi. Bom trabalho!

Jimin se despediu com um sorriso e viu um de seus melhores clientes sair pela porta. Suspirou e voltou a atenção para o cactos que cuidava há momentos antes.

— E você, hm? Porque me parece tão sem vida? — Perguntou para a planta. — Eu sei que queria estar em um belo deserto escaldante, mas o sol daqui anda bem quente nos últimos tempos também. — Um biquinho se formava nos lábios do homem, que odiava ver qualquer uma de suas plantas caidinhas daquele jeito.

Jimin, mesmo com já seus vinte e sete anos, ainda cultivava o mesmo amor por todas as flores e plantas que tinham ali na floricultura da família. Com o tempo, a vontade de assumir o negócio da família apenas aumentou e, atualmente, era ele quem tomava conta de tudo por ali. Seus pais passavam ali vez ou outra apenas quando o filho precisava de ajuda, mas na maior parte do tempo Jimin tinha tudo sob controle.

Os anos foram bons para o Park mais novo, sua aparência ainda era juvenil o bastante para que quase todos que não o conheciam pensassem que era bem mais jovem. Ainda parecia o mesmo garoto sonhador de antes, porém agora com seus fios pintados de loiro, o que o deixava ainda mais angelical.

O sino que anunciava a entrada de clientes tocou mais uma vez no dia e, pelo horário – fim de tarde –, Jimin pensou que pudesse ser Jungkook. Porém, se deparou apenas com uma garota de aparentemente quinze anos, querendo comprar algumas bromélias. Enquanto arrumava as flores para a garota, o Jeon tomava conta de seus pensamentos. Estavam quase em março e, pelo sistema de idade coreana, Jungkook havia completado dezenove anos há quase dois meses. Não que Jimin estivesse contando, pfff, claro que não. Ele só esperava – um pouquinho, bem pouquinho mesmo – que o Jeon fosse lhe cobrar aquela velha promessa de anos atrás assim que o ano novo surgisse e ele tivesse seus tão esperados dezenove anos, coisa que não aconteceu.

Jungkook ainda ia à floricultura sempre que saía da escola e ficava fazendo companhia a Jimin até que ele fechasse o lugar. Mas, agora, Jungkook havia terminado a escola e estava para começar a universidade, ali em Busan mesmo, de Artes Plásticas. Jimin vivia orgulhoso de seu menino, pois ele havia sido um prodígio em todos aqueles anos na escola e havia passado em primeiro lugar na prova para a universidade. Porém o Park admitia que se sentia perdendo um pouco Jungkook, pois com essa nova fase da vida do mais novo, provavelmente se afastariam com o decorrer do tempo. Jimin pensava que Jungkook conheceria garotas e garotos novos, sendo assim ainda mais certo que ele esqueceria realmente de si, como já parecia que tinha acontecido.

Quando era ainda um menino, Jungkook vivia comentando para todos em como namoraria Jimin quando crescesse, da promessa que haviam feito, mas com o tempo ele não tocava mais no assunto e o Park sentia falta disso. Seu menino, provavelmente, não se sentia mais assim por ele, não o amava mais, e isso fazia Jimin querer chorar às vezes. Se sentia uma vergonha por isso, pois já era um homem de vinte e sete anos, homem este que nutriu um sentimento por todos aqueles anos por seu dongsaeng. Aparentemente, havia sido em vão, pois agora era ele o “não-correspondido”.

Jimin entregou o pacote da cliente e, assim que ela saiu da loja, voltou a atenção para o buquê de margaridas que havia sido encomendado pelo site da floricultura. Terminou de arrumar o buquê com toda a delicadeza e esmero que tinha, até porque suas flores preferidas não mereciam menos que todo o cuidado do mundo. O arranjo estava lindo, somente colocou algumas folhas em meio às margaridas e deu-se como satisfeito com mais um dos vários buquês que fazia no dia. Deixou em cima do balcão, pois o cliente avisou que passaria ali para pegá-lo logo, e foi dar atenção novamente ao cactos.

— Hey, bonitinho. — Falou com o cactos novamente, apoiando a cabeça em sua mão enquanto apoiava o cotovelo no balcão. — Acha que o Kookie vem hoje?

Mal havia acabado de falar e o sino da loja foi novamente ouvido. Rapidamente os pequenos olhos do Park voltaram-se para a porta e um sorriso abriu-se em seus lábios em seguida. Um rapaz alto, com cabelos negros e jogados sobre a testa, vestido com roupas pretas – como o usual – e com um sorriso lindo, havia acabado de entrar.

— Hyung, vim te buscar, já está quase na hora de fechar. — Jungkook falou assim que se aproximou do balcão.

— Jungkookie! — Jimin saiu de traz do balcão, ainda sorrindo para o mais alto. — Estou apenas esperando um cliente que encomendou um buquê e já fecharei.

— Hm. — Jungkook desviou os olhos para o lindo buquê de margaridas e suas bochechas ficaram minimamente vermelhas, o que quase chamou a atenção de Jimin, se não fosse o pacote nas mãos do mais alto.

— O que é isso, Jungkook-ah? — O Park perguntou, curioso.

Jungkook então levantou o pacote, que era grande e quadrado, porém fino. Jimin já suspeitava do que se tratava.

— É um presente. — Jungkook falou.

— Pra mim? — Os olhos de Jimin brilharam.

— Sim, hyung. — O Jeon admitiu, colocando a mão livre na nuca. — Mas, primeiro, você pode fechar os olhos?

Jimin deu um sorriso ainda maior, sentindo uma onda enorme de nostalgia lhe atingir intensamente com aquele pedido, este que acatou rapidamente. As lembranças daquele dia há onze anos vinham em sua mente, onde estava também de olhos fechados e agachado para ficar na altura do garotinho em sua frente. Sorriu ao pensar em como nos dias de hoje, mesmo em pé e reto, Jungkook era maior que si – como ele havia prometido naquele mesmo dia –. Suas mãos começaram a suar ao ouvir um farfalhar ao fundo, seus olhos querendo se abrir logo.

— Posso abrir os olhos? — Perguntou o Park, cruzando os braços impaciente.

— Pode, Jiminnie.

Foi somente ouvir a voz de Jungkook para que Jimin não perdesse tempo e abrisse rapidamente os olhos, pois achou que o mais jovem estava desembrulhando seu presente para si. Mas foi com surpresa que encontrou Jungkook segurando um buquê de margaridas, aquele que havia acabado de ajeitar a pouco.

— Jungkook-ah! Esse buquê é de um cliente e— Jimin começou, mas foi interrompido por Jungkook.

— Seu cliente sou eu, hyung. Fui eu quem encomendou o buquê pelo site. — Jungkook esclareceu, com um sorriso tímido no rosto. — Já até deixei o pagamento na sua caixa registradora.

Jimin abriu a boca, surpreso, e sorriu em seguida, também um pouco tímido.

— Não vai pegar? — Perguntou o Jeon, ansioso.

— Ah, c-claro. — O Park gaguejou, ao avançar um passo rápido e pegar o buquê das mãos do outro.

— E não é só isso. — Jungkook então pegou o pacote que antes estava em suas mãos e desembrulhou o restante, revelando o que Jimin já suspeitava: um quadro.

Jimin abraçou o buquê em seus braços, pela surpresa, assim que Jungkook virou o quadro para si. A pintura era simples, com cores leves, porém a mais bela que o Park já havia visto. Sua autoestima nunca fora muito alta, mas tinha que admitir que ao se ver retratado naquela tela – sim, Jungkook havia feito um retrato seu ali –, sentiu até mesmo algo dentro de si esquentando tamanha beleza que emanava do quadro. Na pintura, o Park estava com os cabelos loiros, um tanto ondulados – como costumavam ficar quando ele esquecia de secá-los –, seus olhos estavam fechados e havia pequenas estrelas logo abaixo deles. Jimin quis chorar por sentir todo o carinho que vinha do desenho, e se sentiu orgulhoso também do talento de Jungkook como pintor.

— J-Jungkook-ah... é... lindo. — Jimin sorriu, seus olhos já marejados. — Tão lindo. Desculpe, estou sem palavras.

— Eu queria ter desenhado nós dois, para representar o desenho que fiz há anos atrás, mas não consigo retratar eu mesmo de um jeito bom. Então resolvi fazer apenas você no quadro, e gostei muito do resultado. — Jungkook falava, nervoso, mexendo no cabelo com a mão que não segurava o quadro. — Desculpe a demora, hyung, mas na segunda fase para entrar na universidade, eu precisei desenhar um quadro e foi esse que mandei para eles. Ganhei nota máxima, passei em primeiro lugar, mas isso você já sabe. Só que eles demoraram a me devolver, eu já estava ficando maluco com toda essa demora, achei que teria que pintar outro quadro para dar a você.

Jimin riu em meio às lágrimas que caíam de seus pequenos olhos, emocionado pela pintura e pela história dela. Então fora aquele quadro que dera nota máxima ao seu Jungkook? Ficou ainda mais feliz.

— Não chore, hyung. — A ponta de desespero que saiu no tom de voz de Jungkook, fez Jimin derramar mais algumas lágrimas. — Vo-você não gostou, é isso?

— Eu amei, Jungkookie, é lindo, eu já disse. O melhor presente que eu poderia ganhar, feito pela minha pessoa preferida no mundo todo. Estou emocionado. — Jimin limpou um pouco as lágrimas com a mão que não segurava o buquê e sorriu demonstrando sua felicidade para o outro.

— Ufa. — Jungkook riu, nervoso e aliviado pela resposta do Park. — Então você aceita dessa vez?

— Aceitar? — Jimin perguntou, finalmente tirando os olhos do quadro para entender o que havia sido perguntado a si.

— Sim, hyung, você sabe... ahn... — Jungkook ficou vermelho e imediatamente Jimin sabia do que ele estava falando. — Ser meu namorado. Você prometeu. — A última frase foi dita em sussurro, porém o loiro conseguiu ouvir.

Como aconteceu há anos atrás, Jimin ficou vermelho e abaixou a cabeça, tímido e sorridente. Jungkook, não conseguindo perder a oportunidade, encostou o quadro no balcão e se aproximou do mais velho para segurar ambas as suas bochechas quentes.

— Você fica uma graça vermelhinho desse jeito, hyung. — Declarou o Jeon, deixando o loiro mais corado ainda. Jimin fechou os olhos, suspirando ao sentir os polegares de Jungkook acariciarem suas bochechas.

— E-eu p-pensei que havia me esquecido e n-não gostava mais de mim d-dessa maneira. — Jimin se amaldiçoou por sua fala embolada, mas a vergonha era muita.

— Como não, hyung? — Jungkook perguntou, como se aquilo fosse uma hipótese absurda para si e Jimin o encarou com os olhos molhados. — Eu esperei ansiosamente para quando eu finalmente completasse meus dezenove anos. E somente não vim lhe pedir em namoro no primeiro dia do ano porque estava esperando o quadro. Eu cresci, como você queria, e meu amor também cresceu, como você também disse. Fiquei mais alto do que você, como eu sempre disse que ficaria, e me esforcei para ficar mais forte também, pra te proteger, como prometi aos seus pais. Estudei bastante, para que pudesse passar em uma boa faculdade e te dar a casa que prometi, e venho juntando dinheiro de todos os meus trabalhos de meio-período também. Quanto a ficar bonito, a genética me ajudou um pouco com isso, e os conselhos de moda do Tae também. E você ainda é, e sempre vai ser, a minha joia mais preciosa, hyung. Eu te amo, sempre amei. Aceita o meu amor, Jiminnie? Aceita seu garotinho que finalmente está pronto para te dar tudo o que você merece?

As lágrimas agora saiam em abundância dos olhos de Jimin. E tão logo Jungkook terminou de falar, o Park colocou o buquê de margaridas em cima do balcão e em seguida alcançou Jungkook em um abraço apertado, sendo retribuído igualmente.

— J-Jungkookie. Eu não preciso de uma casa nem de roupas da moda para te amar. Eu te amo desde que botei os olhos em você, meu garotinho precioso que eu considerava um irmãozinho. — Jimin sentiu Jungkook enrijecer em seu abraço e tentar se afastar, mas foi com firmeza que seus braços circundaram o tronco do mais novo e não o deixou se mover um centímetro sequer. — E depois daquele dia, que você me surpreendeu ao declarar seus sentimentos, eu comecei a pensar em como seria um futuro onde você teria idade para namorarmos. Desde aquele dia, Kookie, eu sonho com o momento em que você finalmente faria dezenove. E eu percebi que conforme você crescia e se transformava em um adulto, meus sentimentos também se transformavam em algo mais intenso que apenas amor de irmão. Eu comecei a te amar como o homem que você se tornaria. E muitas vezes eu ficava impaciente em pensar que você ainda demoraria a fazer dezenove, mas sabia que seria o certo, te esperar, assim como você me esperou. E, Kookie-ah, sei que fui eu quem estipulou a idade para que ficássemos juntos, mas demorou tanto e eu estou tão feliz que finalmente eu posso ser seu namoradinho.

— Jiminnie... — Jungkook sussurrou e Jimin sabia que ele estava chorando, conhecia seu menino como ninguém. — Eu esperei t-tanto por i-isso.

E foi em um momento rápido que Jungkook se afastou minimamente do mais velho para segurar seu rosto entre as mãos firmes.

— Eu vou te beijar, ok? — Jungkook perguntou, olhando firmemente nos olhos de Jimin, que correspondeu o olhar com toda a intensidade que seu coração disparado no peito demonstrava.

— Antes disso... Preciso te falar algo. — Jimin suspirou antes de voltar a falar, deixando Jungkook confuso. — Eu sou oito anos mais velho que você, Jungkookie. As pessoas vão falar e, não só por isso, por sermos dois homens também. Você está preparado pra isso? Não quero te ver triste porque ouviu alguém falar mal do nosso relacionamento. Tem certeza que quer entrar nessa comigo? Porque eu não vou suportar se um dia você me deixar.

— Jiminnie, meu pequeno. — Assim que as palavras saíram da boca de Jungkook, Jimin lhe acertou as costas com um tapa nada fraco. — Yah, não me bata e nem faça essa cara. As coisas mudaram e agora o pequeno é você! — Teve vontade de rir da expressão irritada do loiro. — Preste atenção: o que eu mais quero é você! Sempre foi, e não são palavras maldosas de pessoas bobas que mudarão isso, hm? Eu só preciso da sua aprovação para ficarmos juntos, e se eu já a tenho, não preciso de mais nada. Nunca irei te deixar, Jiminnie, nunquinha.

Jimin quase chorou novamente ao escutar as palavras de seu dongsaeng, mas a vontade de provar daqueles lábios finos e vermelhinhos foi mais forte, portanto puxou Jungkook para si imediatamente e fez o encontro das bocas finalmente acontecer.

Aquele era o primeiro beijo de Jungkook, pois ele se recusou em todos esses anos a beijar alguém que não fosse seu Jiminnie. Seus lábios, seu primeiro beijo, e todos os outros, pertenciam somente a Park Jimin e ele sempre soube disso. Por esse motivo, deixou com que Jimin o guiasse ao movimentar os lábios sobre os seus, o mostrando como devia fazer. Imitou perfeitamente as ações do outro, ousando um pouco ao morder minimamente o lábio inferior cheinho de Jimin, delirando ao sentir a textura da carne tão macia.

Jimin arfou ao sentir Jungkook lhe mordiscando os lábios e pegando o domínio do beijo para si. Se surpreendeu ainda mais quando o mais novo acariciou sua língua com a dele e transformou o beijo em algo mais intenso. Suas mãos estavam perdidas nas madeixas negras do Jeon e nem sabia como haviam ido parar ali. Podia sentir também uma das mãos de Jungkook em seu rosto, lhe acarinhando levemente a bochecha, enquanto a outra se mantinha presa em seu quadril, por cima de seu avental.

Os estalos baixinhos ecoavam pela floricultura vazia, onde só se ouvia este barulho e as respirações entrecortadas do casal recém-formado. Estavam aproveitando com muito gosto aquele beijo tão esperado. Após minutos de um beijo longo e sorrisos trocados entre as pequenas pausas, findaram o momento com selares leves e molhados.

— Aish, te amo tanto. — Jungkook sussurrou entre os selares. — Meu namorado.

— Seu namorado, Kookie. — Jimin acompanhou o outro e sorriram grande ao abrirem os olhos e se encararem.

— Jikook é real! — Taehyung, melhor amigo de Jungkook, entrou na loja aos gritos, assim que viu os dois agarradinhos ali.

Jungkook e Jimin se assustaram com o Kim, arregalando os olhos ao se deparar com, não somente ele ali, mas Yoongi também.

— Finalmente! Não é que esperaram mesmo o pirralho fazer dezenove? — Yoongi perguntou sarcasticamente, mas todos já sabiam de seu jeito já que era o melhor amigo de Jimin.

— Gente! — Jimin disse, tímido e escondendo o rosto no pescoço de Jungkook. Havia esquecido que marcou com o amigo ali para irem no cinema mais tarde.

— Tae, eu te disse pra esperar lá em casa. — Jungkook deu bronca em Taehyung, que nem se importou com aquilo e digitava freneticamente no celular.

— Os tios estão animados com a foto que eu mandei. Também acham que já estava na hora de vocês ficarem juntos. — O Kim comentou, sem tirar os olhos da tela do telefone.

— Você tirou fotos? E mandou para os meus pais? Tae! — Jungkook reclamou novamente e apertou Jimin em seus braços, este que ficou ainda mais envergonhado.

— Passa pra mim? Preciso mandar para os pais do Jimin! — Yoongi perguntou, tirando também seu celular do bolso.

— Yoongi! — Agora foi Jimin quem deu bronca no amigo, se afastando do pescoço de Jungkook para isso.

— Claro que passo, fofinho, mas só se você ir naquele encontro comigo que está me devendo. — Taehyung, mais uma vez, tentou uma chance com o Min.

— Já te disse que não saio com pirralhos. — Yoongi disse, sério, porém ao ver a expressão triste no rosto de Taehyung, completou. — Mas, quem sabe quando você fizer vinte e um?!

— Wah, sério?! — Taehyung animou-se rapidamente e voltou-se para o amigo. — Você ouviu, Jungkook-ah? Eu vou sair com Yoongi-hyung! Só preciso esperar dois anos!

— Se eu ainda quiser daqui a dois anos, né?! — O Min disse, voltando a provocar o Kim.

— Não seja mal, hyung. — Taehyung fez bico. — Tenho certeza que valerá a pena esperar!

— Pirralho insistente. — Yoongi resmungou, mas todos fingiam não perceber como os olhos dele brilhavam ao olhar para o Kim.

Enquanto Yoongi e Taehyung continuavam sua conversinha sobre o que aconteceria dali a dois anos, Jimin e Jungkook riam baixinho dos amigos.

— Jungkook-ah? — Jimin chamou, voltando sua atenção para o, agora, namorado.

— Sim, hyung? — Jungkook sorriu em direção a Jimin, acariciando seus cabelos devagar.

— Valeu a pena esperar? — Perguntou o Park, mergulhando seu olhar nos lindos orbes negros que Jungkook possuía.

— Valeu mais que tudo, Jiminnie. — Respondeu Jungkook, com sinceridade notável, fazendo Jimin lhe sorrir grande. O Jeon devolveu o sorriso e encostou a testa na do loiro, sem desfazer a conexão entre os olhares um segundo sequer. — Eu esperei onze anos, hyung, e foi difícil. Mas, por você, eu esperaria mil anos mais.


Notas Finais


GENTE deixo claro aqui que o Jimin apenas via o Jungkook como um irmão quando ele era uma criança, esse amor foi mudando conforme o Jeon foi crescendo, entendido? Só pra deixar claro aqui!

LINK DA FANART: https://scontent.fsjp1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/37996454_303415636888668_1318866207562006528_n.jpg?_nc_cat=0&oh=abe5f078348ffe0d6046683141222f65&oe=5C035F93
https://scontent.fsjp1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/38030619_303415693555329_1905034432062947328_n.jpg?_nc_cat=0&oh=8ca9c50986bfdc6d227c7bca8546aeef&oe=5BC63ED8

LINK DA FANART EM QUE ME BASEEI PARA O DESENHO DO KOOKIE: https://i.pinimg.com/736x/56/52/b6/5652b6e536355a4086cfaffd6441c05b.jpg

A coisa mais fofa do mundo é essa fanart! E a segunda é essa capa! CARAAAAAAAAAAAALHO quero agradecer demais demais MESMO à @lah_jiminnie por ter feito essa preciosidade! Muito muito muuuuuito obrigada, Laura! Você foi um anjinho ao fazer essa capa linda para a one, e tão rápido, sério, já te amo!

E aí, me contem o que acharam da história? Ficou legal?
AAAAAAAAAAA
Beijos, gente, até a próxima <3


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