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História Ice - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá,
Cá estou eu tentando postar algo novamente neste período de quarentena. Era pra essa história ter sido postada no dia do meu aniversário, mas eu tenho estado bem doente e eram poucos os dias que eu tinha 'coragem' para escrever algo, já que os remédios me derrubavam. Espero que vocês gostem ou sei lá, mesmo não sendo algo fabuloso.

Cuidem-se, protejam-se e não saiam de casa, por favor. Vamos optar pela saúde e pela vida!

Capítulo 1 - Ice


 

Estava quente, tipo, quente para caralho, e ele odiava o calor. Ele não era do tipo que odiava qualquer coisa aleatoriamente ou sem um motivo plausível o suficiente, mas calor era algo que conseguia o irritar simplesmente por existir. Preferia mil vezes o inverno do que o verão. Naquele presente momento, no entanto, infelizmente estavam no verão e não um verão comum: o que o governo dizia ser um dos verões mais quentes da Coreia do Sul. Ele estava jogado na cama, extremamente estressado, com um ventilador velho demais ligado a todo vapor enquanto dizia a si mesmo que iria economizar e comprar logo um maldito aparelho de ar condicionado para pôr naquela porcaria de dormitório. Considerava sim um absurdo o dormitório universitário não contar com ar condicionado, mas a reitoria alegava que tais equipamentos eram de responsabilidade dos próprios alunos que moravam no campus, ou seja, se alguém o quisesse, que comprasse! E ele compraria, já havia feito seu colega de quarto o ajudar a juntar o dinheiro que os salvaria no próximo verão. Neste verão, ele tinha apenas mais duas soluções e foi pensando na melhor delas que ele pegou o celular e enviou uma mensagem para o melhor amigo, avisando que iria para o quarto dele abusar do ar condicionado que o hyung querido dele havia comprado, saindo do forno em seguida para se dirigir ao prédio do dormitório C. 

Kim Taehyung, mais popularmente conhecido como seu melhor amigo desde a época do colégio, era um maldito sortudo que conseguiu se cercar das melhores pessoas possíveis e uma delas era Park Bogum, primo de Park Jimin, que era quase a alma gêmea de Taehyung. Bogum e Jimin viviam no dormitório universitário pela comodidade e o maldito Kim havia tido a sorte de ter Bogum como parceiro de quarto, sendo ele um dos amigos que mais mimava o mais novo, e que havia cedido ao pedido dele para comprar um aparelho de ar condicionado. É claro que ele abusava dos benefícios de ser amigo de Taehyung para usufruir da beleza da vida que é um ar condicionado, como o faria neste exato momento. Não demorou muito para chegar no prédio do dormitório do amigo e pular habilmente as catracas de segurança do lugar, aproveitando a ausência de seguranças por ali devido ao horário e ao dia da semana, acessando às escadas que o levariam ao terceiro andar do prédio, mais precisamente ao quarto quarenta e nove, onde Bogum e Taehyung moravam. Ele nem havia perguntado ao amigo se o Park estaria lá, mas não se importava muito com este fato, uma vez que estranhamente Bogum gostava demais de sua presença e era sempre um verdadeiro cavalheiro. Assim que parou diante da porta do quarto do amigo, deu algumas batidas e aguardou a figura preguiçosa surgir:

— Hm..? Jeonggukie..? 

— Nem vem com essa cara de sono! Eu avisei que estava vindo aqui pra usar seu ar condicionado. — empurrou o amigo para o lado e entrou no quarto alheio, deixando os chinelos que usava na entrada do lugar antes de caminhar para a cama de Taehyung, jogando-se nela. — Wah, que injusto! Você estava dormindo porque seu quarto está com a temperatura ideal. O meu está um forno! 

Taehyung coçou os olhos de maneira preguiçosa e olhou para o amigo jogado em sua cama, franzindo semblante um pouco. Jeongguk usava apenas uma regata fina e um short cinza de moletom, exibindo os músculos bem trabalhados em academia e o braço direito repleto de tatuagens que recém haviam sido feitas. Os cabelos castanhos com pontas avermelhadas estava esparramado em seus travesseiros e ele sabia que mais tarde poderia sentir o cheirinho de morango do shampoo infantil que Jeongguk usava. Ele era tão lindo. Taehyung estava tão casual quanto o amigo, embora mais vestido, usando uma camiseta preta e uma calça de moletom cinza, com os cabelos pretos e grandes presos em um elástico na tentativa de afastar os fios do rosto. Ele estava dormindo antes de Jeongguk enviar a mensagem para ele e ele dar um jeito de expulsar Bogum, que estava inocentemente estudando, para fora do quarto. A manha com a qual ele havia recebido o amigo era totalmente falsa, apenas para não deixar tão óbvio que ele estava o esperando, e aparentemente havia funcionado bem. O Kim caminhou preguiçosamente até a cama e jogou-se em cima de Jeongguk, apreciando a maciez da pele alheia. 

— Você é mais macio do que os travesseiros. 

— Argh, hyung, sai de cima de mim. — Jeongguk esperneou — Vai me fazer ficar com calor de novo, bobo. 

— Você está tão incomodado com o calor assim? — Taehyung arqueou uma das sobrancelhas ao afastar-se somente o suficiente para ver o rosto de Jeongguk. 

— Você sabe que eu não gosto de calor, então é claro que eu estou incomodado. Eu não aguento mais viver sem um ar condicionado — fez drama — acho que vou me mudar para seu quarto. 

Por favor, faça isso. 

— E o Bogumie hyung? — ousou perguntar. 

Jeongguk franziu um pouco o nariz, antes de dar de ombros. 

— Ele gosta de mim, posso dividir a cama com ele. 

Mas nem fodendo!

— Que coisa feia, usando os outros para seu próprio prazer. — Taehyung deixou um tapa estalado nas coxas grossas do amigo, antes de se levantar e ir até o frigobar que tinha no quarto. 

Jeongguk se apoiou nos cotovelos para o encarar, curioso, e arqueou as sobrancelhas quando o viu voltar com uma bandeja de gelo feita nas mãos, com pedrinhas levemente arredondadas e menores do que o comum. Taehyung sentou-se em frente ao mais novo e pegou uma das pedras de gelo, rindo um pouco antes de colocá-la na boca e começar a chupar o gelo. 

— Por que está fazendo isso?

— Porque ajuda a aliviar o calor. Aqui, você pode experimentar. — retirou uma das pedras da bandeja e a levou até os lábios de Jeongguk. — Abre a boquinha, neném. 

Apesar de revirar os olhos, Jeongguk abriu a boca um pouquinho e deixou Taehyung esfregar a pedrinha de gelo em seus lábios, antes de empurrá-la lentamente para dentro de sua boca, fazendo-o chupar a pedra gelada. E aquilo era surpreendentemente bom. Não chegava a ser bom como um sorvete, por exemplo, mas para o calor do momento ajudava e muito! O ar condicionado em conjunto com o gelo fizeram Jeongguk dar um gemidinho todo satisfeito, que ele não viu, mas arrepiou os pelos de Taehyung com força. O Kim assistiu o semblante derretido do amigo e sorriu, imaginando por um segundo se aquela era a carinha que ele fazia quando gozava, por que se fosse: ele queria mais. Com a mente traquina arquitetando mil e uma coisas sujas ao mesmo tempo, Taehyung resolveu criar coragem para romper as barreiras da friendzone que tinha com Jeongguk e avançar com fome e sede do jeito que ele sabia fazer, uma vez que não era lá um cara muito calmo e paciente em situações como essas, fazendo o que sempre idealizou: comer Jeongguk. Alguns diziam que ter amizade com ele era como ter uma cadeira vazia no metrô e estar com as pernas cansadas: você iria querer sentar, inevitavelmente, e ele até concordava, só não concordava mais do que a ideia de que a amizade com Jeongguk era como chocolate em dieta: você iria querer comer até se lambuzar. Deslizou uma das mãos atrevidas pela coxa nua do Jeon, que não se importou com o contato íntimo, uma vez que era comum entre ambos, e deixou um carinho na pele dele, que estava começando a ficar geladinha, antes de pegar mais uma pedrinha de gelo. 

— Vamos fazer uma brincadeira? 

— Qual? — o olhou, interessado.

— Esse gelo aqui vai ficar na minha boca. Se você conseguir pegar ele, eu te dou o ar condicionado. — Jeongguk engasgou quando o amigo disse o prêmio da pequena aposta, sem se importar com a tarefa que o levaria até o prêmio. 

Caralho, era o ar condicionado! 

— Nem fodendo! Tem que ter alguma pegadinha nisso.

— Não tem, é sério. Eu deixo você levar ele e pago pro Bogum hyung. 

— Ta… e se eu perder? — cruzou os braços de maneira defensiva — Eu não posso apostar coisas caras. 

— Se você perder… vai ter que fazer o que eu quiser. — sorriu malicioso — E não se preocupe, não é nada que vai te expor e não envolve dinheiro. 

— Hm, não gosto dessa sua mente diabólica maquinando coisas contra minha pessoa, MAS, a chance de ganhar um ar condicionado não surge sempre, né? Então eu vou aceitar. 

Taehyung mordeu o lábio inferior para conter o sorriso grande e apenas pigarreou, acenando como alguém que não se importa, colocando a pedrinha de gelo entre os dentes e segurando Jeongguk pela nuca. O Jeon engoliu em seco quando aproximou o rosto do rosto do amigo, os olhos grandes intercalando entre os olhos afiados do Kim e os lábios carnudos que seguravam o gelo, como se ele estivesse procurando uma brecha para terminar aquilo logo. E então aconteceu. Taehyung engoliu o gelo e abriu os lábios, recebendo a boca de Jeongguk contra a sua. A língua do mais novo serpenteia em sua boca, procurando uma forma de chupar para si a pedra de gelo, mas Taehyung era malditamente bem controlado e ele tinha uma habilidade surreal para impedir o gelo de seguir para a boca alheia. Jeongguk mal percebeu quando se inclinou sobre o corpo do Kim, segurando-lhe o rosto com as duas mãos para conseguir mais estabilidade naquele beijo intenso e estabanado ao mesmo tempo. A água do gelo derretia aos poucos pelo atrito entre as línguas e provocava um contraste gostoso de gelado e quente, enquanto escorria um pouco pelo canto dos lábios do Kim. Jeongguk estava se irritando. A pedrinha de gelo parecia diminuir a cada segundo mais na proporção em que ele perdia mais e mais o foco da atividade, sentindo as mãos grandes de Taehyung o segurarem pela cintura e ouvindo os murmúrios profundos que escapavam da garganta dele. Inferno, ele estava excitado. Sentou-se no colo de Taehyung e começou a beijá-lo com um pouco mais de calma, mas ainda mais intensamente, raspando a ponta da língua no que ainda sobrava do pequeno gelo na boca do Kim, remexendo o quadril levemente sobre o quadril do mais velho, em um ato involuntário. Aquilo definitivamente estava perigoso e havia um pequeno fio de razão no fundo da mente de Jeongguk que insistia em puxá-lo de volta para a realidade, o que o fez afastar-se dos lábios do amigo quando os últimos resquícios da pedra de gelo se desmancharam completamente, ofegante e com os lábios vermelhos. Taehyung apreciou o rubor que pintou as bochechas do amigo e agradeceu aos céus por ele ser lerdinho o suficiente para não ter pego sua malícia de primeira. 

— Tae…

— Você perdeu, neném. E agora? — Taehyung debochou da situação, como se não estivesse prestes a surtar por ter beijado o amigo. — O que faremos?

Jeongguk revirou os olhos, irritado. Era só com isso que ele se importava?

— Faz logo o que você quer, tanto faz, eu nem precisava do ar condicionado mesmo… — fez um biquinho chateado.  

— Não faz biquinho neném, você não vai me convencer. — beliscou os lábios inchadinhos do outro — Eu já sei como vou te castigar. Já que você veio todo reclamão atrás do meu ar, alegando que estava com muito calor, eu vou te ajudar a se esfriar um pouquinho…

Ah não… 

— Hyung, sério-

— Você vai tirar sua camiseta, sua bermuda e vai ficar deitadinho aqui na cama de cueca. 

— E o que você vai fazer? 

— Essa bandeja de gelo aqui. — ergueu a bandeja que ainda estava cheia o suficiente — Eu vou terminar de derreter ela no seu corpo, em partes que eu vou sortear com papeizinhos. 

— Papéis? Sério? Minha dignidade vai ficar nas mãos de papéis? Ok, ok, tudo bem. Prometido é prometido, apenas faça essa merda logo. — arrancou as peças de roupa enquanto Taehyung corria até um caderno que estava na cômoda que o pertencia, pegando uma caneta e escrevendo rapidamente em uma folha.

Claro que Jeongguk estava se tornando ciente do perigo daquela maldita brincadeira: ele era lerdo sim, mas não era tão inocente e burro quanto parece e sabia muito bem que aquela merda ia terminar numa poça de constrangimento e um pau bem duro na cueca, que naquele momento ele praguejava por ser uma boxer cinza clara, mas não tinha mais volta, uma vez que ele mesmo havia concordado com aquilo. Talvez, bem lá no fundinho, ele quisesse isso. 

— Eu já escrevi as partes aqui. — Taehyung voltou saltitando até a cama após arrancar a folha do caderno, separando os pedacinhos que continham as partes do corpo e os enrolando. — Temos tempo o suficiente para brincar, porque como o ar condicionado do quarto está ligado, o gelo não vai derreter tão fácil. 

Jeongguk respirou fundo, olhando para o amigo e chegando à conclusão de que na vida de todos há um período em que a pessoa simplesmente desiste de lutar contra tudo e qualquer coisa e só consegue pensar “Ah, foda-se, vamos lá” e este era seu momento, então ele não protestou, apenas fechou os olhos e agradeceu mentalmente aos céus por ter feito depilação e chuca, caso o negócio saísse dos trilhos. Algumas pessoas mais íntimas achavam estranha a mania que ele tinha de se depilar e estar sempre com a chuca em dia, quando na grande maioria de suas relações sexuais ele era ativo, mas ele era realmente fresco com limpeza e odiava se sentir sujo, como se sentia quando não estava com as coisas em dia, então era algo natural em sua rotina de menino jovem sexualmente ativo e pansexual. 

— Apenas faça logo, hyung. 

— Calma, apressado! É você quem vai sortear os papéis. 

— Argh! Me dá logo aqui. — puxou os papéis da mão do mais velho, pegando uma bolinha aleatória. — Aqui, vamos começar com essa. 

— Não quer trocar, Gukie-ah? — Taehyung riu de um jeito estranho, recebendo uma negativa do mais novo — Então não vale se arrepender depois!

— Eu não vou me arrepender, anda logo. 

Taehyung quase pulou em seu lugar quando abriu a bolinha de papel e viu “mamilo” escrito ali, rindo alto e deixando que Jeongguk visse o papel enquanto lamentava por sua vida. Jeongguk não era um cara super sensível, particularmente falando, mas ele tinha alguns “pontos fracos” bem peculiares: seus mamilos, suas orelhas, seu tornozelo, nas tais “covinhas de Apollo” que ele tinha na região lombar das costas, atrás de seus joelhos e na parte interna de suas coxas bem trabalhadas em malhação. Saber que ele já iria começar recebendo estímulo em uma de suas zonas erógenas era um pouco aterrorizante. Ele não tinha controle de si próprio quando era estimulado nessa parte. Ainda recordava-se do dia em que transou com Seyoung e a garota deslizou as unhas finas na parte interna de suas coxas enquanto o chupava, o que resultou em um orgasmo intenso e bem antes do previsto na boca delicada da garota. 

Taehyung respirou fundo e pegou uma pedrinha de gelo, que estava bem melada por estar derretendo aos poucos, e deu início ao primeiro contato com o corpo de Jeongguk, colocando-a sobre um dos mamilos marrons entumecidos, observando as reações do amigo. O Jeon se remexeu desconfortável e respirou fundo, fechando os olhos, dando à Taehyung o aval que ele precisava para continuar. O Kim, então, pressionou o dedo indicador sobre a pedra de gelo e começou a deslizar sobre o mamilo em movimentos lentos e circulares, deixando o Jeon completamente arrepiado. Jeongguk começou a respirar pesado quando sentiu o mamilo ficar mais sensível a cada segundo e tudo só piorou quando ousadamente Taehyung resolveu estimular seu outro mamilo com a ponta dos dedos da outra mão, misturando as sensações e deixando a mente de Jeongguk levemente nublada. 

— H-Hyung… arh… 

O Kim prendeu o lábio inferior entre os lábios, assistindo as reações de Jeongguk e sentindo o próprio corpo esquentar. Ele não sabia que o Jeon era tão sensível daquela forma ali e começou a se perguntar se no meio da brincadeirinha descobriria mais partes sensíveis no mais novo. 

— Okay, chega. — pronunciou-se quando o gelo virou água no corpo quente do mais novo, pigarreando um pouco por conta da voz mais rouca que o comum — Próxima parte. 

Jeongguk puxou as bolotinhas de papel e pegou mais uma aleatória no meio de todas as outras, sem se importar em ver o que era. O Kim abriu o papel e quis gemer frustrado quando viu um “testa” escrito lá, já que esperava que fosse outra parte excitante. Como você é burro, Taehyung! 

— Testa. 

— Caralho, do nada! — Jeongguk gargalhou — Ya, você teve uma ideia muito frustrante, hyung. 

— Eu sei. — revirou os olhos, pegando uma das pedrinhas e batendo contra a testa de Jeongguk. 

— Ya! Isso dói, cacete! — reclamou com um bico, mas o mais velho não se importou — Eu vou me vingar, você sabe né? Seu dia vai chegar também. Não vai achando que é só porque você é meu melhor amigo e um dos hyungs com quem eu mais passo tempo que você vai se-

— E o Hoseok hyung, seu amigo? Ele também passa muito tempo com você e te sacaneia direto, mas não vejo você prometendo volta à ele. — resmungou, lembrando-se do hyung sorridente e barulhento que cursava engenharia e que o Jeon havia conhecido no grupo de representantes de turma da faculdade, que reunia um representante de cada turma para assuntos da atlética. — Eu sei que você também adora ele. 

Sim, ele tinha ciúmes mesmo. Ele sabia que era injusto, até por que ele tinha Jimin, que era como, literalmente, um pedaço de seu corpo fora de si, então ele não podia e não tinha o direito de sentir ciúmes de Jeongguk ter um amigo tão íntimo quanto. Mas ele tinha sim. O hyung era incrivelmente bonito e doce, todo alegrinho, adorava abraçar o Jeon e este, por sua vez, adorava fazer carinho nos cabelos do hyung ou passar as mãos nas coxas dele. O Kim suspeitava sim que eles já haviam ficado, embora negassem com firmeza quando eram perguntados sobre aquilo, mas tentava não pensar muito sobre aquilo. Não até o momento, ao menos. Hoseok também vivia sacaneando Jeongguk e ele nunca fazia nada, então por que ele estava o ameaçando?

— Que merda essa merda escorrendo pela minha cara… — Jeongguk ficou vesgo no processo de tentar ver a água que já pingava em seu nariz — Enfim, eu não faço nada com o Hoseok hyung por que ele- enfim, deixa pra lá, isso não vem ao caso. 

Estranhamente suspeito

Taehyung fez um bico e continuou com o gelo na testa alheia até que ele terminasse de se desmanchar, oferecendo os papéis para o mais novo mais uma vez. Jeongguk escolheu confiante, sem medo, já que a última parte havia sido tosca o suficiente, mas ele não estava preparado para o tombo da vida, que veio o dando uma voadora clássica de dois pés:

— Pênis! PUTA QUE O PARIU! — Taehyung comemorou com uma dancinha estranha — Foda-se, você que lute! 

— É pra me foder mesmo, viu? Que caralho. — se jogou para trás na cama — Por cima da cueca, ouviu? Gelo queima a pele, eu não quero queimar a pele do meu pau. 

O Kim assentiu diversas vezes como uma criancinha empolgada e esperou Jeongguk fechar os olhos e por o braço atrás da cabeça em uma posição relaxante para realmente começar a fazer algo. O primeiro toque do gelo contra o tecido da cueca de Jeongguk causou um choque para ambos os lados e os deixou sem ação por alguns segundos, antes de Taehyung recuperar sua confiança e voltar a encostar o gelo no tecido, deslizando-o suavemente em movimentos circulares exatamente onde o pênis do Jeon estava. E Jeongguk mordeu o lábio inferior para não gemer. Okay, ele não conseguia saber se os arrepios gostosos eram pelo estímulo, pelo frio do gelo transpassando o tecido de sua cueca, ou ambos, mas aquilo era coisa de louco. A pressão gostosa da massagem e o contraste do gelo com o calor de sua genitália estavam causando-lhe uma combustão. Taehyung quase babou quando viu as coxas grossas vibrarem e se abrirem mais, oferecendo-lhe mais espaço, ao que Jeongguk suspirava baixinho, extasiado. 

O gelo continuava a contornar seu pênis, que estava inchando rapidamente por conta da excitação e ficando cada vez mais marcado na cueca, facilitando o trabalho provocante de Taehyung. O Kim mantinha os olhos alternando entre a expressão sofrida do Jeon e as reações de seu corpo, sem se dar conta de seu próprio pênis inchado em suas roupas, demonstrando também sua excitação. A nuvem de tensão sexual na qual eles estavam envolvidos era gostosa demais para que eles pudessem se importar com algo a mais naquele momento. Taehyung, mantendo o trabalho de sua mão, usou da mão livre para pegar mais uma pedra de gelo e colocá-la no umbigo do mais novo, apreciando a forma com a qual o abdômen dele se contraiu com a sensação do gelo. Ele era tão lindo. Todo necessitado, suando com o tesão, ainda que estivesse em um espaço com ar condicionado ligado e estivesse brincando com o gelo. Jeongguk focou os olhos em Taehyung e na expressão pesada que ele carregava, tão concentrado em seu trabalho que não se deu conta de que era observado, então o Jeon direcionou uma das mãos ao meio das pernas do amigo, aproveitando o tecido molinho da calça de moletom que ele usava para apalpá-lo, o assustando. 

— Não pare. — Jeongguk não pediu, ele ordenou com aquele olhar afiado e atrevido que ele tinha perante o hyung, movendo a mão em uma massagem gostosa no meio das pernas do amigo. 

— J-Jeonggu-aah… — Taehyung suspirou, sem parar de mover as mãos no corpo do outro — Oh céus… 

Jeongguk lambeu os lábios e curvou o corpo um pouco para cima, mais interessado em obter reações do hyung, vendo a forma com a qual as pernas dele tremiam com as sensações que ele tinha. Eles não aguentavam mais. O Kim olhou-lhe febril, sentindo a garganta secar de desejo: desejo de beijar Jeongguk, desejo de realmente romper a última barreira que havia entre eles e levar aquilo tudo adiante e o Jeon não estava nada diferente dele, os olhos grandes levemente cerrados nos famosos bedroom eyes, aquele olhar pesado, enquanto ofegava com as mãos do hyung contra seu corpo. Foi natural quando sua mão abandonou o meio das pernas do Kim para subir para a nuca do mais velho e o puxar de uma vez contra si, tomando a boca dele para si sem enrolações. Taehyung foi obrigado a deixar de lado a brincadeira com os gelos para segurá-lo pelos ombros enquanto tinha os lábios deliciosamente sugados pelo mais novo, antes de finalmente tocarem as línguas, sentindo o gosto um do outro. Era estranho, eram dois amigos se beijando, se tocando e se desejando, mas havia saudade, ainda que nunca houvessem se tocado antes. No fundo eles sabiam o que aquilo significava e representava de seus sentimentos escondidos. Os estalos molhados do beijo soavam como uma música bonita enquanto eles se descobriam mais e mais. Jeongguk sentou-se completamente na cama de Taehyung e o puxou ainda mais contra si, sentindo o calorzinho bom que vinha dele. Quando o fôlego os fez terminarem o beijo, o Jeon deslizou os lábios pelo maxilar do mais velho e desceu pelo pescoço cheiroso, com pequenos beijos que arrepiaram Taehyung completamente.

— Jeonggukie…

— Vamos fazer, hyung. Eu quero fazer com você. 

— Você tem certeza? Somos amigos.

— Tae, olha pra mim. — Jeongguk o segurou pelo rosto — Eu to de pau duro, você tá de pau duro. Eu tenho certeza que quero foder com você, e você?

— Eu quero. — Taehyung sorriu com confiança. 

Ele não se demorou em puxar a camiseta preta para fora do corpo e tirar a calça de moletom cinza, deixando Jeongguk apreciar a visão de um Kim Taehyung trajando apenas uma boxer preta em sua frente. Ele era gostoso, pra caralho. O Jeon adorava cada pequeno traço do corpo de seu hyung, desde os ombros largos e fortes, a clavícula bem desenhada, os braços de bíceps bem desenhados e mãos grandes e bonitas, as costas largas, a barriga nada malhada por que ele não se importava em manter uma forma super trincada, até as coxas grossas, as pernas longas e bonitas, a bunda grande que despertou-lhe vontade de morder a carne abundante e o pau volumoso na cueca, que o fez se sentir uma cadelinha. Caralho, aquilo sim era um pau. Jeongguk era tão grande quanto Taehyung em termos de altura, mas tudo em Taehyung era surpreendentemente grande, inclusive o pauzão que ele estava escondendo naquela peça íntima, aumentando o calor que percorria seu corpo. 

— Para de me olhar assim. 

— Assim como? Igual uma cadelinha sedenta? Por que se for, eu sou mesmo. — puxou o mais velho pelo cós da cueca, deixando-o bem diante de si. — Agora fica quietinho e me deixa te provar, hyung. 

Taehyung não o respondeu, apenas deixou um carinho em seus cabelos quando ele finalmente baixou a peça íntima do mais velho, expondo sua nudez. O pau do Kim estava tão duro que saltou orgulhosamente após ser liberto do aperto do tecido da cueca, erguido em direção ao umbigo dele. Jeongguk salivou muito. A carne grossa e repleta de veias, a glande avermelhada e meladinha de pré gozo, as bolas pesadas, o conjunto todo deliciosamente masculino que Taehyung era o fizeram sentir a virilha latejar em resposta. Ele não fez cerimônias em segurar o mais velho pela cintura e mergulhar a boca naquele pau bonito, fazendo-o suspirar nervoso com a fome que ele exibia ter pelo amigo. Os estalos molhados agora vinham da mamada que o Kim estava recebendo, enquanto o Jeon mergulhava sem frescura engolindo máximo que conseguia, usando uma das mãos para massagear as bolas pesadas dele. 

— Caralho, isso… — Taehyung revirou os olhos e tombou a cabeça para trás, soltando um chiado gostoso — Hm, chupa assim… — mergulhou os dedos nos cabelos de Jeongguk, guiando a cabeça dele nos movimentos contra sua virilha. 

O Jeon mergulhou a boca mais algumas vezes antes de soltar o pau de Taehyung com um barulho indecente demais e sorrir depravado para o mais velho, segurando o pau dele pela base e batendo-o contra os lábios inchados, pincelando a glande na boca bonita. 

— Você é uma delícia, hyung.

— Eu queria tirar uma foto de você agora, tão safado, com meu pau na boca. 

— Então tira, amor. 

Taehyung sentiu uma fisgada na virilha com o apelidinho e sorriu safado como só ele sabia, alcançando o celular que estava largado na ponta da cama. Abriu o ícone da câmera e tirou uma foto de Jeongguk naquele momento depravado, foto que provavelmente ele usaria para se masturbar mais tarde com as doces lembranças dessa foda gostosa. Jeongguk sorriu e levantou-se da cama, empurrando-o pelo peito para que ele se sentasse confortavelmente ali, com as pernas abertas. 

— Onde você tem camisinha e lubrificante? 

— Na cômoda, anjo. Tem camisinha comum, extrafina, com sabor e de temperatura. 

— Que variedade, hein? Você anda fodendo tanto assim?

— Não, mas eu gosto de comprar para ter nos momentos ideais. — Taehyung riu.

— É perfeito. Eu vou adorar testar as de sabor e temperatura nas próximas vezes — Próximas vezes?! — mas, agora eu vou pegar a extrafina. Deve ser uma delicia foder com ela. 

— Eu com certeza vou aprovar. — o Kim apoiou os braços para trás na cama e ficou numa pose preguiçosa enquanto assista o mais novo voltar com as coisas em mãos e deixá-las sobre a cama, antes de finalmente tirar sua própria cueca. 

— Você pode me preparar? Eu tô limpinho, quero que você me foda. 

— Perfeito. — sorriu e deixou Jeongguk subir na cama, deitando-se de bruços e exibindo a bunda gostosa em sua direção — Por que eu realmente quero comer essa sua bunda. 

O Jeon sorriu convencido e fechou os olhos quando sentiu as mãos grandes em sua cintura fina, erguendo-lhe o quadril para que ele ficasse na posição ideal para aquele momento. Taehyung melou os dedos com o lubrificante e os rodeou na entradinha apertada e levemente avermelhada do mais novo, após segurar uma das nádegas dele de modo que o deixasse exposto. As pontas dos dedos do Kim eram um pouco rudes em seu anelzinho sensível, mas o Jeon adorava aquilo, enquanto apenas rebolava um pouco o quadril na direção dele, provocante como sempre, com uma carinha de safado. Taehyung não demorou para mergulhar dois dedos de uma vez para dentro do mais novo e começar a tesoura-lo, ouvindo os gemidos contidos dele conforme os dedos compridos avançavam em seu interior macio, quente e apertadinho. Ele mal via a hora de se afundar naquele corpinho gostoso. Se aproveitou da posição do Jeon para usar a mão livre para massagear as bolas inchadas e o pau dele, que estava tão melado quanto o seu próprio, vendo a pele dele se arrepiar. 

Ele não se demorou muito naquele momento de preparação, já que Jeongguk estava meio impaciente e ele também, então apenas fez o necessário, espalhou bastante lubrificante no mais novo e o deixou vestir em si a camisinha, melando-a também com lubrificante. Taehyung ficou sentadinho na cama enquanto Jeongguk dava-lhe as costas e se posicionava em seu colo, descendo lentamente enquanto segurava o pau do Kim pela base, se penetrando aos poucos. Taehyung resmungou com a sensação de ser engolido pelo mais novo e deslizou as mãos grandes pelas coxas gostosas dele, incentivando-o a começar a se mover e foi o que ele fez. Primeiro em movimentos lentos, ele subia e descia no pau do Kim, gemendo baixinho e se arrepiando com os dedos dele em sua cintura, mas logo precisou de mais velocidade e intensidade, então não se poupou. Jeongguk tinha pernas incrivelmente fortes e uma resistência física incrível por conta dos exercícios, algo que o Kim apreciava por que ele sentava muito gostoso por conta desses motivos, sem se conter ou diminuir o ritmo. O mais velho começou a gemer alto enquanto sentia a pressão em volta de seu pau, deslizando as mãos pelo abdômen malhado do outro até alcançar os mamilos sensíveis. Jeongguk estremeceu com força, mas nãos se deixou abalar e manteve o ritmo, sentando com firmeza:

— Ah… isso, isso… — Jeongguk mordeu os lábios, fechando os olhos e gemendo dengoso — Isso… seu pau é uma delícia… 

— Então continua sentando, amor… a-ah..! Gostoso… — o Kim acertou um tapa de mão cheia na coxa do mais novo. 

Jeongguk estava em pleno controle de si mesmo naquele momento, mas Taehyung deslizou as mãos grandes por suas coxas e ele sentiu as unhas dele o arranhar de leve na parte interna de suas coxas, então tudo desandou e o Kim notou isso, por isso o provocou até que suas pernas estivessem fracas o suficiente e ele o levantasse, jogando-o na cama enquanto subia em cima dele e voltava a enfiar o pau em seu interior. O Kim puxou uma das pernas de Jeongguk e a deixou em seu ombro, passando a mão pelo tornozelo e descendo pelos contornos fortes daquele monumento de corpo enquanto o fodia com força e intensidade. Jeongguk revirou os olhos com os estímulos e não conseguiu mais se aguentar, envolvendo seu próprio pau com as mãos para que pudesse se aliviar também. Taehyung curvou-se sobre o mais novo e deixou um beijo gostoso na boca dele, sentindo as fisgadas típicas de um orgasmo chegarem em sua virilha. O Jeon gemeu alto e quebrou o beijo, mergulhando naquela nuvem de prazer que todo o cenário envolvia. O ar condicionado já não tinha mais efeito nenhum quando o pau de Taehyung o fodia daquele jeito gostoso. Os barulhos molhados do sexo e os gemidos soavam como a música perfeita para o momento e os excitava ao máximo. Eles dois estavam perto demais. O Kim não interrompeu o movimento de seus quadris em nenhum momento quando deixou os dedinhos atrevidos voltarem a brincar com os mamilos de Jeongguk e o assistiu se remexer inteiro e gemer mais e mais, contraindo ao redor de seu pau e o enlouquecendo, já que a camisinha era bem sensível e ele tinha quase a sensação de um sexo pele com pele naquele momento. O Jeon não demorou muitas investidas mais para gozar em jatos fortes em seu abdômen e se derreter em um gemido manhoso e alto, relaxando quase automaticamente. Taehyung continuou socando o pau nele com habilidade, sentindo as contrações o deixarem cada vez mais próximo do orgasmo. Ele explodiu minutos depois em um gozo forte e quente, que Jeongguk conseguiu sentir mesmo com a camisinha. Ambos permaneceram minutos à fio em silêncio, apenas jogados na cama e existindo, até Jeongguk virar-se na direção do mais velho com um sorriso fofo no rosto. 

— Você vai ter que lavar sua roupa de cama mais uma vez! 

— Vou. — Taehyung riu — Aliás, que pena que você não conseguiu o ar condicionado dessa vez. Acho que você vai precisar tentar de novo. 

— Certo, eu realmente quero esse ar condicionado. — Jeongguk o respondeu, espreguiçando-se. — Acho melhor a gente limpar logo essa bagunça antes que o Bogumie hyung volte. 

— Verdade. — Taehyung levantou-se e Jeongguk também. 

Eles trocaram mais alguns beijos, se limparam, vestiram-se e começaram a arrumar a sujeira do quarto entre conversas leves e olhares carregados de carinho. Claro que Jeongguk voltaria para tentar conseguir um ar condicionado e Taehyung sabia disso, afinal de contas: ele odiava o calor e os dias prometem ser quentes dali em diante.


Notas Finais


Gente, me perdoem os erros, o capítulo não foi revisado e foi feito na emoção, ok?


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