História Ice Trap - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Tags Drama, Naruto, Sakusasu, Sasusaku, Suspense
Visualizações 39
Palavras 1.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos :)

Capítulo 1 - Prólogo


ABRIL

A picape Hilux enferrujada deu um tranco e parou subitamente, e Mei Terumi acordou quando bateu com a cabeça na janela. 

Piscou algumas vezes, ainda meio grogue. tentar juntar alguns pedaços de suas lembranças. Lembrava-se da musica country, das risadas roucas dos homens em volta e dos melhores momentos da NBA passando na TVs que ficava no alto da parede

Lembrava-se de balançar o quadril junto ao corpo do caubói, em uma dança lenta. Tinha roubado o chapéu dele; achava que ficava melhor em si. Um Chapéu preto para combinar com seu vestido também preto minúsculo e seu cabelo longo acobreado.

Tinha escapado de casa furtivamente e sabia que seus pais nunca a encontrariam ali. Aquele pensamento era uma luz brilhante no fim do tunel. Em pouco tempo estaria tão embriagada que nem lembraria como eles eram. Os olhares de provocação riscavam suas lembranças, como tinta fresca. 

Ela tentara escapar para um mundo de calça jeans respingada de tinta, dedos manchados e autoconhecimento, mas eles foram atrás dela e acabaram com seus sonhos. Não queria uma artista de espirito livre na família. Queriam uma filha com um diploma em Yale. 

Mei quase desejou que sua mãe estivesse ali para vê-la dançando, para vê-la deslizando pela perna do caubói. Roçando o corpo no dele. Murmurando no ouvido dele as coisas mais sacanas que poderia pensar. Só parou de dançar quando o mesmo foi até o bar pegar mais uma bebida para ela. Terumi podia jurar que dessa vez o gosto da bebida era diferente ou talvez estivesse tão embriagada que acabou imaginando coisas. 

Ele perguntou se ela queria ir a algum lugar reservado. Mei só considerou a ideia por um breve momento. Se era algo que os pais desaprovariam, então a resposta era óbvia. 

 

*****

A porta do passageiro de abriu e Mei conseguiu focar a visão por tempo suficiente para ver o homem a sua frente. Pela primeira vez notou que o nariz dele parecia um pouco machucado, provavelmente um troféu de alguma briga de bar. Saber que ele tinha um temperamento forte deveria agrada-la, porém, Mei desejou que encontrasse um homem que conseguisse controlar os impulsos e que não fosse dado a explosões. Terumi culpou o cansaço e sua atitude irracional de seguir a um estranho por mais bonito que fosse. Só queria dormir. Logo. 

O caubói pegou o chapéu da cabeça dela e devolveu-o ao seu cabelo loiro e um pouco rebelde 

" Achado não é roubado", ela quis protestar, mas não conseguia formar nenhuma palavra.Sentia o seu corpo um pouco mole 

Ele então a pegou e a colocou sobre os ombros. A parte de trás do vestido estava subindo, mas ela não conseguia fazer com que suas mãos puxassem o tecido para baixo. Sentia sua cabeça pesada. Não conseguia lembrar como tinha chegado ali. Tinham ido na picape? 

Mei olhou para os saltos das botas do homem deixando marcas de neve. Seu corpo balançava a cada passo, o que estava deixando o seu estômago embrulhado. As correntes de um balanço rangiam na varanda. O som a fez suspirar. E estremecer. 

O caubói a colocou de pé, segurando-a pelos ombros para ajuda-la a se equilibrar. Terumi olhou lentamente ao redor. Uma cabana. Ele a levara para uma cabana de madeira. A sala em que estavam tinham móveis rústicos. Uma porta aberta ao lado da sala chamou sua atenção parecia uma despensa, mas o cômodo estava vazio, exceto por uma barra de metal que ia do chão ao teto e uma câmera em um tripé. 

Mesmo em torpor em que Mei estava, o medo a dominou. Ela tinha que sair dali. Algo ruim iria acontecer. Mas seus pés não se moviam.        

O caubói a apoiou contra a barra. Assim que a soltou, Mei caiu no chão. Sua cabeça girava, sentia-se tonta e com uma vontade enorme de vomitar.  Sua cabeça girava, sentia-se tonta e com uma vontade enorme de vomitar. Tentou se levantar mas estava bêbada demais para conseguir.

-- Você deixou isso no bar-- Disse o homem, colocando o boné de beisebol do Cardinals na cabeça dela. 

Tinha sido um presente do irmão quando ela foi aceita em Yale, algumas semanas antes. Seus pais o haviam convencido a fazer isso. 

O caubói tirou a corrente dourada que Mei trazia no pescoço, os dedos ásperos tocaram o seu rosto. 

-- É valioso?-- Perguntou, examinando de perto o pingente de formato de estrela. 

-- É meu-- Disse ela, de repente sentindo um desespero tomar conta de si. 

Ele até podia pegar o chapéu fedido de volta, mas o pingente era dela. Um presente que seus pais lhe deram na noite do seu primeiro recital de balé, doze anos antes. Foi a primeira e única fez que eles aprovaram algo que ela decidira fazer. 

-- É meu-- Repetiu, tentando se manter firme.

Tinha que conseguir o pingente de volta. Era algo importante para ela. Queria sair dali o arrependimento bateu por ter seguido um estranho, sentiu-se tola. 

O caubói pendurou o cordão com o pingente na maçaneta da porta e com as mãos livres amarrou os pulsos dela com uma corda áspera. Ele não podia fazer isso com ela, pensou, distante. Mei tinha concordado em ir até ali com ele, mas não aceitava se submeter aquilo. 

-- Me....solta-- Disse ela com a voz arrastada.

Jogou os ombros para frente tentando se soltar, mas foi inutil, ele tinha a amarrado à barra de ferro. Se ao menos seu irmão tivesse retornado a ligação... Ela havia deixado uma mensagem dizendo que ia sair para beber aquela noite, gostava de testa-lo para vê-lo pegando no seu pé, fazia isso quase todos os fins de semana, mas aquela era a primeira vez que ele ignorava sua ligação. "  Será que ele desistiu de mim?" 

O caubói estava saindo. Quando chegou a porta, levantou um pouco o chapéu preto com o dedo indicador, revelando seus olhos azuis e penetrante. Terumi percebeu então a grandeza do seu erro. Será que iria tirar fotos suas comprometedoras? Era esse o motivo da câmera?

-- Tenho uma surpresa para você no barracão de ferramentas-- Disse lentamente com um sorriso sádico -- Não vá a lugar algum. ouviu?

A respiração de Mei ficou rápida. Suas mãos suavam e suas pálpebras fechavam e a cada tentativa levava mais tempo para abri-las. Começou a chorar de desespero. Já ficava bêbada antes, mas não daquele jeito, agora tinha certeza que ele colocara algo em sua bebida. Sentia-se pesada e exausta, não conseguia gritar para pedir ajuda. 

Mais rápido do que ela esperava, uma silhueta surgiu na entrada da dispensa o que fez o ambiente ficar mais escuro. Ele parecia diferente, já não estava de chapéu e parecia maior do que ela se lembrava, porém, não era nisso que ela estava concentrada, seus olhos foram de encontro para as mãos dele. Ele segurava uma corda bege e esticava, verificando se estava boa. 

O barulho da bota em contato com o piso de madeira fez com que o coração de Mei disparasse mais rápido. Ele foi em sua direção lentamente, e com as mãos um pouco trêmulas porém firme, colocou a corda em volta do pescoço dela e o puxou para trás, contra a barra de ferro. O caubói estava puxando com muita força. O pés de Terumi se debateram em uma tentativa falha de desespero. Ela soube que ele estava nervoso e empolgado, pela risada fraca que soou perto do ouvido dela. Ele estava se deliciando com aquilo, com o desespero e o medo dela. Um estranho som chegou aos seus ouvidos e Mei percebeu que era sua própria voz. O som a assustou e tentou soltar as mãos da corda em um pânico, mas sentiu uma ardência ao redor do pulso. Ele xingou e puxou a corda com mais força. 

Ele não queria tirar fotos suas. Queria matá-la. 

Ela não queria que essa fosse sua ultimas lembranças. Lembrou dos pais e do irmão, deixou suas lágrimas percorrer o seu rosto em um pedido de desculpas a eles. Fechou bem os olhos e se deixou levar pela escuridão.    


Notas Finais


O que acharam do capitulo ??
Eu me baseei em um livro que eu amo

Eu espero que vocês tenham gostado *-*

Deixem seus comentarios pois me ajudam muitoo, mesmo sendo criticas construtivas ou elogios :)

Beijos até a proxima *-*


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