História I'd Like To Walk Around In Your Mind - Bruabba - Capítulo 1


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Palavras 2.310
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, essa é minha primeira fanfic de Bruabba, ela foi inspirada em uma animação que vi, vou deixar o link nas notas finais
E também já fazem quase 3 anos que estou sem escrever ou postar, então me perdoem por qualquer erro
Espero que gostem e boa leitura
Créditos aos artistas que fizeram a arte da capa e do capitulo

Capítulo 1 - I'll Play The Blues For You


Fanfic / Fanfiction I'd Like To Walk Around In Your Mind - Bruabba - Capítulo 1 - I'll Play The Blues For You

-Buccellati, eu preciso sair por um tempo, talvez alguns dias. –Disse o gótico sério, sem hesitar.

-Co-como assim, Abbacchio? –Bruno disse surpreso, quase se engasgando com o chá que tomava- Por que você precisa sair por um tempo?

-Eu preciso de um tempo para pensar sobre algumas coisas, não se preocupe, pois não pretendo deixar a organização, é só um tempo para colocar meus pensamentos no lugar... –Respondeu com um tom melancólico.

-Bom... -Bruno se levantou, deixando a xícara de chá sobre a mesa e se aproximou do mais alto- Se isso é o melhor para você, não vou impedir, mas vou te dar um tempo máximo, entendeu? –Finalizou colocando a mão sobre o ombro do mesmo.

-Sim, muito obrigado, Buccellati. Quanto tempo você vai me dar? –Perguntou meio ansioso.

-Você tem no máximo 28 dias. -Respondeu segurando a mão do outro- Quando você vai?

-Provavelmente hoje mesmo. –Soltou sua mão e se dirigiu até a saída do cômodo- Obrigado novamente... Buccellati.

Buccellati sentiu um sentimento totalmente desconhecido tomar seu coração, ele não entendia o que era aquilo, parecia que seu coração estava vazio.

Ao anoitecer Abbacchio já se encontrava com uma mala em frente à porta do hotel que a gang estava hospedada, já que eles haviam terminado mais uma missão recentemente com sucesso. Abbacchio viu esse êxito como forma de se livrar daquele sentimento que tanto o incomodava.

Preferiu não avisar aos outros membros, apenas deixou um bilhete na cabeceira de Buccellati, que logo ao amanhecer percebeu o pequeno pedaço de papel e começou a ler meio sonolento ainda.

“Buccellati,

Eu gostaria de andar em sua mente algum dia

Eu gostaria de andar sobre as coisas que me diz

Eu gostaria de correr e pular em sua solidão

Eu gostaria de reorganizar sua atitude comigo

Eu sentaria lá no sol das coisas que gosto sobre você

Eu cantaria minhas canções e descobriria o que elas

significam pra você

Mas acima de tudo eu gostaria que você não percebesse

E eu apenas caminharia para longe

Arrastando folhas de palmeira atrás de mim

Então você nem saberia que eu estive lá

Ass. Abbacchio”

Assim que terminou de ler a pequena mensagem, o capo se desfez em lágrimas, pensou que não era possível aquilo, que ele só podia ter entendido errado, mas infelizmente ele estava certo. Aquilo não era apenas uma declaração, mas também uma despedida.

Ele resolveu esperar os 28 dias terminarem para ir atrás de Abbacchio, pois ainda tinha esperanças de que apenas havia entendido errado.

Enquanto isso, bem longe da gang, Abbacchio havia comprado uma casinha simples no campo, não muito longe da cidade, mas era um lugar bastante calmo e silencioso.

Ele estava escutando blues, enquanto tomava uma taça de vinho branco. Infelizmente acabou lembrando-se de seu amor, e como o amava... Parecia que depois que ele conheceu Buccellati naquela rua escura e deserta, sua vida havia ganhado um novo sentido, uma luz que clareou seu coração e o encheu de paz. Conforme se lembrava de como amava o capo e, que mesmo que fizesse apenas um dia que havia partido, já sentia saudades dele, lagrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.

-Bruno... Se soubesse o quanto queria que me amasse de volta... –Ele pensava enquanto balançava sua cabeça no ritmo da música.

 

Se você está mal e se sente realmente ferido

Venha para o lugar onde eu trabalho

E toda sua solidão vou tentar acalmar

Eu vou tocar o blues pra você...

 

Abbacchio analisava com calma a letra e cada vez mais se sentia representado por ela. Só queria poder viver um amor com a única pessoa por quem se apaixonou em toda a sua vida, e isso o machucava tanto por dentro, que parecia que seu coração chorava junto com ele.

Depois que Giorno Giovanna entrou na gang, era perceptível o carinho que Bruno tinha pelo novato, não que ele não tivesse pelos outros membros, mas é que com Giorno foi tão rápido, que isso fez Abbacchio suspeitar se haviam outras intenções na relação do capo com o novato. Esse foi um dos motivos para Abbacchio decidir dizer adeus para seu amor.

Depois de uma semana sem Abbacchio, a gang não era mais a mesma. Os meninos estavam sempre perguntando onde estava o membro carrancudo e o capo nunca sabia o que responder, era Giorno quem o ajudava a responder os meninos, dizendo que ele estava em uma missão solo, que foi o próprio chefe quem ordenou e que ela era secreta, ou seja, nem Buccellati sabia do que se tratava. Obviamente os meninos, com exceção de Narancia, não iam acreditar nessa mentira, mas resolveram deixar o assunto de lado.

Bruno não disse que deu uns dias para Abbacchio, ou que talvez ele não voltasse mais, para que os outros membros não pensassem que também tinham esse privilégio de tirar uma “folga”.

Duas semanas haviam se passado, e o gótico não deu nenhum sinal de vida para a gang, pois se focava apenas em ouvir blues, tomar vinho e tirar longos cochilos no decorrer do dia. Parecia que ele já estava superando o amor que tinha pelo capo, por outro lado, Buccellati estava começando a entender seu sentimento pelo gótico.

Claro que ele sempre teve mais afinidade com Abbacchio e adorava sua companhia, mas pensava que isso não passava de uma boa amizade. Ele nunca levou em consideração as vezes que ele passava minutos admirando o ex-policial dormindo, mesmo que ele estivesse todo desajeitado e em lugares nada apropriados, Bruno achava que ele era lindo dormindo. Ou quando ele sentia uma paz invadir seu corpo ao ouvir Leone dizer seu nome.

Desde que ele leu aquele bilhete, seu coração parecia mais triste a cada batida, sentia apenas vontade de chorar por não ver o gótico com sua típica feição ranzinza, mas que sempre sorria quando olhava para Bruno, pois sim, isso era perceptível, era perceptível como ele falava mais carinhoso com o capo, ou como sempre estava tentando o agradar.

Mesmo que ambos tentassem não pensar nisso, eles sentiam falta um do outro, pois sem saber, o sentimento é e sempre foi mutuo.

Abbacchio já havia descoberto como se sentia há muito tempo, mas tinha medo de se confessar, por achar que Buccellati sentiria nojo ou desprezo por ele. E esse era mais um dos motivos de ter decidido ir embora.

 Três semanas havia se passado e Abbacchio parecia realmente estar seguindo em frete agora, seu coração já não doía mais e sentia como se a saudade ia desaparecendo aos poucos. Ele havia feito uma pequena horta no quintal da casa e quando ia mexer na terra, chegava uma paz incrível que o fazia se sentir mais relaxado e tranqüilo. Aquela parecia ser sua rota de fuga para os problemas que tanto o faziam sofrer.

A gang, que havia sido mandada para uma missão em uma pequena cidade, que durou pouco menos de cinco dias, então logo foram dispensados, e como Buccellati estava esgotado emocionalmente, decidiu dar uma folga para os membro da gang, assim como havia feito com Abbacchio, mas como três semanas haviam se passado e nada do gótico voltar, os membros voltaram a questionar o motivo da ausência dele, e então Buccellati, juntando suas últimas esperanças e num ato de desespero, já que Abbacchio não havia dado nenhum sinal de vida, deu sua resposta final sobre esse assunto.

-Ele disse que vai voltar daqui uma semana, então não se preocupem, tudo está bem, ele está bem, nós estamos bem... –Já dizia coisas sem sentido, segurando-se para não chorar na frente dos meninos, pois aquela falta que Abbacchio fazia, estava o matando.

-Certo, então vamos dar uma volta, né, rapazes? –Mista disse, já percebendo que o capo precisava de um tempo, então decidiu que seria melhor o deixar sozinho.

Giorno e Fugo concordaram com aquele pensamento, mas apenas Narancia estava sem entender nada e confuso por terem que deixar Buccellati num momento desses, talvez daqui alguns anos ele fosse entender que essa foi a melhor coisa que fizeram.

O grupo de jovens resolveu então passear pela cidade, pois eles também mereciam se divertir, e assim que viram um fliperama, não hesitaram em entrar e passar horas dentro daquele que, para eles, era o melhor lugar que haviam entrado há meses.

 Quatro semanas haviam se passado, os 28 dias já estavam quase que completos, esse momento seria decisivo para Buccellati, pois será que aquele homem, que descobriu há duas semanas, que ele amava, iria voltar? Ou será que não o veria mais e esse sentimento de que uma peça nele faltava nunca iria sumir?

Abbacchio, que parecia ter superado, resolveu parar de mentir para si mesmo e assumir que ainda amava mais que tudo o capo, que estava morrendo de saudades dele e que só queria o envolver em seus braços, mas esse sentimento seria recíproco? Ele pensava.

Já haviam se passado 27 dias desde que ele tinha ido embora, e mesmo que ele tivesse comprado várias garrafas de vinho, seu estoque havia acabado, então seria obrigado a ir para a cidade comprar mais. Felizmente era realmente perto, isso já o deixou feliz, pois pretendia ficar naquela pequena casa por tempo indeterminado, então seria fácil de ter mais daquela bebida que tanto amava e que parecia ser a única coisa que o mantinha vivo longe de Buccellati.

Quando ele foi para a cidade, pensou ter visto algumas pessoas familiares, mas devia ser por conta da falta do vinho, ou talvez por conta da saudade que tanto machucava seu coração, e estava fazendo ele ver coisas, pois pensou ter visto um corte Chanel idêntico ao de Bruno, porém teve certeza de que não era ele ao olhar para as roupas que a pessoa vestia. Não era nem um pouco parecida com as do capo.

Já estava entardecendo e eles estavam em época de chuva, então ele correu para qualquer lugar que vendesse vinho, mas para seu azar, havia esquecido de pegar o dinheiro. Assim que percebeu seu erro, saiu do primeiro estabelecimento que entrou, irritado, abrindo o guarda-chuva.

-Mas que merda está acontecendo? Por que de repente meu dia ficou tão... –Antes que terminasse a frase, ele viu aquela mesma rua deserta e escura onde encontrou Buccellati pela primeira vez- Mas que merda... –E logo se desmanchou em lágrimas.

Ele se aproximou de onde o capo estava naquele dia, e, num ato de extrema saudade, usou seu Moody Blues para rebobinar aquele momento. Demorou pouco mais de dois minutos para que visse a imagem pausada de seu amado capo na sua frente, colocou o seu guarda-chuva na mão de seu stand e suspirou, olhando-o.

-Como eu sinto sua falta, Bruno... –Disse passando a mão pelo rosto do “capo”.

Quando se deu conta do que havia feito, se ajoelhou no chão, abaixando a cabeça e recolheu seu stand, porém não sentia as gotas da chuva tocarem seu corpo, parecia que ainda havia alguém segurando um guarda-chuva.

-Será que não consigo nem mesmo recolher meu stand agora? –Se perguntou com um tom irônico.

-Eu não sou um stand. –Aquela voz familiar o fez arregalar os olhos e olhar assustado para a figura próxima a ele.

Não tinha como aquele ser o capo, não mesmo. Como ele o encontraria naquele lugar e naquelas circunstancias? Parecia que era obra do destino, pois assim como na primeira vez que se encontraram, Abbacchio estava sem rumo, sem um propósito na vida, coincidentemente, era como ele estava agora.

-Não pode ser... Você não pode ser ele. –O gótico se levantou, mesmo que suas pernas estivessem trêmulas- Como? Como você chegou aqui? Como saberia que eu estaria aqui? –Ele perguntava incrédulo.

-Sou eu, Abbacchio. –Disse o capo com um tom um pouco surpreso- Eu realmente não sei como eu vim parar aqui, apenas estava dando uma volta pela cidade e acabei me perdendo, também não esperava te encontrar aqui. –Terminou olhando para baixo de forma triste.

-Eu... Você entendeu o que eu quis dizer com aquele bilhete? –Perguntou receoso.

-Sim... –Respirou fundo- Sabe, Leone, essas semanas foram boas para mim de alguma forma, pois me fizeram entender que... –Segurou a mão do mais alto- Que eu também gosto de você, até de mais. –Riu meio constrangido.

-Bruno... –O gótico ainda estava processando tudo aquilo que acabara de escutar.

-E dessa vez não vou deixar você se molhar. –Soltou sua mão e a levou até o rosto de Abbacchio, o mesmo fechou os olhos apreciando aquele toque quente e sorriu.

Quando abriu os olhos, ele havia entendido tudo aquilo e resolveu ultrapassar aquela linha que os impedia de serem algo além de capo e subordinado.

-Bruno, eu posso te beijar? –Perguntou totalmente envergonhado e corado.

Buccellati arregalou os olhos, surpreso, porém não disse nada, apenas largou o guarda-chuva e juntou os lábios, coisa que devia ter acontecido há muito tempo.

Naquele momento, parecia que nada mais existia, além daqueles dois. A chuva parecia ter sumido, o barulho dos carros, tudo. Apenas seus corações batendo sincronizados podia ser escutado.

O beijo durou, até que perdessem o ar, e assim que se separaram, se olharam com amor e carinho, se abraçando em seguida.

Mesmo que Buccellati tivesse dito que não o deixaria se molhar dessa vez, parece que não pôde impedir, pois ambos se encontravam encharcados por conta da chuva que se intensificava cada vez mais.

-Para onde vamos agora? –Perguntou Bruno com um sorriso calmo, alisando o peito de Abbacchio.

-Se quiser, podemos ir para minha casa, mas temos que ir logo, antes que você pegue um resfriado. –Respondeu acariciando o rosto do menor.

O capo assentiu e eles foram rapidamente para a casa de Abbacchio. Assim que entraram, retiraram suas roupas e foram tomar um banho quente juntos, aproveitando que estavam juntos e apaixonados, se entregaram para o amor, que era tão forte, que pareciam ser almas-gêmeas, mas será que não eram mesmo?

Fim.


Notas Finais


O que acharam?
Eu sinceramente amei escrever essa fanfic, quero trazer mais Bruabba rs
Muito obrigada por ter lido e até a próxima
Beijokas ♥
https://www.youtube.com/watch?v=Ab7POuO718I - animação que me inspirou a escrever essa fanfic
https://www.youtube.com/watch?v=ioOzsi9aHQQ - música que o Abbacchio estava escutando


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