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História Idas e vindas - Binuel - Capítulo 15


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Notas do Autor


sim, sumi, desapareci, mas finalmente apareci né KKKKKKK
acontece que segunda foi meu aniversário e tudo estava uma correria, aceito textinhos de aniversário nos comentários hihi brincadeira

enfim, eu vou postar esse capítulo e sair correndo, pq sei que vocês vão me tacar pedras, mas ok

boa leituraaaaa❤️

Capítulo 15 - Sem despedidas


Fanfic / Fanfiction Idas e vindas - Binuel - Capítulo 15 - Sem despedidas

Ela havia empurrado a porta devagar, não queria que se preocupassem com ela e nem que precisasse explicar o que havia acontecido. Segurou todas as lágrimas enquanto ouvia todas as conversas que vinham do quarto da mãe, já que não havia visto ninguém no andar de baixo, por sorte. Assim que cruzou o seu quarto, que dividia com a irmã quando eram mais novas, bateu a porta com toda a força. Correu para que pudesse juntar suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto, agarrando sua mala preta do chão, jogando-a na cama e a abrindo-a para que jogasse todas suas coisas ali e fez isso de qualquer jeito.

Não estava sozinha, tinha consciência disso, mas sentia-se como se estivesse. Foi a primeira vez que sentiu tanta solidão, mas apesar da dor, algo dentro dela sabia que tudo se arrumaria se ela desse um tempo. Ele estava ocupado demais nesse momento, e agora ela sentia o que o menino sentiu quando viu ela aos beijos com o ex.

Ela sempre soube que precisava se libertar de tudo, mas lhe faltava coragem, forças para que pudesse tirar Alex de sua vida e deixar tudo que construiu na cidade grande para trás, mas não podia, era fraca demais para isso, ou pelos menos ela pensava que sim. Sentia-se sozinha porque estava indo embora sem olhar para trás ou se importar com qualquer um nessa casa, ou com ele. Porque, sabia que ia doer mais se ficasse ali, mesmo que quisesse passar mais tempo com a mãe e com os irmãos, mas precisava voltar a sua realidade, procurar um emprego, rever Celeste que estava sentindo falta da amiga e é claro, conversar civilizadamente com o Alex para que tudo se resolvesse, quem sabe até dá-lo uma chance de se explicar.

Respirando fundo, olhou mais uma vez ao seu redor e após ter certeza de que não queria mais nada ali, fechou a mala, devolvendo-a ao chão. Já havia enchido sua bolsa com seus produtos de maquiagem e colocado sua carteira, com documentos pessoais, dentro da sua bolsa também, não podendo esquecer do seu celular.

Seguiu até a porta, saindo do quarto e se direcionando pelas escadas.

- Bia? Onde você vai? – escutou a voz da irmã mais velha, olhando para trás, percebendo que seu irmão, sobrinho, cunhado e mãe estavam ali também, olhando a cena preocupados.

- Eu vou voltar para a cidade grande. – ela respondeu firme, mesmo que tudo parecia desmoronar por dentro de si.

- Assim do nada? – foi a vez de sua mãe perguntar.

- Eu só preciso de um tempo, longe daqui, longe do meu passado. Eu não posso ficar aqui para sempre, vou tentar arrumar outro emprego, preciso voltar a viver. – ela respondeu, sentindo seu coração se apertar, só de pensar que não os veria todo dia mais.

- Bia, eu achei que você ia ficar aqui até a mamãe... – Helena se cortou, olhando para a irmã de forma decepcionada.

- Mas eu vou vir visitá-los, não se preocupem. – ela afirmou, segurando firme a alça de sua mala.

- O que houve entre você e o Manuel? – Helena perguntou, quando Bia começou a descer as escadas e todos vieram atrás.

- Ele quis seguir o seu caminho, e eu vou seguir o meu. Ele deve voltar para a Espanha em uns dias, nem sequer se deu o trabalho de se despedir, por isso mesmo só vou me despedir de vocês. – ela disse, abrindo a porta de casa, para que pudesse ir o quanto antes. Helena e Alice trocaram um olhar, percebendo que o plano de entregar a ela aquelas cartas não dera certo.

- Bia, você não pode deixar tudo assim do nada. – Helena disse, querendo convencer a irmã de ficar ali.

- Eu sinto muito, Helena, queria eu poder ficar aqui, mas não posso. Meu lugar não é aqui, eu preciso seguir em frente. – Bia respondeu, não querendo chatear a sua irmã ainda mais.

- Querida, por que não vai pela manhã? Posso fazer um jantar... – foi a vez de mãe de tentar convencê-la.

- Não dá, mamãe. – ela acariciou os cabelos grisalhos da mais velha. – Eu venho visitá-los o quanto antes.

Observou a todos que estavam ali, vendo-a guardar a mala no porta-malas, querendo poder pegar a estrada o quanto antes.

- Tem certeza que vai agora? – Miguel perguntou, também se sentia decepcionado com a situação. Estava acostumando voltar a morar com a irmã.

- Eu preciso ir. – ela sorriu triste. – Sentirei sua falta. – abraçou o irmão mais novo com toda sua força, e ele retribuiu o abraço com carinho.

- Eu também vou sentir. Vem me ver logo, hein? – Miguel sussurrou em seu ouvido.

- Eu vou vir o quanto antes. – prometeu ela, beijando o topo da cabeça do garoto.

- Querida, ainda acho uma decisão tomada de cabeça quente. – sua mãe disse quando ela se aproximou da mesma.

- Pode até ser, mamãe... mas eu não posso mais ficar aqui, sinto muito por isso. Sei que Helena e Miguel tomarão conta de você, eu voltarei mês que vem para visitá-los. – ela disse, abraçando sua mãe quase da mesma força que abraçou o irmão. A mais velha fechou os olhos, rezando para que Deus a protegesse na estrada, e que nada de ruim a acontecesse, porque aquela ali era a sua menininha.

- Eu te amo, meu amor, volte mesmo. – Alice desistiu de tentar que ela ficasse, sua filha era bastante orgulhosa, quando colocava algo na cabeça, não tinha nada e nem ninguém que pudesse convencê-la do contrário.

- Eu te amo mais, mamãe. – ela disse, sentindo seus olhos marejarem. – Thiago, acho bom você cuidar do Thiaguinho, não coloque fogo nele. – Bia brincou, assim que parou na frente do cunhado que segurava seu sobrinho e olhava a situação calado, mesmo que fosse da família também, não se sentia o bastante para se intrometer nos problemas familiares.

- Eu sou um ótimo pai! – Thiago se defendeu, e a cunhada riu, abraçando-o logo em seguida com carinho. – Sentirei sua falta, pequena, volta logo hein! Odeio despedidas.

- Eu também, cunhado, eu também. – disse, em meio ao abraço, que logo se desfez. – Tchau, meu amorzinho, titia volta logo. – fez gracinha com o bebê que gargalhou, e logo o encheu de beijinhos.

Helena estava com os braços cruzados e a cara fechada, não podia acreditar que teria que se despedir da irmã assim do nada. Não podia se contentar com isso de forma alguma.

- Eu sinto muito por te deixar de novo, mas eu preciso ir, e ficando aqui eu não conseguirei seguir em frente. – Bia pediu perdão, já que sabia como sua irmã se sente sem sua companhia. Elas sempre foram tudo uma para a outra, e não haviam se acostumado que moram em regiões diferentes.

- Eu também sinto. – Helena respondeu frio, mas não negou ao abraço que a irmã a deu, se jogando em cima dela e elas choraram juntas. – Sinto muito por você e o Manuel.

- Eu também sinto por nós, eu achava que dessa vez daria certo. – Bia disse, sentindo de novo a tristeza em seu ser.

- Tem certeza que não vai nem tentar conversar com ele de novo? – sua mãe perguntou, se sentindo péssima pela filha e pelo seu quase genro, Manuel era um menino de ouro e sabia que ele sim merecia sua filha.

- Ele desistiu de nós, mamãe e eu devia desistir também. – Bia respondeu, cabisbaixa. – Eu acho melhor eu ir, vou chegar só mais tarde na cidade grande.

- Vai com Deus, minha filha! Cuidado com a estrada. – sua mãe disse enquanto ela os abraçava em uma espécie de abraço coletivo. Soltou-os com lágrimas nos olhos e um sorriso triste, entrando em seu carro em seguida, observando-os pela última vez antes de dar partida.

Pelo retrovisor, podia ver sua irmã abraçando o marido ao choro e sua mãe abraçando seu irmão para que pudesse ter suporte. Se sentiu péssima de vê-los nessa situação, mas tinha que ir, queria poder ver sua amiga e continuar sua vida.

Mas antes de seguir o caminho até a cidade grande, ela mudou o caminho até outro lugar.

Estacionou quando parou em frente a casinha já pronta, ela estava linda, o que só provava que Manuel e ela eram uma boa dupla. Saiu do carro, observando cada detalhe, e os meses que passaram ali, com muito suor e tempo gasto, valeram à pena. Estava a coisa mais linda, e ficava péssima por saber que não irá entrar mais ali com Manuel, para que possam comemorar com uma garrafa de champanhe. Algumas lágrimas rolaram de seus olhos sem que pudesse evitar, subiu pela escada que agora era de madeira e muito bem colocada para que não houvesse acidentes. Pelo menos o sobrinho poderia brincar ali quando crescesse. Observou tudo ali dentro, agora ela cabia ali, podia sentar-se no pequeno sofá que encaixou ali embaixo de alguns quadros que acharam bonitos e algumas fotos dos dois menores.

Segurou um dos porta-retratos em cima de uma das prateleiras, essa era uma foto mais recente, que tiraram para que pudesse colocá-la na casinha. Percebeu que tinha um quadro no canto da parede que não havia sido pendurado, Manuel provavelmente havia deixado ali para que ela terminasse ‘o trabalho’ e assim ela o fez, segurou o martelo para que batesse no prego e pregasse o quadro ali, e assim ela fez.

Rolando os olhos pelo lugar, querendo gravar cada pedacinho dele em sua mente, com milhões de memórias lindas invadindo seus pensamentos, desceu as escadas e voltou a entrar em seu carro, agora dando partida para que tudo ficasse para trás.


...

Era uma bela noite na cidade grande, os prédios iluminados, os carros nas ruas, casais andavam pelas ruas de mãos dadas. O olhar de Bia pairava sobre o brilho imutável do luar. Seu coração em descompasso, assim como sua respiração. O que ela esperava que poderia acontecer? Pensou em ir para a casa de Celeste, mas quando viu, já havia estacionado em frente aquele prédio. O porteiro a entregou o controle da garagem, e assim, ela estacionou o seu carro ali. Respirou fundo, e perdida em um emaranhado de confusos e tempestuosos pensamentos.

- É o certo a se fazer! – dissera com tanta convicção que um dia, talvez, iria acreditar nessa mentira.

Seguiu até o elevador, sentindo-se insegura, e de fato estava. Assim que as portas do elevador se fecham, ela se deixa cair junto ao canto. Seus olhos transbordavam em uma última súplica para retornar, mas sua mente tão teimosa se mantém firme em seguir o percurso.

As portas do elevador se abriram, e então, segurou firme sua mala e a alça da sua bolsa em seu ombro. O corredor estava vazio, então apenas seguiu em frente, parando em frente aquela porta que já estava tão acostumada, a alguns meses atrás. Com um suspiro, apertou a campainha algumas vezes, pensando se queria ou não que ele tivesse em casa.

Quando a porta se abriu, revelando o homem dos olhos azuis, soube que provavelmente se arrependeria de estar ali. No momento, sua voz se encontrava distante demais para pronunciar algo. Sua mente desdenhava em um tom amargo e ácido. Em sua mente ela enxergava seu erro, mas sua decisão já estava feita. Agora teria de lidar com as consequências.

- Meu amor! Sabia que você viria. – Alex disse, sorrindo satisfeito por ver a mulher ali, parada em sua porta.

- Eu posso ficar aqui? – ela perguntou, seu tom estava frio.

- Claro! Aqui também é a sua casa. – Alex deu espaço para que a mulher passasse e assim ela fez, entrando na casa que meses atrás, também era sua. Nada havia mudado muito, tudo estava do jeito que era quando foi embora, viu também o porta-retratos que havia quebrado com a foto dos dois, ser substituído por outro, mas a foto era a mesma. Passou os olhos pela casa, engolindo em seco quando Alex se aproximou da mesma. – Eu senti tanto a sua falta...

Bia não sentia o mesmo, muito pelo contrário, nem sequer havia sentido falta do rapaz. Mas não queria deixar isso claro, por isso, colocou um sorriso de lado no rosto.

- Eu também. – aquilo soou tão falso, que ela mesma não se reconheceu.

- Meu amor, eu sei que agi mal com você, fui um completo filho da puta de ter traído a sua confiança, mas eu te amo muito, é com você que eu quero passar o resto da minha vida, porque você é a mulher da minha vida. – Alex disse, agarrando as mãos da mulher com as suas, deixando um beijo nas duas. Bia respirou fundo, não sabendo como reagir com o pedido de desculpas do homem. Não queria perdoá-lo, mas pensou que se o fizesse, seria mais fácil seguir em frente sem a pessoa que realmente amava.

- Eu te perdoo, Alex, posso te dar uma chance, por favor, não me decepcione. – Alex abriu um sorriso quase maior que o rosto.

- Não sabe o quanto eu esperei por isso! – ele disse, se aproximando ainda mais dela, tomando seus lábios, e como da última vez, Bia sentiu nojo, por isso, deixou que o beijo durasse pouco para que se afastasse um pouco dele.

- Estou cansada. – essa foi a desculpa da menina. – Vou tomar um banho... – ela disse, Alex assentiu com um sorriso.

- Posso ir com você? – ele perguntou, coberto de segundas intenções e Bia pensou em alguma desculpa que pudesse dar, mas não achou, então apenas assentiu.

No banho, Alex tentou avançar a situação algumas vezes, mas foi cortado por Bia, que indagou que estava cansada demais e que era melhor deixarem para outro dia. Ela guardou suas roupas que estavam na mala, recordando-se que tinha que passar na casa da amiga Celeste no outro dia para buscar o resto.

Quando já estava tarde, e depois de jantarem, Bia decidiu que seria melhor ir dormir para que não tivesse que conversar muito com Alex. E foi isso que o fez, despediu-se do homem com um sorriso de lado, e ele a puxou para um beijo, que mais uma vez não foi muito bem correspondido. Bia se deitou no lado direito da cama, cobrindo-se com o edredom, certificando que nenhuma parte do seu corpo estava exposta. Desligou o abajur da cômoda ao lado da cama, e respirou fundo, antes de fechar os olhos, sendo inundada por pensamentos. Sua irmã não a perdoaria quando descobrir que ela havia voltado com Alex, e muito menos sua mãe e seu irmão.

Seus pensamentos foram interrompidos, quando sentiu o outro lado da cama afundar, logo sentiu o corpo se aproximar, Bia fingiu que estava dormindo para que Alex não tentasse algo mais, e ele a abraçou por trás, deixando alguns beijos em seu ombro. Ela nunca se sentiu tão desconfortável em toda sua vida.


...

Pela manhã, Bia se levantou quando percebeu que Alex não estava mais na cama e que provavelmente estava no trabalho, suspirou em alívio por ter acordado tarde. Caminhou até a cozinha, chamando o homem algumas vezes, sem resposta. Ela sorriu aliviada, podendo tomar um café da manhã em paz. O apartamento parecia tão sem graça, já sentia saudade da família e isso era péssimo.

Celeste estava de folga, então Bia a convidou para ir a sua casa. Sua amiga pareceu enfartar quando Bia contou que estava na casa de Alex.

- Eu. ainda. te. mato. – Celeste disse separadamente, assim que Bia abriu a porta. – Mas eu te amo! – abraçou a amiga com força, Bia também estava morrendo de saudade.

- Eu sei... – brincou, querendo que pelo menos a amiga a animasse.

- O que houve? Achei que ficaria no campo até o ano que vem. – Celeste disse, quando as duas se sentaram na mesa da cozinha, para que possam conversar.

- Eu também achei, mas os planos mudaram ontem. – Celeste permaneceu calada, indicando que estava ouvindo. – Eu e o Manuel brigamos, e ele decidiu que seria melhor cada um seguir o seu caminho.

- Foi por causa do Alex, não foi? – Celeste perguntou, já se sentindo culpada, e Bia assentiu entortando a boca. – Eu sinto muito, amiga, ele passou o dia inteiro me enchendo o saco, e quando vi, já tinha contado que você estava na casa de sua mãe. Ele já desconfiava que você estava ali, inclusive mandou milhões de buquês de flores, mas infelizmente eu confirmei.

- Está tudo bem, amiga, de verdade. – Bia perdoo, afinal a amiga não tinha culpa. – Eu cortei o Alex quando ele pareceu, mas o problema é que ele me beijou de repente e Manuel acabou vendo. Brigamos e ele disse que era melhor cada um seguir o seu caminho.

- Nossa, estou me sentindo tão culpada... – Celeste lamentou, odiava ver a amiga triste por sua causa.

- Não se preocupe, amiga! Foi o melhor, e se ele quer que tudo seja assim, tudo será dessa forma, fora que agora já foi. Alex e eu já voltamos, sinto que estou fazendo a escolha errada, mas isso é o melhor. – soltou um suspiro longo.

- O melhor para quem? Para o Alex? – Celeste perguntou, e Bia se manteve calada. – Fala sério, amiga! Esse cara é um babaca e você sabe disso, você parecia tão apaixonada pelo Manuel pelo telefone, não entendo porque tudo acabou assim. Você pode ficar na minha casa o quanto quiser, por que voltou pra ele?

- Eu sei que eu posso, mas eu sei que o Alex é uma boa pessoa, me fez feliz antes, acho que é o jeito mais fácil para que eu possa esquecer o Manuel, mesmo que no início seja muito difícil, eu sei que posso esquecer. – Bia explicou o seu ponto, e Celeste suspirou.

- Eu ainda acho furada, mas se é o que você acha, estarei ao seu lado! – Celeste afirmou, segurando a mão da amiga.

- Eu também vou tentar arrumar um novo emprego, não posso ficar mais parada, senão entrarei em combustão.

- Marcos disse que se você quiser o seu emprego de volta, ele te dará. – Celeste contou o que o chefe havia lhe falado e Bia arqueou a sobrancelha.

- Eu achei que ele me odiava.

- Amiga, a empresa não anda sem você. É você que faz todas as papeladas, e nesse tempo Marcos não achou alguém que fosse melhor que você nisso. Ele é um babaca machista que não assume que uma mulher que bota a empresa para frente. – Celeste revirou os olhos. – Se eu fosse você, eu voltava a trabalhar lá só para esfregar na cara dele que uma mulher é capaz de fazer o mesmo que ele faz.

- Farei isso!


...

- Urquiza, como é bom vê-la aqui! – foi o que Marcos Golden disse, no momento em que Bia passou pela porta de sua sala. – Sente-se! – apontou para a cadeira à frente de sua mesa, e assim Bia se sentou.

- Eu quero voltar a trabalha aqui. – ela disse firme.

- Não é tão fácil assim. – ele soltou uma risada irônica.

- Eu acho que é bem fácil, Golden, afinal sei que a empresa só está caindo sem a minha presença aqui, fora que você não arrumou ninguém que ocupasse o meu lugar. – ela deu um sorriso vitorioso, e ela viu a expressão dele se formar em uma séria. – Se eu fosse você me aceitaria de volta, senão... – fez o gesto de cair com os dedos. – É isso que acontecerá com a empresa.

Marcos ficou calado, sabia que Bia era muito boa no que fazia, mas se recusava a acreditar que uma mulher fosse melhor que ele nisso.

- Pelo visto você não quer, que pena. – Bia disse irônica, fazendo menção em se levantar da cadeira para ir embora.

- Está contratada novamente! – Marcos disse em um tom rápido.

Bia não evitou o sorriso que nasceu em seus lábios. Ela adorava quando um homem percebia o poder que uma mulher tem.

- Ótimo! – ela disse, de forma profissional.

- Pode começar amanhã. – ele disse de forma dura e séria, para que ela se intimidasse, mas não foi isso que aconteceu. Bia sabia que poderia muito bem intimidá-lo quando bem entendesse.

- Estarei aqui. – disse, levantando-se em seguida, lançando um último olhar ao chefe, antes de sair da sala com seus saltos enormes que usou apenas para mostrar sua boa postura.


...

Depois de ser contratada novamente, tudo voltou ao que era antes, mas de uma forma melhor, Marcos deixava com que Bia mostrasse suas ideias, mesmo que as vezes se recusava a isso. Bia estava amando provar que podia tanto quando Alex, seu namorado. Agora que voltaram, tudo voltou a ser o que era antes, tirando o fato de que antes Bia era completamente apaixonada por ele. Ela se recusava a dormir com ele de forma sexual, porque sabia que não conseguiria, então sempre arrumava uma desculpa. Alex entendia todas as desculpas, mas não estava gostando nada daquilo. Bia não se importava, ela não queria e ponto, ele não tem que achar nada ruim.

Saiam como um casal normal, mas no fundo, Bia sabia que aquilo não passava de uma farsa. Tudo voltou a ser a vida artificial que ela tinha antes, de uma forma que ela se sentia uma boneca de porcelana. Ás vezes se pegava deitada na sua cama, olhando o contato de Manuel, sentindo os dedos pinicarem para mandar uma mensagem perguntando como ele estava, mas nunca mandava.

Ela e Celeste voltaram a ser da mesma sala na empresa, então sempre estavam juntas, pelo menos isso era real em sua vida. Quando Bia contou para Helena que havia voltado com Alex, sua irmã xingou até sua décima geração pelo telefone, mas Bia pediu para que ela parasse e entendesse o seu ponto, e mesmo não engolindo o que a irmã mais nova contava, Helena aceitou, mesmo que não pudesse acreditar que Manuel e a irmã não estavam mais juntos, achou que os planetas tinham se alinhado, mas se enganou. Fora que tudo parecia vazio no campo sem a irmã. Sua mãe ia ao médico as vezes, mas parecia que seu estado ia piorando, o que deixava Helena péssima, mas ela acreditava que tudo ficaria bem, pelo menos pensava que sim.


...

Bia tomava seu café da manhã com Alex, que batia os ovos para que pudesse fazer um omelete. A mulher o observava entre risos, graças as gracinhas que ele fazia, tentando impressionar a menina.

- Você é péssimo nisso! – Bia caçoou e Alex fechou a cara de brincadeira.

- Sou um ótimo cozinheiro, você me respeita! – ele deu língua a menina.

- Estou vendo como é bom, se ficar se desconcentrando, vai queimar!

Os dois soltaram mais algumas risadas, tudo parecia normal, mesmo que Bia se sentisse em uma farsa, ele voltou a ser o homem que ela amava, mesmo que ela não sentisse mais aquilo.

O toque do celular de Bia preencheu o ambiente e ela suspirou, encontrando-o em cima da bancada do cômodo onde ela estava, que no caso, a cozinha.

Estranhou ao ver que era uma ligação da irmã, mas se sentiu feliz por perceber que a irmã fazia questão dela, mesmo depois da mesma contar que estava de volta com Alex.

Bia apertou no botão verde, levando o celular ao ouvido, sob o olhar do namorado.

- Oi, maninha! – Bia disse num tom até animado, mas sua expressão mudou quando ela escutou o soluço da irmã. – Helena, o que houve? – Alex a olhou preocupado.

- A mamãe se foi... – e foi quando essas palavras chegaram ao ouvido de Bia, ela já não escutava mais nada, tentou de todas as formas se concentrar, mas seus olhos cheios de lágrimas e sua boca trêmula eram mais convidativos. Era como se em segundos o mundo acabasse, tudo pareceu desabafar. E ela nem teve a chance de se despedir.


Notas Finais


sim, o choro é livre. pelo amor de Deus, não queiram me matar, como eu já disse antes, precisava ter esse desfecho pra deixar as coisas mais interessantes
xingam a Bia de trouxa que eu deixo, mas enfim, ela e o Manuzinho não estão juntos mais e agora chega a bomba de que a Alice já se foi. bom, essa é a reta final e quero dizer que segurem o coração pq no próximo o tiro vem.

enfim, deixe seu comentário aqui embaixo pq estarei lendo todos! amo vocês ❤️
beijinhos da tia


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