História Identidade Secreta - Capítulo 6


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Sehun
Tags Chansoo, Chansoonossodecadadia, Reino Chansoo, Reinochansoo
Visualizações 677
Palavras 5.931
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


┬┴┬┴┤・ω・)ノ oin
Não, isso não é uma miragem, você não está bêbada/o de sono, me pequeno gafanhoto. Antes de começar a me desculpar pelo sumiço, EU TENHO QUE AGRADECER PELOS 104 FAVES E FUCKING 14 COMENTÁRIOS NO CAPÍTULO PASSADO ADGAJHKSVDGHVASGJDVGJ EU TO MUITO FELIZ AAAAA ( ´ ▽ ` ).。o♡
Sério, eu via os comentários subindo e subindo e chegou uma hora que já nem acreditava mais no tamanho do carinho que recebi. DÁ VONTADE DE FAZER FESTA COM BOLO E CACHORRO QUENTE PRA TODO MUNDO ~KDÇAJDJADHK
E a demora foi justamente porque eu queria entregar alguma coisa a altura de todo esse amô. @Boo-yah viu meu estado de nervos e insegurança, tanto que mudei umas partes do final previsto pra IS. Espero do fundo do meu coraçãozinho que gostem desse capítulo <3 Já peço perdão pelos errinhos que possam estar perdidos nesse cap enorme. Podem me avisar se encontrarem, agradeço muito inclusive.
Chega de falar aqui(até porque nas notas finais tem textão) e boa leitura ~

Capítulo 6 - Chega de identidades secretas


Fanfic / Fanfiction Identidade Secreta - Capítulo 6 - Chega de identidades secretas

 

Acho que passei tempo demais parado no mesmo lugar, encarando a rua e tentando encontrar em que ponto o dia que devia ser perfeito se tornou aquela montanha russa macabra que dá nó no intestino e te faz querer vomitar todas as delícias gordurosas e açucaradas que comeu.

Já estava no estágio da fazer indagações do tipo “será que tem um recorde para o maior número de papéis de trouxa que alguém já fez no mesmo dia?”.

Bem, podia ser pior. O Sehun podia ter visto a cena toda e…

– Soo…?

Como a gente sempre tem que ver o lado bom das situações trágicas, pelo menos agora tenho certeza que eu não sujo as calças em situações de pavor.

– Puta que pariu, Oh Sehun! – Levei a mão ao peito, tentando me certificar de que meu coração não saiu pela garganta e ainda cumpria com suas funções de me manter bem vivo. – Quantas vezes vou precisar implorar pra você parar de brotar do além como uma assombração sádica? Da próxima vez eu vou te chutar daqui, por cima das montanhas, direto pra Mordor, seu… seu...

Minhas ofensas foram morrendo ao perceber que ele não reagia, me olhando sério demais para alguém dentro de uma calça saruel verde e uma camiseta do time JNPR - que ele deve ter vestido as pressas dentro do carro, porque nós compramos ela juntos naquela manhã mesmo. Me pergunto agora se o fato dele estar seriamente obcecado com RWBY nos últimos tempos também tem ligação com Baekhyun.

Baekhyun…

O simples surgimento do nome na minha mente fez meu estômago revirar, provando que ainda não estava disposto a ter aquela conversa séria sobre mágoas pequenas que viraram bolas de neve. Felizmente eu sou ótimo em ganhar tempo, mestre na arte de iniciar conversas aleatórias.

– Quantas vezes vou ter que repetir também que você tem que lavar as roupas novas ao menos uma vez antes de usar? – Chamei a atenção de Sehun, recebendo um olhar confuso. – Um monte de gente pegou nessa camiseta antes de você comprar, vai saber onde elas colocaram as mãos antes.

Ele piscou umas vezes antes de baixar os olhos para a estampa minimalista no próprio peito, onde ele apertava a mão fechada como sempre fazia quando estava acuado. Foi seguindo seu olhar que percebi meu celular na mão de Sehun. Olha aí mais uma deixa pra ganhar mais tempo, meus jovens gafanhotos. Apontei para o aparelho.

– Quanto tempo levou até você perceber que estava como meu celular?

– Umas... cento e vinte ligações. – Murmurou a contragosto, me fazendo rir soprado mesmo que tenha mesmo tentado não rir. Por que eu já esperava algo assim dele? – Tá rindo por quê? – Choramingou, um tanto indignado. – A culpa é sua por ter saído correndo daquele jeito e viver com essa coisa no silencioso.

– Você sabe que toques de telefone me deixam ansioso.

– É, eu sei.

O que ele certamente não sabia era que aquele silêncio que insistia em se instalar entre nós dois me deixava muito mais ansioso. Arrisco-me a dizer que a sensação seria equivalente a estar preso em uma sala de SAC com centenas de telefones tocando por toda parte. Me dá arrepios só de imaginar.

– Você não vai falar nada?

– É que… eu não sei o que falar, na verdade. Parte de mim quer pedir desculpas, mas tem outra parte dizendo que você é quem tem que pedir desculpas. Aí não sei qual delas está certa.

Suspirei, secando o suor das mãos no tecido da minha calça rosa.

– Okay… Então, que tal me dar minhas chaves pra gente não falar nada lá dentro, protegidos do frio e comendo alguma coisa?

Com um aceno positivo e um sorriso pequeno Sehun fez todos os telefones pararem de tocar.

Entre minha receita de macarrão instantâneo gourmet - por gourmet entenda: misturado com um pouco de molho de tomate pronto -, um banho, risadas causadas pelas minhas roupas curtas demais nele e uma longa conversa sobre como ele e Baekhyun acabaram naquele “relacionamento enrolado, porém sério”, meu relógio de parede acusou que já era madrugada e Sehun usou aquela coisa que ele sempre usa pra conseguir o que quer de mim, pedindo para dormir no meu sofá.

Ele cozinhou o almoço no domingo e só foi embora quando já começava a anoitecer.

Apesar de eu ter sido bem claro em todas as vezes que repeti que não estava mais com tanta raiva por ter sido enganado e trocado, ele ainda parecia um tanto culpado e com medo de ir para a própria casa e eu, sei lá, arrumar uma trouxa com as minhas coisas e me mudar para uma comunidade de monges no Tibete só pra não ter que falar com ele nunca mais.

Quando finalmente consegui convencê-lo de que não, eu não ia virar um monge careca que vive com tigres de bengala, ele ainda hesitou um pouco, parado na porta.

– Eu tenho medo quando você fica pensativo. Parece que vai dar tilt a qualquer momento. Fala de uma vez.

– É que eu tava pensando que você podia… – Seu tom de voz foi murchando ao poucos. – Talvez... Hm…. Tentar se acertar com o Baek, né?  – Terminou num fiozinho quase inaudível de voz. – Eu gosto muito dos dois e queria que vocês se dessem bem também. Tenho certeza que vão ser amigos de novo se der uma chance pra ele e esquecer aquela história de cinquenta anos atrás, hn?

Ri soprado. – Vou analisar seu requerimento.

Ele mordeu a pontinha da língua para tentar esconder o sorrisinho satisfeito de quem sabia que aquela o mais perto de uma resposta positiva que receberia. Depois de passar a noite em claro, vendo Sehun fazer caretas enquanto dormia no meu sofá, me dei conta de que nem precisava analisar muito a coisa toda para chegar à conclusão de que estava sim disposto a fechar aquele círculo pelo bem estar do melhor amigo que já cruzou minha vida.

– Aproveitando que já está com a mão na massa, analisa também meu requerimento para que aproveite a superação dessa mágoa do Baek e se acerte de vez com o Chanyeol. – Minha espinha até gelou com a menção daquele maldito nome. – Pensa bem, quatro pessoas já dá um squad cosplayer daora. A gente pode até fazer o grupo de Scooby Doo que você sempre quis desde que comprou aquele Scooby de pelúcia em tamanho real.

– Altamente tentador, mas, pra esse grupo, a gente precisava de duas garotas e dois caras. Nada contra seu namoradinho gostar de fazer personagens femininas, mas eu não estou disposto a usar saia, não.

– O Baek realmente adoraria ser a Velma, porque já me disse que gosta muito dela. E eu posso ser a Daphne, já que sua masculinidade é tão frágil assim.

Queria pedir a qualquer que seja a divindade que rege o universo para criar a opção desimaginar imagens imaginadas, por favor. Principalmente quando elas forem de Oh Sehun de vestidinho roxo, peruca ruiva e meia-calça rosa. Desde já, agradeço.

– Não tenho palavras para expressar o quão ridículo seria. – Não consegui manter a pose séria, rindo com a imagem mental que não saía da minha mente. – Por Deus, Sehun, meus olhos doem só de imaginar a cena. Definitivamente não quero ver essa aberração ao vivo.

– Precisamos de uma Daphne ridícula pra combinar com sua versão ridícula de Salsicha anão.

– Por um acaso você quer ir pra casa com o nariz quebrado? – O ameacei com o punho fechado. O que, é claro, só fez o magrelo rir mais ainda.

– Tá bom, tá bom. Não precisa agredir ninguém. – Controlou o riso, restando apenas um curvar em sua boca.

– O que é agora?

Me preparei para responder mais piadas sobre minha altura, mas não era nisso que ele estava pensando. E eu definitivamente não estava pronto para responder o que ouvi.

– Obrigado por ainda ser o meu melhor amigo, Soo.

Pisquei algumas vezes, sem reação. Abria e fechava a boca, mas nenhuma resposta parecia certa. Então acabei rindo sem jeito e estalando a língua, esperando sinceramente que ele entendesse a mensagem telepática que dizia: sou eu quem tem que se desculpar por ser um péssimo amigo e agradecer por não ter desistido de mim.

– E percebeu uma coisa legal? – Ele recomeçou, me fazendo levantar uma sobrancelha. – Você nem deu piti quando eu mencionei se acertar com o Chanyeol. Acho que é um sinal de que finalmente está saindo da fase de negação com o amor da sua vida.

– Você tem dois segundos pra sumir da minha frente. – Falei entre dentes.

Ele foi. Se virou mais uma vez no meio do curto caminho até o carro estacionado do outro lado da rua, para me enviar um finger heart muito gay, mas foi.

E eu? Voltei para o conforto do meu buraco de hobbit, sentei na minha cama, abraçado com meu Scooby de pelúcia e passei a repensar todas as decisões da vida que me levaram até aquela situação.

A cada vez que repassava a cena, tudo o que eu disse, mais escondia o rosto no meu companheiro e mais me afundava entre os travesseiros, desejando mesmo era me afundar na terra e não ter que sair nunca mais. Um neuralyzer cairia muito bem pra apagar a memória do Chanyeol e fingir que eu nunca tentei…

Espera um pouco… Aquilo entrando pela janela é o Sol?

Infelizmente era o Sol.

A segunda feira, melhor dia da semana, dava o ar da graça e eu não tinha dormido um minuto sequer. Teria que abrir a banca barra loja em algumas horas e, muito provavelmente, lidar com as piadinhas do orelhudo sobre o incidente Deadpool.

Como se o universo quisesse dar ênfase à minha situação desesperadora, o despertador do celular tocou, por um breve segundo me dando vontade de chorar e ligar pro Sehun inventando uma desculpa qualquer para não aparecer. Mas foi só um momento de fraqueza. Se ele quiser fazer piadas, que faça. Nada que um soco no nariz não resolva, afinal.

E foi com esse plano infalível que levantei da cama, pronto para enfrentar o dia.

Tentei tirar e reconectar todos os cabos e nada. Cheguei até a pensar que o problema daquela máquina só podia ser de junta. Junta tudo e joga no lixo. Cansado, me joguei na cadeira confortável e fechei os olhos ao sentir a coluna dando aqueles estalos gostosos de quando as vertébras estão voltando pro lugar. Até suspirei aliviado, pronto para voltar à batalha contra meu computador.

– Meu Deus! – Dei um impulso para trás, quase caindo da cadeira ao abrir os olhos e dar de cara com Park Chanyeol debruçado sobre a bancada do caixa, me encarando com um sorrisinho de canto. – O Sehun tá dando aulas de furtividade agora, é? Como diabos você entrou aqui sem a campainha da porta avisar? – Olhei aquela traíra prateada logo acima da entrada.

– Mas ela tocou. – Deu de ombros. – Você que estava distraído demais. Pensando em alguém especial?

– Olha, se você veio aqui só pra me irritar com sempre, pode ir embora.

– Eu achei que a gente tivesse feito algum avanço naquele papo sobre orgulho. Qual é o problema agora?

– O problema é você.

– E eu pensando que parecia uma solução quando você estava todo manhoso me pedindo pra ir lá pra casa. – Provocou, com a voz mais baixa e um sorrisinho de canto um tanto prejudicial ao meu equilíbrio.

– Aquilo só aconteceu porque eu não sabia que era você.

– Até quando tentou me beijar?

– O QUÊ?!

Como se a situação já não estivesse suficientemente ruim, Sehun brota do além justamente no pior momento. Ter outra pessoa envolvida ali me deixava em um estado defensivo ao menos três vezes pior.

– Que história é essa, Soo? – Me encarava meio sorridente, meio confuso.

– Pode ir tirando esse sorriso do rosto, você também. – Apontei para Sehun. – O que aconteceu foi uma confusão que não muda em nada o fato de que você – Apontei agora para Chanyeol. – só está perdendo tempo achando que a gente vai ter qualquer tipo de envolvimento algum dia.

A carranca dele ficou um pouco pior. Era uma expressão que eu nunca tinha visto naquele orelhudo antes, assim como a risada sem humor que ele soltou em seguida.

– Só pra confirmar, o que você está dizendo é que ia mesmo preferir sair com um completo estranho à sair comigo? Se aquele Deadpool fosse qualquer outra pessoa estaria tudo bem pra você, mas eu não?

Por trás da irritação que Chanyeol fazia questão de deixar bem clara, a voz dele estava levemente trêmula, o que me deixou um tanto mal com o pensamento de que estava pegando pesado demais. Mas eu não tinha feito aquela cena toda para ser gentil logo no momento decisivo, então carreguei todo o meu sarcarsmo, esperando que aquele fosse o golpe final.

– Olha só! Você consegue entender as coisas quando se esforça.

Os olhos dele se abriram um pouco mais, assim como a boca fez menção de verbalizar alguma resposta várias vezes, sem sucesso, antes de desistir e engolir em seco.

– Tá bom. – Ele ergueu as mãos e baixou o olhar pro chão, em sinal de rendição. – Você venceu. – Vencedor foi a última coisa que eu me senti quando ele deixou as mãos caírem ao lado do corpo com desleixo e suspirou pelo que parecia ser a centésima vez desde que aquela discussão começou. – Foi mal pela insistência e… – Outro suspiro.

Sem falar mais nada ele deu as costas e saiu.

– Qual é o seu problema? – Sehun chamou minha atenção, como um lembrete de que ele estava ali vendo a merda toda.

– Depois, Sehun.

Ele até respirou fundo para começar a reclamar, mas o barulho da sineta da porta chamou nossa atenção.

– Só mais uma coisa. – Chanyeol estava parado com apenas metade do corpo dentro da loja. – Seu computador não tem nada de errado. Essa falta de internet é porque o Sehun puxa o cabo do modem pra jogar T-Rex Runner* e esquece de colocar de volta.

Me virei, incrédulo, para Sehun. Ele tinha seus momentos, mas aquilo era excêntrico demais até mesmo para o padrão Sehun.

– Sério isso? Aquela coisinha de pular cactos? – Ele assentiu tentando fingir que aquilo não era estranho pra caralho. – Por que você faria uma coisa dessas?

– É... Eu... Isso e assunto meu. – Eu achei que era uma pergunta simples, mas ele se enrolou todo cheio de gaguejos e deu de ombros, piscando muito rápido. Um hábito que denunciava que estava na defensiva, ou seja, escondendo alguma coisa. – Não sei o motivo do drama. É só ir lá e conectar que fica tudo bem. Aliás, tô indo lá agora mesmo quebrar essa pra você.

Como se achasse que o amontoado de gaguejos incoerentes e aquela desculpa sofrível seriam suficientes para terminar o assunto, sumiu porta adentro, se esquecendo até da pseudo bronca que se preparava para me dar.

Não sei o que era mais estranho naquela história: Alguém ser capaz de puxar um cabo de rede para jogar T-Rex Runner; esse alguém ser o Sehun; ou o Chanyeol saber disso.

Como ele sabia disso se nem eu, que trabalho aqui junto com o Sehun, sabia?

 – Como você sabia dessa parada de T- ... – Minha pergunta morreu quando me virei e percebi que ele não estava mais lá.– ...Rex?

Ainda encarei a porta, certo de que ele ia se enfiar por ela de novo, mas ele não voltou.

Não voltou por um mês inteiro.

...

Não que eu estivesse contando, só pra constar.

– Ei! – Baekhyun estalou os dedos na frente do meu nariz. – Terra chamando Do Kyungsoo. – O encarei entediado. – Nem adianta me olhar assim, que sua máscara de cara mau caiu faz tempo. – Sehun acha que eu não vi o sorrisinho naquela cara de porta, mas eu vi. – Quando você vai deixar de ser cabeça dura e ligar pra ele?

Voltei a encarar Baekhyun com uma sobrancelha arqueada.

Estavamos os três - eu e o casalzinho lolzeiro – almoçando no restaurante da senhora Zhang. Eu só fui porque a comida dela é realmente um tipo de manjar dos deuses e também porque Sehun estava pagando. Até fiz um esforço para aguentar toda a atmosfera dos pombinhos e me reservar a saborear minha comida grátis, mas Baekhyun não captava bem os sinais que uma pessoa dá quando está zero por cento aberta para socialização.

– Quando foi que eu te dei abertura pra falar assim comigo?

– Você me aceitou na sua vida também quando me deu sua benção para namorar o Hunnie. – Apoiou o rosto no ombro de Sehun, esfregando a bochecha ali como um filhote de gato carente de carinho.

– Você pode parar agora ou eu posso vomitar nos pratos de todo mundo. A escolha é toda sua.

– Não venha jogar esse mau humor pra cima do nosso amor. Você sabe muito bem o que precisa fazer pra resolver isso. Transar faz as pessoas mais felizes. – Então é ele que anda enfiando isso na cabeça do Sehun. Suspeitei desde o princípio. – Só é cabeça dura demais pra admitir que tá sentindo falta do Chanyeol.

– Não seja ridículo, Sehun.

– Ridículo é você achar que essa sua pose de indiferença ainda engana alguém. – Baekhyun se meteu de novo. – Tinha que ver sua cara quando ele passou na loja hoje de manhã.

– Essa é a única cara que eu tenho. – Murmurei.

– Podia ao menos ter apagado o histórico do PC pra fingir que não estava pesquisando “piadas nerds”, “cantadas infames”, “charadas idiotas” e afins. Mas, se você quer continuar negando, vá em frente.

Engoli em seco, encarando minha comida e me concentrando em não engasgar.

– Por que diabos você estava olhando o meu histórico?

Tentei mudar o foco para o fato de Baekhyun ser um enxerido bisbilhoteiro que foi pentelhar o histórico do meu computador.

Ele deu de ombros como se não fosse nada demais. O que, se analisarmos tendo em mente que estamos falando de Byun Baekhyun, não é mesmo.

Se Sehun não gostava de jogos de investigação e lógica (prova disso são os cabelos brancos que eu ganhei tentando fazer ele jogar Limbo e Cat Mario, quando ainda éramos dois adolescentes), Baekhyun não podia ver uma informação escondida que já queria. Tinha sangue de stalker correndo naquelas veias junto com energético e chocolate quente.

O lado bom é que ele descobria qualquer coisa na internet, o ruim é que ele era capaz disso porque estava sempre invadindo a privacidade alheia como um hábito natural.

Se bem que bisbilhotar era como um bônus da personalidade do Byun. Em algum momento nos anos que passamos afastados, meu amigo de infância e inimigo de adolescência se tornou um cara extrovertido e completamente despreocupado com respeito ao espaço pessoal das pessoas com quem se sentia confortável. Foi esse jeito atirado que ajudou a nos reaproximar depois de dois ou três encontros armados pelo traste que eu chamo de atual melhor amigo. Era por conta dessa reaproximação que ele estava mostrando as garrinhas e dando corda para a missão cupido que Oh Sehun cismou que cumpriria.

Naquela mesa, tudo o que eu queria era poder encher o peito e dizer que ele estava sendo ridículo. O problema é que eu realmente cheguei ao ponto de tentar descobrir de onde o Park tirava as baboseiras que escrevia nas notinhas coloridas. Por mais que fossem baboseiras, eu admito que tinham lá sua graça. Principalmente quando eu imaginava o poste orelhudo falando elas, me seguindo com as pernas de alicate enquanto eu arrumava as prateleiras.

Que caralhos você tá pensando, Kyungsoo?!

– Por que não tenta ligar pra ele e pedir desculpa? – Sehun sugeriu, como se fosse a coisa mais fácil do muno. – Você pegou pesado com ele naquele dia, mas acho que, se pedir com jeitinho, ele te perdoa. Admitir que estava errado não dói, Soo.

Mais ridículo que o casalzinho lolzeiro, só Do Kyungsoo.

Depois de voltar do almoço e passar a tarde toda repetindo e repetindo o que disse na última vez que vi Chanyeol, eu estava me sentindo o um ser humano bem miserável.

Abri minha gaveta oculta na bancada e pesquei um papelzinho azul no meio de algumas dúzias de outros papeizinhos coloridos guardados ali. Encarei os números escritos no cantinho direito por algum tempo, tentando formular alguma mensagem que fosse convincente o suficiente para que ele parasse de me evitar, mas não tão vergonhosa. Ainda tinha meu orgulho a preservar, afinal.

“E pra que você precisa de orgulho?” A voz soou lá no fundo da minha consciência.

Pra que eu precisava de orgulho quando já tinha conhecido Chanyeol duas vezes e me interessado por ele nas duas?

Na primeira vez que vi aqueles dois metros de gente, na festa do Sehun, ele usava uma camiseta com a estampa da Máquina de Mistério. Encontrar uma companhia em potencial, depois de ser deixado sozinho por Sehun em meio à gente que eu nunca vi antes, foi uma felicidade parecida a encontrar a figurinha dourada nos pacotes e não precisar mais completar a página toda pra ganhar o prêmio.

Está escrito no MISPA (manual de interação social para antissociais) que é mais seguro se aproximar das pessoas que usam camisetas sinalizadoras de que tem os mesmos interesses que você e, se existe uma coisa que é do meu interesse, essa coisa é Scooby Doo. Desvendar o mistério de cada episódio antes mesmo da Mistérios S/A eram as melhores lembranças da minha infância.

Num segundo eu olhava para o cara da camiseta da Máquina de Mistérios, no outro Sehun apareceu do meu lado, bêbado com um gambá. Tentei fazê-lo espremer o restinho de sua capacidade de pensar para me dizer ao menos o nome do cara alto, gostosinho, de orelhas grandes. Ele deu uma gargalhada escandalosa e gritou por cima da música alta que sempre soube que nós dois íamos nos dar bem e já ia buscar o amor da minha vida, sumindo de novo em meio daquela massa jovem, bêbada e dançante.

Foi então aconteceu o incidente “Chanyeol e Baekhyun agarrados trocando saliva e bactérias com as línguas na garganta um do outro”.

Além de ter ficado putissimo por estar dividindo oxigênio com Byun Baekhyun dentro da casa do meu melhor amigo, ainda tinha a fúria de ver que, no tempo que troquei algumas palavras com Sehun, ele estava agarrado ao cara que eu queria me aproximar.

No outro dia Sehun não lembrava nem onde estava, então eu poderia fingir que nunca demonstrei interesse em Chanyeol.

Poderia, caso o orelhudo não tivesse passado na banca barra loja para deixar uma camisa do Sehun, que nem o diabo deve saber como foi parar com ele no meio daquela festa cheia de coisas loucas e estranhas. Meu amigo teve a brilhante ideia de nos apresentar e pronto, estava feito o estrago. Park deixou de pedir os quadrinhos online, apenas para ter o prazer de olhar para a minha cara, mesmo que eu sempre tenha sido o mais insuportável possível.

Já na segunda, bem, malditos cosplayers e suas identidades secretas.

Ter achado Chanyeol interessante mesmo sem saber quem ele era só provava que as regras do meu orgulho – aquela onde diz que não importa o quão inteligente, engraçado, prestativo, bem humorado, educado e mais algumas dezenas de coisas ele é. Se envolveu com o Byun, eu não me envolveria com ele – precisavam ser revistas.

Afinal, pra que você precisa de orgulho?

...

Já eram quase duas da manhã quando parei em frente à porta de madeira com o número que Baekhyun me deu. Parte do treinamento para ignorar o orgulho foi completa no ato de ligar para o namoradinho irritante do Sehun e pedir o endereço de Chanyeol. Aproveitei que ele já estava rindo como se não houvesse amanhã e pedi mais algumas informações úteis. Juntei todas as informações com o que tinha aprendido na pesquisa sobre a origem das pérolas do Park, misturei com uma pitada de coragem e toquei a campainha.

Eu já estava prestes a tocar outra vez quando ele finalmente abriu, com os olhos inchados, as bochechas cheias de marcas do travesseiro e os cabelos num caos total. Ele coçou e então espremeu os olhos, claramente achando que estava tendo alucinações.

– O que você tá fazendo aqui?

Foi aqui que passei por um breve momento de pânico, daqueles que dá vontade de sair correndo e gritando vergonhosamente, se enfiar num avião e começar uma nova vida com documentos falsos onde ninguém te conheça e saiba dos seus vacilos passados.

Fechei os olhos, respirei fundo e voltei a encará-lo com toda a coragem que não tinha.

– E-eu vim trazer um currículo. – Falei com o máximo de clareza que meu estado permitia. O que não era muito, é bom deixar claro. – É que eu ouvi boatos de que o seu crush antigo foi demitido porque ele foi um babaca, então queria saber se a vaga ainda está em aberto.

Sentia que poderia explodir a qualquer momento. Como ele conseguia passar todas aquelas cantadas sem morrer de vergonha? Tinha plena certeza de que estava quase da cor do Barney pelo tanto que minhas bochechas e orelhas queimavam, mas valeu a pena porque pareceu surtir efeito.

Comemorei internamente quando o queixo dele caiu por um instante, com aqueles olhos enormes me encarando sem acreditar no que acontecia. Não perdi tempo deixando que ele pensasse mais. Se ele pensasse lembraria o quão babaca eu fui e não era esse o objetivo. Não mesmo.

– E então, onde é que eu deixo o meu currículo para concorrer a vaga de amor da sua vida?

– Você… – Ele estreitou os olhos, apontando o indicador pra mim. – É cruel. Esquentado, teimoso, rancoroso, traiçoeiro e agora muito, muito cruel.

Mastiguei meu próprio lábio, nervoso. Ele podia ter sido mais fácil, não? Já é dificil o bastante jogar meu orgulho na lama e vir aqui.

– Já que estamos adicionando novos itens à minha lista de defeitos, pode colocar aí que tenho um problema sério de visão.

– O quê?

– Minha visão deve estar muito ruim – Subi os degraus até estar apenas um abaixo dele, esperando que a proximidade me ajudasse a me tornar mais persuasivo. –, porque eu não vejo a hora de te beijar.

– V-você… – Ele gaguejou enquanto seus olhos grandes desceram até meus lábios.

Me aproximei um pouco mais, com o coração a ponto de sair pela bocam reclamando do turbilhão de sensações à que era submetido naquele instante. – Eu…?

– Você acha que… que é só pesquisar umas cantadas na internet e vir aqui com essa cara de pau que eu vou esquecer tudo? Você não presta, Kyungsoo.

– Eu nunca disse que prestava. – Abaixei a cabeça e encostei a testa em seu peito, juntando coragem que não tinha lá do fundo do meu ser para conseguir verbalizar a próxima frase decorada. – Se você vai colocar palavras na minha boca, é bom ao menos que sua língua venha junto.

Achei que tinha finalmente conseguido quando o peito a minha frente passar a subir e descer num ritmo acelerado e as mãos apertarem meus ombros com força, me afastando para encará-lo. No entanto, mal tive tempo de reagir e ele tinha me colocado um degrau para trás e fechado a porta na minha cara.

– Ei! – Bati com o punho fechado na madeira fria. – Chanyeol! Abre essa porta, agora!

– “Agora”? – Sua voz, seguida de um riso sarcástico, soou abafada, mas muito próxima. O que significava que apenas aquela folha de madeira nos separava. Ele continuou resmungando mais coisas que eu não conseguia entender, mas deduzi serem xingamentos dirigidos a minha ilustre pessoa.

– Chanyeol! – Bati mais forte que antes, aumentando a voz algumas oitavas para ter certeza que ele me ouviria querendo ou não. – Chanyeol! Não fa –

– PELO AMOR DE LADY GAGA, ABRE A PORRA DESSA PORTA LOGO, CHANYEOL! SÃO TRÊS DA MANHÃ E EU AGRADECERIA MUITO SE ME DEIXASSEM DORMIR! – Olhei para cima assustado com o grito que descobri vir da vizinha do andar de cima. Uma garota que eu me lembrava vagamente de ter visto, mas não dava pra ter certeza porque ali ela estava meio que mais parecida com o Piccolo com aquela cara coberta de máscara verde e uma toalha branca enrolada na cabeça. Sem falar das orelhas enormes. Será que esses dois são parentes?

– VAI DORMIR ENTÃO E PARA DE CUIDAR DA VIDA DOS VIZINHOS! – O grito que veio do outro do lado da porta me deu o segundo susto em menos de trinta segundos. Que tal usar o telefone, gente? Acho que atingiu o objetivo, porque a garota sumiu de volta para dentro do próprio apartamento.

– Abre a porta, vai... – Insisti um apelando um pouquinho para um tom mais baixo e rouco.

– Se não for embora logo a Seulgi vai jogar água gelada em você. – Olhei para cima, assustado. Aquela garota não ousaria. Ousaria? – Ela vira uma fera irracional quando está com sono acumulado.

– Então abre a porta pra mim.

– Bom, eu já cumpri meu dever como bom ser humano e avisei. – A voz dele ia ficando mais baixa, como se estivesse se afastando. – Daqui pra frente, você está por sua conta e risco.

– Chanyeol espera! Só mais uma coisa, por favor! – Esperei um sinal de que ele tivesse voltado para o lado da porta. Nunca ouvi um “hn” tão satisfatório. – Eu vou embora com uma condição. Você tem que sair e dizer olhando nos meus olhos que é isso mesmo que quer.

Escutei uma risada abafada. – Que direito você tem de exigir alguma coisa, Do Kyungsoo? – Meu nome saiu carregado de sarcasmo.

Ouviram isso? O som das verdades batendo na minha cara de pau? Doeu, mas eu merecia, então aceitei e resolvi apelar para o plano Z. Se minha última alternativa não desse certo, não me restaria outra escolha além de aceitar as consequências da teimosia aguda e curtir a bad por ter perdido a chance de ter um namoro que tinha tudo para ser 10/10.

– Tá certo… Você tem toda a razão nisso e em mais um monte de coisas, mas olha – Apoiei a testa na porta, falando um pouco mais baixo, para que só ele ouvisse. –, falando do ponto de vista de quem já fez a linha difícil um dia e se fodeu no sentido nada gostoso da palavra, pensa bem se é isso mesmo que quer. Eu só estou disposto a te dar duas chances. Uma é agora – Fiz a pausa dramática para captar a atenção dele. – e a outra a qualquer hora que você quiser.

O silêncio se instalou por alguns instantes, causando ainda mais bagunça dentro da minha mente. Com a realização de que era mesmo tarde demais me apertando aos poucos, bati a cabeça na porta duas vezes e continuaria ali até rachar ela em duas, mas de repente tudo girou rápido demais.

No que pareceu ser menos que um segundo, a porta foi aberta e eu beijaria o chão se não fossem as mãos de Chanyeol agarrarem meus ombros. Nunca pensei que um cara grande e aparentemente desprovido de coordenação motora como Chanyeol teria toda a agilidade que ele mostrou ao me puxar para dentro, fechar a porta e me encurralar contra a superfície de madeira.

Ele me olhava de cima, com a respiração acelerada e forte. Tanto a expressão tensa, quanto os lábios entreabertos me davam a impressão de que ele ia começar a me dar um sermão a qualquer momento, mas não foi o que aconteceu. O que saiu daqueles lábios foi uma risada soprada e o tom engraçadinho que eu senti tanta falta no último mês.

– Você por acaso está tentando ficar viúvo antes mesmo do nosso casamento?

Não contive o sorriso aliviado. Se aquilo não era um sinal verde, eu não era Do Kyungsoo. Sem conseguir deixar de sorrir, o puxei pela nuca e lhe dei um beijo estalado. Foi rápido e impensado, movido apenas pela euforia que explodiu no meu peito, mas fez cada pelo dos meus braços se arrepiar e minha mente ficar em branco até me afastar de novo, bem pouquinho, só o suficiente para observar sua reação.

Ele estava paralisado, os olhos fortemente fechados e os lábios entreabertos, por onde soltou a respiração de uma vez, me fazendo perceber que eu também tinha parado de respirar inconscientemente.

– Vamos combinar umas regras nessa relação. – Sussurrou, deixando o hálito quente que saiu dos seus lábios bonitos fazer cócegas nos meus. – Primeira regra: avisa quando for fazer isso de novo. – Encostou a testa contra a minha. – Eu tenho o coração fraco, sabia?

Sorri mais aberto, o puxei e beijei mais uma vez, propositalmente demorando alguns segundos a mais e sugando seu lábio inferior sem muita força. Senti-lo amolecer um pouquinho e suspirar quando me afastei ainda menos que antes foi indescritivelmente gostoso.

– Você tá ouvind... – Só precisei esticar um pouco o pescoço para prender seu lábio com os dentes ao mesmo tempo em que deslizava os dedos pela pele de sua nuca, prendendo-os nos fios de cabelo ali e ouvindo um gemido baixinho ser preso em sua garganta. Ele amolecia mais um pouquinho, então deslizei uma das mãos do pescoço para seu ombro, traçando um caminho pela lateral da cintura até se firmar no meio das costas largas e o puxar para colar seu corpo no meu.

Foi o bastante para que, sem dizer mais nada, Chanyeol finalmente desistisse de conversar e me beijasse de volta. Enquanto a boca dele finalmente retribuía os carinhos recebidos pela minha, as mãos grandes deslizaram do lugar onde prendiam meus ombros e se enlaçaram ao redor deles, diminuindo ainda mais o espaço entre nós dois.

O anseio de estar tão perto quanto a física permite era mútuo, depois do tempo passado velando a vontade de tocar o outro. Beijar Chanyeol tinha uma sensação gostosa além da que todos os beijos na boca normalmente tem. Tinha o hálito de quem estava dormindo até minutos antes de abrir a porta? Sim. Mas também tinha o gosto do alívio de saber que ele tinha me perdoado, o gosto de estar me tornando uma pessoa mais leve e também o gosto de estar feliz por fazê-lo um pouquinho mais feliz.

Confesso que me sentia um pouco presunçoso com o pensamento de que Chanyeol estava feliz de ter um cara problemático como eu, mas o que mais poderia significar o sorriso nos lábios molhados quando ele se afastou de mim depois de vários selinhos demorados?

– Eu não estou reclamando nem nada – Sussurrou baixo, deslizando o polegar pela pele do meu pescoço em um carinho gostoso enquanto permanecia de olhos fechados. –, mas o que aconteceu pra você bater na minha porta no meio da madrugada com esse arsenal de sedução?

– Talvez um maluco vestido de Deadpool tenha me ensinado umas coisas bem interessantes sobre as desvantagens de ser orgulhoso demais. – Não resisti ao sorriso bonito que ele abriu, enfiando o rosto na curva entre o pescoço e ombro e apertando ainda mais o abraço. Chanyeol tem um cheiro bom. – Me desculpa pela ultima vez. Eu não queria dizer aquilo de verdade. – Confessei o mais baixo que minha voz podia sair, porque as palavras pareciam mesmo doer ao deixarem minha garganta. Ele pareceu entender minha dificuldade com aquela coisa de pedir desculpas, deixando um beijo cheio de carinho no topo da minha cabeça.

Dessa vez quem sorriu fui eu, sorriso que morreu para deixar uma mordida leve na pele que meus dentes alcançaram.

– É impressão minha ou mesmo sem nenhum disfarce ou identidade secreta, você, Do Kyungsoo está pedindo de novo para conhecer o meu edredom do Scooby Doo?

– Se você, Park Chanyeol, me levar até ele. – Tirei o rosto do esconderijo em seu pescoço para encarar seus olhos. – Porque você não é GPS quebrado, mas me deixa sem rumo.

...


Notas Finais


Eu realmente só tenho a agradecer a cada um de vocês que me acompanhou durante a postagem dessa fic. Ela foi uma ideia bem aleatória com a felicidade do Yeol com o cosplay dele de Deadpool e minha quedinha pela fofura do Tom naquelas calças cor de rosa que, como tudo que minha mente analisa por tempo demais, acabou em plot ChanSoo asdhjhasg ai ai, o otp é lindo demais.
No plano original era pra ter só dois capítulos e só existiam Chanyeol e Kyungsoo, que implicavam na loja e acabavam se pegando na convenção sem o Soo saber que o Deadpool era o Yeol, mas vi que seria um tanto errado o Yeol beijar o Soo desse jeito. Por isso coloquei a cuca pra trabalhar até lápidar o plot e deixar ele desse jeitinho aqui, que me deixou bem mais satisfeita (e espero que vocês também ♡). Imagina essa história sem esse Sehun nenê?

Nesse capítulo o Sehun usa uma camisa do time JNPR, que é da websérie de animação (obg google, estava entre cartoon e anime q) RWBY. Meus amigos me recomendaram e eu to tentando fazer as migas assistirem a qualquer custo. Tá difícil, mas não vou desistir. Se quiserem dar uma olhada, indico muito (tirando toda a parte da caracterização das garotas naquele estereotipo armadura minúscula, saias e saltos, a história e as cenas de luta compensam): http://www.roosterteeth.com/episode/rwby-season-1-episode-1
Dyozinho citou também Limbo e a cria do cão, aka Cat Mario. São dois jogos nos quais eu e meus amigos gastamos horas e horas da nossa juventude, que poderíamos estar beijando na boca, estudando ou fazendo qualquer coisa mais produtiva, para decifrar as armadilhas. A gente xingava uns palavrão cabuloso? Sempre, mas era legal.
Pois é, T-rex runner é aquele jogo do dinossauro que aparece no Chrome quando você está sem internet. Meu sonho chegar no final dele. Eu sei que dá pra jogar com internet, mas ninguém contou esse detalhe pro Sehun bb lol
Um salve pro Capina, fonte inesgotável de cantadas sofríveis kasgjhavjhd E todos os beijos do mundo pra @Boo-yah que me ajudou desde o parto até o último capítulo dessa filha. Além das capas divosas, ela é a mente perversa que estava de tempos em tempos no Line me ameaçando de morte e subornando com fotos e gifs fofos <3 Muito obrigada, Leoa (っ˘з(˘⌣˘ ) ♡

Mais uma vez e pela última vez aqui em IS, muito obrigada a você que deu uma chance para essa história <3
Até as próximas ( ´ ω ` )ノ゙


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