História IDFC - Capítulo 40


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Ten, Yugyeom
Tags Bangtan Boys (BTS), Fanfic, Got7, Nct
Visualizações 33
Palavras 1.781
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cap. Duplo.
Fica a seu critério se escuta a música ou não. Talvez só a tradução dela, basta para o capítulo.

THE END OF THE WORLD - https://youtu.be/bKfWFOjck4I

Espero que gostem.

Capítulo 40 - Se o fim do mundo fosse hoje, o que faria?



(Início da música)

KANG - 10 ANOS ATRÁS

-Kang, se hoje fosse seu último dia na terra o que faria?

- Paqueraria. - riu.

- Ridículo. Somos crianças. Temos 8 anos.

- E? E você faria o que, então?

- Isso é um mistério a ser desvendado.

- Você me fez dizer. Diga!

- Eu não fiz nada.

- Isso não é justo.

- Você saberá se acontecer.

- Isso não vai acontecer, seu idiota.

- Quando um de nós estiver morrendo, bem velhinhos, eu digo.

- Você nem vai lembrar.

- Vou sim, eu juro. - Ele faz uma jura de dedinho.

3 ANOS ATRÁS

- Kang!? - Ten grita do outro lado da rua.

- Ten! Cara, estou em um encontro, você acredita?- falo empolgado.

- Com uma garota?

- Sim. - ela aparece do meu lado e Ten fica sem reação.

- Ah... eu... eu...- ele se vira e eu seguro sua mão.

- O que houve? Pode contar.- ele olha para nossas mãos.

- Talvez não dessa vez. - Ele puxa e sai andando.

Quebra de tempo 

- Ten!- Bato na porta de sua casa e, entro. Subi as escadas e meu coração aperta. - Ten?- bato na porta do quarto.

- Vá embora!

- Pare com isso. O que houve? Você não pode me tratar assim e não me deixar saber o porquê. -ele abre a porta com o rosto avermelhado. - Que diabos.. - passo a mão em sua bochecha.

- Pára! - ele reclama.

- Quer conversar? - adentro o quarto.

- Talvez não seja uma boa hora para ser meu amigo.

- Boa hora? Não sabia que tínhamos hora para isso.

- Não seja idiota.

- Eu serei seu amigo até para esconder um corpo.

- E se o corpo for seu? - ele pára de andar em círculos e me encara.

- Você teria seus motivos. - ele se senta e eu sento ao seu lado. - Se não quer falar, apenas te farei companhia.

Ficamos ali por alguns minutos, em silêncio, e nos deitamos.

- Lee MinHo me beijou.

- O que? Como assim? - Me levanto.

- Aconteceu. Encontrei com ele por acaso. Pensei que ele disse me bater, mas ele me beijou.

- E você continuou?

- O que eu deveria fazer?

- Seila. Mordido a língua dele? - ele suspira fundo.

- Kang?

- Fala?

- Se fosse o fim do mundo, você escolheria fazer o que?

- Que tipo de pergunta é essa? - pergunto, preocupado.

- Essa não é a resposta.

- Então me dê opções.

- Ten, desça! Estamos atrasados, vamos logo!- a mãe dele grita.

- O que foi? - riu enquanto ele me encara.

- Acho melhor você ir. - Ele pega a bolsa e sai.

2 ANOS ATRÁS.

Fui encontrar um amigo, já que Ten disse estar ocupado.

- Seu amigo não pôde vir? - meu amigo pergunta.

- Ele estava ocupado.

- Ah, realmente, ele está ocupado. - Meu amigo indica com a cabeça para outra direção.

- Que diabos! O que ele faz aqui? - vejo Ten com um garoto.

- Ué... ele disse que estaria ocupado.

- Mas não com ele.

- E deveria ter dito? - Meu amigo me olha sem entender. - Aliás, ocupado é ocupado.

- Claro que ele deveria ter dito, somos melhores amigos.

- E por acaso você disse à ele que viria comigo?

- Mas somos amigos.

- E talvez eles também sejam. Pára de ser ciumento. - Ele me puxa e começamos a caminhar.

Quebra de tempo.

- Por que mentiu? - entro no quarto de Ten.

- O que? - ele se assusta. - Oi pra você, também.

- Você saiu com um garoto sem me dizer.

- E o que tem? Eu disse que estaria ocupado.

- Com ele?

- Kang, ocupado é ocupado.

- As pessoas tem que parar de me dizer isso.

- O que? - ele ri.

- Você deveria ter me dito, babaca.

- Me seguiu?

- Não. Estava no mesmo lugar. Deus queria me mostrar a naja venenosa que você é.

- Falando assim parece que espalhei um nude seu.

- Me sinto vulnerável tanto quanto se meu corpo sexy estivesse espalhado pelas redes. Você me trocou.

- Você é meu melhor amigo, ele é só um...

- Não acredito que iria dizer peguete.

- Quase. - ele ri

- Se o Lee MinHo descobrir...

- Não tenho nada com ele.

- Fala isso pra ele. Da última vez ele quase matou um menino por causa de você, lembra?

- Como eu poderia esquecer? Você sempre me lembra disso.

- Mas voltando ao assunto, quem é esse seu melhor amigo?

- Não deve se preocupar com títulos.

- Sério? - cruzo os braços.

- Vejamos... ele gosta de Harry Potter e você não... Deve se preocupar sim.

- Cara, eu sou uma lenda por não gostar desses tipos de filme. Dê valor.

- Você é um idiota! - ele bate o caderno na minha cabeça.

1 ANO ATRÁS

- Hoje dei o colar para ele, vovô! Ele gostou. Obrigado por fazê-lo.

- Que bom meu neto. E você disse?

- O que?

- Kang, sou velho, não burro.

- Nao sei o que dizer, vovô.

- Se não quer, não dê esperanças.

- Não dei, mas as vezes sinto que posso perder ele. Eu nunca superaria.

- Tudo no seu tempo, meu neto.

- Ele me escreveu uma carta.

- Abra!

- Eu prefiro não.

- Por que?

- Se eu não abrir, não saberei do que se trata, se for o que eu penso, ninguém sairá magoado.

- Você pode se arrepender.

- Eu sei. - suspiro.

- Tenho que desligar. O Flok está comendo o sofá.

- Ok. Te amo, vovô. Manda beijo para a vovó.

- Mando sim. Eu também te amo, meu neto.

Funeral

A escola tinha alugado um ônibus para levar algumas pessoas até o funeral de Ten, mas eu, Jimin, Seok, MinHo e Jisung fomos em um carro equanto Peter, Hoseok e Yugyeom foram em outro. S/N não quis vir. Disse que seria demais para ela. Egoísta de merda. Sei que brigamos, mas se ela tivesse um pouco de consideração por ele, viria. Ele salvou ela, seria o mínimo.

Eu olho fixamente pela janela, observando os lugares da cidade que eu sei que ele gostaria de ir.

Jimin estava comentando que a 1°vez que viu Ten foi quando ele rolou escadas á baixo no pátio da escola. Todos do carro riam, mas eu sei que era a maneira que ele tinham para se distrair.

Sinto injustiça da situação. A injustiça de alguém te amar e antes mesmo de qualquer conversa, qualquer explicação, a pessoa ter a possibilidade de se expressar interrompida pela morte. Aquilo dóia. Dóia demais e não é um eufemismo. Dóia mais do que se eu estivesse levando uma surra daquelas.

Ao chegarmos, fomos conduzidos ao local do sepultamento. Ten não queria um enterro tradicional coreano, ele queria que fosse ao ar livre e ao lado do seu túmulo para facilitar o processo para todos. Idiota! Sempre querendo fazer o melhor pelos outros.

Havia várias cadeiras enfileiradas. Pude ver Lee MinHo ajoelhado em frente ao caixão. "HIPÓCRITA", só consegui pensar nisso.

Eu já não poderia apertar a sua mão, eu não poderia vê-lo. Mas eu precisava.

- Por que o caixão está fechado? - pergunto.

- Os pais dele pediram. - O promotor MinHo responde.

- Pais? - riu em deboche. - eles nunca ligaram para Ten. Olhem!- aponto para eles. - Parecem dois robôs. Não sabem nem fingir a dor de perder um filho.

O ônibus não havia chegado, o que me fez pensar que ninguém viria. Logo, vejo dezenas de pessoas adentrando pelos fundos.

Tento manter á postura. Eu não queria chorar. Ten foi feliz. Não em todos os momentos, mas ele foi. Eu sinto tanto por ele.

- Daremos início ao funeral de Chittaphon Leechaiyapornkul. - um homem fala no microfone.

- Droga! - minha garganta dá um nó. - Meu Deus, Ten! - fico sem ar por tentar segurar as lágrimas. - Garoto idiota! Você tinha que morrer antes de mim? Ambos sabíamos que você era mais forte. - Ah, meu Deus, eu amo você! Eu amo você, Ten!

- Sinto muito, Kang. Sei que o amava. - Jimin sussurra enquanto me abraça.

- Não. - digo. - Não amava no passado.

Ele nem era mais uma pessoa, só carne em putrefação, mas eu o amava no presente.

O funeral da início e parecia uma tortura.

Quebra de tempo

Depois de todo o funeral dar os pêsames para mim, me sento perto do túmulo dele. As pessoas sentiram mais por mim do que pelos pais dele. Tomo coragem e pego a carta que ele me deu à tempos.

- Droga, vovô! Eu deveria ter te escutado e lido na época. - olho para o céu. - O que eu farei sem vocês dois aqui comigo? Eu não tenho mais ninguém. Espero que, o que eu leia, não piore tudo.

" Querido, Kang! Droga que jeito horrível de começar. Enfim, obrigado por tudo e, principalmente pelo colar. Parece caro, então se eu penhorar, poderia me mudar pra longe, mas veremos isso depois. Porque hoje, por carta, vim te responder o que eu venho prometendo desde os nossos 8 anos, e você tinha razão, até minha velhice eu poderia ter esquecido, então anotei o que queria te dizer. Estava com medo de perder o papel que anotei antes de morrer então prefiro te dizer agora. Espero que entenda da mesma maneira que estou lhe escrevendo.

Se o fim do mundo estivesse próximo, se houvesse apenas minutos para nossa existência ser apagada para todo sempre, eu ficaria... Eu passaria com você, porque nesses últimos minutos, eu podieria fazer você feliz."

- Porra! - coloco a carta sobre meu peito. O ar já não bastava. Eu não pertencia mais à esse mundo. Não tinha mais sentido eu viver.

- Ten, meu querido amigo. - Olho para o céu enquanto as lágrimas caem. - Eu os gastaria com você. - gritei, enquanto meu corpo tremia. - Você me levou a pensar e eu nunca pude te dizer. - As lágrimas corriam descontroladamente, e eu temia não ver mais meu melhor amigo. Havia um som ensurdecedor que conseguiu abafar até o som da minha voz, apertei os olhos com força, tomado pelo medo. - Se eu pudesse... Eu te abraçaria e nós iríamos chorar por tudo isso. Eu os gastaria com você. Eu concordaria que nós seríamos felizes juntos. Desculpe por dizer tarde demais. - Abaixo minha cabeça, encostando na lápide.


Notas Finais


O que acharam?


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