História Idol- Uma prisão sem muros - Capítulo 169


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jimin, Romance, Sequestro
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Palavras 4.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 169 - Tratamento Colete!


Fanfic / Fanfiction Idol- Uma prisão sem muros - Capítulo 169 - Tratamento Colete!

S/n on

-Ficou louca??? Isso é ração!!!              Sorrio discretamente da revolta da mulher forçando outra mão cheia de ração contra sua boca, fechando agora deixando seu queixo voltar para que mastigue lhe fazendo um carinho na cabeça. 

Jimin- Não acha que está pegando pesado demais?          Olho para ele sentado na cadeira, vendo que o sangue já estava saindo das feridas de suas mãos de novo, mas volto a sorrir para tranquilizá-lo já que estava me empolgando em alimentar a veterinária fria de doguinhos.

S/n- Pesado seria se eu ficasse com ela aqui sem alimentá-la!             Coloco mais uma mão de ração na boca da mulher que parece querer me matar por mal está dando tempo para ela mastigar já colocando uma mão após outra.

S/n- Jimin... eu vi lá na recepção uma garrafa térmica de café... poderia pegar junto com um copo para mim? Ela precisa de ajuda pra engolir e acho que essa coisa deve dar muita sede...                 Escuto o som da cadeira se mover seguido de seus passos se afastando do consultório. 

S/n- Vamos sair daqui assim que eu acabar aqui, me ouviu? Vou levar seu celular, você vai ficar trancada aqui dentro junto com o Yeontan e não vai dormir entendeu?

-Mas eu estou muito cansada... preciso dormir!            Paro alguns segundos a vendo mastigar notando seus olhos vermelhos e seus reflexos agora mais lentos do que quando lhe dei uma surra. Era verdade, uma hora ela iria cochilar e não poderia fazer nada pra mantê-la acordada já que não faço ideia se teria por aqui algum inibidor do sono. 

S/n- Tudo bem... 

Jimin- Aqui!               Ele se abaixa do meu lado parecendo está com sono também, mas acho que no caso dele é mais porque estava chorando do que cansaço. Gostaria de saber o que se passa na cabeça dele pra que tenha sentido tanto o que lhe disse.

S/n- Obrigado, Jimin agora preciso que faça outra coisa... é.... pega um saquinho de papel ou uma sacola comum e leia com calma as mensagens que mandei para os meninos. 

Jimin- Aconteceu alguma coisa com eles?              Ele tira o celular do meu bolso não esperando lhe responder e logo some do meu lado, voltando a se sentar na cadeira pegando uma luva de cima da mesa para usá-la no lugar do saco que pedi pra procurar. 

S/n- Ok...Vamos fazer o seguinte mocinha...

-Eu tenho quarenta e três garota! Não sou mocinha a muitos anos!              Olho para a mulher indignada procurando nem que seja uma ruga na desgraçada, não acho nada. Que injustiça mundo, no Brasil a maioria das mulheres quando fazem 25 anos já começa criar marcas de risos, manchas de sol, cabelo branco... mas olha só essa macaca! Parece que acabou de sair da barriga da mãe essa vaca! 

S/n- Eu te odeio...

-Quê...?

S/n- Continuando tia, vou ficar aqui por algumas horinhas então... espero que aproveite esse tempo pra dormir. 

-Obrigada...

S/n- Não agradeça, ainda não gosto de você, mas antes de dormir... preciso saber onde está seu kit sutura, ok?              Seus olhos se arregalam e praticamente vejo que está procurando um jeito de fugir olhando até mesmo no teto já tinha percebido não ter nenhuma passagem no gesso ou saída de duto de ar. 

S/n- Não vou costurar sua boca se é o que pensa!          Ela volta a olhar para mim um pouco mais tranquila respirando na velocidade mais próxima do comum pra uma prisioneira.

S/n- Seu Kit?             Ela aponta para uma pequena geladeira ao lado de onde Jimin está sentado. 

S/n- Está esterilizado?

-Sim, vai usar em quê? 

S/n- Não te importa! Agora vai dormir enquanto deixo!        Jogando a mulher pelos cabelos no chão pra se deite, saio de perto dela indo até a geladeira vendo que lá tinha não apenas um, mas alguns kits de sutura já prontos para uso. Boa tia... 

Tirando uma caixa de lá junto com gaze, algodão, álcool e rifocina os coloco em cima da mesa tirando as bobagens como cadernos, canetas, bonecos de cachorrinhos e gatos, começando a limpar o lugar com álcool e algodão só por segurança já que usaria um paninho verde em cima que não faço ideia do nome que tem. 

Jimin- O que está fazendo?         Olho para ele encarar os materiais que vou colocando em cima da mesa como se fosse começar uma seção de tortura, levando a luva até a boca começando a respirar rápido nela. O que ele está pensado? Que vou matar a mulher enquanto dorme?

S/n- Calma rs, não vou fazer nada de ruim com isso, tá?!           Ele continua olhando pra mim com uma certa desconfiança apertando o celular entre os dedos, ficando cada vez mais rígido ao me ver preparar uma agulha o olhando de volta com um sorriso fechado. 

Jimin- S/n, você está me assustando de verdade, o que vai fazer com isso? 

S/n- Confia em mim?                Tiro o ar da seringa dando uma batidinha nela a colocando em cima do pano verde, estendendo a mão pra ele entendendo de sua expressão de medo que ele não colaboraria nenhum pouco. 

S/n- Confia?                  Ele nega rapidamente encolhendo as mãos para longe do meu alcance junto com o celular. Fala sério... 

S/n- Tem medo de injeção?

Jimin- Não, tenho medo de você com uma! 

S/n- Ah... eu também teria se estivesse no lugar daquela tia ali no chão, mas você... é meu protegido, meu... amante rs, o amor da minha vida e não tem por que ter medo quando só vou cuidar de você!   

Jimin- Não vai fechar perto com isso aí não!

S/n- Meu bem, ajuda vai?

Jimin- Não adianta vir com esse papo, tá? Nem morto vou deixar você me costurar!  

  

 5 minutos depois...

Jimin on

S/n- Só uma picadinha...             Encolho a mão levemente de dor, mas logo ela vai passando com  anestesia fazendo efeito. 

Jimin- Não acredito que estou deixando você fazer isso... 

S/n- E eu não acredito que está com os olhos fechados... sério, eu sou boa nisso. Já fiz várias vezes!                  

Jimin- Assassina, farmacêutica, piloto de corrida, hacker e agora médica. Tem alguma coisa que você não faça bem tirando canto e dança?              Abro os olhos virando o rosto para ela vendo que já tinha feito um ponto entre os vários cortes que tenho.

S/n- Não sou médica, não sei tudo sobre remédios... sou apenas uma boa assassina eu acho. Essa habilidade de conseguir fazer suturas veio da necessidade de sobrevivência, não era sempre que saia ilesa das minhas missões e também não era sempre que conseguia manter o controle pra matar apenas o alvo. Já feri inocentes no meio das minhas guerras, mas nunca permiti que morressem. 

Jimin- Ele te ensinou essas coisas também? Com aqueles tipos de treinamentos nazistas?

S/n- Não... ele não me ensinou nada que pudesse usar pra fugir da posse dele. Aprender essas coisas fazia parte do meu plano de fuga, entende? Tinha que ser uma hacker mais ou menos pra conseguir abrir as portas, tinha aprender sobre substancias químicas pra saber escapar quando me dopassem e principalmente tinha que aprender a não perder pra ninguém daquele lugar. Seja em armas, na velocidade, na resistência física... eu tinha que ser a melhor e fui! Por isso meu valor subiu para o Tony, e é por isso que quero que aprenda a suturar também pois não vou deixar te machucarem, mas eu vou e uma hora precisarei que me ajude a continuar viva! 

Jimin- S/n eu não vou deixar se machucar também...

S/n- Só me escuta, ta bom? Eu já fiz isso, já fugi deles e sai de lá quase sem conseguir andar. Essas minhas costelas quase foram quebradas porque tentei roubar um carro deles. Não tem-como- proteger vocês, sem levar algumas balas, entende? Tem... cortes em mim de cães bizarros que nem possuíam língua Jimin, e Tony nem tentou nos matar ainda, foi só um aviso ou algo pra matar a Carla então... quando for pra valer ele fará pior, fará muito pior e quero que esteja pronto quando acontecer, porque eu vou lutar até o fim. 

Jimin- S/n eu não deixar...

S/n- Sei que não vai, mas quando acontecer precisa ficar calmo...                 Ela para de falar cortando o fio finalizando a última sutura da minha mão, passando uma gaze com um líquido amarelado por cima de cada ponto. 

Jimin- É realmente boa nisso, terminou tão rápido!            Pegando uma atadura de dentro da caixa de alumínio ela começa a enfaixar novamente minha mão deixando agora o dedos livres.

S/n- Estou cobrindo só porque vamos sair e as pessoas podem fazer disso algo pra ser notícia na Tv, mas quando chegarmos em casa é pra tirar. Se impedir a ferida de respirar ela demora mais pra secar e terá que usar os pontos por mais tempo. Prontinho?

Jimin- Ficou bom, já fez isso em você mesma?

S/n- Já rs, e como fiz...mas hoje é você que vai fazer em mim!       Ham?

Jimin- Que foi que você disse?             Ela sorrir erguendo uma sobrancelha e já sei só por este jeito que infelizmente entendi certo. Tirando o sobretudo retirando também o moletom engulo em seco de novo sem conseguir desfaçar o quanto esses machucados de  mordidas me entristecem. Mesmo com a presença de belos seios na minha frente e desse olhar divertido dela em ver minha reação isso não me faz sentir melhor por não ter conseguido ajudá-la o suficiente.

S/n- Vou te dar a chance de me cuidar certo? Hoje vai aprender a suturar!             Ela diz confiante virando os dois antebraços os colocando em cima da toalha verde, e fico ainda mais chocado com o tamanho das feridas que havia nela ali.

Jimin- Não, eu não consigo fazer isso... olha só como minhas mãos estão?            Mostro as faixas para ela como desculpa para não fazer isso e a mesma sorrir negando com a cabeça.

S/n- Deixei seus dedos livres justamente pra isso então nem vem! A S/n está desmaiando de tanto sangrar na sua frente e vai deixá-la morrer porque não aguenta ver sangue??

Jimin-Não é isso, é só que... essas coisas me deixam nervoso. 

S/n- Uma hora vai precisar fazer, seja no Nam, no Hope, Kookie, em mim... a questão pra te pedir que aprenda a fazer isso é que colocaram cães zumbis na minha casa e agora estou toda ferrada e não posso pedir tratamento a um médico sem dizer pra ele a verdade!

Jimin- E se dissermos que... um cachorro de rua fez isso? 

S/n- Jimin, essa afirmação de que um cachorro de rua quase me matou só faria que a população na Coreia exigisse a morte deles. Quer mesmo que algo assim aconteça?               

Jimin- Tá... me passa a anestesia!        

S/n- Sem anestesia!                        Quê???

Jimin-Oh! Não! Não vou fazer isso se sentir dor!                    Levo a mão para pegar a seringa de cima da mesa, mas ela a guarda na gaveta negando com a cabeça voltando a por os antebraços em cima da mesa. 

S/n- Uma linha e uma agulha se tiver sorte será tudo que poderá usar pra me ajudar. 

Jimin- Mas vai sentir dor...

S/n- Eu aguento Jimin! Mulheres tendem a suportar a dor com mais facilidade do que vocês sabia? 

Jimin- Nem sempre! 

S/n- Sim, claro, quando estamos férteis sentimos tudo com mais intensidade, mas pode ficar tranquilo que não estou nessa fase mais. Já passou...                       Os olhos dela tomam um rumo distante por alguns segundos, mas logo voltam pra mim com um certo sorriso... falso. 

Jimin- Não vou te machucar!

S/n- Não, você vai me ajudar! Posso fazer isso sozinha, mas prefiro aproveitar a oportunidade pra te ensinar de uma forma mais eficaz, com uma boneca viva!

Jimin- Mas a boneca é você S/n! Porque não deixa usar a anestesia? Vai ser bem mais fácil se souber que não estou te MAAAAAA!                 Levo a mão pra frente dos olhos olhando entre os dedos para ela que enfia uma agulha no próprio braço, fazendo um ponto nele com a naturalidade de uma garota qualquer fazendo as unhas. 

Jimin- Como você pode não sentir isso?? 

S/n- Eu sinto, só que existem dores bem piores do essa que vai causar em mim. 

Jimin- Mas não quero que sinta nada... olha só saiu sangue!                       Levo uma gaze  para cima da ferida sem fazer ideia do que fazer olhando para os instrumentos em cima da mesa. 

S/n- Podemos começar? 

Jimin- Não tem mesmo uma forma de ir no médico sem prejudicar os cachorrinhos? 

S/n- Imagine uma pessoa conhecida no país por ser... literalmente imbatível, chegando em um pronto socorro mastigada e cuspida por doguinhos. Não seria estranho? Não se tornaria capa de revista? Porque eu já imagino o alarde dos armys quando lerem “Colete se fere gravemente tentando proteger Jimin do BTS de ataque canino!” Não sei você, mas pra mim isso soa tão ridículo quando apanhar de velhinhas com bengala! E isso sem contar que os pessoas doidas podem a ver cães de rua como uma ameaça e começar a mata-los por aí em nome do grupo! 

Jimin- Acha mesmo que algo assim aconteceria? 

S/n- BTS ínsita ódio aos animais! Jimin do BTS motiva armys a matar cães de rua! Armys fazem campanha anti pets! Quer que eu continue? Posso inventar mil mentiras só sobre isso e olha que nem sou hater! 

Jimin- Ok, você me convenceu, eu faço, só não entendo porque precisa ser sem anestesia.

S/n- Pega o álcool joga dentro da ferida limpa com a gaze sem delicadeza!               Faço uma careta só de imaginar o quanto isso deve doer começando a fazer o que disse no corte que parece ser mais a mordida de um urso selvagem vendo o sangue seco se desmanchar a medida que esfrego a gaze em cima.

S/n- Na Savekovisk as anestesias sempre costumam ser gerais, então... sempre que tenho a oportunidade de opinar prefiro que não usem. Ficar inconsciente dá brecha para sádicos fazerem o que bem entender com o seu corpo...                  Os olhos dela se arregalam em direção ao nada como se estivesse se lembrando de algo ruim, mas logo ela volta a ficar com a expressão serena olhando para o que estava fazendo. 

S/n- Também é uma questão de treinamento pra mim suportar a dor. Já sei fazer com ferimentos leves como esses, mas falho muito quando sou pega de surpresa. É um saco quando seu adversário sabe onde te atingir...

Jimin- Estou fazendo certo?              Paro de limpar esperando sua opinião e ela nega com a cabeça pegando outra gaze.

S/n- Quando se fecha uma mordida por animal zumbi ou qualquer ser vivo rs, precisa lavar muito bem por dentro pra ter risco de infeccionar quando fechar.                  Assentindo pego a gaze de sua mão colocando o álcool agora por dentro da ferida, não conseguindo evitar me encolher de desconforto com o que essa visão me dá. Deve doer tanto... 

Esfregando a gaze da forma mais suave que consigo pra não sangrar mais, ela coloca a mão em cima da minha pondo mais força. 

S/n- Isso dói, mas não machuca Jimin, vai sangrar mesmo se for delicado só que isso só vai fazer prolongar o que poderia ser rápido.

Jimin- Assim?                     Olho pra ela que morde o lábio ficando  com o queixo trêmulo e então paro de novo com dúvida se a força que estava usando era demais. 

S/n- Está certo... eu aguento, pode continuar.                        Impressionado com sua expressão serena mesmo quando estou esfregando sua carne, nego com a cabeça com um sorriso orgulhoso da mulher forte por que me apaixonei, vendo ela sorrir levemente do meu rosto sem entender o que a de errado comigo. 

S/n- Acho que já limpou demais Dr.Park, vamos começar! Rs                  Ela nega sorrindo apoiando o rosto na mão olhando pra mim com uma expressão de admiração que não faço ideia do porque já que não paro de fazer cara de desconforto o tempo todo. Droga, será que ela está rindo da minha falta de testosterona? Não, não posso passar essa vergonha. Seja homem Jimin!                      Bato no peito ficando mais ereto na cadeira puxando seu pulso para mim com mais firmeza, mas  surpreendo-me ao sentir o quanto estou nervoso já que sua mão naturalmente fria se encontra mais quente que a minha. Vai mão, esquenta esquenta esquenta! 

S/n- Relaxa rs, ficar nervoso com algo que não tem costume é normal. 

Jimin- Eu estou bem... muito... confortável. Só me diga o que fazer!          

S/n- Arham... certo, muito confortável.rsrs

Jimin-O que devo fazer primeiro? 

S/n- Tudo bem, primeiro quero que olhe bem que tipo de corte é esse. Ele é linear? Está em um ponto de tensão?                  Não entendi nem a pergunta.

Jimin- O que quer dizer com linear e tensão? 

S/n- Linear é o que eu chamo de corte limpo, corte reto, como esse aqui do meu braço esquerdo. Está vendo? Esse foi de uma facada de raspão que levei hoje a tarde. 

Jimin- Não tinha notado quando estava tomando banho. O sangue era dele? 

S/n- Não, o sangue é do caro que me acertou com a faca... digamos que fiquei com tanta raiva dele que acabei tomando banho com seus pedaços quando usei seu corpo como escudo. Mas o corte em si não foi tão fundo, na verdade foi bem superficial e mal precisa de pontos. Mas como ele está aí vamos aproveitar da situação pra te ensinar. 

Jimin- Ok... e a tensão? 

S/n- Tensão são onde ficam nossas articulações, como pulso, cotovelo, joelho, partes do corpo que a pele se estica com frequência. O corte do braço direto tem alguma dessas características? 

Jimin- Não, é bem curvo, como se... a carne estivesse rasgada... Jesus...

S/n- Está tudo bem? Se quiser podemos parar até se acostumar.

Jimin- Estou confortável, só vamos rápido com isso! 

S/n- Amor você está uns 5 tons mais pálido do que o normal...

Jimin- Estou bem, só continue, temos que ir pra casa! 

S/n- Tá bom... vou te ensinar duas suturas diferentes e as situações que pode precisar delas. Para o braço esquerdo que o ferimento é regular vamos usar a sutura intradérmica que é uma sutura não visível,  que é a mesma que eu fiz em você apesar dos seus cortes serem irregulares. 

Jimin- Por que? Tem algum motivo pra ter usado esse em mim mesmo não sendo o indicado? 

S/n- Esse tipo de ponto deixa menos cicatrizes e vão escandalizar bem menos se elas forem vistas. Já a do direito você vai fazer a sutura simples que só pode ser feito em regiões sem tensão, que é o caso do nosso corte aqui. 

Jimin- Entendi, por qual devo começar?       

S/n- Vamos pela mais fácil que é o simples. Vamos precisar da agulha curva e tesoura. Somente isso, porque ninguém anda por aí com um um kit de suturas, certo? Mas esses materiais você pode improvisar com coisas cotidianas por aí desde que estejam bem limpas. Então vamos lá e me imite.                 Pegando uma agulha também a observo fazendo o mesmo colocando o fio na agulha pegando uma tesoura na outra mão.

S/n- Na distância de um dedo do início da ferida, entre com a agulha de um lado por cima até sair do outro lado do corte...

Jimin- É pra fazer isso agora?    

S/n- Arham!                      Respiro fundo parando diante dela  com os intrumentos na mão, olhando para a ferida da carne vermelha começando a suar. Vamos Jimin! Coragem! Seja homem, não passe essa vergonha na frente de uma mulher dessas!

S/n- Será como uma picada de agulha bem lenta e nada reta, não tem porque se preocupar tanto com meu bem estar. Não viu como estou bem? É só estar preparada pra dor que isso não vai me afetar! 

Jimin- Eu vou tentar meu melhor, mas se errar não fique zangada, tá?

S/n- Não vou, só quero te ensinar.              Engulo em seco tentando fazer cara de corajoso começo a fazer da forma que ela instruiu, não a escutando reclamar ou fazer menção de que está sentindo dor quando furo. 

S/n- Deixe as pontas com bastante espaço para o nó... Isso... assim. Agora pegue um lado da linha e enrole duas vezes ao redor da tesoura e com ela pegue a outra ponta a puxando por dentro das linhas que você enrolou na tesoura... isso desse jeito... agora puxe e corte os lados das linhas uns 4cm próximo a pele. Pronto, você fez um só simples de cirurgião!      

Jimin- Uau... eu fiz um nó sem vomitar!         Digo perplexo engolindo o acúmulo de saliva do mal está que se formou na minha boca, vendo S/n se aproximar por cima da mesa me dando um beijo na bochecha e outro na boca me fazendo rir envergonhado por ter dito em voz alta o que estava  escondendo dela.

S/n- Lindo! Acha que consegue continuar sozinho? 

Jimin- Posso tentar...                Fazendo outro devagar meus olhos praticamente não piscavam com a concentração pra não errar e ter fazer de novo. Talvez se estivesse usando os materiais certos já tivesse terminado, mas como uma tesoura e agulha é tudo o que ela me deixou usar o jeito é ir devagar mesmo imaginando que assim deva ser pior.

S/n- Terminou de ler as mensagens do celular? 

Jimin- Sim...o Dr.Bong-Cho deu aquele remédio pra que surtasse ,não foi? 

S/n- Sim, na época que fazia minhas consultas com o Chin-mae o Tony trocou meus remédios, AÍ! 

Jimin- Desculpa é que... disse que o Chin-mae também te deu esses remédios? 

S/n- Não, ele me receitava um, mas Tony trocava o conteúdo do frasco antes que chegasse na minha mão. Por isso meus sonhos eram tão... malditos! 

Jimin- Entendo... mas me explica que história é essa do Tony querer o Jungkook porque eu não entendi. O lance da Sook em querer o Taehyung eu já imagino, mas o Tony... porque?

S/n- Kookie é um camaleão Jimin, ele vai fazer bem tudo o que se propor a aprender e o histórico marcial dele é interessante e Tony sabe disso. Na verdade ele sabe de todos vocês graças às páginas de fofocas na internet.                    Finalizando o braço direito cortando o fio paro alguns segundos olhando sério pra S/n que afirma com a cabeça o já imagino.

Jimin- Ele quer criar um Idol assassino?

S/n- Não rs, ele quer fazer do Kookie um assassino. Ele ser um Idol pra ele não faz diferença alguma para o que ele espera dele, acredite!                  Levantando o braço para ver mais de perto ela sorrir em aprovação.                            

S/n- Hum... ficou muito bom. Mas alguns treinamentos em bananas e já poderia ser médico militar!

Jimin- Médico militar... nem me fale, no final desse ano o Jin e o Yoongi vão ja vão para o exército!

S/n- Acha ruim? Porque quando penso sobre isso acho que se homem gostaria de servir. Acredito seria divertido aprender outras habilidades com gente que te ensina sem se inspirar em Jogos mortais!

Jimin- Não sei se será divertido pra eles, mas acredito que ir é importante pra segurança do meu país ter cidadãos preparados se algo ruim acontecer!

S/n- Por honra então?

Jimin- Honra e dever! 

S/n- Hum...nunca entenderei o significado dessas palavras na forma que você diz, é tão... patriótico! 

Jimin- É normal S/n, no Brasil vocês não pensam dessa forma quando vão se alistar no exército? 

S/n- Não, não é assim que as coisas funcionam por lá. Na maioria das vezes as pessoas só se comportam de forma patriota em épocas de copas em que ganhamos nos esportes, e entendem o sentido de dever quando são obrigados a servir e ouvem com mais frequência nos quartéis o que dever realmente significa na prática!

Jimin- Obrigados? 

S/n- Nunca estivemos em guerra com um inimigo que não fôssemos nós mesmos então... as guerras são rotinas pra alguns, e  nunca achamos que precisaremos nos preparar para um ataque estrangeiro já que ninguém se importa com o que fazemos ou temos por lá. 

Jimin-Oh... que estranho, espero que as pessoas de lá nunca tenham que aprender o significado do que é está despreparado pra uma guerra. Minha bisavó que hoje já não esta mais viva sofria muito com os pesadelos, mesmo depois de anos com o fim da guerra era muito triste...  ela criou trauma de japonês, qualquer um, bebês, mulheres, idosas, ela simplesmente chorava quando os via. Não desejo isso pra ninguém...

S/n- Sinto muito, mas vamos focar aqui que temos nossa própria guerra pra nos prevenirmos, ok? 

Jimin- Ok, esse é mais difícil?                    Ela coloca o braço esquerdo para mais perto de onde estou devolvendo a agulha na minha mão e pego com a outra a tesoura.

S/n- A sutura intradérmica na teoria é bem fácil já que se trata de um ziguezague em que se aproxima a pele por dentro da carne. Por o nome intra e derme!

Jimin- Acho que já entendi, vi você fazendo enquanto conversava e acho que este é até mais fácil. Posso tentar? 

S/n- Pode sim, está se saindo muito bem Dr.Park. 

Jimin- Eu sei rs. Nem consigo imaginar que esteja fazendo isso em você sem passar mal. 

S/n- Esse vai ser bem rápido... não chega nem a 4 cm de tamanho, é um corte bem pequeno.

Jimin- Posso te fazer uma pergunta enquanto faço aqui? Pode escolher responder ou não, mas eu queria saber porquê disse que “ficar inconsciente dá brecha para sádicos fazerem o que bem entender com o seu corpo...” aconteceu... alguma coisa do tipo com você? Percebi que quando disse essa frase ficou ausente e triste por alguns segundos.

S/n- Não foi nada... coisas assim aconteciam por lá, só  isso.                 Percebendo que estava escondendo uma história de mim começo a trabalhar um pouco mais lento que do que realmente preciso ,para fazer isto certo. Ter mais tempo assim pode ajudá-la a tomar mais coragem pra falar.

Jimin-Lembra do seu primeiro dia trabalhando como colete em Riady? 

S/n- Sim, foi...bem embaraçoso. Porque?

Jimin- Não sei se já notou, mas quando foi falar comigo de madrugada eu estava acordado!                            Olho para ela por curiosidade vendo uma expressão leve de surpresa se formar no rosto triste, desviando o olhar em seguida para a sutura que estava fazendo.

S/n- Aperte a ponta e finalize!

Jimin- Uma das coisas que marcaram aquela noite sobre seu desabafo foi que disse que o talento pouco apreciado em mim... era essa calmaria que te passo. Lembra da frase que usou pra descrever?

S/n- “Nada me dá mais paz na vida do que te contar meus problemas...” mas agora finaliza com um nó na ponta!

Jimin- Sei que está sofrendo por alguma coisa S/n então conta, já está visível na forma como foge do assunto, desvia o olhar quando fica triste e até nas vezes que te pego olhando para o nada com uma expressão assustada. Pode desabafar sobre o que quiser, estou aqui pra te ouvir, ajudar e se me deixar de vez quando proteger também.         

Jimin- Vamos pode falar, eu te escuto, mas me deixa ajudar...

S/n- Me dá!                    Ela levanta a mão para mim assumindo uma postura desinteressada me deixando desconcertado sem saber como retomar a conversa.

Jimin- Quer a agulha?

S/n- Isso, você está muito lerdo!             Tirando a agulha da minha mão ela vira o braço na minha direção pra mostrar como iria dar o nó, mas minha atenção estava toda no rosto sofrido que desta vez não  conseguiu esconder sua dor seja na costura que estava apertando ou na lembrança do que não queria me contar.

Jimin-Só me conta S/n...

S/n- Acabamos aqui!               Ela corta o fio se levantando da cadeira rapidamente, colocando o moletom de volta agindo como se estivesse quase sufocando de agonia pegando o sobretudo do chão. 

S/n- Ei, você!!! Chega de dormir, vá cuidar do Yeontan!                            Ela dá um chute fraco no pé mulher que acorda um pouco zonza olhando para nós com os olhos quase fechados.

S/n- Amanhã cedo eu volto com o Taehyung  pra ver como está!                 Dando um beijo rápido no cachorro ela vira para mim tirando as chaves do bolso do sobretudo.

S/n- Vamos, temos que pegar os outros na Big Hit!              Se retirando sem me dá mais tempo de falar ela se retira do consultório deixando apenas a doutora e eu nos olhando sem dizer nada. 

Jimin- Desculpe, amanhã trago algo pra você comer!                   Colocando meu casaco de couro novamente saio da sala não achando mais meu capacete no chão. 

VRUM!                  Me assusto ao ouvir o som da moto ligar do lado fora, saindo de dentro da clínica vendo que a chave ainda estava na porta para que a fechasse, trancando a porta virando a placa de aberto para fechado, tirando as chaves as colocando no bolso da jaqueta indo até a moto onde.

Pegando o capacete de sua mão o coloco sentando na moto novamente ficando quieto sem sairmos do lugar esperando ela dizer alguma coisa, mas nada. Ela simplesmente travou em cima da moto parecendo ignorar a vontade nitida desabafar.Isso não era normal, ela nunca foi de esconder nada do que acontecia com ela, então porque fazer isso agora?

Aproveitando da proximidade que a moto nos dava envolvo os braços ao redor dela lhe dando um abraço apertado ficando ali por alguns minutos enquanto ela matem a moto ligada sem se mexer, percebendo que estava conseguindo chegar no coração teimoso dela, sentindo seu peito se mexer em soluços mostrando que deveria tentar perguntar mais uma vez.

Jimin- Conta pra mim S/n, nada vai mudar entre a gente independente do que for, só me conte, quero te ajudar! 

S/n- A menos que tenha uma máquina do tempo Jimin, você não pode fazer nada! 

Jimin- Como pode saber se...

S/n- Segura! 

VRUUUUMMM!

Jimin- HAAAAAAAAAAAAA! PORQUEEEEEEEEE????

 


Notas Finais


Na opinião de vocês... o que acontecia se ela dissesse pra ele o que o Tony fez com ela nesses últimos que esteve longe?👼👼👼


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