História If...? - Good Omens - Capítulo 9


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Categorias Good Omens
Personagens Anathema Device, Aziraphale, Crowley
Tags Good Omens
Visualizações 54
Palavras 1.560
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora.

Capítulo 9 - 09-.


Fanfic / Fanfiction If...? - Good Omens - Capítulo 9 - 09-.

Sábado.
Aziraphael acordou meio dia em sua cama com uma ressaca infernal. Foi até a cozinha, tomou um remédio e preparou uma refeição com pão, requeijão, geleia e chocolate quente.
Sentou na mesa e bebeu um pouco da bebida quente, tentando se lembrar o que acontecera noite passada :
Tinham ido ao Ritz e depois uma balada. Tinha bebido um pouco além do normal, rira bastante e Crowley aparecera e dissera algo, então saiu correndo.
Se esforçou para lembrar o que Crowley dissera. Achara que tinha algo a ver com alguém o ameaçar de morte.
Isso faria algum sentido, na verdade. Melhor do que Crowley apenas ter o abandonado sem mais nem menos. Queria saber. Iria saber. Levantou-se e lavou a pequena louça, depois foi tomar um banho. Saiu, pegou o casaco e saiu para a cafeteria.
- Newt! Bom dia! - Comprimentou o rapaz.
- Bom dia, Aziraphael! Vejo que está melhor!
- É, até que sim. Onde esta Crowley?
- Desculpe, eu não sei.
- Pos eu acho que você sabe. Ontem esbarramos com ele naquela balada, sabe? Então, quero saber se ele ainda está lá ou se foi para casa.
- Aziraphael, me desculpa mas eu não sei mesmo.
- Newton, não se faça! Eu sei que você sabe, não sei como eu sei mas sei! Então por favor, me diz! Ele falou coisas ontem que eu preciso entender.
- Aziraphael...
- Ele disse que parou de me ver porque me ameaçaram. Eu preciso saber se isso é verdade, Newt. Eu preciso de uma explicação pelo menos, entende? É só o que eu quero.
Newton suspirou. Gostava muito dos dois , e realmente achava que Aziraphael merecia uma explicação.
- Ele não sai do bar dele desde quarta passada.
- Muito Obrigado!
Aziraphael saiu da cafeteria e correu até a balada. A porta da frente estava aberta, alguns funcionários passavam com pacotes de bebidas e luzes novas. Aziraphael esperou que o funcionário entrasse no caminhão de bebidas para entrar no restaurante sem que ninguém visse.
Entrou e foi direto para as áreas vip, abrindo cada uma das curtininhas pretas. Na terceira, achou Crowley desacordado no sofazinho com muitas garrafas vazias.
Aziraphael o balançou para acorda-lo, e escutou murmúrios em resposta. Ai, sem paciência, deu-lhe um tapa no rosto, e este acordou.
- MAS QUE PORRA FOI- Aziraphael? - Perguntou meio drogue.
- Vem, vou te levar para casa.
- Não! Vai embora porra!
- Cale a sua boca! Você sumiu por duas semanas seu bastardo! Não me disse uma palavra! Agora você vai me obedecer ou eu te levo arrastado!
Crowley pensou que seria uma cena engraçada mas estava com muita dor de cabeça para discutir.
Aziraphael passou o braço pelas costas dele e o puxou para cima. Fazendo-o se levantar.
- Você está fedendo.
- Que gentil notar!
No caminho até a porta, os empregados que questionaram a cena foram dispensados com um levantar de mão de Crowley. Aziraphael pediu um taxi e levou o ruivo até seu apartamento.
O porteiro novamente ignorou que Sr. Crowley fosse carregado para cima. Os dois entraram na sala e seguiram para o banheiro.
- É triste saber que a primeira vez que vou te ver nu vai ser para te dar banho.
- Eu consigo tomar a porra de um banho sozinho, Aziraphael.
- Ótimo, se vire. - E o soltou , saindo do banheiro.
Aziraphael foi para a cozinha, e preparou os dois 2 ovos que tinham na geladeira.
Crowley tirou as roupas e entrou na banheira, deixando a água cair sobre si.
Puta que pariu. Algo deveria ter acontecido para Aziraphael ir procura-lo e exigir que conversassem. Passou a mão no rosto. E agora? O que diria? Puta que pariu. Fodeu. Fodeu muito. Teria de pensar em algo, improvisar. Talvez ser cruel com o anjo para fazer-lhe desistir. É, essa era uma ótima ideia, exatamente isso que iria fazer.
Terminou o banho rápido para acabar logo com aquilo e saiu de toalha. Aziraphael estava sentado na sala, e o viu passando de toalha para o quarto.
- Só vou por uma roupa.
No quarto, Crowley pos uma blusa preta e calça moletom , não iria sair mais de casa naquele dia mesmo, iria encher a cara em sua banheira depois. Notou que esquecera os óculos no banheiro e pegou mais um da gaveta de óculos de sol.
Saiu do quarto e foi para a cozinha, passando por Aziraphael. Sentia cheiro de ovos mas não conseguia nem pensar em comer, seu estomago estava muito embrulhado pelo o que teria de fazer.
- Fiz ovos. - Aziraphael disse atrás dele.
- Notei.
- Coma, deve fazer muito tempo que você não come algo que preste.
- Não tô afim, Aziraphael. Porra, fala logo o que você quer! Você não me arrastaria pra fora do bar se não quisesse nada, não me forçaria a ficar sóbrio.
- Realmente...Bem, por onde começar....
- Só vai logo.
- Certo, bem, você sumiu. Duas semanas que você sumiu e , bem, não me deu nenhuma explicação e ontem-
- Eu sumi porque não te quero mais - Crowley conseguiu fingir uma expressão de indiferença , porém não olhou para o anjo - Você não achou mesmo que eu estava gostando de você, não é? Óbvio que não estava. Enjoei de você. Agora, já que já sabe, pode por favor sair da minha casa e me deixar em paz?
Crowley sentia seu olhos lacrimejarem e a boca quase curvava para baixo, sem sinal de desgosto. A garganta fechava e sentia seu estomago se revirar. Aquela, com certeza, era a pior mentira que tivera que contar a sua vida, tanto que olhaca para o chão, e não para Aziraphael.
- Eu sei que é mentira - Escutou Aziraphael falar com voz de choro e Levantou o rosto assustado - Eu sei que é. Você não consegue nem olhar para mim enquanto fala.
Crowley não aguentou e começou a chorar vendo Aziraphael chorando.
- Ontem, você estava bebado de mais para lembrar mas você disse que sua prima disse que ia me matar se você não parasse de me ver.
Os olhos de Crowley se arregalaram por baixo dos óculos. Ele falara aquilo? Ele realmente fora tão idiota para falar aquilo?
- É verdade?
Crowley precisou juntar todas as suas forças para soltar um "Não" estrangulado e baixo.
- Pare de tentar me proteger, Crowley! Isso é verdade ou não é?!
Crowley não aguentou e sentou no chão. Aquilo estava exigindo muito dele. Exigindo de cada fibra do seu corpo. Aziraphael foi até ele e se ajoelhou na frente do mesmo, quando ia segurar o rosto de Crowley, este o encarou e segurou o seu.
- Ela vai te matar. Você entende isso? Você realmente entende isso, porra?
Aziraphael não aguentou ver toda aquela angustia no rosto de Crowley e o abraçou forte.
- Eu estou bem aqui, Crowley.
Os óculos de Crowley cairam quando afundou o rosto no pescoço de Aziraphael, chorando como uma criança desesperada e o agarrando.
Aziraphael esperou ele se acalmar e o sentou-o na mesa, de frente para si.
- Meu amor, pode por favor me explicar isso?
- Aziraphael, eu não...eu não posso te contar.
- Crowley, você pode. Eu não vou lhe julgar, nunca, mas eu preciso saber o que aconteceu.
Crowley respirou fundo. Sabia que Aziraphael merecia uma explicação.
- Eu era a criança que passava de casa em casa. Mãe, avós, tios, primos, amigos de parentes. Quando eu tinha uns catorze anos eu fui parar na casa de uns amigos de uma tia, que precisavam de ajuda em casa e me mandaram pra trabalhar lá em troca de teto e comida. Lá eu conheci a Beelzebub, que era sobrinha deles. A Beelzebub já tinha uns 16 pra 17 anos e tava metida com umas coisas de gangue, e me chamou para entrar. Eu querendo dinheiro e sair logo daquela casa fui. Até o final do ensino médio eu só fazia pequenas entregas de maconha, cocaína e mais umas coisas. Ai quando fiz 18 sai de casa e abri aquele restaurante, porém com o tempo eu me meti mais e mais com a Beelzebub e o restaurante virou mais centro de drogas do que restaurante. Ai eu cansei com 24 anos. Cansei de obedecer ela, de fazer essas coisas, queria ter a minha própria vida, sabe? Tentei sair desse esquema das drogas e me deram um pau, então só fiquei longe, parei de ir pro restaurante, viajava mais pra não ter que fazer entregas, e deu certo. Mas ai eu te conheci. A Beelzebub parece que odeia o teu primo por algum motivo e não me quer nem perto de você. Aquele sábado que eu sai da tua casa, ela me drogou e me espancou num beco, eu tive que ligar pro Newt me trazer em casa. Então, por favor, Aziraphael, sai agora daqui e fica longe de mim.
Crowley olhou para Aziraphael, que estava chorando à sua frente.
- Crowley, eu não vou ir embora nunca mais - E sorriu.
- VOCÊ VAI MORRER, PORRA, NÃO ENTENDE ISSO?
- Eu não ligo, Crowley. Eu só comecei a me sentir vivo com você, então eu não ligo se isso vai me matar. Vamos viajar, fugir, nós vamos dar um jeito nisso, eu prometo. - E sorriu. 



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