História If I hit the door. Will you open it? - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Saga, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 5 - Almoço parte 2


Sinto ela puxar levemente meu braço e me encarar, esperando uma resposta. Não sei ao certo o que eu estava sentindo com aquela ação, uma mistura de saudade com repulsa, era estranho ver como esse pequeno ato vindo dela tinha um poder tão imenso em mim. Se eu dissesse que aqueles olhos que me encaravam tão profundamente estavam tentando conversar com os meus, não estaria mentindo, era confuso. Ao mesmo tempo que eram transparentes, dizendo que realmente precisava falar comigo, era misterioso. Quem ela era hoje? O que ela havia se tornado? E o principal, o que ela queria comigo?

- O que você quer, Júlia? - respondo devolvendo o olhar.

- Quero conversar com você - respirou - Você fugiu de mim ontem - completou com um sorriso.

- Mas eu não - respondi ríspida, a situação estava me deixando nervosa - e também não fugi de você - terminei.

- Então vai me tratar assim? Como uma estranha? Como se nada tivesse acontecido entre nós - agora seu olhar era mais sério, continuava a me encarar.

- E não é exatamente isso que somos - devolvi. Como ela acha que tem o direito de sumir por 7 anos e voltar como se nada tivesse acontecido - estranhas uma pra outra, afinal, eu nunca te conheci de verdade, Júlia.

- Como você tem coragem de falar assim? - disse com um tom de indignação - não é bem assim que eu me lembro. Você pensava bem diferente a alguns anos atrás.

- Pois é. As coisas mudam, eu mudei, e com certeza você também - terminei. Sentindo minhas pernas falharem assim que toco sua mão para tirá-la do meu braço e tomando uma distância segura entre nós - se é só isso, tchau Júlia.

- Só me responde mais uma coisa, que te deixo em paz - falou, se aproximando mais uma vez.

- Fala - queria sair logo dali.

- Vai me dizer que eu sou a única que sente saudades disso? - apontou para nós duas - Dos toques - se aproximou mais - dos carinhos - chegou mais ainda mais perto, dava pra ouvir sua respiração, quente e rápida - do beijo - disse por fim, colocando suas mãos em minha cintura. Juro que nesses pequenos segundos todas as minhas dúvidas se tornaram nulas, comparada aquela sensação de estar de novo nós seus braços.

Eu nunca fui contralada, principalmente se tratando dela, e a Júlia sabia muito bem disso, sabia que somente ela tinha esse poder sobre mim. Mas ela só esqueceu de uma pequena coisa, a mágoa, a mágoa que eu sentia por ela ter me abandonado sem ao menos um adeus, a mágoa, de ter sido trocada sem pensar duas vezes, a mágoa, de ter passado todos esses anos sentido saudades. E com esse resquícios de sanidade me afasto com muito pesar dela, ainda sentindo todo o efeito que ela tinha sobre mim.

- Nunca mais faça isso, está me ouvindo? - falei com toda fúria que sentia - Você não tem esse direito - fui me acalmando para continuar - e respondendo sua pergunta, como eu te disse, eu mudei, e você também. Não somos nem de longe aquelas pessoas. E agora será que dá pra me deixar em paz?

Ela apenas acenou, eu saí dali. Precisava urgente ficar sozinha, subi as escadas e entrei no quarto da Ana. Ali, sozinha com meus pensamentos pude colocar todo esse misto de sentimentos para fora, estava mal, não por ela, mas sim por mim, de como eu fiquei quando ela se foi, da minha esperança ser destruída quando soube que ela estava namorando. Como ela podia pensar que eu ainda estaria aqui para ela? Depois de tudo.

Derrepente a dona da casa adentra o quarto, assim que me vê percebe que não estou bem, não estava chorando, só muito confusa.

- Mari, o que aconteceu? - perguntou preocupada.

- Júlia, ela aconteceu - respondi com uma voz mais baixa do que à abitual - por que isso tem que acontecer justamente comigo?

- Ei Mari, o que aconteceu? - perguntou novamente.

- Eu estava lá na cozinha, e você saiu para terminar de cumprimentar o pessoal. Até que ela chegou puxando assunto, disse que sentia falta da gente. E - respirei fundo para continuar - tentou me beijar.

- Calma, amiga - e me abraçou. Pude sentir que ela realmente entedia meus motivos para estar assim. A Ana mais do que ninguém sabe o que eu passei, e apesar de gostar bastante da Júlia ela também ficou muito chateada com a história toda - você quer que eu fale com ela? - me olhou esperando uma resposta.

- Não precisa. Já falei pra ela me deixar em paz - ela apenas concordou. Fiquei mais um tempo à abraçando, precisava. Depois de um tempo fui me acalmando, ela não me deixou sozinha até o mesmo.

Assim que me reconpus descemos. Peguei uma cerveja, precisava de álcool para agurntar esse dia. O Leo estava sentado de frente para a piscina olhando para a Paulinha, resolvi ir até ele.

- Tá apaixonado, né? - faleio o zuando.

- Pior que não tem nem como discutir com isso - me surpreendi, achei que ele foçe negar até morrer.

- Olha ele, garoto maduro - me respondeu com uma cara de repulsa - mas que bom, Léo. Vocês se gostam, já estava passando da hora de assumirem isso.

- Por mim eu já teria feito disso algo mais sério a muito tempo, mas a Paula estava, sei lá, me testando - disse mais sério - nunca entendi isso.

- Ela queria ter certeza se o que você oferecia era seguro - suspirei - a entendo bem.

- E você, como está com ela aqui? - perguntou apontando discretamente para Júlia - percebi que não está muito bem, ela tem a ver, né?

- Primeiro, nada bem, se eu pudesse saia correndo daqui - ele deu um pequeno sorriso - segundo, sim.

- Quer falar sobre?!

- Melhor não, acredite, estragaria seu dia - não queria ficar lembrando, só pioraria.

- Se você precisar de alguma coisa - apontou pra ele mesmo - tô aqui - apenas forçei um sorriso, ele deu por satisfeito e voltou a olhar para frente.

Não demorou muito Paulinha se juntou a nós. Começamos a conversar coisas aleatórias, apenas ria das bobagens que eles falavam. A casa já estava cheia, parece que o "almoço" ia render, cada vez que olhava para trás chegava mais gente. Paro de prestar atenção neles, já que coçaram com melação, e começo a rodar meu olhar, até que vejo um rosto conhecido, Maíra. Como eu fui burra, é claro que ela viria, somos todos amigos. Sinceramente, não estava com cabeça, ela provavelmente vai querer conversar, e não vai rolar. Melhor eu ir embora.

Apenas digo para os dois que vou pegar mais cerveja, se eu dissesse a verdade provavelmente não me deixariam ir. Estava abrindo a porta desfarçadamente quando ouço uma voz conhecida bem atrás de mim.

- Está fugindo de mim? - uma Maíra de braços cruzados e mal encarada me fuzilava - posso saber o porquê?

- Não estou fugindo de ninguém - mentira - muito menos de você - mais mentira ainda - ia só pegar umas coisas no meu carro - não conseguia a olhar nos olhos.

- Você realmente não sabe mentir - como ela sabia? - se eu areditasse que você iria pegar algo no carro, como você faria, já que seu carro nem estacionado lá fora? - me fuzilava ainda mais.

- Ok. Você me pegaou. Eu estava indo embora, mas não por você, só estou mal - de certo modo isso era verdade. Eu estava fugindo dela sim, mas ela literalmente não tinha culpa de nada.

- Ontem foi a primeira vez que te vi em semanas. Será que é tão difícil ficarmos um pouco juntas. Estou pedindo demais? - Falou melancólica.

- Não, não é - Ela tinha razão, apesar de não termos nenhum compromisso sério, se tinha alguém que valia a pena era ela - Vamos - peguei em sua mão e fomos até um grupo de amigos.

- Agora eu entendi o motivo da demora para pegar uma cerveja - zombou o Leo assim que nos viu juntas.

- Haha engraçadinho - dei um sorrisinho e passei minha mão pela sintura da morena (Maíra) - me perdi por aí, e ela me achou - me olhou com um sorriso de orelha a orelha e me deu um pequeno selinho.

Só quando nos separamos que reparei em quem nos observava de longe, Júlia. Ela nos olhava com uma irritação visível, tentava disfarçar, mas não conseguia. Aí uma coisa que mudou, quantas e quantas vezes no passado eu esperava conseguir à decifrar, mas parecia impossível. Aproveitei aquela situação e me encaixei mais ainda na Maíra, achei que ela fosse tentar disfarçar de novo, mas ela apenas bebeu o resto do conteúdo que tinha em seu copo e veio em direção de onde estávamos e começou a conversar com uns amigos. Ela falava alguma coisa e me olhava, aquela sensação, de ser observada por ela, revirava meu estômago. Eu estou aqui, abraçada com um puta mulherão e só consigo pensar nessa desgraça me olhando.

Não conseguia mais ficar naquela situação, precisava urgentemente de ar. Dei um beijo no rosto da Morena, disse:

- Vou ali fora tomar um ar, já eu volto.

- Ok. Mas promete que não vai fugir de novo de mim?

- Vou tentar - Me deu uma leve tapinha, eu apenas sorri - Ok, prometo.

Peguei um cigarro de um amigo e saí. Não costumava fumar, só o fazia quando estava muito alegre ou muito fudida, e sabemos bem no que me encaixava no momento. A brisa fora da casa estava gelada, me arrepiei toda, mas percebi que não era pelo vento e sim pelo novo perfume presente no local. Merda!

- Você está fumando agora? - confirmei quem era. Ela não precisava fazer mais nada, eu reconheceria aquela voz e o seu perfume em qualquer lugar, e em qualquer situação. Era impossível negar o que ela fazia comigo.

- Não, e se eu tivesse? O que você tem com isso. Que eu saiba não te devo nada - não era proposital, mas perto dela não conseguia não ficar na defensiva.

- Parece uma adolescente, sabia? - zombou.

- Por que? Tá doida - falei indignada, adolescente já é demais.

- Só me dá "mals respostas", fica difícil não te associar a um - a olhei, estava com um sorrisinho.

- Mas porque ainda estou conversando com você. Já não te mandei ficar longe de mim - percebi que estava dando mole - Você não se toca - terminei saindo de perto dela.

- Aí uma coisa que eu nunca fui boa - entrou em minha frente me impedindo de passar - em obedecer.

- Percebi - menina sem noção - agora será que dá pra sair, por favor, da minha frente.

- Não - Falou pegando o cigarro que ainda estava na minha mão, dando uma última tragada antes de o jogar no chão - O beijo dela é melhor que o meu? - disse já me olhando.

- Hã??? - óbvio que eu tinha entendido, só queria ouvir de novo.

- Não se faça de idiota! Eu perguntei se o b-e-i-j-o dela é melhor que o meu - dessa vez pausadamente.

- Não posso te responder isso - ela queria jogar, tudo bem, só que eu era profissional nisso.

- Por que não? - me olhou intrigada.

- A última vez que te beijei foi a sete anos. Seria injusto - tá eu confesso, estava deixando isso ir longe demais.

- Não tem problema, eu resolvo isso - sem que tivesse a chance de responder mais nada ela me agarra pelo pescoço e me beija. DEUS!!!! Como eu senti falta desses lábios. Juro que tentei resistir e a empurrar, mas eu era fraca demais. Sem mais chances, apenas cedi, abri a boca para que sua língua dominasse totalmente a minha. Ela desceu uma de suas mãos para minha cintura e a pertou. Com esses pequenos toques eu já estava completamente enlouquecida de desejo, ela me deixava assim, sem formas de me defender.

Sem muita paciência ela me empurra para a parede mais próxima, ainda me beijando força nossas intimadades barradas belas calças. Sem perceber solto um pequeno gemido, ela percebe e começa a descer seus beijos pelo meu pescoço, quando derrepente...



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