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História If Our Love Rule The World (IOLRTW) - LOST - Capítulo 2



Notas do Autor


LOST é a primeira história da série IOLRTW, conheça as outras seis historias! Os links para as historias e o twitter da fanfic estarão nas notas finais.

Capítulo 2 - The Dream Starts Now


Fanfic / Fanfiction If Our Love Rule The World (IOLRTW) - LOST - Capítulo 2 - The Dream Starts Now

Alice Ricchie

 

5 de maio de 2019, Domingo. Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo. 13h00.

As pessoas indo e vindo dentro do aeroporto me deixavam apreensiva, a ideia de ter uma viagem de vinte e quatro horas não me agrada muito. Ainda mais quando terei que ficar dentro de um avião, tendo escala de apenas uma hora na Turquia. Uma hora para andar é muito pouco. Deveria tomar um remédio para dormir? Baixar um livro para ler? Quantas músicas novas preciso encontrar para ouvir uma playlist toda sem enjoar?
Enquanto estou totalmente jogada em uma das poltronas do aeroporto, com duas das minhas malas ao meu lado, Pedro ajuda meu pai a despachar as outras - o medo de extravio está muito grande também. Olho para o lado e vejo Vic dormindo deitada no peito de Lucas enquanto ele está com a cabeça apoiada nos ombros da minha mãe, que está mexendo no celular ao lado deles. Ela abre a câmera e começa a tirar fotos com os dois dorminhocos. Muito fofos juntos, nem sei porque tanta demora para esses dois darem algum passo. Meu voo é daqui quarenta e cinco minutos e dois estão dormindo, incrível esse poder deles.
Pedro e meu pai voltam, ambos estão com sacolas nas mãos e caminham até mim orgulhosos. Eles compraram alguma coisa, aparentemente nada de comer ou beber – que era tudo o que eu queria agora.
- Alice, filha, seu avô te mandou isso. Ele disse que não vai conseguir vir. – Meu pai falou me dando uma sacola. Eu a pego e abro, dentro dela tem guloseimas, chocolates, refrigerantes, um lanche embrulhado em um papel alumínio que eu tenho certeza de que é o que ele e eu costumávamos comer juntos - um grande e especial pão francês com peito de frango, queijo, tomate, alface e vinagrete - e salgadinho. Eu amo meu avô! Sorrio e coloco a sacola de lado, vou guardar isso para comer no avião e sentir, uma última vez, o gostinho do lanche preferido que eu comia com o ele - agora sei que vai demorar para fazermos isso de novo e eu sozinha no avião.
Meu celular toca e eu pego o mesmo no meu bolso, olho para a tela e vejo quem está ligando. “Vovô” aparece junto com a foto dele, então atendo.
- Oi vô, como vai? – Falo assim que atendo a ligação.
- Oi, minha filha. To bem e você?
- Estou bem, meu pai acabou de me entregar o que você mandou.
- Que ótimo que ele não comeu nada. – Falou rindo. – Guarde para comer no avião, depositei um dinheiro no seu cartão para você comer com seus amigos ai no aeroporto, ok?
- Ah, vô, não precisava.
- Eu faço questão que todos os quatro comam uma última vez antes de você ir, querida. E quando estiver no seu avião não demore para comer o lanche para que ele não fique ruim e eu possa tentar começar a comer o meu ao mesmo tempo que você, assim, mesmo separados, comeremos juntos. – Eu sorrio boba com uma lágrima querendo se formar em meu rosto, vai ser difícil ficar sem comer esse lanche com o meu avô por tanto tempo.
- Pode deixar, vô. Vou tentar fazer login no wifi do avião e te mando mensagem quando for comer, o que acha?
- Perfeito. – Ele falou com a voz falha.
- Vovô, você não está chorando, né?
- Não, não. Não estou, não. Preciso desligar agora, está bem? Mande notícias assim que puder.
- Pode deixar! Te amo, tchau. – Falei e pude ouvir meu avô dizer “Também te amo” e fungar o nariz antes de desligar.
Me viro para Pedro e meu pai que me olhavam atentamente, Pedro estava com um olhar doce e perdido em mim até meu pai cutucá-lo com o cotovelo. Ele se assusta e segura a sacola com mais força.
- É... então... Vamos dar uma volta? – Ele perguntou aparentemente nervoso e me estendendo a mão. A pego e deixo que ele me guie, sabe-se lá para onde.
Paramos num canto do aeroporto que estava mais vazio, tinham algumas lojinhas em volta e nos encostamos em uma parede. Pedro parecia nervoso e andava de um lado para o outro.
- Pedro… - Falei pegando seus ombros fazendo com que ele me olhasse. – Por favor para de andar e fala alguma coisa antes que abra um buraco no chão!
- Tá, ta bom. Vou falar. – Ele olha para a sacola e então olha para mim. – Lembra do dia em que nos conhecemos? – Eu assenti. – Era halloween, você havia fugido da festa da Vic porque tinham muitos bêbados e só queria um milkshake. Então foi para o restaurante e foi meio esquisito uma garota fantasiada perfeitamente de Ravena entrar lá com um cachorro preto e peludo que também se chamava Ravena, simplesmente se sentar numa mesa e pedir um milkshake de Ovomaltine. Aquele era o meu primeiro dia e tudo o que eu pensei quando te vi foi: “Se todos os meus dias de trabalho forem tão loucos quanto hoje, eu não vou durar muito”. – Rimos e eu olhei para baixo me lembrando do dia. – Era bem tarde quando você decidiu ir embora, quase meia noite e meia, e você ficou lá até fechar por não querer voltar para a festa da Vic, mesmo sabendo que deveria. Então fui te avisar que estávamos fechando e você me chamou para a festa, como eu não tinha fantasia você me disse para ir com o uniforme de trabalho e dizer que era uma fantasia, e eu realmente fiz isso. - Ele faz uma pausa rindo e continuando ainda risonho - Quase fui despedido, mas seu pai me ajudou. Mal sabia que depois de fazer aquele milkshake e ir para uma festa com você, eu me apaixonaria tanto. Eu entendo que você nunca aceitou me namorar porquê sabia que ia embora, mas sei que você também não ficava com ninguém além de mim por mais que ocultasse isso. O que eu to querendo dizer é que... aquele dia foi o dia mais importante para mim e espero que tenha sido para você também. – Eu concordo pegando em sua mão. – Quero que você saiba de mais uma coisa antes de ir.
- O que? – Perguntei.
- Que eu te amo! Não quero que se esqueça disso e espero que um dia a gente possa ficar junto. – Eu sorrio e o beijo, realmente depois que conheci o Pedro não consegui mais ficar com outras pessoas, ter ele me bastava e mesmo não tendo o título de “namorado” ele sempre agiu como um. Dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece, mas também dizem que não é com eles que ficamos para o resto das nossas vidas.
O primeiro amor é aquele que te mostra tudo o que você é capaz de fazer por alguém, mostra até que ponto você é capaz de chegar por essa pessoa porque, afinal, é o amor que você pensa que vai ser para sempre. Ele te trás força e aconchego, mas em alguns momentos é difícil e te ensina muitas lições - algumas boas e outras nem tanto, mas que você precisa ter.
Sei que o Pedro foi esse meu primeiro amor, tivemos altos e baixos, fizemos muitas coisas e aprendemos muito um com o outro. Além de termos um sentimento incrível, sabíamos lá no fundo que tudo o que tínhamos era mais que uma amizade colorida, mas se nomeassemos a nossa amizade como um namoro tudo poderia estar sendo mais difícil agora. E a última coisa que quero é que ele fique mal.
- Eu também te amo. – Falei e ele me puxou para um abraço apertado.
- Tem o meu último presente. – Ele falou sem me soltar do abraço. – Quero que guarde e lembre-se de mim sempre que olhar para ele. – Nos separamos e ele me entregou a sacola.
Abri e vi um embrulho azul bebê com vários pandinhas nele, extremamente fofo, Pedro sabe que eu amo pandas e embrulhou assim. Pego o presente e fico encarando o embrulho, me sento no chão e ele me acompanha.
- Como eu posso abrir esse embrulho? Não tenho coragem de rasgar. – Ele ri enquanto eu procuro um lugar para abrir o embrulho sem rasgar.
- Aqui, amor. – Falou virando o presente da cabeça para baixo e me mostrando um único durex preso segurando para fechá-lo. Eu puxo o durex devagar, mas sem sucesso e o papel se rasga.
- Ah, não acredito que fiz isso. – Falo desanimada e batendo o presente levemente na minha cabeça, fazendo-o rir. Sorte que não era nada de quebrar. Agora que o embrulho já está rasgado e eu decepcionada comigo mesma, decido pegar o presente e puxá-lo para fora.
Quando o olho, mal pude acreditar. Uma placa de carro personalizada, ela era roxa, holográfica, com “RAV-3110” marcada dela, significando a fantasia que eu usava na noite que nos conhecemos - a data em que isso aconteceu.
- Pedro... – Falei e sorrindo e sentindo novamente lágrimas se formarem nos meus olhos. – Eu... eu amei. – Puxei ele para um abraço e ele me envolve fortemente, consigo ouvir sua respiração e seu coração batendo. Começo a chorar e ele me aperta ainda mais, suspirando.
- Não chore, por favor. – Falou nos afastando e secando minhas lágrimas. Ele segura meu rosto me fazendo olhá-lo e beija minha testa. – Eu te amo e só precisa se lembrar disso quando estiver lá, ok? – Eu concordei e o abracei novamente.
- Ah, então vocês estão aí. – Ouvimos a voz da Vic. -  Temos vinte e cinco minutos para podermos comer, vamos. Estou com fome e, pelo o que sei, hoje é por conta da Alice. – Falou parando na minha frente abraçada com Lucas.
- Vamos, temos que ir. – Falei pegando na mão de Pedro e levando meus amigos para comer uma última vez antes de viajar. Depois disso sabe-se lá quando vamos repetir isso.

6 de maio de 2019, Segunda-Feira. Aeroporto Internacional de Incheon, Coréia do Sul. 15h00.

A viagem pareceu mais longa ainda na prática, estou exausta nesse saguão da empresa esperando alguém me levar até o meu dormitório onde preciso largar essas malas e ir comer. Comer é tudo o que eu preciso, mais do que dormir. Suspiro olhando em volta e vejo uma garota com uma calça legging, um top preto e cabelos loiros presos em um rabo de cavalo. Aparentemente ela é muito fofa e simpática. Espera, ela está vindo para cá? Ela sorri ao perceber que estou olhando e se aproxima ainda mais.
- Oi, você é a Alice? – Falou estendendo sua mão para que eu apertasse a mesma e assim o fiz.
- Sim. Sou eu, sim.
- Legal, meu nome é Kim Minji e sou sua colega de quarto. Me pediram para te encontrar aqui.
- Ah, prazer em conhecê-la. – Falei sorrindo.
- Posso te perguntar a sua idade? – Ela fala pegando uma das minhas malas para me ajudar a carregar.
- Eu tenho dezoito anos.
- Que legal, sou sua unnie. – É o que? Ela parece ter a minha idade, impossível ser mais velha que eu. – Tenho vinte e um anos. – Fiquei boquiaberta, ela com certeza percebeu isso já que deu risada.
- Desculpe, você parece ter a minha idade. – Falei e ela assentiu. Acho que ela estava, de certa forma, acostumada com essa reação.
Minji e eu caminhamos pela empresa, ela me apresentou cada cantinho possível. O lugar que mais me chamou a atenção, com certeza, foi a cantina - que eu estava torcendo para estar em horário de trabalho, mas estava fechada e só abriria no horário da janta. Me recuso esperar até lá. Eu preciso comer.
Com a ajuda de Minji deixo todas as minhas malas no dormitório, que decido conhecer depois de voltar de algum lugar que tenha comida. Ela me disse que tem alguns restaurantes aqui perto da empresa, mas que para chegar até eles eu preciso passar por um parque. Pego as direções com ela e saio da empresa, seria bom para conhecer o lugar e aprender a andar por lá.
Caminho tranquilamente pelo parque tirando algumas fotos do lugar, lembro de mandar tudo para a minha mãe que, com certeza, só vai ter como ver quando acordar - já que lá no Brasil agora são 4:23 da manhã. O parque é bonito, aberto e refrescante, posso ver alguns adolescentes cantando e dançando numa parte - alguns fazendo shows para conseguir umas moedinhas - e até um palco.
Estou distraída com tudo a minha volta, é tudo tão novo por aqui... Aquele garoto está dormindo com o notebook do lado? É com esse tipo de coisa que terei que me acostumar? Totalmente diferente do Brasil.
Posso ver a rua com restaurantes na minha frente, acelero o passo e de repente sinto meu pé ficar preso em algo, me fazendo cair de cara no chão.
Olá, Coréia. Aqui está o meu primeiro tombo para vocês. 

Kim Taehyung 

4 de maio de 2019, Sábado. Rose Bowl, Pasadena, Los Angeles (EUA) 17h00.

Todos os fãs estão começando a entrar no estádio, aos poucos o barulho deles vai ficando mais alto e isso sempre faz meu estomago embrulhar de ansiedade. O primeiro show da Love Yourself, Speak Yourself começa em duas horas, não estou errado em me sentir assim. Essa, de longe, vai ser a melhor e mais intensa, composta por passagens em muitos estádios grandes e lugares maravilhosos.
Olho ao meu redor, todos os meninos estão mostrando sinais de ansiedade, Jungkook escova os dentes com duas escovas - o que seria cômico, Jimin revisa as músicas, Hoseok pratica a coreografia do seu solo, Jin não sai da frente do espelho, Namjoon revisa os raps e... espera... eu disse que todos demonstravam sinais de ansiedade, mas o Yoongi está dormindo - se bem que talvez isso fosse de se esperar. Caminho até ele e passo minha mão na frente do seu rosto, se ele está realmente dormindo vai ser uma ótima foto para postar no twitter mais tarde. Sorrio com a ideia e pego meu celular, abro a câmera e miro em seu rosto.
- Se você tirar foto, é um cara morto. – Ele fala e eu saio de perto dele no pulo, fazendo todos os meninos olharem para nós. Dou um sorrisinho sem graça e vou me sentar em um sofá, para usar o twitter um pouco. Sorte que ninguém viu meu fracasso de fato. Vendo as fotos das fãs e o que estão falando enquanto esperam de hoje já em seus lugares para curtir o show. O som delas gritando a cada segundo dos MV's que passam no telão fica mais forte ainda conforme as músicas mudam e ouvir a euforia delas é incrível.
As horas passam rápido e, em um piscar de olhos, já está na hora de entrar no palco. Los Angeles, se prepara!


Notas Finais




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