História If Spring Comes - Capítulo 3


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Categorias B.A.P, Bangtan Boys (BTS), Seventeen
Personagens Himchan, Jin, Jongup, Jungkook, Kim Mingyu, Lee Jihun "Woozi", Personagens Originais, Soonyoung "Hoshi", Youngjae
Tags Bangtan Boys, Bap, Bts, Cardiologista, Gang!au, Hentai, Hoshi, Jeon, Jeongguk, Jungkook, Médico, Mistério, Romance, Seventeen, Sexo, Yssschr_
Visualizações 1.003
Palavras 2.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que demorei muito, SÉRIO, ME DESCULPEM! É que sempre que eu ia escrever esse capitulo, algo acontecia :')

Enfim, espero que gostem e aguardem as surpresinhas dos próximos. Boa leitura ~

Capítulo 3 - II. Quem é ela?


Fanfic / Fanfiction If Spring Comes - Capítulo 3 - II. Quem é ela?

Num suspiro baixo e pesado, com meus olhos prontamente fechados, a cabeça baixa com o olhar fixo no piso encerado e os dedos inquietos sobre a ponta do tecido jeans surrado de minha jardineirinha, lá estava eu, no meio do extenso corredor branco de um Hospital, entre dois homens desconhecidos - e estupidamente lindos, só para constar - que me encaravam esperando uma resposta.

Resposta essa a qual eu já formulava e reformulava, várias e várias vezes seguidas, há pelo menos uns 5 minutos em minha mente.

Conclusão? Eu estava basicamente ferrada.

Mas sabe ferrada ao triplo, tipo, bem ferrada mesmo? Pois é.

— Q-Quando eu menti?  De olhos bem abertos, rosto sério e a minha maior cara de pau, fitei o garoto de cabelos negros à minha frente cutucar o céu da bochecha com a língua ainda de olhos semicerrados. — Não lembro de ter mentido. Por que eu mentiria? Nunca menti na minha vida inteira. Então... acho melhor eu ir agora, né? Tá ficando tarde. Nossa, que tarde.  Com um forçado sorriso largo, fui dando passos lentos para trás até me virar para o outro de cabelos castanhos ainda fingindo um sorriso fofo.  Foi bom te ver de novo, Hyuk-ah, espero que fique melhor do fígado logo, te vejo amanhã, huh?! Tchauzinho!

 Sr. Soonyoung, conseguiu soltar os gases?  Um homem alto de cabelos prontamente loiros, jaleco esbranquiçado e com uma prancheta nas mãos surgiu das profundezas do que chamo de "azar infinito", com um sorriso angelical no rosto.

Os olhos pequeninos passaram a ter o dobro do tamanho dos meus em um segundo, assim como suas bochechas brancas ficaram instantaneamente rosadas.

 H-Hã...?  Ele engoliu seco e abaixou a cabeça, coçando a nuca todo sem jeito.  A-Ainda não...

— Soonyoung, hm. — Num quase sussurro, escutei o moreno atrás comentar sem deixar de me encarar, com os braços cruzados e os lábios ainda pálidos.

— Que estranho, já deveriam ter saído. — O médico inclinou a cabeça com uma interrogação no rosto, analisando o garoto de cabelos castanhos e ignorando totalmente a minha presença e a do moreno.  Ainda dói no lugar onde retiramos a vesícula?

 Vesícula, hm.  Mais uma vez, o garoto de cabelos negros sussurrou, formando um bico nos lábios e fazendo uma careta particularmente fofa demais para ser considerada de ódio.

Não é? Alguém por favor diz que eu estou certa.

— Oh? Você não é o paciente do coração?!  O médico arregalou os olhos quando finalmente notou a presença do outro e em seguida me olhou de relance, voltando a pôr os olhos surpresos sobre o homem desconhecido.  Quando você acordou?! Ou melhor, o que faz de pé?! Não deveria nem ter levantado ainda!

— Eu tô bem. — Apesar de sua voz soar fraca, ele parecia convicto do que falara. Seus olhos escuros se concentravam em mim, as orbes intensas me fitavam enquanto sua respiração era soprada tenuemente por entre seus lábios finos e sem cor.

De alguma forma, de algum jeito que não sei explicar, seu olhar parecia tragar uma curiosidade a qual estranhamente me hipnotizava. Os olhos negros permaneciam atraindo os meus, atentos; pareciam falar algo mesmo que em silêncio. Pareciam querer encontrar algo. Procuravam em minhas orbes alguma coisa, à sua própria maneira.

Os lábios entreabertos deixavam as pontinhas de seus dentes da frente aparecerem, o rosto pálido era simetricamente detalhado, era como delicado e viril ao mesmo tempo. Seus traços delineados suavemente pareciam amadurecidos o suficiente, tentadoramente másculos, mas, ainda carregavam em si uma fofa essência de bebê que não faço a mínima ideia de como conseguia.

E só depois de reparar nisso tudo, foi que me dei conta de que eu o fitava descaradamente. 

 Senhor, por favor, você tem q...  O doutor jogou para trás seus cabelos loiros e o outro continuou a fixar os olhos nos meus sem desviar por um segundo sequer.

 Já disse que tô bem, eu s...  Assim que ele tentou dar um passo para frente, seu corpo pareceu amolecer e seus olhos se fecharam num impulso reflexivo no momento em que ele apoiou o braço na parede e levou a mão até o peito, apertando o tecido fino da roupa hospitalar entre seus dedos.

Arregalei meus olhos e quase dei um passo atrapalhado em sua direção, engolindo seco e vendo os olhos alheios novamente procurarem pelos meus. As pálpebras cansadas acompanhavam sua respiração fraca.

— Enfermeira Lee! — O médico se aproximou apressadamente, segurando nos braços do mesmo e o fazendo sentar sobre a cadeira de rodas que uma enfermeira trouxe correndo pela UTI.  Por favor, informe ao Dr. Youngjae que o paciente do transplante de coração acordou.

— O Dr. Youngjae está terminando uma cirurgia agora, Dr. Jihoon.  Ela respondeu se curvando.

— Eu vou levá-lo até a sala, assim que o Dr. Youngjae terminar diga que o paciente já vai estar esperando lá, ok?

Olhei de soslaio para os lados e, silenciosamente, fui dando passos vagarosos para trás. Um pé seguido do outro, fazendo o máximo para que ninguém me notasse - e rezando à Buda que tivesse piedade de mim. Assim que consegui me afastar, dei as costas e na ponta dos pés avistei a porta de saída a alguns metros dali.

Mordisquei os lábios com um pequeno sorrisinho querendo surgir em meu rosto e antes que eu pudesse me aproximar da bendita porta, senti algo tocar meu ombro e uma voz me fazer cessar os passos.

POV Jungkook 

Um pequeno feixe de luz entrava sorrateiro pela brecha da janela junto de uma brisa suave a qual soprava fraco em meus cabelos, trazendo em si o cheiro das primeiras flores que desabrochavam do outro lado do vidro transparente. Era ali que meu olhar estava perdido. Naqueles botões de rosas em que eu me encontrava absorto em pensamentos, absorto nela. 

É, nela. Aquela garota de cabelos pretos, bochechas gordinhas e um olhar que me deixava mais que curioso. 

— Você lembra seu nome? Ei. Tá me ouvindo? 

Algo nela me parecia familiar. Como se eu já a tivesse visto antes, ou como se eu a conhecesse de algum lugar. Suspirei fraco e, ainda com os olhos estreitos e bico mínimo nos lábios, levei o polegar e o indicador até o queixo. 

— Por que eu não consigo lembrar dela...?  Balbuciei baixinho, suspirando mais uma vez. 

— O que disse? Ei, você tá me escutando? Ei! 

Uma segunda voz se tornou presente assim que ouvi um estalar de dedos, me fazendo abrir bem os olhos e piscá-los algumas várias vezes até voltar a me concentrar novamente no homem de jaleco branco sentado do outro lado da mesinha de madeira envernizada. 

— Huh? Ah... — Pigarreei, levando a mão aos cabelos e os bagunçando fraco.  Desculpe. 

— Bom, como se sente? Sente algo diferente? Lembra de alguma coisa? 

— Ouvi que fiz um transplante... 

— Sim. Por pouco, conseguimos salvá-lo. Você é um garoto de sorte. — Ele entrelaçou os dedos sobre a mesa e me olhou sorrindo pequeno. — Enfim. Você ainda vai precisar de acompanhamento, precisamos ver como vai se adaptar ao novo coração.

— Novo coração... — Repeti em tom baixo, desviando o olhar outra vez para a janela. 

— Pessoas locais o encontraram desmaiado no meio de uma avenida, sem documento ou nada que o identificasse. Consegue lembrar de alguma coisa? 

— Eu... 

— Sabe de onde veio? — Ele me fitou atento e eu franzi a testa, tentando resgatar a memória que parecia na ponta de minha língua, mas, por alguma razão, não conseguia lembrar. — Ok, então, quantos anos tem? Lembra disso? 

— E-Eu... — Abaixei o olhar, me sentindo totalmente avulso, perdido. 

— Vamos simplificar. Seu nome. Lembra de seu nome? 

— Acho que... Jung... kook? —Arqueei uma das sobrancelhas, me concentrando em meus pensamentos. Era a única palavra que me parecia familiar naquele momento, a única palavra a qual vinha a minha mente sem grande esforço 

— Jungkook? Esse é seu nome? — O médico continuou a me encarar e eu apenas assenti em silêncio. — É a única coisa da qual se lembra, Jungkook? Não lembra do seu sobrenome? 

Neguei com a cabeça, contraindo os lábios e o vendo suspirar, levantando da cadeira giratória de couro e dando a volta pela mesa em minha direção. Com um estetoscópio prateado em mãos, ele o posicionou em meu peito e ergueu o olhar, silencioso. 

— Pode respirar fundo, por favor?

Fiz o que pediu pelo menos umas duas vezes; queria entender o quão estranho estava sendo aquela situação. O porquê eu havia esquecido tudo menos meu nome, o porquê de eu não lembrar de mais nada, o porquê aquela garota vinha tantas vezes em meus pensamentos e por que eu sentia meu peito apertar ao vê-la chorar. 

— Doutor... — Levei as orbes até as letras bordadas em seu jaleco. — Dr. Youngjae... Eu... não, deixa pra lá. 

— Ok, tudo bem. Descanse por hoje, amanhã vamos fazer alguns exames e ver o que causou essa amnésia, huh? E não se esforce muito, pode pedir à alguém da enfermaria pra que te ensine a usar a cadeira de rosas direitinho. 

Mais uma vez concordei em silêncio, sendo empurrado com cuidado pelo médico até a porta de sua sala e por fim me encontrando novamente em meio ao corredor extenso e vazio. Olhei para os lados e voltei a fitar a engenhoca em que estava sentado. 

Deixei um suspiro escapar de meus lábios e levei o olhar para o final do corredor, logo arregalando os olhos ao ver a garota de cabelos negros andar distraída. De ombros caídos e em passos lentos. Seus cabelos na altura da cintura balançavam fracos conforme a brisa entrava pelas frestas, sua jardineirinha jeans estava amarrotada e carregava em seu bolso o pequeno ramo de flores sem pétalas. 

Semicerrei os olhos e a encarei ressabiado, esperando que a mesma me notasse. Isso, até que a vi passar o dorso da mão sobre as bochechas, em mais um choro silencioso. A acompanhei com olhar, sentindo meu peito apertar mais uma vez, inerte. Assim que ela ergueu o rosto outra vez, seus olhos pequenos saltaram num segundo e ela deu as costas, apressando os passos para o lado oposto. 

— Yah! — Praticamente gritei no meio do hospital, tentando fazer aquela geringonça de cadeira sair do lugar.  — Yah, você! Ei! Aish... Yah! Me espera! 

— Droga, droga, droga... — A ouvi murmurar enquanto aumentava a velocidade dos passos e eu era deixado para trás. 

Maldita cadeira de rodas. 

— Precisa de ajuda, oppa? — Uma voz feminina e aguda me fez procurar com os olhos ao meu redor e encontrar um pequenino ser humano de lacinho rosa e nariz empinado arrastando um suporte de soro. 

— Não sou seu oppa! — Fiz um bico com os lábios, estreitando os olhos. 

— Mas você parece bem mais velho. — Ainda de nariz em pé, ela cruzou os braços e bateu o pézinho no chão várias vezes impaciente. 

— Ei, eu não sou velho! — Emburrei o rosto, voltando a olhar para o final do corredor procurando por todos os lados a garota que já havia sumido. 

— Então qual sua idade, oppa? Huh? — Ela fez carão. 

— Eu... — A fitei outra vez, coçando a nuca e a vendo rir debochando. 

— Eu sei que você tava seguindo a unnie, oppa. Conheço aquela unnie. Por um preço justo, eu posso te levar até ela. — A menina abriu um sorriso sombrio, dando uma risadinha maligna e esfregando as mãos uma na outra. 

— Você não é muito nova pra extorquir dinheiro das pessoas assim? 

— Eu tenho que ganhar a vida também, oppa. E aí? Vai pegar ou largar? 

— Yah, Min Yuri! — Um homem de cabelos claros parou no meio do corredor, apoiando as mãos nos joelhos e respirando ofegante. — Se tu correr de novo, eu vou cometer um crime de ódio! 

— Opa. — Ela arregalou os olhos e segurou firme no suporte. — Essa é a minha deixa. Como a pessoa extremamente bondosa que sou, vou te passar informações de graça hoje. Sabe aqueles arbustos de flores amarelas? É só ir até elas, oppa. As amarelas! 

A pequena gritou enquanto corria corredor a fora. 

— Aish, Min Yuri! Porcaria de destino azarado que não me fez filho único, yah! — O homem saiu resmungando com os punhos fechados e uma expressão de homicídio ao passar lentamente por mim. Engoli seco e tentei fingir que não fui ameaçado de morte por um cara estranho com moletom de Kumamon. 

Mordiscando os lábios, fixei meu olhar outra vez no fim do corredor avistando a porta automática de vidro, por onde conseguia observar o jardim do Hospital, se abrir. Com um esforço talvez um pouco atrapalhado, consegui mover de lugar a cadeira de rodas me aproximando da porta e fechando os olhos ao sentir o vento frio soprar em meu rosto. 

Camadas de flores de todas as cores cobriam o verde dos arbustos. O céu azulado em um tom escuro destacava as diversas estrelas e a enorme lua minguante que surgia entre as nuvens. Deixei um pequeno sorriso escapar involuntário e logo lembrei das palavras da garotinha de antes. 

As flores amarelas

Será que eu devo mesmo ir até elas?     



Notas Finais


Gostaram? Continuo ou não?

Jihoon*: Seventeen.


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